domingo, 2 de agosto de 2015

O MITO DO MACHO ALFA

O mito do macho alfa

Separar homens em machos alfa e beta é uma dicotomia infantil que atrapalha um melhor desenvolvimento do masculino

Nota do Art of Manliness: Este é um post de Scott Barry Kaufman, como convidado. Há muitas dicotomias falsas por aí – lado esquerdo vs lado direito do cérebro, criação vs genética etc. Mas há um mito realmente persistente que literalmente causa mortes, que é a diferença entre machos “alfa” e “beta”.
Uma história que se conta é que há dois tipos de homem.
Machos “alfa” são aqueles no topo da hierarquia de status social. Eles têm mais acesso a poder, dinheiro e parceiras, que obtém por sua capacidade física, por intimidação e dominação. Os alfa são tipicamente descritos como “homens de verdade”. Em contraste, temos os machos “beta”: caras fracos, submissos, subordinados que têm baixo status, e que só obtém acesso a parceiras quando as mulheres decidem formar família, para o que precisam de um “cara legal”.
Essa distinção, que muitas vezes está baseada em observações feitas com outros animais sociais (tais como chimpanzés e lobos) faz um retrato muito preto e branco da masculinidade. Não só exageradamente simplifica a multidimensionalidade da masculinidade, e subestima grosseiramente o que um homem é capaz de se tornar, também nem mesmo chega no cerne do que realmente é atraente para as mulheres.
Como diz o ditado, quando tudo que se tem é um martelo, só o que se vê são pregos. Quando impomos ao mundo duas categorias de macho, desnecessariamente confundimos os jovens, que passam a agir de certas formas predefinidas que não são conducentes a atrair e sustentar relacionamentos saudáveis e bem aproveitados com as mulheres, ou mesmo encontrar sucesso em outras áreas da vida. Então realmente é útil examinar a conexão entre os chamados comportamentos “alfa” (tais como a dominação) e atração, respeito e status.

A ciência da dominação

Consideremos um dos conjuntos mais antigos de estudos sobre o relacionamento entre a dominação e a atratividade. Os pesquisadores apresentaram a suas participantes cenários filmados e escritos que retratavam dois homens interagindo um com o outro. Os cenários variavam em termos de se o homem agia de forma “dominante” ou “não dominante”. Por exemplo, aqui temos um trecho de um cenário no que o macho foi representado como dominante.
John tem 1,78 m e 75 kg. Joga tênis há cerca de um ano e está fazendo aulas no nível intermediário. Apesar do pouco treinamento, ele é um jogador de muito coordenado, e ganhou 60% de suas partidas. Seu saque é muito forte e sua bola de retorno é extremamente poderosa.

Além de suas capacidades físicas, ele possui as qualidades mentais que levam ao sucesso no tênis. Ele é extremamente competitivo, se recusa a entregar-se perante oponentes que jogam há muito mais tempo. Todos os seus movimentos expressam dominância e autoridade. Ele tende a dominar psicologicamente seus oponentes, os forçando a jogar mal e cometer erros mentais.
Em contraste, aqui temos um trecho de um cenário em que o mesmo jogador de tênis é retratado como “não dominante” (as primeiras linhas da descrição acima foram mantidas iguais nas duas condições):
. . . seu saque e suas bolas de retorno são consistentes e bem colocados.

Embora ele jogue bem, ele prefere jogar por diversão, e não para ganhar. Não é particularmente competitivo e tende a entregar o jogo para oponentes que jogam tênis há mais tempo. Ele facilmente começa a jogar mal ao se deparar com jogadores que impõe autoridade.

Oponentes fortes o dominam psicologicamente, algumas vezes impedindo que ele jogue seu melhor. Ele gosta de tênis, mas evita situações altamente competitivas.
Ao longo dos quatro estudos, os pesquisadores descobriram que os cenários dominadores eram considerados sexualmente mais atraentes, embora o John dominante não fosse considerado tão apreciável e não fosse desejado como companheiro. Se tomado em seu valor superficial, esse estudo parece dar apoio à ideia de que a atração sexual do macho alfa dominante é superior à do macho beta submisso.
Mas não tiremos conclusões tão rápidas.
Num estudo subsequente, os pesquisadores isolaram vários adjetivos para determinar quais descritos eram, de fato, considerados como sexualmente atraentes. E embora tenham descoberto que “dominância” era considerado sexualmente atraente, tendências “agressivas” e “dominadoras” não aumentavam a atratividade sexual seja de homens ou mulheres. Parece haver algo a mais nessa história do que apenas dominação vs. submissão.
Então temos um estudo de Jerry Burger e Mica Cosby. Esses pesquisadores fizeram 118 universitárias lerem as mesmas descrições de John, o jogador de tênis (dominante vs. submisso), mas adicionaram uma situação de controle importante, na qual algumas participantes liam apenas as três primeiras sentenças da descrição (ver os itálicos acima). De forma consistente com o estudo anterior, as mulheres consideraram o John dominante mais sexualmente interessante do que o John submisso. Porém, o John que foi caracterizado na condição de controle teve os índices mais altos de atração entre todos eles!
O que está acontecendo? Bem, isso certamente não significa que a descrição extremamente breve em três sentenças era a mais sexualmente atraente. O mais provável é que ouvir algo, seja sobre comportamento dominante ou submisso, em isolamento quanto a outras informações sobre eleo tornam menos sexualmente atraente. Os pesquisadores concluem: “Em resumo, uma dimensão simples dominante-não-dominante pode ter pouco valor na previsão das preferências de das mulheres quanto a parceiros.”
Em seguida, os pesquisadores mexeram nas descrições de John. Na condição “dominante”, os participantes leram a descrição curta de John e receberam a informação de que um recente teste de personalidade encontrou, como seus traços predominantes, as características de ser agressivo, afirmativo, confiante, exigente e dominante. Aqueles que estavam na condição “não dominante” leram o mesmo parágrafo, mas receberam como informação adicional que as características principais de John eram fácil de lidar, quieto, sensível, tímido e submissoAs mulheres do grupo de controle leram apenas o curto parágrafo e não receberam informações sobre a personalidade de John.
Os pesquisadores então pediram às mulheres que indicassem quais adjetivos utilizados para descrever John eram ideais num encontro romântico, bem como num parceiro em longo prazo. Descobriram que apenas uma das 50 universitárias identificou “dominante” como um dos traços que ela buscava tanto num encontro quanto num parceiro de longo prazo. 
Quanto aos outros adjetivos conectados com domínio, os vencedores foram confidante (72% buscava esse traço para um encontro ser ideal; 74% buscavam o traço num parceiro) e afirmativo (48% buscava esse traço num encontro ideal; 36% buscava esse traço num parceiro romântico ideal). 
Nenhuma mulher queria uma parceiro exigente, e somente 12% queria uma pessoa agressiva para um encontro ou como parceiro.
Em termos dos adjetivos não dominantes, os maiores vencedores foram fácil de lidar (68% buscava esse traço para um encontro ideal; 68% buscava esse traço num encontro ideal; 64% o buscava como ideal num parceiro) e sensível (76% buscava esse traço num encontro e num parceiro). Nenhuma das mulheres queria um homem submisso seja para um encontro ou como parceiro. 
Outros adjetivos sem muita expressão na pesquisa foram tímido (2% para encontros; 0% no parceiro) e quieto (4% no encontro; 2% no parceiro).
Essa análise foi reveladora porque sugere que a dominância pode tomar muitas formas. O homem dominante que é exigente, violento e autocentrado não é considerado atraente pela maioria das mulheres, enquanto que o homem dominanteque é afirmativo e confiante é considerado atraente. Como os pesquisadores sugerem, “homens que dominam os outros por causa de qualidades de liderança e outras qualidades superiores, e que portanto são capazes e estão dispostos a prover para suas famílias, muito possivelmente serão preferidos como parceiros potenciais, em detrimento de parceiros que não possuam esses atributos”.
Seus resultados também sugerem que a sensibilidade e a afirmação não são opostas. De fato, outras pesquisas sugerem que a combinação de bondade e afirmação parece ser o par mais atraente. Ao longo de três estudos, Lauri Jensen-Campbell e seus colegas descobriram que não era apenas a dominância, mas a interação de dominância e outros comportamentos pró-sociais que as mulheres indicavam ser particularmente sexualmente atraente. Em outras palavras, a dominância apenas aumentava a atração sexual quando a pessoa já indicava pontos altos em agradabilidade e altruísmo.
E em termos parecidos, Jeffrey Snyder e seus colegas relataram que a dominância só era atraente para as mulheres (tanto numa situação de caso breve quanto num relacionamento de longo prazo) no contexto de competições entre homens. Reveladoramente, as mulheres não consideraram atraente homens que usaram dominância agressiva (força, ou ameça de usar a força) enquanto competindo pela liderança num processo de tomada de decisões entre iguais. Isso sugere que as mulheres estão afinadas a indícios que sugiram que o homem possa direcionar sua agressão com relação a ela, com a dominância na direção dos competidores considerada mais atraente do que a dominância com relação a amigos ou membros da coalisão. Para colocar esse estudo num contexto de mundo real, o cara no ensino médio que todas as garotas seguem é aquele que consegue dominar o jogador de outra escola no campo de futebol sexta à noite, mas que é amigável e carismático com seus próprios colegas durante a semana.
Distinguir entre os diferentes tons de dominância e como eles interagem com a bondade não é importante só para entender a atração sexual entre os humanos. Também tem implicações profundas para a evolução do status social.

“Mas espere… algumas mulheres não preferem os bad boys? Eu já vi isso acontecer!”

Enquanto que o estudo mostra que a maioria das mulheres consideram homens de prestígio mais atraentes do que homens dominantes, tanto para casos de curta duração quanto para relacionamentos em longo prazo, a pesquisa também sugere que, dada a escolha, alguns tipos de mulheres preferem o canalha dominante em vez do homem de prestígio. 
Mulheres com uma história de “vida corrida” (isto é, que foram criadas em ambientes inseguros e instáveis, com pouco apoio dos pais), apego inseguro, e que mantém atitudes hostis e sexistas quanto às companheiras do sexo feminino, geralmente preferem uma estratégia de curto prazo na escolha do parceiro, e assim buscam atividade sexual frequente, sem compromissos (Olderbak & Figueredo, 2010Bohner et al, 2010; Kirkpatrick & Davis 1994). Esse tipo de mulher tipicamente prefere o homem “alfa” estereotipado e tpicamente descrito como agressivo e dominante em detrimento do homem “alfa” mais pró-social e de prestígio (Hall & Canterberry, 2011).
Enquanto que é possível atrair alguns tipos de mulher agindo-se como um “alfa”, considerando o tipo de mulher que esse método de sedução atraia, os casos que se consegue podem acabar mais cheios de confusão do que você esperava. É por essa razão que os homens que seguem a ideologia do macho alfa muitas vezes acabam vítimas de um viés de seleção com relação a sua percepção das mulheres: uma vez que as mulheres atraídas por eles são menos estáveis e mais promíscuas, eles começam a acreditar que todas as mulheres são “periguetes” e “loucas”.
Ao mesmo tempo, quando esses homens tentam usar suas técnicas de sedução dominantes em mulheres melhor ajustadas, a hostilidade e o narcisismo as afastam. Essa rejeição faz com “artistas da sedução” acabarem ainda mais hostis quanto as mulheres, e eles começam a achar que ainda são “bonzinhos” demais. E assim eles aumentam mais ainda o seu quociente alfa, o que afasta igualmente ainda mais as mulheres. 
E assim o ciclo segue.

Dominância vs. prestígio

Na nossa espécie, a conquista do status social e os benefícios ligados a ele em termos de encontrar parceiras podem ser realizados pela compaixão e pela cooperação no mesmo nível (se não ainda melhor) do que pela agressão e intimidação. Os eruditos nos campos da etnografia, etnologia, sociologia e sociolinguística acreditam que surgiram pelo menos duas rotas na história evolutiva para o status social – dominância e prestígio — e elas surgiram em momentos diferentes e para finalidades diferentes.
A rota da dominância é pavimentada com intimidação, ameaças e coerção, e está cheia de orgulho hubrístico. O orgulho hubrístico está associado com a arrogância, pretensão, comportamento antissocial, relacionamentos instáveis, níveis baixos de consideração pelos outros e altos níveis de discórdia, traços neuróticos, narcisismo e resultados ruins em termos de saúde mental. O orgulho hubrístico, juntamente com seus sentimentos associados de superioridade e arrogância, facilita a dominância ao motivar comportamentos tais como agressão, hostilidade e manipulação.
O contraste é o prestígio, que é pavimentado com emoções expressas em realizações, confiança e sucesso, e é alimentado pelo orgulho autêntico. O orgulho autêntico é associado com comportamentos pró-sociais e orientados para a realização, relacionamentos agradáveis, conscienciosos e satisfatórios, com saúde mental. No ponto crítico, o orgulho autêntico está associado com a verdadeira autoestima (se considerar uma pessoa de valor, e não se considerar melhor do que os outros). O orgulho autêntico, juntamente com seus sentimentos associados de confiança e realização, facilita comportamentos associados com a conquista do prestígio. As pessoas que são confiantes, agradáveis, trabalham duro, são energéticas, bondosas, empáticas, não dogmáticas, e estão cheias de autoestima verdadeira, inspiram os outros e fazem os outros quererem imitá-las.
Esses dois caminhos para o status social do homem também foram observados entre os Tsimané (uma sociedade amazonense de pequena escala). Nessa sociedade, a dominância (como avaliada pelos outros) está positivamente associada ao tamanho físico, enquanto que o prestígio (avaliado pelos outros) estava positivamente associada com a capacidade de caçar, generosidade e o número de aliados.
Interessantemente, enquanto advogados da ação dominante muitas vezes apontam para os chimpanzés como prova da exclusividade dessa rota para o status masculino, pesquisas recentes mostram que, mesmo entre primatas, o status de macho alfa pode não ser atingido apenas pelo tamanho e pela força, mas pela sociabilidade e pelos cuidados para com os outros.

Flexibilidade e adaptabilidade: As vantagens do prestígio

Embora seja tentador determinar, à partir das descrições acima, se a dominância é “ruim” e o prestígio é “bom”, isso é um pouco simplista demais. 
O que muitas vezes se perde nas discussões quanto a ser “alfa” ou “beta” é que o status depende do contextoUm CEO de uma empresa das 500 da Fortune tem um alto nível de status na nossa sociedade, mas ele for jogado na população geral de uma prisão em Sing Sing, vai se encontrar no fundo da ordem social. 
Você pode ser alfa num grupo e beta noutro.
No contexto de um ambiente difícil e perigoso, o macho dominante tem mais valor porque ele consegue o que quer e é capaz de conceder recursos para aqueles que se submetem e o seguem. Ele não precisa empregar nenhuma outra habilidade além da força e da intimidação. Mas além da sociedade puramente bárbara (que é verdade compreende a maioria da história humana), é o homem de prestígio que vence. É ele que está na melhor posição para ter mais sucesso na maior variedade de circunstâncias.
Em um conjunto de estudos conduzido em atletas de nível universitário, foi descoberto que indivíduos dominantes possuíam níveis mais baixos de autoestima verdadeira, aceitação social e agradabilidade e níveis mais altos de narcisismo, agressão, agência, desagradabilidade e conscienciosidade. Indivíduos dominantes receberam notas mais altas de seus colegas quanto a capacidade atlética e liderança, mas mais baixas em altruísmo, cooperação, capacidade de ajudar, ética e moral.
Em contraste com estes, indivíduos de prestígio tinham níveis mais baixos de agressão e eram menos neuróticos, com níveis mais altos de autoestima genuína, aceitação social, agradabilidade e até notas melhores. Mais do que isso, o prestígio estava fracamente ligado ao narcismo auto engrandecedor. Da mesma forma que com seus pares dominantes, os indivíduos de prestigio receberam melhores notas como sendo líderes e atletas, mas também foram considerados mais capazes intelectualmente, socialmente, em cooperação e altruísmo, capazes de ajudar, éticos e morais.
Estes resultados mostram claramente que a dominância e o prestígio representam formas diferentes de atingir e manter o status. Mas, novamente, é bom lembrar onde se sobrepõe: qualidades como força, liderança, bondade e moralidade podem existir na mesma pessoa; categorias estritas de “alfa” e “beta” realmente representam uma dicotomia falsa que obscurece o que um homem é capaz de se tornar. Enquanto que a dominância possa ter vantagens num conjunto estreito de circunstâncias, o prestígio é muito mais valorizado em quase qualquer contexto. Devido a seu orgulho autêntico, indivíduos de prestígio são mais provavelmente respeitados, aceitos socialmente e bem sucedidos. 
Quem você prefere no seu time: Kevin Durant ou Dennis Rodman?
Aqui temos outra forma de olhar para diferença entre as duas rotas na direção do status: a dominância é uma estratégia de curto-prazo, o prestígio, pelo contrário, de longo prazo. A dominância é uma qualidade que o pode ajudar a conquistar, mas ela não provê a capacidade de governar o que se conquistou. 
Entre os chimpanzés, uma vez que um macho lutou para chegar ao topo, e se tornou o alfa, seu aproveitamento desse status dura pouco; outro macho dominante logo surge para desafiar e o retirar do trono. Num nível cultural, povos como os Mongóis ou Vikings dominaram os outros e foram os alfas em seu tempo, mas incapazes de se adaptar, simplesmente morreram. Homens de prestígio – como os patriarcas da constituição estadunidense – foram capazes de estabelecer um legado que continua até hoje.

Conclusão

Não é o alfa ou o beta que são mais desejados pela mulher.
Tomados em conjunto, a pesquisa sugere que o homem ideal (para um encontro ou como parceiro) é aquele que é afirmativo, confiante, fácil de lidar e sensível, sem ser agressivo, exigente, dominante, quieto, tímido ou submisso. Em outras palavras, um homem de prestígionão um homem dominante.
De fato, parece que o homem de prestígio que possui notas altas tanto em afirmação quanto em bondade é considerado o mais atraente para as mulheres tanto nos casos de curto prazo quanto nos relacionamentos de longo prazo. Essa pesquisa também oferece alguma certeza de que o rapaz passional realmente legal que aprender uma habilidade culturalmente valorizada pode ser imensamente atraente.
Além disso, buscar se tornar um homem de prestígio não só é a rota mais certa para o sucesso com as mulheres, mas para a conquista em qualquer área da vida.
Assim, acredito numa rota muito mais efetiva e saudável para os homens com dificuldade de atrair mulheres não seja tentar cultivar os traços do macho alfa estereotípico, mas cultivar os traços do homem de prestígio. Isso significa desenvolver uma habilidade que traga valor para a sociedade, e cultivar um senso estável de identidade. Uma rota desse tipo não só o fará mais atraente para as mulheres, mas também criará a vida mais satisfatória para você mesmo de forma geral. Em minha visão, tentar cultivar a persona do “alfa” é o mesmo que construir um castelo de cartas. 
Não há uma fundação estável para suportar seu valor.
Já é hora de largar essas categorias maniqueístas e abraçar um conceito mais multidimensional de masculinidade. O homem mais atraente é, de fato, uma mistura de características que incluem afirmação, bondade, habilidades cultivadas e um sentido genuíno de valor no mundo. 
O verdadeiro alfa é mais completo, pleno e rico.

publicado em 18 de Julho de 2015

Fonte:http://www.papodehomem.com.br/o-mito-do-macho-alfa

A ETIQUETA NO SEXO CASUAL,VOL.I

A etiqueta no sexo casual, Vol. I

Como ser ético antes, durante e depois da libertinagem


Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Camões sabia das coisas, minha gente. 
Pois a verdade é que, em pleno século XXI, nossas vontades em relação ao sexo também mudaram. Mais parceiros, mais experiência, menos tolerância com certos comportamentos e uma mudança naquilo que se espera de uma noite (ou outras tantas) de sexo casual.
Neste nosso admirável contexto novo (nem tão novo assim), algumas expectativas vão surgindo. Há um set de regras costumeiras que se estabeleceram e, de uma maneira ou de outra, influenciam ambos os sexos na hora do vamos ver. Ouvindo relatos aqui e acolá, achei por bem sintetizar o que mulheres (e homens) têm a dizer sobre a nova etiqueta sexual, vulgo “o que fazer e o que não fazer no tocante ao rala e rola”.
Observação: as “regras” foram escritas da perspectiva de uma mulher quanto a um casal hétero, mas a etiqueta se aplica a qualquer praticante do sexo casual.
A elas!

Camisinha, por favor

Em primeiro lugar, camisinha é fundamental. Soa óbvio, mas eu fico embasbacada quando vejo pesquisas que comprovam que uma parcela significativa da população sexualmente ativa não liga para camisinha. 
"45% dos brasileiros não usam camisinha com parceiros"
do Estadão, janeiro de 2015 
Crescemos com o mantra do “use camisinha”. No Brasil, conseguimos a dita de graça em qualquer posto de saúde. E aí entram duas perspectivas – a feminina e a masculina – que, se não dissonantes, dão m*.

A perspectiva masculina: 

É ruim. Sexo sem camisinha é infinitamente melhor. Aperta. Fico com medo de broxar. Só dessa vez. Eu sou limpinho.

A perspectiva feminina: 

Nossa, ele deve gostar mesmo de mim. Uma vezinha só não tem problema. E se eu disser não? Capaz de ele ir embora.
* * *
Vamos dizer a verdade, de uma vez por todas: se ele está pedindo/ela está aceitando, boas chances de não ser a primeira vez que isso acontece. Vai arriscar? Sabe-se lá onde e com quem essa pessoa esteve.

A perspectiva masculina: 

Senhores, deixem de frescura. Essa coisa de que com camisinha é pior é puramente psicológica. Se aperta, você está comprando o tamanho errado. Se a sensibilidade fica comprometida, compre a fininha. Se você fica com medo de broxar, pense na DST linda que pode aparecer no seu pau e imagine o que alguns minutos de prazer podem fazer no seu futuro. 
E no de todas as suas outras parceiras. Respeite.

A perspectiva feminina: 

Meninas, se o cara está disposto a expor vocês a uma DST e a uma gravidez, fica a dica: ele não presta. Simples assim. Que tipo de parceiro é esse que não tem a dignidade de respeitar a parceira que ele está levando para a cama? A meu ver, é motivo para levantar e ir embora. 
Um cara desses não merece seu repertório.

Recapitulando: 

Dar a entender/sugerir/fazer doce para transar sem camisinha é o cúmulo daquilo que não se deve fazer no sexo casual. Fazer-se de desentendido e ir enfiando, então, é motivo para termination
Sem falar que, não havendo o consentimento da parceira para isso, é estupro.

Higiene é fundamental (e tão importante quanto o uso da camisinha) 

Tome banho antes. 
Melhor ainda: tomem banho juntos! É ótimo para quebrar o gelo e para começar a mostrar sua habilidade nas preliminares.

Bonus track 1: 

Cueca-sunga deveria ser abolida da face da terra. Nada mais broxante do que abaixar a calça de um cara e topar com aquela bizarrice estética. Compre boxers, seja feliz e faça muitas mulheres igualmente felizes.

Bonus track 2: 

Coloque seu chuveiro e sabonete à disposição também no pós-coito. Dependendo do grau de lambança, é mais que gentileza, é imprescindível.

Bonus track 3: 

Roupa de cama limpa não é essencial, mas é legal. Roupa de cama fedida é um no-no. Melhor explorar o sofá (ou o chão) nesse caso.

Só avise  

Caso você não queira que o alguém passe a noite com você, avise antes (do dia, do sexo, de gozar, sei lá. Só avise). 
É meio climão quando a coisa toda termina e um dos envolvidos começa a ficar agitado e dar indiretas toscas para o outro ir embora.

A comunicação na cama

Fazer comentários depreciativos é coisa de gente mal-resolvida. Evite também abordar qualquer assunto objeto de complexos por parte de ambos os sexos (tamanho de partes corporais, presença ou não de pelos e celulite... por mais que você ache bonito/agradável/gostoso daquele jeito. Complexo é complexo). 
Evite também abordar comparações (com os ex-parceiros, com os atuais parceiros).
Se tiver críticas em relação à habilidade, faça de forma construtiva e sem ofender. Exemplos:
1. “Ai, faz assim, é tão bom/gostoso/sexy”;
2. “Se você diminuir a velocidade/pegar mais leve vai ficar perfeito/eu vou gozar”;
3. “Sabe qual é a minha posição preferida?”;
4. “Adoro quando você ...”.
Bonus track: com gemidos a dica sempre fica mais gostosa.

Pode dar merda, claro (o famoso shit happens)

E como em toda situação desagradável, há formas e formas de se lidar. 
Nunca conheci uma menina que a) não tivesse experienciado uma broxada ao vivo e em cores; e b) não tivesse sido compreensiva. Se acontecer, aconteceu. O problema costuma ser a ansiedade – e, assim sendo, não ajuda muito ficar insistindo, senhores.
Conheçam seus limites.
Eu brinco que, na primeira transa (às vezes na segunda e na terceira também), sempre acontece alguma coisa constrangedora. Alguém escorrega, alguém dá um soco/chute no nariz do outro sem querer (principalmente na cena de mudar de posição, é um clássico), alguém quebra alguma coisa, alguém solta um pum, flatos vaginais correm soltos, ninguém consegue abrir a p* da camisinha. 
Faz parte, minha gente. 
É quase um movimento do universo para reestabelecer o equilíbrio e a ordem – uma pitada de desgraça em meio a tanto calor humano. Isso dito, há basicamente três caminhos para lidar com esse bando de xabu:
1. Rir. Tudo bem, dizem que rir é o melhor remédio, mas nem sempre. Tato é fundamental – lembra da questão do tópico anterior, sobre comentários depreciativos? Às vezes o riso é muito pior que qualquer comentário. Portanto, saiba contornar uma situação de forma bem-humorada (e saiba quando isso não é possível).
“Poutz, pelo menos, entre mortos e feridos, salvaram-se todos!”
“Na verdade esse vaso espatifado está reestabelecendo o equilíbrio no universo, saca?”

“Quebrou? Tá doendo muito? Mas veja só, é seu dia de sorte – sexo libera uns hormônios anti-dor aí…”
2. Encasquetar. Olha, essa costuma ser a pior opção, configurando o passaporte para encerrar a situação e ir embora. Se era isso que você estava querendo all along, fica a dica: deixe todos os envolvidos bem constrangidos e saia para nunca mais voltar.
“Como assim?? COMO ASSIM??”
“Ah, inferno.”

“Por que você fez isso, caralho?”
3. Ignorar. Definitivamente a melhor pedida para os flatos vaginais.

O que acontece no pornô fica no pornô

Para alguns é óbvio, mas ainda tem muita gente que acha que toda mulher esguicha, todo cara está sempre sedento e necessitado, toda mulher adora ser asfixiada com um pau, todo cara fica duro por quatro horas, toda mulher adora um anal. 
Pela milésima vez: a situação do pornô é uma cena interpretada por atores. Geralmente a mesma situação não pode nem deve deve ser repetida na vida real.

Falando em asfixiar

A etiqueta do sexo oral é bem delicada.
1. Em primeiro lugar, não peça se você não está disposto a retribuir. É uma falta de noção sem tamanho.
2. Não pegue a cabeça da parceira como se fosse uma bola e fique quicando no seu pau. Isso machuca (e se em algum momento um dente despontar ali... vix).
3. Gozar na boca sem avisar é falta de educação E falta de consideração. 
Quem tem muitos parceiros sabe que engolir é porta para DSTs. Não exponha sua parceira. Além disso, o gosto e o cheiro da porra toda não costuma ser o de um buquê de flores. 
Se você gozar mesmo assim, não ouse ficar ofendido se ela cuspir.
Bonus track: meninas e meninos, vocês estão de dieta há meses e não emagrecem? Pois a culpa pode ser da porra. Há estudos dizendo que uma colher de chá contém 1 caloria e estudos dizendo que chega a 20 calorias. E você achando que era porque faltou na academia semana passada, tolinha.

Importantíssimo: 

Não faça aos outros o que não gostaria que fizessem com você (e, dependendo do seu nível de kinkyness, não faça com os outros mesmo que você gostaria que fizessem com você).
1. Não é não. Se ela disse “não” para qualquer coisa e você continuou, é estupro.
2. Se você tem mais de 12 anos, deixar chupão é terminantemente proibido. Assim como qualquer tipo de marca deixada por tapas, mordidas, arranhões ou demais consequências físicas do calor do momento. Ok, você é uma pessoa empolgada. Não-ok deixar prova disso.
3. Tem gente que tem a pele bem fininha e bem branquinha. Tem pessoas que são mais sensíveis que outras. Mano, essa tua mão vai marcar, esse chupão vai forçar a menina a usar cachecol por uma semana. Seja educado: tudo bem derrubar comida no chão (desde que limpe depois), mas nada de quebrar os talheres (e os pratos, os copos...).
4. Tapa na cara: se ela não pediu, qual é o seu problema, cara?
"Ah, mas eu já transei com uma mina que pedia pra eu dar tapas fortes, eu já transei com um cara que mandava eu arranhar as costas dele."
Volte ao item "Comunicação na cama". 

Bonus track: nem tudo o que o outro pede deve ser atendido. Nunca se sabe o grau de loucura e, se de perto ninguém é normal, no sexo a coisa assume proporções assustadoras. 

Ligar no dia seguinte 

Não é parte da etiqueta sexual e é totalmente prescindível. Em tempos de sexo casual, ninguém precisa ligar para saber se foi bom, não? Aposte no seu taco e bola pra frente.

publicado em 21 de Julho de 2015

Fonte:http://www.papodehomem.com.br/18-a-etiqueta-no-sexo-casual-vol-i

PIOR DO QUE O AMOR QUE ACABA É O AMOR QUE VIRA DO AVESSO

Pior do que o amor que acaba é o amor que vira do avesso

Pior do que o amor que acaba é o amor que vira do avesso

A gente ama. Ama loucamente. Com todos os poros e células, com cada gota de sangue, de suor e lágrima. Ama com unhas e dentes. Ama tudo de alguém, assim, sem porquês, sem saída ou explicações convincentes. Encontra o amor para perder a razão, o discernimento, o senso comum e tantas outras coisas. Quando nos lançamos à sorte daqueles que amam, raramente nos protegemos das intempéries. Acontece que, às vezes, o amor é marquise, outras, tempestade em alto mar.
Mas enquanto você estiver acompanhado, tudo bem. Ruim é quando os dois se desprendem e se despedem. O amor vai embora, parte pra outra, deixando um rastro de lembranças bonitas ao longo do caminho. Então, a vida segue o seu curso com dias de sol e chuva, e um entra e sai de gente que nos faz acreditar, com o passar do tempo, que é possível amar outra vez.
Triste mesmo é aquele amor que se modifica, que perde a essência e dá origem ao oposto do que foi em outras épocas. É melhor que se desamarrem antes que se contaminem e se intoxiquem do veneno do fim. É preferível que o amor pegue as suas coisas e suma, na surdina ou no solavanco, do jeito que for.
Pior do que o amor que acaba é o amor que vira do avesso. Todas as razões que você tinha para amar aquela pessoa se transformaram em motivos para odiar na mesma proporção. A terra fértil continua lá, com a diferença que as rosas secaram, enquanto os espinhos cresceram. Não quisemos assim, não foi proposital.
Uma avalanche de causas e efeitos, de questões não solucionadas e problemas mal resolvidos. Desentendimentos, frustrações, uma penca de decepções. A raiva pelo que o outro nos fez, pelo que permitimos que nos fizesse, de forma clara ou subentendida. A indignação por não ter virado a mesa ou posto um ponto final enquanto havia tempo. Deixamos que nos entupisse de sujeira até que transbordássemos de lixo sentimental. Encardidos, nos deterioramos por dentro. É isso. O ódio é o amor que apodreceu.
E aí vai a má notícia. O amor se transforma em ódio, mas o ódio não volta a ser amor. Porque já estragou, e uma vez que se decompôs, não tem mais jeito. A antipatia, a ojeriza, a aversão podem até abrandar, ou até mesmo, depois de tanta hostilidade, se cansar e deixar de ser ódio. Pode se converter em incômodo, insignificância, piedade, qualquer outra coisa. Mas amor, nunca mais.
Então como que a gente faz para não apodrecer por dentro? Se dependesse só de nós seria menos complicado. Acontece que o controle dos sentimentos não está apenas em nossas mãos, mas também, nas mãos do outro. Existe uma reação para cada ação. Partindo do princípio de que aquilo que não nos importa, não nos atinge, é compreensível que só odiamos aquele que nos foi ou é importante.
O ódio é toda a sujeira que guardamos e não conseguimos limpar, nem jogar fora. Acontece que é praticamente impossível faxinar por dentro, o tempo todo, tudo o que não serve, não presta ou não se aproveita. Sempre fica ali, em algum canto, um monte de imundice que a gente não quer mexer, que deixa para depois.
A solução para que o amor não seque e o ódio não transborde é arrumar-se constantemente. É preciso tirar tudo do lugar, pôr para fora as pragas, não deixar que elas se instalem, que corroam e se entranhem. O angustiante é que, por mais limpa e perfumada que esteja a nossa casa, sempre haverá detritos.
Sempre haverá ódio. Que ele não nos possua.

Por Karen Curi

Fonte:http://www.revistabula.com/4733-pior-do-que-o-amor-que-acaba-e-o-amor-que-vira-do-avesso/

Pior do que o amor que acaba é o amor que vira do avesso

domingo, 19 de julho de 2015

A ARTE DE SER PEGADOR : IMITE OS CAFAJESTES

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Imite os cafajestes

Entenda quais são as atitudes dos canalhas que atraem as mulheres como imã

Autoconfiança e objetividade são pontos importantes a serem observados no comportamento de um cafajeste

Os bonzinhos vão par ao céu, mas talvez desconhecem os prazeres da conquista torta, arte dos cafajestes. Estudo feito pela psicóloga Kristina Durante, da Universidade do Texas, mostra que esta ideia é mais verdadeira do que se imagina.Se você nunca foi substituído por outro cara totalmente sem noção, com certeza conhece alguém que foi, e isso leva os caras legais a considerarem que, talvez, a pegada seja se tornar um canalha de uma vez por todas. E isso não é de todo ruim!

É fato que, às vezes, caras gentis, educados e românticos são simplesmente ignorados pelas garotas, o que leva os rejeitados a buscar o segredo deste magnetismo. Mas não se engane, mulher nenhuma aguenta um idiota por muito tempo, e quando o negócio é relacionamento sério, elas preferem os caras legais.

Ainda assim, observando o comportamento dos cafajestes, é possível aprender suas “técnicas de conquista” e usá-las sem ter que se tornar um deles. Fizemos uma lista com 5 destas atitudes. Confira!

#1 Cafajestes são egoístas - Eles não se preocupam nem um pouco com os sentimentos alheios. O foco é o prazer próprio. Sendo assim, quando vê algo que quer, corre atrás. Permita-se concentrar somente nos seus objetivos.

#2 Cafajestes não têm medo de se aproximar das mulheres - Enquanto você pensa e cobiça, eles agem. Um cafajeste não hesita em se aproximar e não tem medo de ser rejeitado, já que para ele, ser rejeitado significa que a mulher tem algum problema e não ele. Resumindo: Se quer estar com uma mulher, vá até ela!

#3 Cafajestes não se censuram - Parte da razão pela qual os cafajestes parecem tão divertidos e interessantes é porque eles não estão nem aí para o que os outros vão dizer. Não há reservas em ser totalmente inconveniente. Caras legais, por exemplo, evitam falar sobre sexo nos primeiros encontros, com medo de parecer grosseiro. Cafajestes, não. Aqui, é possível encontrar um equilíbrio. Não há nada de mal em se soltar um pouco nos primeiros encontros e ir se soltando mais à medida que os encontros se tornam mais frequentes




#4 Cafajestes são honestos sobre o que eles querem - É claro que esta não é uma regra absoluta, mas este tipo de cara não costuma fazer mistério sobre suas reais intenções. Eles flertam abertamente e isso não abre espaço para a mulher pensar muito. Depois que ele deixa claro o que quer, ela precisa simplesmente decidir se quer ou não. Caras que dão muitas voltas correm o risco de virarem amigos delas e fica muito difícil de mudar isto depois. Deixe claras suas intenções desde o início. Deixe que ela saiba que você gosta dela e quer namorar com ela! Se ela rejeitar você, siga em frente até encontrar uma garota que goste do que você tem para oferecer.

 # Cafajestes não perdem a autoestima - Frequentemente, caras legais depois de serem rejeitados por uma mulher, se sentem no fundo do poço. Isso não acontece com os cafajestes. Eles mantém a autoestima inabalada. Os caras são tão cretinos que, ao serem rejeitados, tendem a querer diminuir a mulher para que eles se sintam mais importantes do que realmente são. Este constante cuidado com sua estima é o que lhes permite seguir em frente, correndo atrás de seus objetivos, até porque, um cara confiante é muito mais atraente para as mulheres do que um homem deprimido.

Fonte: http://www.areah.com.br/vibe/relacionamento/materia/63429/1/pagina_1/imite-os-cafajestes.aspx

SOU ROMÂNTICO E DAÍ ? - ONZE PROBLEMAS QUE QUE SÓ ROMÂNTICOS INVETERADOS TÊM QUE ENFRENTAR

 

Onze problemas que só românticos inveterados têm que enfrentar

Planejando como será seu futuro casamento com alguém que ainda não conhece? Sim, todos nós já deixamos o arroz desandar enquanto pensamos em como as coisas se desenrolariam muito bem ao lado daquela pessoa especial. Mas será que tantos devaneios fazem de você uma pessoa apaixonável, ou na verdade reduzem as chances de um final feliz? Confira os doze problemas selecionados pela Cosmopolitan que só os românticos inveterados têm que encarar e veja se você é um deles! 

1. Você se envolve demais com relacionamentos que só existem na ficção. 
“É a mesma coisa comigo, Jim e Pam foram tão feitos um para o outro”, você sussurra pra si mesma enquanto assiste pela quarta vez a segunda temporada de The Office sozinha, chorando enquanto pensa por que você ainda não tem isso ainda. 

 
2. Você tem que explicar por que está acendendo velas e colocando música se ele(a) só apareceu pra dar uma rapidinha.
Isso se chama entrar no clima. Você provavelmente teve que explicar várias vezes pra ele(a) como as configurações românticas funcionam. Mas, honestamente, quando você conhecer a pessoa certa, ela vai ser ainda melhor que você no assunto. Aí é que tudo vai funcionar tão bem quanto você imaginava. 

3. Quando as pessoas abaixo dos 30 não estão nem aí com compromisso. 
Antes dos 30, muitas pessoas não estão sequer pensando em relacionamentos de verdade. Tudo bem, você pode saber tudo agora, mas ainda bem que não te disseram nada quando você tinha 15 anos! Com certeza você teria morrido de ataque cardíaco: afinal, você tinha certeza absoluta que o amor estava sempre na próxima esquina. CERTEZA! 

4. Prazer em conhecê-lo(a), você é minha alma gêmea? 
É assim que você começa quase toda interação com alguém bonito. Tudo o que você quer é estar preparada, porque se o sujeito é mesmo sua alma gêmea, você vai querer lembrar de cada pequeno detalhe de quando vocês se conheceram: como estava a iluminação solar, o que vocês estavam vestindo, sua primeira impressão dele(a), o que você acha que foi a primeira impressão dele(a). Sim, é claro que é um trabalho exaustivo, obrigado por perguntar! 

5. Você vive com o coração na boca. 
E esse coração parece um cone golpeado na estrada agora. Você doa o seu coração tão livre e abertamente que ele acaba se partindo com frequência. O lado bom disso? Você se torna mestre em se recuperar de términos assim. Você poderia até dar umas aulas… 

6. Você não para de ter ideias de playlists românticas. 
E no entanto não tem ninguém para dedicar uma playlist. Só que quando você encontrar uma pessoa, irá praticamente criar um Spotify inteiro pra ela. Milhares de playlists. E cada comercial vai ser a sua voz dizendo “você deveria sair pra comer alguma coisa hoje à noite. É só uma sugestão.” 

7. Seus favoritos do Netflix te denuncia.

Serio? Você vai assistir “Outra Comédica Romântica Onde a Mulher é Petulante Mas Sensível e Tem Problemas Em Acreditar Que o Amor Existe, Até Que Ela Encontra Alguém Que é Muito Paciente Com Ela?”. Deus do céu, se recomponha e tenha um pouco de amor próprio! 

8. Você fica puto(a) com essa história de “deixar rolar”. 
Ouvir alguém dizer “você vai encontrar amor quando não estiver procurando” faz você querer esmurrar a parede. Afinal de contas, você está sempre procurando. Mesmo que intencionalmente, você está sempre de olho. 

9. Se você encara um(a) estranho(a), logo começa a imaginar seu futuro com ele(a).
E aí a vida te traz de volta à realidade depois que você sai da academia e percebe que ele simplesmente estava olhando para o nada. Oh, ok. 

10. Você passa a maior parte do tempo pensando o que a sua paixão está pensando sobre você. 
Você precisa passar por isso pra saber o quão bizarro é, e se alguém pergunta por que você age assim, é porque não tem ideia que a resposta pode soar uma grosseria. 

11. Você passa um tempão ensaiando o que dizer para ele(a).E aí quando você finalmente o(a) encontra, não diz uma palavra ou sequer conversa sobre qualquer assunto. 

“Penso em você o tempo inteiro. Acho você maravilhoso(a), brilhante, especial e odeio não ter te conhecido antes, mas estou feliz de ter acontecido agora” se torna “ah sim, Beatles é legal. Sou bastante eclética.” 

Julho 17, 2015

Fonte:https://br.vida-estilo.yahoo.com/post/124366867855/onze-problemas-que-so-romanticos-inveterados-tem

Sou romântico, e daí?

O machismo é um dos motivos que faz o romântico se esconder. Veja porque isso é uma besteira e saiba o que é romântico pra elas

Os gestos mais simples e que valorizam a mulher são os mais encantadores


Por Thiago Perrucci

O filme do diretor francês, Jean-Pierre Améris, é um excelente exemplo do que vamos falar agora. O nome é: "Românticos Anônimos" e a trama ilustra a situação real daquele que têm dificuldade para expor os sentimentos e se relacionar com as pessoas da forma como ele realmente é. Existem muitos homens românticos que não se assumem assim porque têm vergonha do machismo dos amigos ou porque têm medo de parecerem mais frágeis e sensíveis que as mulheres, mas o fato é que elas gostam desse tipo de cara. Veja como o romantismo é visto por elas e saiba como usá-lo a seu favor.

Dentro do relacionamento

As mulheres querem ter orgulho de falar para as amigas que o marido preparou a comida naquele dia em que ela fez hora extra e chegou cansada do trabalho ou sobre como ele foi criativo no pedido de casamento, mas nesse caso já existe uma relação sólida e qualquer gesto simples e sem exagero da parte dele poderá ser considerado romântico. Sem exagero aqui se refere à atitudes extremas como chamar um carro de mensagens no dia do aniversário dela e faze-la passar vergonha com aquela música alta e brega e com todos os vizinhos assistindo. Ela não quer pagar mico com o que na sua cabeça é um gesto romântico.

Fora dele

Na fase da conquista a mulher precisa de um tempo para firmar o interesse e por isso irá se assustar se depois do segundo encontro você enviar flores para a casa dela com uma caixa de chocolates e um urso de pelúcia de dois metros de altura. As mulheres gostam desse tipo de presente (talvez um ursinho menor), mas quando já existe um grau de afinidade com o cara. Declarações profundas também não são bem vindas uma vez que vocês nem se conhecem direito. Ela só vai te achar estranho e o efeito será contrário. 

Romântico pegajoso

Elas não gostam daquele tipo que fica muito em cima. A sociologia explica isso de forma bem simples. Não só as mulheres, mas todo ser humano precisa do mínimo de espaço para se sentir confortável e ninguém gosta quando esse limite não é respeitado. Por isso ligar toda hora, mesmo com a intenção de estar presente, ser cuidadoso e querer agradar, pode apenas criar esse terrível incômodo nela. Também é errado idealizar demais o relacionamento e achar que a vida inteira dela tem que ser em função de você. No caso em que ainda não existe um vínculo consistente é preciso ter bastante atenção quanto ao interesse. Se ele não existir, nada que você faça será romântico aos olhos dela e você vai se tornar apenas um cara chato. 

Sem clichês baratos

Até você chegar inúmeros caras tentaram muitas coisas e elas estão completamente saturadas, portanto basta evitar o que todo mundo já fez. As atitudes mais simples e sinceras são as que mais encantam, por exemplo, abrir a porta para ela entrar. Não porque isso pode ser considerado romântico, mas porque faz parte de você e da sua educação ser naturalmente um cavalheiro. Por outro lado levar o café na cama é clichê, mas esse é um mimo que elas gostam de receber.

Sem medo

O cara romântico não tem medo de se assumir, ele será carinhoso na frente de outras pessoas porque se importa apenas com a felicidade da parceira e para isso fará surpresas incríveis quando ela menos espera. Admitir o romantismo não é sinônimo de fragilidade ou fraqueza. O homem que não tem medo de se mostrar como realmente é e nem do julgamento das outras pessoas é forte, bem resolvido e esse tipo de característica é apreciada por todos.

O que é ser romântico pra elas?

O homem romântico é aquele que valoriza a mulher que está ao seu lado e que está sempre presente nas horas em que ela mais precisa. Ele pergunta como foi o dia de trabalho dela, sabe dos problemas cotidianos e tenta apoiá-la de toda forma. Ele a conhece em cada detalhe, lembra das datas importantes e na hora de presentear, ele acerta em cheio porque conhece todos os seus gostos e dá o que ela realmente ama.

Já foi o tempo em que era só dever da mulher cuidar da casa, por isso também é romântico o homem que ajuda nas tarefas domésticas a fim de não sobrecarregar a parceira. Estamos cansados de falar que atualmente as mulheres estão muito mais independentes com relação a tudo, mas dentro de um relacionamento afetivo, além de não querer fazer tudo sozinha, ela gosta e precisa se sentir cuidada.

Ser romântico é abrir mão das próprias necessidades em função da mulher que ama. Qualquer pessoa pode comprar rosas porque elas são realmente lindas, mas não têm sentido se não existe um significado. Elas funcionam quando simbolizam um sentimento recíproco, uma ocasião especial ou uma memória emotiva. Quando se pede para elas dizerem o que é ser romântico, elas puxam bons momentos pela memória e descrevem um homem ideal. Cá entre nós? Qual o problema em ser parte daquilo que elas consideram ideal?

Fonte:http://www.areah.com.br/vibe/homens/materia/76227/1/pagina_1/sou-romantico,-e-dai.aspx



sábado, 18 de julho de 2015

AS PALAVRAS NÃO DITAS E SEU EFEITO NOS RELACIONAMENTOS AFETIVOS

As palavras não ditas e seu efeito nos relacionamentos afetivos

Por Adriana Abraham*
As palavras não ditas nos acompanham indefinidamente, como uma melodia desarmônica, causando sofrimento a todos os que se aproximam de nós.
O “diálogo” inacabado com alguém que já não faz mais parte do nosso convívio dificulta que sejam estabelecidas relações saudáveis com os demais. Como ouvir quem está diante de nós se constantemente estamos ocupados conversando com outra pessoa que não está presente fisicamente, mas permanece em nossos pensamentos de forma obsessiva?
Quando não temos a oportunidade de expressar a nossa verdade no momento desejado, seja por qualquer motivo, nos tornamos reféns de um diálogo inacabado. Tal fato ocorre com frequência nos relacionamentos afetivos. Saímos de uma discussão ou até mesmo de uma simples conversa com o parceiro e já engatamos num monólogo que nos acompanhará, em algumas infelizes circunstâncias, por toda a vida. Algumas vezes não dá nem tempo de chegar ao elevador. Muitas vezes a discussão ou conversa nem foi devidamente processada.
Em tempo de comunicações instantâneas perdemos a habilidade de nos comunicar com clareza. Preferimos, então, guardar as “palavras ditas” para quando não estivermos na presença do parceiro. Em algumas circunstâncias por acreditar que não seremos ouvidos, respeitados ou até mesmo acolhidos em nossas colocações.
Caminhamos para uma sociedade na qual os casais se expressarão claramente sobre suas necessidades mais íntimas somente quando estão sozinhos, com os amigos ou com o terapeuta.
Aqueles que ousarem desafiar essa regra serão chamados, no mínimo, de carentes. Ter liberdade suficiente para se expressar dentro de um relacionamento, não pode ser confundida com dependência emocional. Isso não significa dizer tudo o que pensa ou até mesmo omitir a verdade com a intenção de manipular ou ferir o parceiro. Isso é crueldade na sua forma mais bruta.
É fato que desde o nascimento buscamos formas hábeis de nos comunicarmos com quem nos cerca. Descobrimos o choro como forma primária de obter o que desejamos. Nesse sentido, negligenciar nossa necessidade básica de comunicação em nome da manutenção de um relacionamento íntimo, mesmo que esse nos cause sofrimento intenso, nada acrescenta ao futuro da relação, tampouco ao crescimento individual de cada parceiro.
O medo de se expor perante o parceiro, de confiar sua fragilidade ao outro, entra na equação como um componente vertiginoso. Ninguém quer sair de um relacionamento “por baixo”.
Preferimos engolir o que é impossível de digerir e depois sofrer os efeitos físicos, psíquicos e principalmente espirituais dessa decisão.
Se a verdade nos libertará, nas palavras do mestre Jesus, o que temos a temer? Uma relação construída sobre bases reais não esmorece diante do primeiro conflito.
Lya Luft, em seu livro “O silêncio dos amantes”, descreve um casal no qual “(…) as coisas não ditas haviam crescido como cogumelos venenosos”. Então, se as palavras que deveríamos ter dito, no momento em que deveríamos ter dito, não forem devidamente expressas, elas apodrecerão lentamente dentro de nós.
Assim, que tenhamos coragem de expressar nossa verdade, de forma digna e no momento adequado, de tal sorte que as palavras ditas simplesmente transcendam, ou seja, que não pertençam mais ao parceiro que as proferiu e sim ao relacionamento de ambos. Que essas palavras posam ajudar a tornar a relação mais consistente, transparente e real. Que não sirvam para outro fim além de transformar a escuridão em luz.
Mantra:
“Que as minhas palavras sejam ouvidas, respeitadas e acolhidas”.
FIM
Adriana Abraham
*Adriana Abraham é advogada, com mestrado em Direito e Economia, escritora, com cursos nas áreas de yoga e meditação. Carioca e há quase cinco anos residindo em Brasília.
Fonte:http://www.nowmaste.com.br/as-palavras-nao-ditas-e-seu-efeito-nos-relacionamentos-afetivos/

QUANDO O AMOR TERMINA,É O REGASTE DE UM SOFRIMENTO

Quando o amor termina, é o resgate de um investimento.

A paixão tem algo de ilusório, é a mistura de um coquetel químico que faz nosso corpo pegar em chamas com um conjunto de ilusões e falsas expectativas a respeito do outro. Por ser algo intoxicante e ao mesmo tempo ilusório, aumenta o tamanho das coisas.
Foi o escritor Yukio Mishima que disse que paixão é como uma dor de dente. Quando a dor está lá ela parece ser a coisa mais importante do mundo, ocupa completamente os seus pensamentos por dias e dias, e o dente dentro da boca parece pesado e gigante como uma rocha.
Muitas vezes essa dor de dente não é um problema. Uma boa paixão pode ser curtida e terminar tranquilamente quando chegar seu momento. Mas muitas vezes a paixão também é tóxica, como descrevi no item 7. Nesse caso, o melhor é arrancar esse dente que dói.
Porém, não adianta tentar acabar com uma paixão assim do nada. Isso é o mesmo que arrancar um dente com uma só puxada forte: é possível que você arranque (me desculpem a metáfora violenta) um pedaço da sua mandíbula se fizer isso. Precisamos fazer como um dentista e arrancar a paixão aos poucos, distanciando-nos gradualmente da pessoa – pois, diferente do amor que persiste mesmo durante uma longa ausência, a paixão enfraquece com o distanciamento ocasional.
E aqui vem o detalhe curioso: quando finalmente arrancamos o dente da paixão e olhamos para ele fora de nossa boca, percebemos o quanto ele era pequeno, e mal acreditamos que algo tão insignificante ocupou por tanto tempo a nossa atenção.
Já o fim do amor é totalmente diferente. Como veremos no próximo item, o amor na verdade nunca acaba: ele se transforma em outra coisa. O que acaba é o relacionamento, e do fim do relacionamento há o resgate do investimento afetivo que fizemos na outra pessoa.
Quando você se relaciona com alguém que ama, é como se fizesse um daqueles investimentos financeiros em que o resgate do dinheiro não é automático: solicitada a devolução, o banco tem, segundo o contrato, dias e talvez semanas para resgatar o valor do investimento e entregar a você.
Portanto, quando você ama, faz um investimento de expectativas, um depósito de capital afetivo na pessoa que não é imediatamente resgatável. E quando o relacionamento acaba, você emite uma ordem bancária informando seu desejo de terminar com aquele investimento – mas suas expectativas continuam lá, ainda depositadas por mais algumas semanas naquela relação, mesmo que ela tenha terminado.
Não adianta nesse período tentar investir em qualquer outra relação, pois você simplesmente não tem fundos, isso seria uma espécie de estelionato. Só resta a você aguardar pacientemente, confiante de que a instituição financeira (isto é, a Vida), sempre devolverá aquilo que lhe pertence – e torcendo para que, no momento da efetiva restituição, não lhe descontem um valor muito alto a título de taxa e multa pelo encerramento prematuro da relação. Nesse caso, sempre ficará algo que é seu com a outra pessoa. Mas isso, afinal, sempre ocorre: algo de nós sempre permanece com todos aqueles com quem nos envolvemos.

Fonte: Tempo de Consciência