segunda-feira, 23 de março de 2015

SOBRE A DOR E O SOFRIMENTO.VOCÊ PRECISA SABER DISSO!

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Sobre a dor e o sofrimento. Você precisa saber disso!

Será mesmo que a dor é inevitável e o sofrimento opcional? Será que fugir do sofrimento a todo custo nos faz pessoas melhores ou nos enfraquece cada vez mais? Você precisa mudar a forma como você enxerga tudo isso! 

Sabe aquela frase conhecida do Carlos Drummond, “A dor é inevitável, o sofrimento é opcional”? Então, essa frase NÃO é dele. Eu como fã desse grande poeta fico muito triste ao ver pessoas que não se cuidam em saber o que compartilham. Às vezes deixam de dar os devidos créditos aos verdadeiros autores, às vezes dizem o que eles nunca disseram, como acontece muito com a Clarice Lispector.
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A famosa frase foi retirada do livro “You gotta keep dancin’“ de Tim Hansel. Este é um livro motivacional onde o escritor fala sobre um acidente que sofreu e sobre suas fortes dores. A frase original é: “Pain is inevitable, but misery is optional. We cannot avoid pain, but we can avoid joy.” (Tim Hansel)
Mas este artigo não é sobre a autoria desta frase.  É sobre a dor, sofrimento, e sobre o fato disso tudo ser opcional ou não.

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Bom talvez você esteja sofrendo agora. E provavelmente deve estar sofrendo por algo externo a você, não é? Alguém brigou com você. Você quebrou sua perna. Terminou seu relacionamento. Perdeu o emprego. Isso tudo faz você sofrer, certo? ERRADO!
Memorizem isso: DOR NÃO CAUSA SOFRIMENTO, MAS O SOFRIMENTO PODE CAUSAR DOR.
Você anda sempre com raiva e estressado, e de repente começa a ter gastrite? Sim, seu sofrimento emocional afeta seu organismo, e nesse caso seu aparelho digestório é prejudicado. O sofrimento começa a causar dor física.
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O sofrimento é uma interpretação sua. É como você percebe algo e reage a isso. Já deve ter percebido que algumas pessoas reagem com dureza a dor, outras choram ao tomar uma injeção, e outras buscam a dor para sentir prazer. São pessoas perturbadas? Não, são tão normais quanto você.
A dor é um mecanismo que o seu organismo possui. Nada mais é do que um alerta de que algo não está normal no seu corpo. Esse alerta pode ser enganado com hipnose, por exemplo, mas no geral, ele nos serve para nossa própria sobrevivência. É por esse motivo que digo que a dor não é inevitável, ELA É NECESSÁRIA!
A partir de agora comece a parar de fugir da dor, concentre-se no sofrimento. Em como você reage e interpreta determinados alertas do seu corpo e do ambiente em que vive.
Sabe qual o maior problema? Temos o costume de querer tratar apenas a dor, e ignoramos sua causa. É muito comum alguém achar que é bobeira aprender a se relacionar, ou a trabalhar sua autoestima, ou pior ainda, para que aprender a se desapegar? Que coisa boba! ERRADO MAIS UMA VEZ!
Saber interpretar as coisas e entender como funcionam as interações humanas nos possibilita reagir melhor a tudo, e assim evitar mais sofrimento e consequentemente a dor.
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Agora diga de uma vez, Carlos, o sofrimento é opcional?
Sim, ele é. É claro que não existe um botão em que você aperta para não sofrer. A escolha é consciente, mas é preciso aprender a usar a força de vontade, mudar hábitos, e a enxergar a vida de uma forma diferente. Como disse agora a pouco, o sofrimento corresponde à interpretação que você faz de sinais de alerta ou não do seu organismo. Felicidade ou infelicidade, liberdade ou prisão emocional, gratidão ou arrependimento dependem muito de como você escolhe interpretar a situação que está. Como tudo isso é emoção, é pensamento, pode ser modificado. Com alguma prática e força de vontade você pode começar a enxergar as coisas de uma forma mais realista e benéfica a você. Em alguns casos é preciso fazer uma reinterpretação de certos sentimentos, inclusive trabalhar possíveis traumas.
Uma das coisas que faço é ajudar você a não supervalorizar coisas banais e não relevar aquilo que realmente importa. Acalmar sua mente e direcionar seus pensamentos é o que fará você viver bem e viver melhor!
Deixo algumas dicas:
1 – Verifique se você não está supervalorizando determinados acontecimentos na sua vida.  Sejam eles bons ou ruins;
2- Comece a se enxergar de uma forma mais positiva;
3 – Evite o efeito ruminante. Ficar remoendo pensamentos bobos acaba por transformá-los em grandes tormentos e possíveis traumas.
4 – Liberte-se! Você não pode abraçar o mundo, nem ter tudo ou todos. Às vezes é preciso perder algo para ganhar em outro lugar.

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Em resumo, se você está sofrendo há algum tempo e só se preocupa com a dor que sente, saiba que além de cuidar da possível dor física é imprescindível curar o seu sofrimento, trabalhando a sua interpretação e percepção da vida. Você não precisa chegar ao fundo do poço para cuidar de você. Melhore sua qualidade de vida agora! E aproveite bem sua vida. Supere-se!

Por Carlos Mion

RELAÇÕES EM REDE,EXÍLIO DA ALMA



Relações em rede, exílio da alma

A internet revolucionou o mundo e com ele o modo de fazermos tudo; as transações comerciais, o cinema, a musica e até mesmo amigos.




A partir do final dos anos noventa houve uma migração em massa para esse mundo novo e ainda pouco explorado, empresas e pessoas, percebendo o potencial da novidade fizeram da “internet” o que o rádio e a televisão tinham sido em outras épocas. Hoje é praticamente impossível, até em áreas mais carentes, encontrar alguém que nunca a tenha utilizado.
A comoção foi geral, sites de vendas que não possuíam nem estoque, nenhum produto físico, passaram a valer bilhões da noite para o dia, empresas estabelecidas dos mercados fonográficos e cinematográficos tiveram que reinventar sua forma de fazer publicidade, distribuição e vender. Tudo aparentemente teve de se reinventar, o mundo se tornou mais rápido, instantâneo, automático e despersonalizado.
A quantidade de informação encontrada é estrondosa, tanto da útil como da inútil, milhares de ferramentas surgiram em igual proporção pra tornar, em tese, nossa vida mais fácil, mais cômoda e, de fato, tornaram, tornaram fácil demais.
Assim as redes sociais imergiram, com a brilhante proposta de conectar as pessoas, encontrar velhos amigos e fazer novos. O processo de amizade passou a ser muito prático, resumido basicamente em duas etapas; basta haver um solicitador, caso o solicitado aceite então são amigos, se não; nada feito. Sem espaço para meios-termos, para olhares, ou mesmo para pensar. O que aconteceu, e vem acontecendo, foi a banalização dos sentimentos antes tidos como pilar para o relacionamento entre as pessoas, se há alguma chateação basta “excluir” ou “bloquear”, o diálogo tornou-se obsoleto, ninguém mais deseja passar por discussões, desequilíbrios emocionais ou ter de sair da sua zona de conforto. Em poucas palavras; surgiu assim o "miojo" social.
A comunicação digital se popularizou em detrimento da real, a futilidade tomou forma e é comum vermos milhões de compartilhamentos completamente descartáveis, tornando possível saber se falta ou não sabão na casa de fulano ou o que ciclano comeu no almoço. O amor e o namoro limitaram-se a publicações e status. É extremamente comum ouvirmos comentários do tipo; “ele não atualizou o status, acho que não me ama” ou “ela me deu parabéns pessoalmente, mas não postou nada no meu perfil”, como se tais atitudes resumissem a confusão e conflito que são os relacionamentos humanos.
Com isso nos deprimimos, e cada vez mais pensamos ser realmente insignificantes, julgando que nossa vida talvez não seja tão interessante quanto a de nossos contatos, queremos participar e tomar voz em meio ao mar virtual, assim dando continuidade ao ciclo de irrelevância sem fim. Tornando-nos parte da velha máxima, passamos a interagir com os outros apenas pela “capa”, não sabendo ao certo a substancia do conteúdo em si; acabamos, muitas vezes, por nos decepcionar, em medida e em grau, com a farsa alheia.
Com esse cenário o vazio existencial e interpessoal alarga-se como um abismo, há a sensação de que algo nos foi tirado, roubado em algum lugar no passado, porém já muito longe para distinguirmos exatamente o que era, não sabemos mais ao certo o que é real e o que é inventado, talvez esse um dos pontos mais fortes das redes sociais. As redes deram às pessoas a chance de ser quem quiserem e como quiserem, dando a oportunidade de moldar a aparência de suas vidas, dramas e felicidades reais.
Por fim o que sobra é a ligeira sensação de mecanização, não mais do trabalho e sim das emoções.

Por Matheus Martins

Fonte:
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RELACIONAMENTO MIOJO X AMOR BROCHANTE



Relacionamento Miojo X Amor Brochante



Andam dizendo por aí que o amor por si só é brochante. Você não caiu nessa né?

Não confunda a sua incapacidade em manter e criar um relacionamento prolongado e prazeroso com a ideia de que o “amor romântico” é brochante. Pode ser, pode não ser. Depende muito da personalidade de cada um. Não é porque você não consegue criar um “clima duradouro” em uma relação amorosa que o mundo terá que condená-la para sempre. Está na hora de “desfacebookializar” sua mente.

No momento social em que vivemos, o que parece imperar é a velocidade. Piadas rápidas, comidas rápidas, dinheiro rápido, sucesso rápido, textos curtos na internet para se ler rapidamente, relacionamentos rápidos. Criou-se o costume de inventar rotinas aceleradas para esconder a sua incapacidade embaixo do tapete. Para que ler um livro se eu posso ler um status de 3 linhas nas redes sociais? Para que caminhar até a lanchonete se eu posso pedir o lanche pelo delivery? Para que visitar um amigo ou parente se eu posso mandar uma mensagem pelo Whatsapp? Para quer criar um laço amoroso com alguém se eu posso pular de galho em galho sem ter responsabilidade com os sentimentos de alguém? O medo do fracasso, a fuga de responsabilidades e a cultura do “quanto mais melhor” são as respostas. Não estou dizendo que esse estilo de vida acelerado não seja bom para algumas poucas pessoas. O que eu quero deixar claro é que este não é um padrão de qualidade de vida universal. Não é a fórmula para resolver seus problemas sentimentais.

Mas qual será o motivo dessa ânsia por velocidade? Será que todos estão com a vida tão ocupada assim? Sem tempo para conversar, sem tempo para criar laços, sem tempo para viver com calma?  Zygmunt Bauman, um sociólogo polonês o qual admiro muito, tem uma opinião muito contundente a respeito do comportamento social da atualidade: “VIVEMOS TEMPOS LÍQUIDOS. NADA É PARA DURAR”.  Para Bauman, com a torpe ideia de afastar a solidão, as pessoas vivem ligadas a celulares, tablets, notebooks. A maior parte do contato é feito por intermédio das redes sociais virtuais, e o contato físico fica resumido ao ato sexual, que na maioria das vezes, é aquém do esperado. Mal feito. Quanto menos contato físico, maior a torpeza em lidar com seres humanos. E qual é o ponto mais forte dessas redes sociais virtuais? A ausência de comprometimento. Adicionar e excluir são coisas tão rápidas e banais que ao menor sinal de desagrado, você é excluído da “vida virtual” de alguém. Não gostou, exclua!
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Mas o que isso tudo tem a ver com o amor romântico e o relacionamento Miojo? Eu explico. Essas interações precoces e efêmeras estão tomando conta da vida real. Principalmente em relação aos que já nasceram com a cara enfiada em um computador. As relações estão se tornando meros laços momentâneos, tão frágeis quanto a curtida que você recebe por ter mudado o status de relacionamento. Tão volúvel quanto os comentários falsos dos amigos dizendo: que casal lindo!

Estão vendendo um prazer rápido e que se diz libertador. Os 15 minutos de fama para que você sinta-se bem por um tempinho. É o tempo para você beijar, dar uns “amassos”, mudar o status do Facebook, gravar um vídeo fazendo sexo, mandar o vídeo para os amigos, e se lixar para o que vai acontecer depois. Ser irresponsável virou modinha.

É o produto do momento, o Relacionamento Miojo. O que importa nessa modalidade de relacionamento é não se sentir só e nem o último da fila.  A solução para isso é ser rápido. Ninguém quer ficar uma semana ou um mês sozinho e triste, não é verdade? Ninguém quer ficar um final de semana sentindo-se a pessoa mais abandonada do mundo, sem amigos. Ninguém quer sentir medo, dor, fracasso, solidão. Qual a solução? Relacionamentos Miojo. Compre o seu!

Mas como funciona o relacionamento Miojo? É simples: 3 minutos e está pronto.  Não tem erro: Olhou! Gostou! Levou! Filmou! Gozou (às vezes)!
O que importa é viver o momento, e aproveitar o máximo possível esses instantes de sobrevivência. Rápido! Rápido!
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Mas qual o problema nisso? E se esse for o meu estilo? E se eu gostar?

O problema não é dizer se isso é certo ou errado, bom ou ruim. O problema é querer impor esse tipo de comportamento como algo superior ao amor romântico (aquele da conquista. Não confunda com dramas e chorumelas). O relacionamento Miojo é mais simples, mais fácil de conseguir e consequentemente vai fazer você se sentir bem por um tempo muito curto, até que você precise fazer tudo de novo. É um ciclo, quase um vício de autossabotagem. Você não domina o que faz e esconde o medo de se prender a alguém e ser infeliz, atrás da contínua procura por aceitação. Não gostou? Exclua!

Para ter mais controle sobre sua própria felicidade e não depender da volatilidade para ter paz de espírito, evite a polarização de ideias e compreenda que a interpretação que cada pessoa faz na busca do prazer é EXTREMAMENTE INDIVIDUAL. Você pode ser diferente sim. Não é feio ou errado gostar de 50 tons de cinza ou de Uma linda mulher. O sexo, por exemplo, não deve ser feito na selvageria, na safadeza. Não existe um padrão. Sexo deve ser feito da forma que melhor der prazer para você e o seu parceiro. Se você gosta de sexo selvagem e realmente sente prazer com a prática, ótimo! Desfrute disso. Mas não queira impor esse tipo de comportamento como o melhor para todos. 

Amor romântico não brocha, o que brocha é a sua incapacidade de sentir e dar prazer. A velocidade, quando se torna costume, é a demonstração cabal de que o sentimento de prazer deu lugar à vontade desesperada de se sentir bem e especial. Egoisticamente especial. Já gozei, você não?

Abraço a todos e até a próxima.

P.S.: Não se esqueçam de ler meus outros textos e me adicionarem nas redes sociais. Os dados estão na descrição do autor.

Por Carlos Mion

Fonte:
© obvious:http://lounge.obviousmag.org/feminalis/2015/03/relacionamento-miojo-x-amor-brochante.html#ixzz3VG27nVHE 

domingo, 22 de março de 2015

A MULHER PERFEITA... NO IMAGINÁRIO MASCULINO


mulher perfeita para homens
(Imagem: Modigliani – Jovem mulher de olhos azuis)

A mulher perfeita... no imaginário masculino

No ideal masculino de perfeição feminina, confira 10 coisas que a 'Perfeita' faz


Fabio Hernandez, DCM


Veja se você, mulher, se enquadra no ideal masculino de perfeição feminina. A Perfeita — abreviemos — faz as seguintes coisas.
1) Prefere ouvir a falar. Entende que, se a natureza lhe deu uma boca e dois ouvidos, não foi à toa.
2) Gosta mais de ação do que de discussões sobre o relacionamento. Até porque, se o relacionamento está ruim, é provavelmente por falta de ação.
3) Não recusa sexo mesmo que esteja de verdade com dor de cabeça. Recusas femininas matam qualquer relacionamento.
4) Está sempre bonita e cheirosa para o amado.
5) Não fuça o gmail, o Facebook e o Twitter dele. Jamais. É invasão de privacidade.
6) Faz coro quando seu amado canta, mesmo que seja desafinada. Linda McCartney fazia isso para o marido, e o manteve a seu lado até a morte.
7) Não disputa a razão com seu homem. Não tenta parecer melhor ou mais inteligente que ele, mesmo que seja. Nestes casos, delicadamente finge ser mais tola do que na verdade é.
8) Respeita o cansaço do guerreiro quando ele prefere simplesmente dormir a praticar sexo. Caso esteja muito excitada, pode sempre usar as próprias mãos, pelas quais não paga nada.
9) Entende que as preliminares devem ser satisfatórias para ambas as partes, e não só para ela.
10) Não olha para homem nenhum lascivamente, mas compreende que em certas situações o amado não cometerá pecado se — discretamente — admirar uma mulher atraente que entre no bar ou no restaurante. Porque na verdade toda a raça feminina estará sendo homenageada naquele olhar clínico e fugaz, incluída a própria mulher amada.

Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/08/mulher-perfeita-para-homens.html

mulher perfeita para homens

POR QUE O BEIJO GAY ENTRE FERNANDA MONTENEGOR E NATHÁLIA TIMBERG CHOCOU MAIS ?


beijo gay fernanda montenegro globo

Atrizes protagonizam beijo gay em novela global. Sugestão de exibir o beijo no primeiro capítulo da novela foi da própria Fernanda Montenegro (reprodução)

Por que o beijo gay entre Fernanda Montenegro e Nathália Timberg chocou mais?

“Nojo”, “credo”, “agora o mundo acabou”. O beijo lésbico protagonizado pelas atrizes Fernanda Montenegro e Nathália Timberg chocou mais - principalmente os homens - do que outros exibidos anteriormente. O agravante é que, desta vez, além de gay, é um beijo de terceira idade


Geledés; Instituto da Mulher Negra

O que realmente chocou grande parte da população, principalmente homens, com o beijo na boca das personagens de Fernanda Montenegro e Nathália Timberg na nova novela da TV Globo?
A cena do folhetim foi o assunto mais comentado das redes sociais e da mídia em geral no Brasil no dia seguinte à sua exibição.
O que chamou a atenção em mais uma polêmica envolvendo a exibição de demonstrações de afeto por parte de pessoas do mesmo sexo foi, dessa vez, o grau de agressividade nos comentários. Bem maior do que os dos beijos lésbicos de suas antecessoras.
Nem mesmo o prestígio das atrizes, duas grandes damas das artes cênicas, as livrou de exclamações como “nojo”, “credo”, “agora o mundo acabou”.
Afinal, o que tem de tão diferente entre o beijo de Teresa e Estela e o das personagens de Luciana Vendramini e Gisele Tigre na novela Amor e Revolução, do SBT, considerado o primeiro beijo entre lésbicas? Ou o quase beijo de Aline Morais e Paula Picarelli no folhetim global Mulheres Apaixonadas? E o até então último beijo gay exibido em horário nobre, de Tainá Muller e Giovanna Antonelli?
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O beijo entre Luciana Vendramini e Gisele Tigre, na novela Amor e Revolução
A cena que levou exatamente 15 segundos (incluindo o abraço final) trazia um dos maiores preconceitos da nossa atualidade: o prazer na velhice. A diferença desse preconceito para os outros é que ele já está institucionalizado no dia a dia até de pessoas que aceitam os outros temas.
Avançamos em muitos setores, conseguimos reconhecer juridicamente as relações homoafetivas (apesar da ainda resistência por parte de grupos conservadores), os deveres para com os afrodescendentes (também ainda falta muito a fazer), mas não demos nenhum passo em relação a um preconceito que cresce na esteira do culto exagerado ao conceito comercial de beleza.
Aos belos, tudo é permitido. Ou pelo menos nos excita. À carne envelhecida resta ficar em casa, a base de chás. Temos dificuldade em imaginar, e aceitar, que pessoas que passaram dos 50 anos possam ter sensualidade, beleza e uma vida sexual ativa. O que dizer de duas senhoras com mais de 80 anos.
E isso vale principalmente para as mulheres, já que para os homens, pelo menos os heterosexuais, ainda vale a cultura dos casamentos com mulheres bem mais novas – mesmo que rotulada como “golpe do baú”.
Como se não bastasse, a idade limite para o “prazer” imposta pela grande massa vem sendo reduzida gradativamente, apesar da crescente evolução da medicina, que alongou a expectativa não só de vida, mas de vida saudável e sexualmente ativa, da população. E leia-se prazer não só o sexo, mas qualquer comportamento que expresse liberdade com o corpo que não seja maternal, como vestir uma saia curta, ir para praia de biquini ou, pior ainda, fazer topless. Constatamos essa realidade durante os eventos organizados pelo Toplessinrio. Recentemente, vimos um massacre de ofensas ao biquini da atriz Betty Faria nas redes sociais.
Se colocar biquini não é permitido para alguém de mais de 70 anos, o que dizer de um “beijo na boca entre duas velhas”. O que as pessoas não sabem é que, com ou sem televisão, no escuro do quarto, atualmente pessoas acima de 70 anos tem uma vida mais ativa e prazeirosa do que há 40 anos, segundo estudo sueco com 1,5 mil pessoas da terceira idade (fonte: documentário Sexo e Amor na Terceira Idade). Com a cabeça mais madura, conhecimento e aceitação maior do corpo, especialistas acreditam que o sexo na terceira idade pode ser ainda melhor do que entre jovens inseguros. Mesmo que em frequência menor.
Uma novela como Babilônia pode atingir mais de 2 milhões de espectadores por capítulo. Esperamos que os beijos de duas das maiores atrizes do Brasil repercutam e tragam um novo olhar para essa realidade.
Até porque eu espero continuar beijando por muitos e muitos anos, homens ou mulheres, não importa.

Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/03/por-que-o-beijo-gay-entre-fernanda-montenegro-e-nathalia-timberg-chocou-mais.html

sábado, 21 de março de 2015

O QUE JIM MORRISON NOS ENSINA SOBRE SEXO



O que Jim Morrison nos ensina sobre sexo


Se a sexualidade não fosse um emaranhado de afetos inconscientes, do qual só conhecemos a ponta do iceberg, poderíamos confortavelmente seguir o racional, o saudável, o politicamente correto de cada época


Em 68, Jim Morrison em meio a um arranjo na música The End solta essa:
- Father?
- yes son,
- I want to kill you
- Mother I want to fuck you
Muito antes de Jim Morisson escandalizar a sociedade, nesta inesquecível catarse performática no Holywood Bowl em Los Angeles, alguém já havia causado furor em uma época bem mais difícil: Freud, no início do século XX, perante uma platéia bem mais conservadora, que ainda vivia sob os ideais vitorianos - disciplina, moralidade e repulsa ao sexo. Mediante a crítica voraz da sociedade, dos médicos e até de alguns de seus seguidores: Freud apresentava suas teorias sobre a sexualidade, desvelava o erotismo infantil, e descobria o complexo de Édipo.
É sobre o complexo de Édipo que Jim Morrison vocifera, Édipo rei obra do dramaturgo grego Sófocles de 427 a.C. Em cuja história, o pai de édipo, rei de Tebas, Laio, havia sido alertado pelo Oráculo de Delfos que seu próprio filho o mataria e que este filho se casaria com a própria mãe, sua esposa Jocasta. Para evitar a maldição, Laio abandonou-o Édipo no monte Citerão pregando um prego em cada pé para tentar matá-lo. O menino foi encontrado mais tarde por um pastor e batizado como "Edipodos", o de "pés-furados", e foi adotado depois pelo rei de Corinto e voltou a Delfos.
Édipo consultou o Oráculo que lhe dá a mesma profecia dada a Laio - que mataria seu pai e desposaria sua mãe. Para evitar a maldição, Édipo, não sabendo que seus pais eram adotivos, foge da casa deles, para evitar que o inforúnio aconteça.No caminho, Édipo encontrou um homem e sem saber que era seu pai o matou, por um briga boba, de quem sairia da estrada para o outro passar.
jean-auguste-dominique-ingres-oedipus-and-the-sphynx_1808-25.jpgÉdipo e a Esfinge (Ingres, 1808) - Qual é o animal que tem quatro patas de manhã, duas ao meio-dia e três à noite? - O homem
Após derrotar a Esfinge que aterrorizava Tebas, Édipo seguiu a sua cidade natural e casou-se, "por acaso", com sua mãe biológica, com quem teve quatro filhos. Quando consulta novamente o oráculo, por conta de uma peste, Jocasta e Édipo descobrem que são mãe e filho, ela comete suicídio e ele fura os próprios olhos por ter estado cego e não ter reconhecido a própria mãe. O mito nomeou o complexo de de Édipo de Freud que trata basicamente das posições subjetivas de disputa do filho homem para destronar o pai, para ter o amor da mãe e para ser o líder da horda. Do lado da mãe, o laço perfeito de amor que só existe entre uma mãe com seu fiho homem.
Jim também era afeito ao niilismo de Nietzche, lia poetas modernistas franceses Rimbaud e Baudelaire, o futurista Aldous Huxley, Balzac e Joyce. Além de, claro, muito sexo, drogas e rock’roll. A aura dos anos 60 foi turbulenta, o psicodelismo, liberação sexual e idéias políticas fervilhavam na mente de uma geração que queria mudar o mundo. E mudou, mas não só pela rebeldia da juventude, mas uma soma de fatores culturais, científicos, históricos e políticos que permitiu a queda dos valores patriarcais, de onde decorreram muitas das transformações sociais do nosso mundo contemporâneo.
Considerado a reencarnação de Dionísio, Jim Morrison foi até o fundo com sua possessão pagã. Seu show trazia elementos ritualísticos, citações de fragmentos de rituais pagãos ancestrais, cheios de magia, ritmo e expressão corporal, impossível sair ileso da sedução lisérgica de seu show. Um líder totêmico não-castrado, mito da revolução sexual, que viveu seus últimos anos de vida sem nenhum limite.
Jim Morrison foi uma das figuras mais emblemáticas da revolução sexual e um mito do Rock, se autodenominava deus do sexo. Muitas das letras retratam os delírios lisérgicos do jovem, mas quero destacar aqui as pérolas das letras do "The Doors".
“Você tem que excitar minha alma, isso aí Role, role, role, role Excite minha alma” (Road House Blues)
“Vocês homens comem seus jantares Comem seus feijões com carne de porco Eu como mais galinha Que qualquer homem jamais viu, sim, sim Eu sou um homem da porta dos fundos Os homens não sabem Mas as garotinhas entendem” ( O homem da porta dos fundos)
“Meu amor selvagem é louco Ela grita como um pássaro Ela geme como um gato Quando quer ser ouvida Meu amor foi cavalgar Ela cavalgou por uma hora Ela cavalgou e descansou E então continuou cavalgando Cavalgue, vamos” (Wild Love)
JIM+MORRISON.jpgPor que Jim Morrison politicamente incorreto, escroto, doidão, tratava mal as mulheres e era tão desejado?

Me parece, o que Freud, à sua forma, denunciava; e Jim Morrison insanamente jogava na nossa cara, é o caráter traumático do sexo, traumático para os valores vitorianos, traumático para o puritanismo estadunidense, traumático para o amor romântico. De que há algo aí, no sexo, que escapa a lógica, a moral e os costumes expressos. De que há algo no sexo de perverso, devastador, E que não é porque vivemos pós psicanálise, pós 68, pós modernismo, que o enigma sexual deixará de ser traumático na vida do sujeito. Os investimentos libidinais da criança desde o nascimento em si e nos objetos, os laços com o pai e com a mãe que determinam as posições masculinas, ou femininas, passivas, ativas, as posições mais gozadoras ou mais sofredoras diante das infinitas vicissitudes da vida.
Se a sexualidade não fosse um emaranhado de afetos inconscientes, do qual só conhecemos a ponta do iceberg, poderíamos confortavelmente seguir o racional, o saudável, o politicamente correto de cada época - os ideais vitorianos ou a disciplina kantiana. Mas o enigma da sexualidade não corresponde aos ideiais propostos pela sociedade do “bem”. Outra obra que reflete isto é ‘O mal estar na civilização’ também de Freud, deste impasse entre os desejos do indivíduo e o quinhão que lhe é permitido realizar para bem viver em sociedade. As infinitas tramas que decorrem desta cláusula que resume toscamente o que expressa a obra clássica de Freud, vai tecendo a vida, as escolhas as condutas, e nosso destino. O mais bonito disso tudo é que cada um tem um universo particular que determina suas escolhas, não há padrão no campo da sexualidade. Doa a quem doer, somos faíscas magnéticas soltas por aí encontrando pares, que vão se unir mais pelo encaixe sintomático que fazem do que pelo que a sociedade inventou de "amor romântico". Para terminar, cito um trecho de Martha Medeiros que suavemente aponta o impasse do nosso desejo.
“Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
(…)Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.”

Por Ana Maria Lima

Fonte:
© obvious:http://lounge.obviousmag.org/por_entre_letras/2014/11/o-que-jim-morrison-e-o-sexo.html#ixzz3V1re0DOA 


sexta-feira, 20 de março de 2015

8 FATOS SURPREENDENTES (E CIENTIFICAMENTE COMPROVADOS) QUE LEVAM A UM CASAMENTO MAIS DURADOURO

8 fatos surpreendentes (e cientificamente comprovados) que levam a um casamento duradouro


Encontrar e manter um amor por toda a vida pode até parecer um jogo de sorte. Não importa o quanto loucamente apaixonado você esteja, manter um casamento nunca é fácil. Mesmo sabendo que o sexo, a confiança e a compaixão são cruciais para manter a chama acesa, pode ser que você não faça a menor ideia de algumas descobertas surpreendentes da ciência sobre o que faz um casamento durar.
Aqui estão oito fatos inesperados que podem fazer com que um casamento seja feliz e duradouro:
1. Faça um casamento mais barato
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Você pode se sentir tentando a abençoar sua união com um casamento de conto de fadas, mas de acordo com uma pesquisa da Universidade de Emory, os casais que escolhem celebrações mais econômicas têm mais chances de ficarem juntos. Entre as entrevistadas do sexo feminino, aquelas com um gasto de casamento maior do que 20 mil dólares se divorciaram 3,5 vezes mais em relação aos casamentos de 5 a 10 mil dólares.
2. Encontre seu par on-line
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De acordo com um estudo publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences, os casais que se conheceram on-line tiveram uma menor taxa de divórcio e relataram níveis mais elevados de satisfação no casamento. Mais um motivo para se gabar de ter encontrado o seu cônjuge na internet.
3. Mas não viva nas redes sociais
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Você está trocando o seu relacionamento pelo Facebook? De acordo com um estudo de 2014 da Universidade de Boston publicado na Computers in Human Behavior, você pode estar fazendo exatamente isso. Os pesquisadores determinaram que o uso do Facebook e de outras redes sociais está ligado ao aumento da insatisfação conjugal e porcentagem de divórcios. Eles também descobriram que, entre os que usam mais as redes sociais, 32% já pensaram em largar seus parceiros, em comparação a 16% de usuários ausentes das redes sociais.
4. Assista a filmes juntos
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De acordo com um estudo publicado no Journal of Consulting and Clinical Psychologycasais que regularmente assistem a filmes juntos ficam juntos. Quando os pesquisadores pediram aos casais para assistirem a filmes e conversarem por 30 minutos sobre as relações amorosas dos personagens, eles viram as taxas de divórcio encolherem pela metade. Isso porque as conversas sobre os relacionamentos dos personagens nos filmes atuam como um ambiente seguro para os casais pensarem e falarem de forma crítica sobre seus próprios relacionamentos.
5. Responda os comentários aleatórios e sem noção do seu cônjuge
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Segundo o psicólogo John Gottman, quando um dos parceiros interrompe a leitura do outro para mostrar um meme bobo na internet, isso é feito não apenas como diversão — ele está pedindo a sua atenção. E se você constantemente responde: "Agora não, estou ocupado", você está prejudicando o seu relacionamento.
Depois de estudar esses tipos de interações entre casais recém-casados e acompanhá-los, Gottman descobriu, seis anos mais tarde, que os que ainda estavam casados tinham prestado atenção ao seu parceiro durante essas pequenas interações aleatórias, em nove de cada dez vezes, enquanto que os casais que se divorciaram só tinham prestado atenção três de cada dez vezes.
6. Usar a palavra "nós" durante as discussões
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"Eu amo você" é ótimo, mas "nós nos amamos" é bem melhor. De acordo com umestudo da Universidade da Califórnia em Berkeley, os casais que usavam as palavras "nós" e "a gente" durante os conflitos tinham maior capacidade para resolver as discussões e sofriam menos estresse por causa disso, em comparação com os casais que usavam palavras como "eu”, "mim" e "você". O estudo também descobriu que o uso de pronomes individuais está ligado a um casamento infeliz.
7. Ponha o seu parceiro em um pedestal
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Acha que seu parceiro é a última bolacha do pacote? Sustente esse pensamento — para sempre. De acordo com uma pesquisa da Universidade de Buffalo, derreter-se pelo parceiro pode ser a chave para preservar a felicidade conjugal. O estudo pediu a 222 casais que os parceiros classificassem a si mesmos e ao outro entre uma variedade de características, várias vezes ao longo de três anos. Aqueles que inflaram as características de seus parceiros tiveram mais chances de continuar em uma união feliz.
8. Fazer coisas que vocês dois curtem
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Você pode até pensar que compartilhar com o parceiro o tempo de lazer fazendo coisas que você acha interessantes é a coisa mais importante do mundo. No entanto, os resultados publicados no Journal of Marriage and Family indicam que compartilhar atividades que um dos parceiros na verdade detesta diminui a felicidade conjugal. Quando os casais se envolvem em atividades que ambos curtem, a felicidade conjugal tanto a curto quanto a longo prazo aumenta. Os pesquisadores concluíram que é menos importante que o dois compartilhem as mesmas atividades, mas que ambos tenham hobbies que os dois realmente gostem, seja juntos ou separados.
Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

Fonte:http://www.brasilpost.com.br/2014/12/25/como-salvar-casamento_n_6380142.html