terça-feira, 13 de setembro de 2016

MAGIA SEXUAL - O QUE É SIGNIFICA E COMO PRATICÁ-LA

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Sexo é uma das mais poderosas energias do ser humano.
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Para se ter uma ideia, é só dar uma olhada nos habitantes de algumas regiões pobres do mundo.
Eles são privados de quase tudo, mas mesmo assim continuam “fazendo filhos”.
Nas nossas entranhas reside uma energia que tem o potencial de criar qualquer realidade que queiramos.
Infelizmente, a maioria dos seres humanos tem uma relação de amor e ódio com o sexo, que é reflectida de muitas maneiras. Ex.: promiscuidade, perversões auto-destrutivas, intolerância religiosa, negações, abusos, estupro, etc...
Religiões têm feito muito para suprimir nossa natureza sexual, e têm mantido as pessoas ignorantes em relação ao uso desta nossa energia divina.
Quando nós aceitamos nossa natureza e energia sexual, ficamos livres para usar todos os seus poderes em nosso benefício.
Desta forma, não vamos mais adorá-la ou ignorá-la, e sim entrar em harmonia, e olhar para nossa sexualidade como parte da nossa divindade.
Assim, isto se tornará alegre, leve e amoroso, e aprenderemos a usar o sexo não só para a procriação ou gratificação sensual.

O Poder da Magia Sexual

Magia Sexual é o termo ocultista para designar diversas práticas sexuais usadas com propósitos mágicosmísticos ou espirituais.
A premissa fundamental da magia sexual é o conceito de que a energia sexual, ou libido, do organismo humano é a força mais poderosa que podemos manipular e que algumas práticas ocultas podem acumular, direcionar ou modificar esta energia de modo a atingir objetivos pré-determinados. Existem duas escolas principais de Magia Sexual, chamadas de o 'caminho da mão esquerda' e o 'caminho da mão direita'
O chamado Caminho da mão esquerda defende que o orgasmo deve ser adiado até que sua energia seja tanta que possa segundo a visão dos praticantes, alterar a realidade ou levá-los a estados alternativos de consciência. Os seguidores desta escola baseiam seus conhecimentos no trabalho original de Paschal Beverly Randolph, seguido de Theodor Reuss e mais tardiamente por Aleister Crowley.
Alternativamente, o Caminho da mão direita defende que a ejaculação é a antítese da sublimação sexual. Neste contexto a ejaculação não é apenas adiada, mas interrompida em prol do que seus praticantes consideram energias superiores. O caminho da mão direita não admite práticas como masturbação e homossexualidade. Um exemplo desta escola de magia sexual é o movimento gnóstico samaelino proposto por Samael Aun Weor.

Sexo é energia criativa

O sexo mágico é baseado no fato de que o ponto de energia mais poderoso do Ser humano é o orgasmo.
Sexo mágico é a arte de utilizar o orgasmo para criar uma realidade e expandir nossa consciência.
Todos os nossos sentidos e poderes psíquicos são aumentados no momento do orgasmo.
Algumas pessoas podem dizer que fantasiam sobre algo ou alguém durante o ato sexual e isto nunca se materializa.
Isto acontece porque muitos de nós, no momento do orgasmo, ficamos perdidos em nossos sentidos físicos. Tudo bem, não há nada de errado em usar o sexo por puro prazer.
No sexo mágico mantemos o foco durante o orgasmo e canalizamos essa energia para
riar a realidade que queremos.
Qualquer realidade, criar um emprego, relacionamento, novas experiências, etc...

O processo: 

Relaxe e respire fundo, a respiração é o sucesso do sexo mágico, relaxe seu corpo, a barriga e a mandíbula.
Pense no que você gostaria de criar, é importante que você realmente tenha vontade de que isso aconteça.
Seja específico.
Faça isso no presente, como se isso já fosse uma realidade. Coloque todo seu foco na criação.
Veja, escute, sinta o cheiro, o gosto, toque, como se isso
osse real.
Visualize você nesta criação.
Continue vivendo estas imagens e intensifique-as, faça-as maior, com mais cores, mais vivas.
Respire profundamente enquanto você vivencia estas cenas.
Quando você tiver identificado todos os sentimentos e imagens que melhor representem o que você quer criar, associe tudo isso a um símbolo, qualquer que seja, um que seja fácil e simples pra você. (a associação de um símbolo que represente a sua criação é feita somente para tornar mais fácil este processo, pois a qualquer momento que você queira repetir a experiência, é só trazer à sua mente este símbolo, sem a necessidade de criar todas a imagens novamente.).
Depois disso, deixe este símbolo ou as imagens irem embora, esqueça-os, relaxe e respire.

Prática: 

Reserve um tempo só para isso.
O melhor é você começar a fazer este processo sozinho, através da auto-estimulação, masturbação, mas nada impede que você o faça quando estiver com seu parceiro (a).
Relaxe e traga à sua mente o seu símbolo, ou o a cena que você criou, concentre-se nisso por um tempo, faça-os bem vivos e depois os esqueça, liberte isso de sua mente.
Comece a se estimular , se masturbar ou a ter uma relação sexual, do seu jeito, como você costuma fazer.
Vá até o ponto em que você vai ter um orgasmo e pare, exatamente um pouco antes daquele ponto sem retorno.
Faça isso algumas vezes, isto é feito para carregar de energia nosso centro sexual.
Depois de ter quase chegado ao orgasmo por várias vezes (no mínimo seis e no máximo quantas forem confortáveis para você), você estará pronto para deixar que ele aconteça. No momento e durante o orgasmo, traga à sua mente o seu símbolo ou as imagens que você criou anteriormente, faça-os vivos, excitantes, grandes, coloridos e bonitos. Fique focado nisso, respire e coloque toda sua energia na sua criação.
No momento em que você está tendo o orgasmo e focando em seu símbolo, ou em suas imagens, você estará liberando toda esta energia para o universo.
A realidade se criará por si só, podendo se manifestar imediatamente, ou ser lançada ao cosmos, para que tome forma no momento certo.
Esta realidade também poderá ser manifestada como uma oportunidade, uma visão, uma cura, etc...
Obs: Se você quiser usar um objeto em vez do símbolo para projetar sua criação, ótimo, segure-o com sua mão no momento da criação mental, depois o coloque ao seu lado.
No momento do orgasmo, segure-o.
Assim toda vez que você queira fazer alguma criação é só segurar este objeto que você já programou.
Fonte:http://www.mortesubitainc.org/magia-sexual/rituais-sexuais/magia-sexual

O FUTURO DO SEXO E A TECNOLOGIA - A DIVERSIDADE E A FLUIDEZ NAS RELAÇÕES AFETIVAS

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O FUTURO DO SEXO E A TECNOLOGIA - A DIVERSIDADE E A FLUIDEZ NAS RELAÇÕES AFETIVAS
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casamento tradicional
tem companhia.
o futuro abre passagem para outras formas de amar, e o desejo manda avisar que não conhece modelos.

Idealizado como ato supremo da união amorosa, por séculos o matrimônio foi uma forma de famílias selarem acordos econômicos e políticos. Via de regra, cabia à filha mulher ser fiel ao homem que seu pai escolhesse. Casar por amor é uma novidade do século 19. O caminhar da civilização tratou de chutar as porteiras que cerceavam o amor. Legalizou-se o divórcio, criaram-se mecanismos de proteção à mulher ante a violência doméstica, reconheceu-se a paternidade socioafetiva, a união estável e a possibilidade de homossexuais casarem-se com os mesmos direitos de que dispõem os heterossexuais.

O futuro dos relacionamentos deverá ter arranjos cada vez mais diversos. O casamento tradicional é para muitos, mas não para todos. Em 2012, os matrimônios no país duravam, em média, dois anos a menos que em 2007, dados do IBGE. Uma pesquisa do escritório de advocacia britânico Irwin Mitchell do ano passado indicou que um em cada quatro casais no Reino Unido só está junto por conta dos filhos, e 40% dos casais com filhos não estão felizes com o relacionamento. Em contrapartida, três em cada quatro casais estão juntos porque querem, e 60% estão satisfeitos em suas relações.

Juíza em uma Vara da Família fluminense por 15 anos, Andréa Pachá assistiu a parte das mudanças que o casamento e as relações familiares sofreram desde os anos 1990, e registrou diversas situações que vivenciou em dois livros, A Vida não É Justa e Segredo de Justiça. Muitos relatos são reveladores de uma dificuldade comum nos matrimônios: a frustração ao descobrir que dividir a vida com o outro não era bem o que se imaginava. O que era amor vira disputa.

– Alguns valores que faziam parte do cardápio do amor romântico começam a ser colocados em xeque pela patrimonialização das relações. Muitas pessoas têm medo de namorar sem fazer um contrato formalizando o envolvimento patrimonial – afirma a juíza.

regras velhas, tabuleiro novo

– O grande conflito do ser humano, hoje, é entre desejo de simbiose, de ficar grudado com o outro, e o desejo de liberdade, que parece começar a predominar – afirma a escritora e psicanalista Regina Navarro Lins.

Defensora de relações abertas, Regina acredita que idealização do parceiro e excesso de regras tornam as relações opressoras. Historicamente permitida – e até estimulada – de forma velada aos homens, a poligamia cada vez mais aparece no consultório em um contexto de acordo mútuo entre as partes.

– O que observo de quatro anos para cá é que o maior desafio que vários casais encontram é uma das partes propor abertura da relação e a outra parte arrancar os cabelos – afirma a psicanalista.

Regina cita como sinal dessa liberalização a série Amores Livres, em exibição no canal por assinatura GNT, em que o diretor João Jardim espia a intimidade de relações que fogem à tradição monogâmica.

– Pode ser que, em 2050, meus bisnetos digam “tadinha da minha bisavó, tinha só um marido para tudo!”. É possível que as pessoas venham a ter vários parceiros. Um para viajar, um para programas culturais, outro mais para o sexo, e as pessoas olhem para a gente com piedade – especula Regina.

sexualidade binária
em xeque

Nas décadas de 1940 e 1950, o zoólogo e sexólogo americano Alfred Kinsey incendiou o meio acadêmico ao demonstrar que a sexualidade humana não era binária, mas fluida. Kinsey, um defensor de que cada indivíduo era único em seu desejo, entrevistou mais de 10 mil pessoas e aferiu que os hábitos sexuais de homens e mulheres compunham um gradiente entre a heterossexualidade e a homossexualidade. Nascia a Escala Kinsey. Em um estudo com 1,6 mil britânicos divulgado no mês passado, 23% dos entrevistados não se enquadraram no extremo hétero da escala. Entre os participantes com 18 a 24 anos, o índice foi de 49%.

 

Se esse é um fenômeno biológico ou comportamental, o que parece claro é que a sexualidade humana se revela mais vasta e complexa quando respira à luz do respeito e da liberdade. Até a década de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda definia a homossexualidade como patologia. Os passos significativos dados nas últimas duas décadas, culminando no reconhecimento do casamento civil gay, sopram novos ventos.

No Brasil que celebrou 3,7 mil uniões civis homossexuais só em 2013, quase 50% da população se opõe ao casamento de pessoas do mesmo sexo. Mas o tema tem penetrado na cultura de massa, na teledramaturgia, no noticiário. Casais homossexuais constituem família, seja pelos mecanismos que lhes permitem gestar filhos próprios ou como pais adotivos, inclusive dando a crianças órfãs ou abandonadas a chance de crescer em um lar.

– Se os pais serão melhores ou piores ao desempenharem suas funções é algo totalmente independente do seu gênero e mesmo de quantos ocupam esses lugares. O que faz diferença, sim, é a presença ou não de amor em uma família – afirma a psicanalista Maria Cristina Poli, professora da UFRJ que também exerce atividade clínica no Rio de Janeiro.

Apesar de reconhecerem que o aceite social a outras configurações familiares, e mesmo à homossexualidade, ainda engatinha, os especialistas ouvidos por Rumo garantem que se trata de um caminho sem volta.

– Pega uma rosa que desabrocha e fala “volta para o botão”. Não volta, não tem jeito – afirma a juíza Andréa Pachá.
Vídeo: jovens casais comentam
previsões de Regina Navarro Lins
http://m.zerohora.com.br/especiais-zh/rumo/amor/images/info.jpg
aprenderemos a ser diversos

– Espero que, no futuro, quando as pessoas digam que respeitam a diversidade humana, incluam todo mundo: travestis, transexuais, lésbicas – afirma o psicólogo da UFRGS e do Hospital de Clínicas Angelo Brandelli Costa, consultor da ONU nas áreas LGBT e saúde. – Hoje, temos de enfiar o amor na equação para que as pessoas entendam – diz Costa, referindo-se ao fato de o casamento homossexual ser autorizado sob o polimento moral do termo “homoafetivo”.

A geração que protagonizou as revoluções sexuais e de costumes a partir da década de 1960 o fez na esteira da II Guerra Mundial. Da barbárie, emergiu a consciência sobre a dignidade humana e a necessidade de se respeitar a subjetividade e a individualidade. Também no campo afetivo e sexual, essa caminhada de respeito e tolerância continua, dando passos a cada geração. Segundo pesquisa do centro de tendências JWT Intelligence, divulgada em maio, 82% dos jovens da geração Z (nativos do mundo digital) com 12 a 19 anos dizem não se importar com a orientação sexual, e 88% acreditam que as pessoas exploram sua sexualidade mais do que no passado.

– Vamos ter cada vez mais a necessidade de um olhar atento para o outro. Estamos fazendo muitos avanços. Fala-se no respeito à maneira que as pessoas se vestem, há cada vez mais campanhas para que se respeitem as diferenças raciais, de gênero, sociais, como questões de subjetividade. Isso se refletirá no futuro – acredita o professor de Filosofia da Unisinos Clóvis Vitor Gedrat.

Somos 7 bilhões de humanos na Terra; em 2050, seremos 10 bilhões. Bilhões de pessoas em atividade sexual, com possibilidade de acessar infinitos referenciais. O elogio à liberdade da geração de 1960 rende novos frutos
à medida que se desestigmatiza a sexualidade – o que ocorre não somente pela garantia de direitos de mulheres, homossexuais e pessoas transgênero, mas também pela maior representação dessas minorias no meio social.




deixaremos de fazer sexo?


No filme Sr. Ninguém (2009), do belga Jaco Van Dormael, o personagem que dá título à trama é o último mortal em um mundo em que, sem uma função biológica e com fontes alternativas de prazer, o sexo se tornou obsoleto. Em Ela(2014), de Spike Jonze, um homem se apaixona por um software de inteligência artificial (IA). No mundo real, não será fácil para a tecnologia substituir os mecanismos profundos que nos conduzem ao sexo.

– A necessidade do outro é a necessidade de preservar o seu componente genético. As relações têm como finalidade biológica a preservação da espécie e do componente genético. Não só pela reprodução, mas pela proteção. Os amigos e a família de hoje são o equivalente às tribos de antigamente – afirma a geneticista Andrea Kauffmann-Zeh, ex-editora da prestigiosa revista Nature e sócia da empresa de comunicação científica Publicase.

Contrários ao que um senso comum pessimista poderia supor, 85% dos entrevistados pelo instituto americano PewResearchCenter para a pesquisa “O Futuro das Relações Sociais” responderam que, ao olhar para o passado em 2020, verão na internet uma força positiva em sua vida social. A antropóloga e bióloga americana Helen Fisher já expôs diversas vezes, no ciclo de painéis TED, a forma como o sexo ativa áreas pré-emocionais do cérebro: o prazer está ligado a estruturas nervosas do tempo dos dinossauros. Quando sai do Tinder – ou de outro aplicativo de “paquera” – para a vida real, a coisa é carnal. A tecnologia é a ferramenta, as relações ainda são humanas.

O enxadrista britânico e autor de mais de 40 livros sobre xadrez e inteligência artificial David Levy aposta que, em 2050, sexo com robôs será corriqueiro na vida das pessoas. Em algumas décadas, em uma sociedade de consumo extremamente avançada, buscaríamos por intermédio da robótica o parceiro ideal. Outra possibilidade: usar a genômica para encontrar nossa alma gêmea “compatível” ao nível genético. E terminaríamos discutindo, mais uma vez, aspectos éticos e morais do sexo.

 
 “ser humano adapta
comportamento às tecnologias.”

entrevista ::
Daniel Galera, escritor

No conto Na Avenida, publicado em junho na revista Superinteressante, Daniel Galera previu um futuro em que “o controle de natalidade, o aborto, a eutanásia e o suicídio foram naturalizados na sociedade global, resultando em encolhimento demográfico em nível planetário e o entendimento da vida como um estado opcional”. Em entrevista por e-mail,
o paulista radicado em Porto Alegre fala sobre como a ficção imaginou o futuro das relações sociais, e de que forma percebe o impacto da vida online sobre o comportamento humano.


RUMO_ a literatura sempre foi um campo fértil para imaginar o futuro. Que previsões ligadas aos relacionamentos mais te impactaram?
Daniel Galera_  A literatura de ficção científica é sem dúvida um campo fértil para encontrar alegorias, metáforas e exercícios de pensamento a respeito do futuro das relações humanas. Nas distopias, em geral o amor e a revolta se confundem. Nas utopias, os relacionamentos humanos não raro figuram como o elemento desestabilizador da ordem social. Há obras que imaginam, por exemplo, mundos dominados por mulheres, ou em que o gênero masculino foi extinto, ou em que a sociedade patriarcal se tornou mais exacerbada que hoje. Acima de tudo, as relações entre seres humanos e inteligências artificiais são um dos grandes temas da ficção cientifica.

R_ o presente das relações humanas se assemelha a algum futuro imaginado pela ficção?
DG_ A ficção científica comete com frequência um erro que se vê muito na ideologia disseminada por gurus tecnológicos, que é a presunção de que a inteligência artificial produzirá em breve máquinas capazes de sentir emoções e emular a afetividade humana. Sou muito cético quanto a isso. O que eu vejo é o contrário: são os seres humanos que cada vez mais modificam seu comportamento para adaptarem-se à lógica dos computadores. O que me parece claro é que as relações afetivas estão em transição por causa das novas tecnologias. O amor romântico e a família tradicional dão lugar a uma afetividade mais fluida e hedonista. Pessoalmente, posso dizer que eu gostaria de ter sido jovem na era do Tinder. Mas tudo bem, eu tive o ICQ e fiz o que pude.


R_ o conto Na Avenida se aventura na contramão do que se espera: um mundo cada vez mais populoso.
DG_ Tive a ideia porque acredito que a superpopulação é o principal problema da civilização humana em seu atual estágio, e que a redução demográfica resolveria uma boa parte dos problemas econômicos e ecológicos que ameaçam nosso futuro. Haveria muitas maneiras de estimular controle de natalidade sem coerção ou injustiça, apenas dando às pessoas, e em especial às mulheres, mais oportunidades de realização pessoal e acesso livre a métodos contraceptivos.
 


que futuro queremos para a saúde? que cuidados devemos tomar?
Convidamos especialistas a imaginar como lidaremos com a saúde em 2050, e de que forma os avanços científicos podem nos ajudar – ou até atrapalhar. Clique nos botões azuis para ler as previsões.
"As pessoas acham que o Brasil seria um país bom se fôssemos como os Estados Unidos ou a Suécia. Não é o que eu quero. Nos próximos 50 anos, quero que o Brasil reconheça a sua história. Aqui temos travestis, por exemplo, uma coisa única brasileira. Gostaria que, em 50 anos, a gente se orgulhasse de ter essa diversidade de gênero e sexual. Também acharia ótimo que garantíssemos ainda mais direitos para as pessoas que trabalham com sexo."

Angelo Brandelli Costa ::
psicólogo, pesquisador da UFRGS e do Hospital de Clínicas
o futuro do amor
Em 2050, com sorte, amaremos mais, acolheremos as várias formas de amor, as múltiplas sexualidades, as diversas configurações de família. Protegeremos os vulneráveis, não toleraremos a intolerância. Claro, para que isso tudo aconteça, será preciso muito mais do que amor.
texto
Fernando Corrêa

design
Leonardo Azevedo
Henrique Tramontina
e de te amar assim,
muito e amiúde
é que um dia em teu
corpo de repente
hei de morrer de amar
mais do que pude.

Vinícius de Moraes
Soneto do Amor Total (1951).

Na literatura, na música e no imaginário popular, amor é doença do coração que mata por excesso de vontade do outro. No mundo real, o que mata é ódio, discriminação e intolerância. Enquanto o futuro se anuncia com tendências tão diversas quanto sexo com robôs e famílias poliamorosas, um brasileiro sofre violência por hora por ser homossexual. Uma em cada cinco brasileiras já foi vítima de violência doméstica. Pensar o futuro do amor é pensar o futuro da civilização.

– Estamos em um momento de afirmar a tolerância como princípio. É o principal desafio, especialmente de quem trabalha com a Justiça: não deixar crescer as áreas de intolerância – aponta a juíza e escritora Andréa Pachá.

Por vezes, a Justiça e a lei institucionalizam a discriminação e a violência. Chegamos a 2015, e homossexualidade ainda é crime em mais de 60 países. Mulheres iemenitas precisam de autorização do marido para sair de casa; sauditas e marroquinas são responsabilizadas pelo próprio estupro.

A legislação, sozinha, não constrói respeito e cidadania. É preciso educar para a diferença. No Brasil que em 2006 sancionou a Lei Maria da Penha e em 2013 autorizou o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, crimes de ódio contra mulheres e homossexuais não parecem sensibilizar os setores mais conservadores da sociedade. Tacham de privilégio a concessão de direitos fundamentais a minorias.

– Além das amarras legais, temos de superar as amarras sociais – sintetiza o psicólogo Angelo Brandelli Costa, pesquisador da UFRGS e do Hospital de Clínicas, e por duas vezes consultor da ONU nas áreas LGBT e saúde.

A internet tem tornado cristalino o preconceito, facilitado pelo anonimato. A ONG SaferNet Brasil divulgou, no fim do ano passado, o aumento de 300% a 600% entre 2013 e 2014 no registro de crimes de ódio na rede, em sua maioria ligados à apologia à violência e à discriminação. Não é possível que se confunda liberdade de expressão com liberdade para agredir o próximo.

– O primeiro passo é que o discurso do ódio já é visto como negativo. Na Idade Média, fazia parte de ser uma pessoa. Hoje em dia já vemos que não é proveitoso para ninguém. Quem odeia é o primeiro a sofrer – afirma Clóvis Vitor Gedrat, professor de Filosofia da Unisinos.

Amemos mais uns aos outros, como amamos a nós mesmos.

EM TERMOS
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poliamor
Movimento de pessoas que mantêm relações poligâmicas consensuais, hétero, homo ou bissexuais.

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lovebots
Robôs do amor, capazes de emocionar-se e de seduzir, são aposta ousada de caras-metades do futuro.
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família do futuro
Novas técnicas de reprodução, pais homossexuais, migração e pluriculturalismo devem ampliar o que se entende por “família”.
:: DE TRÁS PRA FRENTE
A sociedade sempre se dividiu na hora de democratizar o amor. Era medo do divórcio, repulsa às relações inter-raciais, pavor da homossexualidade. Enquanto superamos aos poucos as avaliações equivocadas do passado, descobrimos que o presente é bem melhor do que previram os futurólogos pessimistas.
1987
A feminista americana Barbara Ehrenreich escreveu uma série de previsões sobre o futuro dos relacionamentos para a revista Omni de janeiro de 1987. “O sexo continuará estando no centro do palco nos próximos 20 anos”; “o sexo heterossexual será menos centrado na interação genital”; “pessoas passarão longos períodos de tempo fora de casamentos ou relações duradouras”; “nossas noções do que é sexualmente normal serão arcaicas em 20 anos”.
1982
Em 1982, Stephanie Mansfield projetou, em uma coluna bem-humorada no jornal The Washington Post, que relacionamentos entre humanos e robôs seriam comuns nos anos 2000. Cientistas identificavam na sociedade de consumo o fundamento da demanda pelos amantes androides: “Adquirimos pessoas como se adquiríssemos eletrodomésticos”.
1973
Em 1973, quatro anos antes de ser legalizado no Brasil, o divórcio era enquadrado pelos opositores entre os “valores comunistas”. “Qualquer tentativa de introdução da dissolução do vínculo matrimonial, que é o sustentáculo da família, e esteio da pátria, é pura subversão da ordem”, disse 
à época o deputado 
Jorge Arbage.
1970
Albert Ellis, no livroProphecy for the Year 2000, de 1970, escreveu que casais do século 21 concordariam em ter relacionamentos extraconjugais eventuais, em vez de mantê-los às escondidas.
1960
Nos anos 1960, a antropóloga Margaret Mead previu que ciência e superpopulação levariam a um futuro em que as famílias seriam submetidas a controle de natalidade — como ocorre na China desde 1979.
1928
Em que pese não ter sido proibido como nos EUA, o casamento inter-racial era visto com maus olhos no Brasil ainda mais racista de um século atrás. Monteiro Lobato, em carta de 1928, dizia que “a mestiçagem destrói a capacidade construtiva”. Segundo o escritor, “era a vingança terrível do negro contra o português”.
1923
Em 1923, a feminista americana Mary Garrett Bay anteviu que, em 2022, graças ao acesso à educação, mulheres teriam seu papel de donas de casa atenuado e poderiam até exercer cargos políticos como a presidência.
1907
Com a instituição do casamento civil no Brasil, em 1890, passou-se a cogitar a adoção do divórcio. Em 1907, um leitor “previu o pior” no jornal gaúcho Echo do Sul: “Que interesse poderá sentir uma esposa pela família à qual não tem certeza de estar sempre ligada?”.

 Fonte:http://m.zerohora.com.br/especiais-zh/rumo/amor/phone/index.html


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domingo, 11 de setembro de 2016

SEXO TÂNTRICO - O QUE É ?

Sexo tântrico - o que é?

Sexo tântrico – o que é?

Sexo

tântrico é o sexo natural, com presença e entrega. Veja como praticá-lo através essinamentos

O sexo tântrico é diferente do sexo comum em alguns aspectos importantes: o ponto não é o orgasmo, o ponto é sentir cada momento.
Estamos tão cheios de hábitos, que fazemos amor nas mesmas posições, nos mesmos dias, com a mesma intenção. O sexo passou a ser uma atividade orientada para um objetivo: ter orgasmo. Desta forma ficamos totalmente confusos na pressa de chegar “lá” que perdemos toda a paisagem da viagem.
O conceito ocidental de sexo é como uma história, com começo (excitação), meio (penetração) e fim (orgasmo). Esta é a maneira de como as coisas deveriam ser e se você não seguir o padrão, não vai parecer correto. Sexo sem penetração é muitas vezes visto como “não real” ou apenas como preliminar.
A maioria dos exercícios relacionados ao sexo tântrico envolve fazer as coisas devagar, de forma consciente, tentando não se concentrar apenas no orgasmo em si. Sem o foco no orgasmo, o objetivo torna-se ter mais consciência, levando a uma maior compreensão de nós mesmos, o que eventualmente conduz à auto-realização. Isso não quer dizer que o orgasmo não exista no Tantra. O orgasmo existe sim, com vários tipos e profundidades. A prática espiritual e as gostosas sensações sexuais estão relacionadas, como um círculo virtuoso onde um alimenta o outro.
Sexo tântrico - o que é?

Sexo Tântrico – uma conexão espiritual


Nesta prática, o prazer sexual é o conjunto todo: a sua mente, seu corpo e seu espírito. Em outras palavras, a sexualidade tântrica é uma crescente satisfação sexual no nível físico e emocional, bem como no nível espiritual. A essência é que o sexo pode ser muito mais do que uma simples experiência física. É um ato muito íntimo envolvendo deliciosamente longas sessões de amor, prazer e conexão espiritual.
É ensinado por muitos professores em todo o mundo, que têm a sua própria visão, influenciados pelas culturas em que cresceram.

Atitudes para praticar o sexo tântrico


As atitudes  que apresentamos abaixo são o início da união tântrica real:
Imagine por um momento seus preconceitos sexuais, apegos e emoções se dissolvendo como se você pudesse somente sentir as sensações daquele momento.
Imaginem-se sentindo a atração fluindo entre vocês dois. Imagine-se sentindo tudo como um plasma líquido, sentindo amor e sexo como uma união de duas pessoas, em vez de duas pessoas que tentam de forma independente alcançar um prazer inacessível.
Na cama, as pessoas normalmente reduzem seu (a) parceiro (a) em um instrumento de para seu próprio prazer ou até um objeto de sua decepção sexual. No sexo tântrico, ao invés de se concentrar sobre a divisão entre vocês, vocês se concentram nos dois, como uma só consciência – uma consciência do prazer, da sensação.
Evite criar hábitos repetitivos.
Haja como se você fosse uma criança experimentando as sensações do mundo pela primeira vez.
Esteja ciente das sensações e da presença de seu(sua) amante, receba, amplifique e sutilmente ofereça de volta os mesmos sentimentos, sejam eles de toque, sensação ou emoção!
Transforme a sua intenção em maior sutileza, sensibilidade e consciência de si mesmo e de seu (sua) amante.
Aja, mesmo com seus medos e inseguranças.
Evite julgar e comparar, quando as coisas não acontecem do jeito que você queria.
Esteja aberto a surpresas, permitindo novas possibilidades.
Seja vulnerável, entregue-se, confie e seja grato. Aceite aquilo que é, do jeito que é, neste momento.

A prática

Para obter a melhor experiência tântrica, tente não se concentrar em obter o orgasmo, coloque foco em outras sensações que estão acontecendo em seu corpo e, assim, você será capaz de conseguir o mais intenso dos orgasmos. A maioria dos exercícios envolve fazer as coisas com calma, colocando o foco somente na experiência do momento. É importante permitir que sua excitação cresça lentamente, manter contato olho no olho e respirar em uníssono profundamente, ritmadamente e devagar.
As práticas envolvem respiração, contrações musculares, sons, visualizações, afirmações, criação de um espaço sagrado para o encontro sexual, rituais, meditação, massagens, brincadeiras sexuais e outros. Com o propósito de criar energia sexual suficiente para acessar o estado extático da divina conexão tântrica, os praticantes do Tantra fazem amor por longo período de tempo, experimentando extraordinários níveis de prazer no processo.
Uma parte do deleite do sexo tântrico é que você pode continuar a aprender e avançar através da prática, como um aprendizado sem fim. Ao mesmo tempo, é uma prática que produz resultados imediatos, você poderá ver e sentir a diferença nas suas relações amorosas quase que imediatamente.

Cada um é responsável por si

Os praticantes do Tantra sabem que são pessoalmente responsáveis pela própria realização sexual como também pelos seus próprios progressos espirituais. Isso é especialmente importante para os homens, porque muitos passam por uma grande ansiedade com relação ao desempenho sexual. Mas mesmo o melhor, o mais sensível e altamente habilidoso amante tântrico não pode fazer a mulher ter orgasmos, pois ela tem que ser capaz de chegar lá por si mesma.

Dicas para o homem e para a mulher

No sexo tântrico, confiar, entregar-se e abrir o coração são atitudes essenciais se você quer alcançar o máximo do êxtase, porque não é apenas a técnica que o levará lá.
Os homens devem pensar na vagina como uma abertura em potencial e não que ela está sempre aberta. Jamais pense que a sua parceira está sempre pronta para você! Mostre o quanto você se importa e a respeita, fale o quanto você a ama, sussurre palavras sensuais nos seus ouvidos e dê algumas mordidinhas nos lóbulos da orelha. Deixe-a constantemente saber que você pensa nela, e como é forte o seu desejo de fazer amor com ela. Também deixe que ela saiba que você a esta convidando para despertar e expressar a sua sexualidade total. Faça-a acreditar em você quando você diz que ela pode ser tudo que ela desejar; uma pessoa bem sucedida, uma filha respeitosa, uma esposa fiel, uma excelente mãe, uma amante apaixonada e sincera, faça-a sentir tudo isso ao mesmo tempo. Fale como ela é linda, que o cheiro dela é uma delicia, e todas as coisas que você mais aprecia nela. Finalmente, ame-a apaixonadamente.
Mulheres, deixem o seu homem saber que ele está seguro, ele pode agir como “machão”, mostrando pouca emoção, mas você sabe que lá no fundo a maioria dos homens tem medo de mostrar intimidade e emoção. Quanto mais durão um homem age, maior é o medo de desabafar, de se entregar e confiar, deixe-o saber que você reconhece a sua força, mas também peça a ele mostrar os seus sentimentos, deixe que ele saiba o quanto você fica excitada quando ele mostra um pouco de vulnerabilidade misturada com as suas forças. Fale que ele é muito bonito e talentoso, mencione todas as coisas que você gosta nele. Diga por que você o ama tanto, fale o quanto você pensa nele quando está longe e como você tem fantasias sobre como fazer amor e como tocá-lo quando ele voltar. Demonstre que realmente você o quer sexualmente. Finalmente entregue-se apaixonadamente.

Ritual da polaridade

Esta prática envolve duas pessoas e tem como objetivo equilibrar e harmonizar o campo vibracional de cada um, através do estímulo dos chakras.

O Ritual da polaridade é uma prática íntima feita a dois, que envolve a energia pessoal de cada um, reequilibrando e harmonizando o campo vibracional.
Quando duas essências humanas se unem em um ritual, produzem uma grande liberação de energia, trazendo ao corpo e à mente um estado equilibrado e harmônico, construindo confiança e intimidade entre os parceiros. Esta prática dura aproximadamente 45 min, sendo que o tempo de cada etapa é de 2 minutos sempre controlado pelo doador.
Leia com atenção as instruções para que você entenda bem todo o processo do posicionamento das mãos, de forma que não haja necessidade de interrompê-lo para ler as instruções novamente.

Começando o Ritual da polaridade

Coloque uma música suave de fundo. Quem for receber primeiro deve relaxar, respirar profundamente e receber simplesmente. O doador estará colocando suas mãos em várias partes do corpo do receptor. Isto é feito lentamente, com consciência, evitando movimentos bruscos. Os parceiros permanecerão nus durante todo o tempo, com amor, presença, consciência e respeito.
O receptor deita-se com as costas apoiadas no chão, bem confortável. O doador senta-se com as pernas cruzadas, no lado direito do receptor, com os joelhos quase tocando o seu corpo, de tal forma que consiga alcançar com a mão direita os genitais do receptor, e com a mão esquerda o topo da cabeça. É importante para o doador encontrar uma posição confortável onde não tenha que mover seu corpo durante o processo.
Se você for o doador, friccione suas mãos, criando energia e calor. Prepare-as para tocar o corpo do receptor.
Ritual da polaridade

As etapas

1 – Coloque sua mão esquerda no coração do receptor, e a mão direita, delicadamente entre o ânus e os genitais (períneo), e mantém suas mãos nesta posição por 2 minutos. Relaxe e mantenha a respiração profunda, enquanto visualiza as energias poderosas que vêm da terra e do universo, correndo através de seu corpo e fluindo para fora de suas mãos, para o corpo do outro.
2 – Mantenha sua mão esquerda no coração do receptor e repouse a mão direita nos genitais. Mova delicadamente sua mão para o local quatro dedos abaixo do umbigo do receptor, o segundo chakra. Se o receptor for mulher, permita que seus dedos contatem o clitóris e a vulva. Se for homem, cubra com sua mão os testículos e o pênis. Mantenha suas mãos nesta posição por 2 minutos. Ocasionalmente, mova delicadamente sua mão direita para estimular o chakra. O receptor experimentará provavelmente uma excitação sexual. Isto indica que a energia está se movendo no corpo.
3 – Mova sua mão direita para o local logo acima do umbigo do receptor e mantenha sua mão esquerda em seu coração. Faça isto por 2 minutos. Você está equilibrando os chakras da parte inferior do corpo.
4 – Mova sua mão direita sobre sua mão esquerda, mantenha ambas as mãos no coração do receptor por 2 minutos. Imagine tudo que você tem a dar, fluindo de suas mãos para o coração dele(a).
5 – Coloque sua mão direita no coração do receptor e mova sua mão esquerda para sua garganta, delicadamente, sem pressionar. Permaneça assim por 2 minutos.
6 – Com a mão direita no coração do receptor, mova a mão esquerda para sua testa. Permaneça neste centro por 2 minutos.
7 – Ainda com a mão direita no coração, mova a mão esquerda para o alto da cabeça dele(a). Fique assim por dois minutos.
8 – Quando terminar, remova suas mãos do corpo do receptor de uma maneira que ele quase não perceba. Haja delicadamente e com total consciência, pois, neste momento do ritual da polaridade, o receptor estará em um estado de profundo relaxamento e altamente sensibilizado.
9 – Mexa suas mãos, chacoalhe-as. Espere 10 minutos e troque de posição com o(a) parceiro(a).
Masculinidade no Tantra

Masculinidade no Tantra

Quando o homem está confortável com a sua masculinidade, o prazer sexual cresce e potencializa a energia feminina na mulher.

A masculinidade no Tantra é tão reverenciada quanto a energia receptiva feminina. Eles estão representados por Shiva e Shakti, as forças primordiais que dão origem à vida.
No Tantra, o princípio masculino é uma combinação de força e sensibilidade. A força masculina origina-se no terceiro chakra, localizado no plexo solar. É o lugar onde o eu, masculino e forte,  encontra a energia que se manifesta ao longo de todo o ser. Também é uma área onde os sentimentos e as emoções não expressados podem ficar bloqueados e afetar a capacidade do homem para funcionar em sua plena capacidade, não apenas na relação sexual, mas também no mundo.
sexo tântrico é uma oportunidade para explorar e expressar a masculinidade, de forma que o homem tenha  um papel dominante como amante. Isso inclui força, assertividade e consciência das necessidades e gostos da mulher. Quando essas qualidades estão reunidas no ato sexual, o casal pode desfrutar mais plenamente da energia sexual e do prazer.
O desejo de sexo com penetração pode ser uma força motriz nos homens, e isso pode dificultar a sua criatividade no ato de fazer amor. Tantra convida-o a permanecer presente no momento, dando mais atenção a cada sensação e movimento. Seguindo isso, você verá que sua criatividade aumentará,  aumentando também o prazer de ambos e, por consequência, o orgasmo será mais intenso.
Quanto mais confiante for um homem em expressar seus sentimentos para o seu par, mais sexy ele será. No Tantra, você é encorajado a expressar os seus pensamentos, sentimentos e desejos. Se você precisa de tempo para se sentir confortável com isso, comece imaginando-se como um amante confiante e masculino. A visualização pode se tornar realidade.

Prática – Recuperando a masculinidade


Esta meditação irá ajudá-lo a recuperar a sua masculinidade, liberando tensões e sentimentos reprimidos.
1 – Fique em pé, respire calma e profundamente, e coloque as mãos em seus órgãos genitais. Lembre-se de alguma situação em sua vida em que você sentiu alguém restringindo a sua energia. Pode ter sido uma conversa, uma discussão, uma crítica, ou algo ensinado a você na escola.
2 – Quando você tiver a imagem, diga em voz alta: “Não!” permitindo que o som suba a partir de seu chakra básico. Em seguida, diga novamente em voz alta: “Eles não são meus!” Sente-se por alguns minutos, sentindo a energia mover através de você. Repita esse exercício com qualquer outra memória que venha à mente, por até 10 minutos, até que sua mente se esvazie.
3. Inspire através de seu chakra básico, levando sua respiração até o alto da cabeça. Ao expirar, imagine uma graça descendo sobre o seu corpo como uma cachoeira de luz. Faça isso por cinco minutos.
4 – Agora respire através do seu chacra da coroa, percorrendo o corpo todo até o chakra básico, sentindo a energia que flui para o seu lingam e testículos. Imagine o seu lingam  tornando-se uma vara de luz.

Masculinidade no Tantra


Meditação – Reverência ao masculino


Esta meditação é muito estimulante para o homem e também para a mulher e deve ser feita a dois. Ela aumenta a confiança tremendamente, porque a mulher lembra o parceiro de sua natureza divina, encorajando-o a celebrar o físico e sua energia sexual.
1 – Coloque uma música sexy e hipnótica, discreta. O parceiro aproxima-se da companheira e lentamente tire sua própria roupa (dele), peça por peça, até que esteja diante dela em sua total nudez. À medida que cada zona do corpo é revelada, ele coloca atenção em cada área, apreciando a forma, a textura, a cor da pele.
2 – Ele se deita e a mulher começa a tocar as partes do corpo dele, dizendo a cada toque: “este é o braço masculino da criação” “esse é o peito másculo da criação”, e assim por diante. Para finalizar, ela pousa as mãos no corpo dele e diz: “Este é o corpo masculino da criação.”
3 – Se e quando quiserem, movam-se para o ato sexual.

Descondicionando o ato sexual

Descondicionando o ato sexual

Curtindo o encontro amoroso de outra forma, o casal poderá descondicionar o ato sexual e potencializar o prazer.

Você já teve alguma experiência desse tipo?
Estava ótimo enquanto vocês se acariciavam com suas roupas ainda, mas de repente, assim que ficaram nus, algo tinha ido embora, como se uma qualidade tivesse sido perdida?
Ou, estava ótimo quando vocês estavam nus, tocando-se sensualmente, mas, quando rolou a penetração, você se sentiu perdendo algo em vez de um maior sentimento de união?
Ou ainda, estava bom durante a penetração, movendo-se juntos, mas de alguma forma, rolou uma frustração após o orgasmo, um sentimento de vazio?
Ou, quando ainda olhavam-se nos olhos, a uma certa distância, e havia aquela sensação de desejo, mas quando vocês se tocaram, foi como se algo não estivesse no lugar certo?
Essas situações ocorrem com relativa frequência para as mulheres. Claro que também acontece com os homens em nível subconsciente. As mulheres tendem a ter alguma satisfação “mentalmente”, mesmo sem orgasmo físico, enquanto os homens geralmente experimentam frustração sem ejaculação. Para as mulheres, é possível ser feliz apenas com abraços e carícias. O orgasmo físico não é importante, em muitos casos.
A união sexual de costume é assim:
1 – Começa quando dois corpos físicos entram em contato.
2 – Não satisfeitos vestidos, eles ficam nus.
3 – Quando o contato nu não é suficiente, a penetração segue.
4 – Não completamente satisfeitos mesmo quando unidos, começam a transar, resultando em ejaculação e orgasmo.
Este é o processo de sexo instintivo, usual. Ou seja, quanto mais próximo o contato, mais a frustração da união acontece.
Agora, como seria se os processos  1 a 4 fossem feitos de trás para a frente? O que poderá acontecer se “intencionalmente”:
1 – Alguma distância for mantida, enquanto olham-se nos olhos?
2 – As roupas forem mantidas enquanto estão se acariciando?
3 – A penetração for evitada mesmo acariciando-se um ao outro enquanto nus?
4 – O movimento dos corpos for limitado durante a penetração e o orgasmo não for atingido?
Essa é a proposta. Você pode tentar fazer isso com seu par, levando o encontro amoroso dessa forma. Será uma surpresa para ambos e o nível de excitação subirá bastante.

O orgasmo prolongado é possível para os homens

O orgasmo prolongado e total “do corpo e da alma” é assunto do Tantra e também dos taoistas.

“Poucos homens jamais desprenderam o poder sexual que está adormecido dentro de seus próprios corpos. É revolucionário para o homem comum pensar que ele pode desfrutar de um prazer radiante e profundo no sexo, que penetre permanentemente no íntimo de seu ser, uma experiência remotamente superior ao orgasmo genital.
O tipo de “orgasmo prolongado e total do corpo e da alma”, cultivado pelos taoistas, é tido como dádiva excepcional das mulheres sensíveis e passionais. Até se tornou o maior mito da cultura ocidental – a mulher como objeto passional do amor romântico, aquela que reduz o amor à sua verdadeira ternura.
Os taoístas ensinavam que os homens podem participar igualmente do amor através de um equilíbrio verdadeiramente singular de energias sexuais, tão tangível como qualquer sensação física dos orgasmos genitais.
Como é possível para um homem transformar tão radicalmente sua experiência sexual e, através dela, sua total experiência de vida? Paradoxalmente, esse “orgasmo maior” pode ser descoberto somente quando o orgasmo “normal” ou genital, que tanto preocupa os sexólogos americanos, for desenfatizado.

As três etapas iniciais básicas do “cultivo dual” taoísta da energia sexual para casais são:
1)            O homem aprende a manter o pênis ereto pelo tempo desejado e não ejacula.
2)            Homem e mulher redirecionam sua energia sexual através de canais específicos do corpo para regiões superiores: coração, cérebro e glândulas.
3)            O homem troca sua energia supercarregada pela energia complementar da mulher.
O segredo está no homem abrir seus sentimentos e canais de energia sutil para a essência da mulher e absorvê-la durante o ato sexual.
Se você não tem um relacionamento, os taoístas oferecem uma alternativa, conhecida como “cultivo solitário”. Ela ensina o homem solitário a colocar sua energia sexual para funcionar criativamente na vida diária, ou simplesmente para desfrutar a vida em boa saúde sem a praga da frustração sexual.
O objetivo dos mestres taoístas não era criar um novo mito do orgasmo do supermacho, que todos lutariam para conseguir, criando uma competição, mas ensinar a homens e mulheres formas práticas de usar as energias naturais para irem mais fundo na dádiva maior da vida: a liberdade do amor.”
(Trecho do livro de Mantak Chia e Michael Winn, Os segredos Taoístas do Amor.)

Fonte:http://neotantra.com/

Sexo tântrico - o que é?