quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

10 CASAIS DE CEREBRIDADES QUE DISSIPAM O MITO DE QUE O PRIMEIRO AMOR É DE CURTA DURAÇÃO

Kate Middleton e o príncipe William


10 casais de celebridades que dissipam o mito de que o primeiro amor é de curta duração

Eles gostaram um do outro quando se conheceram pela primeira vez na escola ou na universidade e têm estado perto desde então. Os seguintes casais estão juntos há anos e fizeram isso através de todos os seus altos e baixos, provando ao mundo inteiro que o amor verdadeiro pode durar para sempre.
Hoje, estamos em Bright Side compilou uma lista de 10 casais de celebridades surpreendentes cujas histórias de amor vai deixá-lo inspirado.

Kate Middleton e o príncipe William

Kate e William se conheceram em 2002 na St. Andrews University, na Escócia, e fecharam-se por mais de uma década. O casal se casou apenas em 2011, deixando todos os seus desentendimentos e rumores muito para trás. Agora eles têm dois filhos juntos e por favor seus fãs com boas notícias.

Samuel L. Jackson e LaTanya Richardson

Samuel é um ator de renome mundial, famoso por seu papel em Pulp Fiction. LaTanya é também uma atriz que estrelou em dezenas de filmes e tem uma carreira de sucesso no teatro. Jackson conheceu sua futura esposa em Atlanta nos anos 60, quando eram estudantes de universidades vizinhas. Eles começaram a namorar em 1974 e se casaram seis anos depois. Este casal de celebridades está apaixonado há 42 anos. Durante a sua vida conjugal, eles criaram sua filha, Zoe, e construíram uma das famílias de celebridades mais fortes.

Mark Zuckerberg e Priscilla Chan

O fundador e CEO do Facebook Mark Zuckerberg e Priscilla Chan, pediatra qualificada, estão juntos há 14 anos. O casal se reuniu em 2002 quando eram estudantes da Universidade de Harvard. Tendo se casado em 2012, eles são agora os pais felizes de uma bela filha.

Anthony Mackie e Sheletta Chapital

A estrela dos filmes de Vingadores, Anthony Mackie, amarrou o nó para Sheletta Chapital, sua namorada de escola, em 2015. Os jovens se conhecem desde que eram apenas sete anos de idade. Em 2009, Sheletta deu à luz seu filho.

Snoop Dogg e Shante Taylor

Pode ser difícil de acreditar, mas o famoso rapper Snoop Dogg ainda continua fiel ao seu primeiro amor, Shante Taylor. Eles eram namorados desde o tempo em que eram crianças e desde então seu relacionamento de 26 anos parece ter ficado cada vez mais forte.Snoop Dogg se casou com Shante em 1997, e eles têm uma filha e dois filhos.

Jon Bon Jovi e Dorothea Hurley

O fundador da banda americana de rock Bon Jovi conheceu sua futura esposa, Dorothea Hurley, em uma escola de Nova Jersey. Dorothea, que era uma excelente aluna, ajudou Jon, um menino barulhento, a estudar. Logo após a formatura eles se mudaram juntos.Hurley e Bon Jovi casaram-se em Las Vegas em 1989 e estiveram desfrutando a felicidade wedded (e quatro miúdos) desde então

Bono e Ali Hewson

Outra estrela do rock que casou com sua namorada do colégio é o vocalista do U2, Bono.Ele e sua esposa-to-be começaram a sair em 1975, quando foram para a escola juntos em Dublin (ele tinha 15 anos e ela tinha 14 anos). O casal se casou em 1982 e foram juntos desde então. Agora eles são pais de quatro lindos filhos. "Eu conheci a mulher mais extraordinária do mundo, e eu não podia deixá-la ir", diz Bono sobre sua amada esposa.

LeBron James e Savannah Brinson

Famoso jogador de basquete LeBron James ficou engatado para sua namorada de escola, Savannah Brinson, enquanto os dois estavam freqüentando uma escola católica, e ele manteve-se fiel ao seu primeiro amor desde então. James propôs a Savannah em 2011, e dois anos depois eles amarraram o nó.

Ron Howard e Cheryl Alley

O famoso diretor Ron Howard (criador dos filmes Changeling, O Código Da Vinci e Uma Mente Brilhante) e sua esposa, Cheryl Alley, têm uma história de amor que começou durante os anos do ensino médio. Eles passaram tanto tempo juntos que seus pais ficaram preocupados que os dois se esqueceram de seus estudos e proibiram os jovens queridos de ver uns aos outros mais de duas vezes por semana. O casal está casado há 41 anos.

Jeff Daniels e Kathleen Treado

Jeff Daniels, a estrela de "filmes dos anos 90 do culto Dumb and Dumber e velocidade,conheceu sua futura esposa, enquanto eles estavam na escola na pequena cidade de Chelsea, Michigan. Jeff e Kathleen se casaram quando tinham 24 anos. O casal está juntos há 37 anos, e agora eles têm uma família de três filhos.
Crédito foto de visualização abcnews ,
Espelho.pt
Fonte:https://brightside.me/wonder-people/10-celebrity-couples-who-dispel-the-myth-that-first-love-is-short-lived-238760/

A CIÊNCIA REVELA O TIPO DE HOMEM QUE AS MULHERES NÃO PODEM RESISTIR

A ciência revela o tipo de homem que as mulheres não podem resistir

É bastante comum que um homem de aparência média que age com confiança é mais bem sucedido com as mulheres do que alguém com um rosto mais atraente. E agora há uma explicação.
Um estudo publicado na Psychological Science revelou que os homens cuja aparência é muito longe dos padrões de beleza, mas que está mais confiante em torno de mulheres, são mais bem sucedidos do que os homens com maior atratividade física.
Este estudo envolveu 96 homens e 103 mulheres que participaram de speed dating, onde cada participante passou três minutos conversando com outro participante. Os resultados mostraram que "os homens que acreditavam que eles são mais atraentes do que eram, foram encontrados para ser mais atraente pelas mulheres." E essa confiança era a chave para o sucesso do namoro.
Além disso, o estudo mostrou que os homens que estão menos preocupados com a sua aparência física não só são mais bem sucedidos com as mulheres, mas também criar filhos confiantes.
Ele acrescentou que os homens fisicamente atraentes são mais propensos a trapacear.
Portanto, agora sabemos duas coisas sobre os homens mais desejados: mulheres preferem confiantes e de bom coração caras cuja aparência é muito longe dos estereótipos de beleza - cientificamente comprovados.
Fonte:
https://brightside.me/inspiration-psychology/science-reveals-the-type-of-men-women-cant-resist-241060/

domingo, 27 de novembro de 2016

AGRESSÕES EM CASA,DISCRIMINAÇÃO E RISCO DE MORTE : OS DRAMAS DAS 'REFUGIADAS' TRANS BRASILEIRAS

Sanni, mulher transImage copyrightALEXANDRA REICHART
Image captionSanni aborda sua identidade como mulher trans brasileira e imigrante em sua arte


Agressões em casa, discriminação e risco de morte: os dramas das 'refugiadas' trans brasileiras

Sofia (nome fictício) aguarda uma decisão do Departamento de Imigração dos Estados Unidos em relação ao seu pedido de asilo feito em março deste ano. O processo traz detalhes sobre sua vida como mulher trans e sobre a perseguição a transexuais no Brasil.
Entre 2008 e 2016, segundo dados compilados pela Transgender Europe, uma organização com sede na Europa, foram registrados 900 assassinatos de pessoas trans no Brasil, quase metade de um total global de 2.016 reportados no mundo inteiro.
Com apenas 2,8% da população mundial, o Brasil responde por 46,7% dos homicídios registrados de pessoas trans em todo o mundo.
Se o pedido for acatado, Sofia pode ser mais uma entre o crescente número de pessoas que conseguem asilo nos Estados Unidos por perseguições em seus países de origem por conta da discriminação de gênero.
Não há dados oficiais sobre o fenômeno, mas a Immigration Equality, organização nos EUA que dá apoio ao público LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) em pedidos de asilo, trabalha hoje com 570 casos, o dobro do registrado em 2013.
"Pedimos várias vezes ao governo para acompanhar o número de solicitações de asilo feitas pela comunidade LGBT, mas ele não o faz, então, realmente só sabemos quantas pessoas nos pedem ajuda", diz Jackie Yodashkin, diretora de Comunicação da Immigration Equality.

Mudança

Segundo advogados especialistas em direitos LGBT, a migração de brasileiras transexuais para o exterior passou por uma mudança nas últimas décadas.
"Até os anos 1990, muitas travestis e transexuais iam para a Europa para se prostituir e isso acaba gerando uma associação preconceituosa porque sempre ligamos transexualidade à prostituição", disse à BBC Brasil Henrique Rabello de Carvalho, advogado e membro da Comissão de Direitos LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais) da OAB.
"Há um fundamento histórico e social nisso por conta do preconceito que enfrentam no mercado de trabalho e também da violência e bullying que sofrem na escola, o que as levam para a prostituição, o mercado que absorve essa população", explica. No entanto, nos últimos anos, a situação começou a mudar. "Eu acredito que esse movimento de pessoas trans indo para fora sempre existiu, mas até meados dos anos 2000 era mais ligado à prostituição e nos últimos anos tem sido mais pela busca de sair do país para ter uma vida mais segura", disse à BBC Brasil Thales Coimbra, advogado especializado em direitos LGBT.
Parada LGBT de 2016 em São PauloImage copyrightAGÊNCIA BRASIL
Image captionParada LGBT de 2016 em São Paulo teve como tema a Lei de Identidade de Gênero
Coimbra já prestou consultoria a mais de 50 pessoas trans, tanto em seu escritório em São Paulo quanto na assessoria gratuita da USP para mudança de nome e sexo em documentos, e, segundo ele, os relatos de agressão são muito parecidos.
"Desde a infância é uma narrativa de sofrimento muito comum, quase um script: hostilidades dentro de casa, de agressões verbais a espancamento para elas se tornarem alguém que não são, bullying na escola, piadas e xingamentos, proibição de usar o banheiro do gênero que se identificam, omissão da escola. O resultado é o esperado: abandono escolar", diz.
"A maioria das trans que hoje tem 20, 30 anos enfrentou essa narrativa de sair da escola, abandonar a casa dos pais ou serem expulsas e ir para a rua. Sobram quais oportunidades? Prostituição ou salão de cabeleireiro, estereótipos marcados", acrescenta Coimbra.

Maus tratos em casa e prostituição

A história de Sofia segue esse script. Ela nasceu em uma família com poucos recursos em uma cidade no interior de São Paulo. Quando pequena, via seu pai agredir fisicamente seu irmão mais velho, que também é trans, denominado menina na hora do nascimento.
Sofia conta que desde os seis anos de idade demonstrava se identificar como menina, e não menino: brincava de boneca, queria andar com meninas e não gostava de jogar futebol. Seu pai, que bebia muito, a chamava de "viadinho" e brigava com a mãe por ela defender Sofia e o irmão. Sofia relatou que, em uma dessas brigas, a mãe teve uma parada cardíaca e morreu. Ela tinha apenas 10 anos de idade.
O irmão mais velho saiu de casa para valer e a vida de Sofia ficou mais difícil, com agressões físicas e maus tratos constantes.
Quando tinha 16 anos, o pai morreu em decorrência de uma falência no fígado e Sofia tentou buscar emprego em sua pequena cidade natal. Ela conta que foi rejeitada em todas as tentativas - acabou indo morar em uma casa onde pagava o aluguel através da prostituição. "Foi o único meio que achei de viver minha vida pelo preconceito de ninguém dar trabalho", disse à BBC Brasil.
Não apenas a violência como também a impunidade impulsionaram a decisão de Sofia de pedir asilo nos EUA. Ela diz ter decidido ir embora depois de passar por uma série de humilhações por parte de policiais. "No Brasil, a gente morre e ninguém faz nada, somos uma a menos. Já tive casos de ter que reportar alguma coisa e o policial dar uma risadinha cínica e dizer que só vamos perder tempo", conta.
Ela pediu ajuda a um homem com quem estava se relacionando havia algum tempo e ele pagou por um curso de inglês de seis meses, visto, passagem e acomodação nos Estados Unidos.
Está desde 2014 em Nova York e espera ter seu asilo concedido em até dois anos. "Eu me sentia aterrorizada, saía pra me divertir ou trabalhar e não sabia se ia voltar. Via minhas amigas sendo espancadas, tinha que correr de pessoas que queriam me bater por motivo nenhum. Já nem conseguia sair de casa de tanto medo. Aqui eu não vejo ninguém rindo de mim ou tentando me agredir por ser quem eu sou", diz.
O pedido de asilo de Sofia foi realizado através da Immigration Equality, que já ajudou outras trans brasileiras antes, segundo o diretor da ONG, Aaron Morris. Ele disse que até hoje todos os casos assessorados pela organização tiveram êxito. "Temos uma boa taxa de sucesso porque a lei funciona a nosso favor. Nosso maior problema é o acúmulo, não temos juízes e advogados o suficiente. O tempo de espera aqui se tornou insuportável para muitos, que precisam esperar dois ou três anos para ter uma resposta", disse Morris à BBC Brasil.

As medidas do governo

Alex, mulher transImage copyrightFACEBOOK
Image captionAlex hoje trabalha com turismo na região do Algarve, no sul de Portugal
A Secretaria Especial de Direitos Humanos, ligada ao Ministério da Justiça e Cidadania, disse trabalhar com medidas preventivas e repressivas para combater a violência contra a população LGBT.
"A secretaria dá visibilidade à violência e, à luz desse diagnóstico, busca respostas com políticas públicas adequadas", disse à BBC Brasil Flávia Piovesan, secretária especial de Direitos Humanos.
Entre as medidas citadas pela secretária estão o Disque 100 - ouvidoria nacional que atende denúncias de violações de direitos humanos pelo telefone -, o projeto de premiação de boas práticas de direitos humanos no sistema judiciário e o apoio à PEC 117/15, que desvincula perícia criminal das estruturas das polícias com o objetivo de coibir o abuso policial.
De acordo com o último relatório do Disque 100, relativo a 2015, houve um aumento de 94% de denúncias de violações contra a comunidade LGBT entre 2014 e 2015, um salto de 1.024 para 1.983 ligações. Piovesan reitera, porém, que há diferentes interpretações para o número: não se sabe se as denúncias ou os casos de violência aumentaram. Mais da metade das denúncias, ou 53%, são casos de discriminação, 25% de violência psicológica, 11% de agressões físicas e 2% outros.

Sem amparo legal

Apesar de alguns avanços na área legal, como o caso de Neon Cunha, a primeira mulher trans a conseguir mudar nome e gênero em seus documentos sem precisar de atestado médico, atualmente, a nível nacional não há uma lei garantindo a transexuais o direito de mudar seus registros oficiais. Segundo Coimbra, há apenas leis a nível estadual ou municipal que permitem a mudança de documentos ou que criminalizem a transfobia (discriminação contra transexuais), mas menos da metade dos Estados brasileiros contam com uma legislação do tipo.
Geralmente, exige-se um diagnóstico de transtorno de identidade de gênero (como a Medicina entende a transexualidade, que é a não identificação com o gênero atribuído a alguém na hora do nascimento), algo que pode mudar com o precedente estabelecido por Cunha em outubro passado.
"Temos três formas de trabalhar com diversidade sexual no Direito: reconhecimento, proteção e criminalização. O Brasil hoje nem reconhece nem protege, mas não criminaliza, como alguns países da Ásia", diz Carvalho.
"A transexualidade ainda é vista pela Organização Mundial de Saúde como uma patologia e, sendo assim, a pessoa é vista como alguém que precisa de cuidados, não de direitos", acrescentou.
Transexual, um sinônimo de transgênero ou trans, é uma pessoa que não se identifica com o gênero determinado a ela no nascimento. Por exemplo, foi chamado de "menino" e na verdade se identifica como mulher.

Fuga e casamento

Não há muitas organizações como a Immigration Equality no mundo e muitas pessoas trans saem do Brasil através de outros métodos. Alex, por exemplo, apaixonou-se e casou com um homem português, conquistando o direito de morar em Portugal oito anos atrás.
"Meu pai me batia, a única pessoa que me acolhia era a minha mãe. O resto era perseguição, violência, piadas de todos os tipos vindo de desconhecidos, parentes, amigos. Eu saí do Brasil para sobreviver e para ter alguma paz", disse à BBC Brasil.
Alex, 36 anos, nasceu em uma família humilde na periferia de Curitiba. Seu pai, que trabalhava como mecânico, não a aceitava, mas ela contou com a proteção da mãe, que nunca a deixou se prostituir e trabalhou para sustentar a filha.
A proteção da mãe não chegava às ruas, porém, onde ela foi perseguida e agredida por ser trans. "Já corri e me escondi em farmácia, pedi para entrar em loja batendo na porta dizendo 'pelo amor de Deus me deixa entrar que estão querendo me matar'", lembra.
Em uma ocasião, porém, ela não conseguiu fugir. Estava bebendo vinho com uma amiga no centro de Curitiba quando dois homens se aproximaram para conversar. No meio do papo, um deles inesperadamente deu um soco no rosto de Alex, que desmaiou na hora. Acordou no hospital horas depois, com o nariz quabrado e as roupas cobertas de sangue. Passou seis meses sem sair de casa com depressão e síndrome do pânico.
"Conheço gente que levou facada pelas costas por estar fazendo programa, tenho amigas que estão se prostituindo e passam carros jogando pedra, urina, latas de cerveja...Ou batem mesmo, são massacradas em todos os sentidos, estupradas. É um horror e é cotidianamente. Você fica marcada, eu entrei em depressão porque eu tinha medo de apanhar na rua", conta.
A situação de Alex mudou quando conheceu através do Orkut um homem português que a achou bonita e a convidou para viajar pela América Latina. Depois de três anos de namoro, Alex se mudou para Portugal com ele, mas teve que abdicar da nacionalidade brasileira porque, na época, o processo de retificação de nome e gênero demoraria muito tempo e ela precisava da cidadania portuguesa para se manter no país. Vive até hoje com seu marido alugando casas para turistas na região do Algarve.
Alex, mulher transImage copyrightFACEBOOK
Image caption"Tenho amigas que estão se prostituindo e passam carros jogando pedra", conta Alex

Direitos e transexualidade

A falta de acesso a direitos básicos como ter um documento de acordo com seu gênero, proteção da lei e direito de ir e vir livremente sem sofrer agressões verbais foi o que fez a artista Negroma a deixar o país, segundo ela. "Eu não tenho como viver meu gênero de forma livre e me assumir como trans se eu continuar lidando com isso de uma forma opressora no sexo, no convívio social, profissional, artístico", disse à BBC Brasil.
Negroma foi abandonada pela mãe ainda pequena. Seu pai a assumiu quando ela tinha 3 anos, mas, quando completou 15, ele a espancou e expulsou de casa ao descobrir que o "filho" era gay.
"Em menos de 10 minutos, eu passei de um jovem que vivia numa família de início de classe média a ser um morador de rua", lembra. Depois de morar algumas semanas na rua, Negroma encontrou abrigo em um salão de beleza onde passou a trabalhar.
Negroma, mulher transImage copyrightFACEBOOK
Image caption"Se existe um refugiado, é porque existe essa violência", diz Negroma
Quando completou 18 anos, foi cursar Artes Cênicas na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, uma oportunidade que lhe abriu portas para explorar sua identidade de gênero mais a fundo através do teatro. Apresentou suas performances de música e dança pelo Brasil e, em 2014, foi contemplada com um prêmio do Ministério da Cultura, que financiou a realização de um projeto artístico em Berlim.

'Não penso em voltar'

Lá ela conheceu Sanni, outra mulher trans brasileira que foi à Alemanha em busca de uma liberdade maior de gênero. Natural de Olinda, filha de uma mãe lésbica e introduzida à cena gay de Pernambuco desde pequena, ainda assim, Sanni não conseguia achar o seu lugar no Brasil.
Sanni, mulher transImage copyrightMICHIEL GOUDSWAARD
Image caption"A minha ignorância era tanta que antes de sair do Brasil eu não conseguia nem me conceber como mulher", diz Sanni
"A minha ignorância era tanta que antes de sair do Brasil eu não conseguia nem me conceber como mulher. Eu achava que ou eu nascia mulher ou seria uma travesti que ia sempre morrer na praia e ser motivo de piada para todo mundo", conta.
Há dez anos, Sanni se casou com um alemão e conseguiu sua cidadania. Depois de três anos na Alemanha, iniciou o processo de transição de gênero com terapia hormonal e cirurgia para redesignação sexual.
Aos 28 anos, ela trabalha hoje como música, DJ e modelo em Berlim, muitas vezes tocando projetos sobre sua identidade como mulher trans brasileira e imigrante. Mas não pensa em voltar.
"Eu vejo a possibilidade de morar como cidadã no Brasil como uma redução da minha pessoa, sei que eu seria sempre estigmatizada, que algumas pessoas não conseguiriam ver além disso", diz.

Privilégio

É o mesmo motivo que fez Negroma retornar à capital alemã para ficar. Um ano depois de terminar seu projeto, voltou ao Brasil e em dez horas diz ter sofrido cinco agressões, desde olhares de reprovação até xingamentos.
Negroma, mulher transImage copyrightFACEBOOK
Image caption"Existe uma migração dentro do Brasil, de mudar de comunidade", diz Negroma
"Desde que saí do aeroporto, várias coisas aconteceram na minha cara, como xingamentos, a forma como a pessoa te trata, como identifica sua presença no espaço, coisas que aqui não acontecem por gênero, mas por causa da minha raça. No Brasil, eu sei que é porque eu sou uma criatura 'anormal' àquele espaço", diz.
No entanto, Negroma reconhece que seu "refúgio" - ela não pediu refúgio à Alemanha oficialmente, mas considera sua mudança uma espécie de fuga - é também um privilégio.
"Existe uma migração dentro do Brasil, de mudar de comunidade. O que mais me preocupa é quando o refugiado não consegue sair da sua comunidade ou do país, quando ele não consegue ser um refugiado. Se existe um refugiado, é porque existe essa violência", afirma.
Fonte:http://www.bbc.com/portuguese/brasil-37999436

sábado, 26 de novembro de 2016

CASAMENTO GAY CRESCE 5 VEZES MAIS QUE HETERO,DIZ IBGE NO BRASIL

Resultado de imagem para Casamento gay cresce 5 vezes mais que hétero, diz IBGE

Casamento gay cresce 5 vezes mais que hétero, diz IBGE

Estatísticas do Registro Civil apuram união homoafetiva pelo 3º ano. Pesquisa do IBGE analisa “explosão” de uniões civis entre cônjuges do mesmo sexo. Pesquisa também mostra aumento da guarda compartilhada.

24/11/2016 –
Casamento gay no Brasil cresceu 5 vezes mais que hétero.
Casamentos gays tiveram aumento de 15,7% em 2015, segundo IBGE.
A pesquisa Estatísticas do Registro Civil, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada hoje (24), aponta que casamento gay cresceu 5 vezes mais que hétero nos últimos dois anos.
“Em 2013, o Conselho Nacional de Justiça – CNJ – aprovou a Resolução 175, que determina a todos os cartórios de títulos e documentos no território brasileiro a habilitar ou celebrar casamento civil ou, até mesmo, de converter união estável em casamento entre pessoas de mesmo sexo. Em relação a 2013, as uniões civis entre cônjuges do mesmo sexo aumentaram 51,7%”, afirma o estudo.
No total geral, em 2015 o Brasil teve 1.137.321 casamentos civis, um aumento de 2,8% em relação a 2014. Segundo o levantamento, dentre as 27 unidades da Federação, 20 apresentaram aumento dos registros civis de casamentos entre 2014 e 2015. O maior crescimento foi no Acre, onde aumentou em 40% no número de casamentos.
O IBGE acredita que “O incentivo à oficialização das uniões consensuais por meio de casamentos coletivos, para fins de proteção da família e garantia dos direitos patrimoniais, sucessórios e previdenciários, decorrentes de parcerias estabelecidas entre as prefeituras, cartórios e igrejas, contribuiu, em grande medida, para o crescimento maior do número de casamentos oficiais”.
O estudo foi realizado após coleta das informações prestadas pelos cartórios de registro civil de pessoas naturais, varas de família, foros ou varas cíveis e os tabelionatos de notas do país. Em 2015, ocorreram 1.131.707 casamentos entre pessoas de sexos opostos e 5.614 entre pessoas do mesmo sexo.
As uniões legais heterossexuais aumentaram 2,7% em 2015 em relação a 2014, enquanto que as de cônjuge do mesmo sexo cresceram 15,7%, totalizando 0,5% do total de casamentos registrados. O maior número de uniões homoafetivas ocorreu no Sudeste (3.077); seguido por Nordeste (1.047); Sul (857); Centro-Oeste (403), e Norte (230). [Com informações de GOSPEL PRIME]

Casamento gay cresce 5 vezes mais que entre homem e mulher, diz IBGE

Estatísticas do Registro Civil apuram união homoafetiva pelo 3º ano.
Pesquisa também mostra aumento da guarda compartilhada.


O crescimento percentual de casamentos entre pessoas do mesmo sexo foi quase cinco vezes maior do que entre homens e mulheres em 2015, segundo dados das Estatísticas do Registro Civil 2015, divulgadas na quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
As uniões entre cônjuges de sexos diferentes aumentaram 2,7%, enquanto as entre cônjuges do mesmo sexo aumentaram 15,7%, representando 0,5% do total de casamentos registrados.
Em 2013, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou a Resolução 175 que determina que todos os cartórios habilitem ou celebrem casamento civil e conversão da união estável em casamento entre pessoas de mesmo sexo.
Casamento gay (Foto: Cláudio Nascimento/ TV TEM)Casamentos gays tiveram aumento de 15,7%
em 2015, segundo IBGE
(Foto: Cláudio Nascimento/ TV TEM)
Em relação a 2013, as uniões civis entre cônjuges do mesmo sexo aumentaram 51,7%. Em números absolutos, foram 1.131.707 casamentos entre pessoas de sexos opostos e 5.614 entre pessoas do mesmo sexo em 2015.
Em 20 estados houve aumento dos registros civis de casamentos entre 2014 e 2015. Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul tiveram crescimento acima de 10%, e o Acre, de 40%. Os estados da Paraíba e Sergipe apresentaram as maiores reduções, de 7,7% e 6,3% respectivamente.
Divórcios caem
Com relação aos divórcios, em 2015, houve queda no registro de divórcios concedidos em primeira instância ou por escrituras extrajudiciais, passando de 341.181, em 2014, para 329.025 divórcios. O homem tem em média 43 anos enquanto a mulher tem 40 anos quando se divorcia no Brasil.
Guarda compartilhada aumenta
Já a guarda compartilhada cresceu de 7,5%, em 2014, para 12,9% em 2015. Esse tipo de guarda somente passou a ser a regra em 2014, com a Lei 13.058.
Mães mais tarde
Ainda segundo o estudo, as mulheres estão sendo mães mais tarde. Em 2005, quase um terço (30,9%) dos nascimentos eram de mães de 20 a 24 anos. Em 2015, esse percentual foi para 25,14%. No mesmo período, houve aumento da participação dos nascimentos de mães com 30 e 34 anos (20,3%) e 35 a 39 anos (10,5%), em 2015.
Fonte:http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/11/casamento-gay-cresce-5-vezes-mais-que-entre-homem-e-mulher-diz-ibge.html
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