quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

POR QUE ALGUMAS MULHERES FINGEM ORGASMOS ?


(Thinkstock)

Por que algumas mulheres fingem orgasmos?

5 de fevereiro de 2016

Mordisque os lábios inferiores quem nunca deu aquela fingidinha básica. Agora pode revirar os olhos, acelerar a respiração, tremer as pernas, inventar um gemido e… se sentir uma TONTA. Lembro de uma história em que a garota foi desmascarada na cama, depois de uma atuação digna de Fernanda Montenegro. Ele sorriu e disse: “Sei que você fez isso pra me agradar, mas a única pessoa que saiu perdendo aqui foi você”. Pior do que mentir é ser pega mentindo.
O episódio me fez refletir sobre os motivos que nos levam a esse tipo de encenação. Digo nós porque muitas mulheres também confessam fingir (ou ter fingido) orgasmos nas relações sexuais. Segundo um estudo da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, 68% das mulheres já simularam o clímax alguma vez na vida. E eu apostaria que a absurda maioria dos parceiros jamais se deu conta. 
À beira do orgasmo, no entanto, uma mulher não consegue controlar algumas reações fisiológicas: a temperatura corporal aumenta, a taxa cardíaca e respiratória também, os mamilos enrijecem, as bochechas às vezes ruborizam, o clitóris incha, os lábios da vulva escurecem por causa do sangue irrigado ali, há contrações dos músculos internos da vagina… Homens atentos sabem que contorcionismos e uma bela sinfonia podem ser puro blefe. Mas, por que raios as minas agem assim?
1. Porque não querem ferir o ego do cara
Temos essa coisa meio-maternal-meio-altruísta de não querer magoar o outro. Daí você se boicota, esquece o próprio prazer, simplesmente para que o cidadão não se sinta mal com a performance e incapaz de satisfazê-la. Será que ele faria o mesmo por você? Nunca vi um cara recebendo boquete preocupado se a língua da moça cansou ou se ela está sem ar. Fora que, ao fingir um orgasmo, você “adestra” errado – o cara tem certeza de que mandou bem e vai repetir tais movimentos/posições das próximas vezes. E, ei!, pode ser muito gostoso mesmo que você não goze!
2. Porque não sabem como é gozar de verdade
O pior de todos os casos. Mulher que não se masturba devia ser proibida de fazer sexo. Você precisa explorar o seu corpo, descobrir que o orgasmo é seu e não depende de mais ninguém.
3. Porque já estão entediadas 
Um clássico quando você já gozou e o cara cisma que não é suficiente – ele quer te proporcionar orgasmos múltiplos, como se fosse SUUUPER fácil, segurando infinitamente a ejaculação. Fica lá mais uma hora e meia penetrando, te virando do avesso, testando todas as manobras do Kama Sutra. E tudo o que você deseja nesta encarnação é que acabe logo. Então você solta uns ‘ais’ e ‘uis’ para acelerar o processo.
4. Porque a pressão para chegar lá atrapalhou
Ele tá quaaaaase gozando e você precisaria de mais tempo. Ou o cara é um diretor de cinema frustrado e quer dirigir o seu orgasmo com frases como ‘vai, gata’, ‘é agora’ etc. Encurralada, você finge por uma razão bem parecida com a n1.
5. Porque o sexo não é tão bom, mas o resto é
De novo, teme frustrar o cara. Porque ele é bacana e vocês estão caminhando para um relacionamento (ou já estão nele). Na sua cabeça, melhor fingir do que arriscar perder algo que considera mais importante. Mas essa falta de comunicação e esse descompasso sexual serão muito danosos lá na frente.
*Nathalia Ziemkiewicz, autora desta coluna, é jornalista pós-graduada em educação sexual e idealizadora do blog Pimentaria.


Fonte: https://br.vida-estilo.yahoo.com/post/138725494045/por-que-algumas-mulheres-fingem-orgasmos

"A SOCIEDADE É CONTRADITÓRIA : CONSOME E REJEITA O PORNÔ",DIZ SOCIÓLOGA CHAUNTELLE TIBBALS


(Thinkstock)

“A sociedade é contraditória: consome e rejeita o pornô”, diz socióloga

11 de fevereiro de 2016

“Por que uma garota como você decidiu estudar o mundo da pornografia?” foi uma pergunta que a socióloga Chauntelle Tibbals ouviu diversas vezes enquanto produzia sua tese de doutorado. O preconceito, não só no meio acadêmico, a impulsionou ainda mais a investigar como a sociedade enxerga e consome entretenimento adulto. Em vez de apenas se debruçar sobre artigos e trabalhos sobre o assunto, Chauntelle quis conversar com as pessoas envolvidas nessas indústria polêmica e bilionária - entrevistou atores e atrizes pornôs, diretores, produtores etc. E observou centenas de cenas em sets de filmagem, em vídeos e nos portais eróticos da internet. 
Depois de dez anos, já Ph.D. em gênero e sexualidade, ela publicou o livro “Exposure – A sociologist explores sex, society and adult entertainment” (em tradução livre: “Escândalo - uma socióloga explora sexo, sociedade e entrenimento adulto”). Nele traz os bastidores da pornografia, questiona dados e pesquisas, debate esterótipos e convida a uma reflexão mais abrangente. Embora sua especialização cause certo receio de que sua narrativa técnica e tediosa, Chauntelle surpreende com uma linguagem fácil e passagens inusitadamente divertidas. 
- Em seu livro, você diz que no geral as pessoas têm visões negativas a respeito da pornografia - que ela é prejudicial, machista etc. Antes da sua pesquisa, você também pensava dessa forma? O que mudou sua opinião?
CHAUNTELLE – Com certeza pensava assim. Quando era jovem, essa era a única narrativa divulgada sobre pornografia, com algumas raras exceções. O que começou a mudar minha opinião foi estudar sobre a indústria como uma comunidade e realmente conversar com quem está nela. Percebi que, embora pornô não seja para todo mundo (como consumidor ou profissional), existem múltiplas formas de olhar para as coisas. Quanto mais investigava, via erros gritantes em muitos trabalhos sobre o assunto. Parece que a visão negativa de algumas pessoas acerca da indústria pornográfica corresponde com a falta de metodologia em suas pesquisas e artigos. É interessante como a relação de amor e ódio em relação ao pornô é global - ao mesmo tempo em que a sociedade o consume, também o rejeita.
 

A socióloga Chauntelle Tibbals passou dez anos estudando o universo da pornografia (Divulgação / Arquivo pessoal)
- Existem muitas cenas violentas na pornografia: tapas, engasgamento, submissão… E a conclusão de alguns pesquisadores é de que esses comportamentos sexuais influenciam as pessoas, fazendo com que se tornem mais violentas no sexo de verdade, na vida real. Você concorda?
CHAUNTELLE – Não existem estudos rigorosos que provem uma conexão direta entre assistir violência sexual e consequentemente praticá-la. Um dos problemas de afirmar isso é o que se considera violência. Sexo violento CONSENSUAL não é violência, mesmo que pareça mais intenso do que a maioria dos espectadores achem confortável de assistir ou aplicar em suas vidas. Essas diferentes noções apontam para a variabilidade de expressões sexuais humanas. Mas desde que o consentimento seja estabelecido e mantido, não existe um jeito universal e “correto” de transar.
- Fico preocupada sempre que palestro sobre sexualidade para adolescentes. Estudantes entre 13 e 17 anos admitem assistir pornografia e não têm outra referência sobre sexo. Perguntam coisas como: “Meu pênis tem 13 cm, é muito menor do que o da maioria! Consigo satisfazer uma garota?” ou “Por que as mulheres gostam que os homens ejaculem em seus rostos?” ou “Nunca tive um orgasmo como das atrizes pornô – tenho algum problema de saúde?”. Não acha perigoso que a pornografia se torne professora desses jovens e lhes cause angústia?
CHAUNTELLE – É absolutamente prejudicial e inapropriado que jovens e adultos usem o pornô como uma ferramenta de educação sexual. A maioria do material pornográfico serve para satisfazer as fantasias e entreter – como qualquer outro filme por aí. A intenção não é, e nunca foi, funcionar como uma ferramenta educacional. O problema não é o pornô em si, mas seu mau uso. E essa questão diz muito sobre problemas socioculturais: a pouca educação sexual oferecida, questões familiares, estigma e tabu que tornam impossível discutir abertamente sobre sexo de uma forma que não causa vergonha etc. Então quem está em busca de respostas sobre o assunto acaba acessando a pornografia. É um ciclo complexo e, infelizmente, parece estar piorando.
- O mundo real influencia a forma como os filmes pornôs são feitos ou a pornografia influencia o mundo real?
CHAUNTELLE – Ambos. A pornografia recorre ao mercado e à cultura para criar seu conteúdo, assim como a sociedade responde às imagens e temas expostos na pornografia. É uma relação sinergética. Pornô é parte da sociedade, não uma bolha isolada. É feito por pessoas que têm vidas comuns - são amigos, vizinhos, parentes etc - e consumido por pessoas igualmente comuns. Por isso o entretenimento adulto é um reflexo interessante do que nós somos como sociedade.


O livro “Exposure”, lançado em 2015, explora a relação entre sexo, sociedade e pornografia (Divulgação / Greenleaf Book Group Press)
-  Como a pornografia pode ser saudável e útil para esquentar a vida sexual dos casais ou mesmo desenvolver nossas fantasias individuais?
CHAUNTELLE – Pornô não é para todo mundo, mas para muitas pessoas. Elas se divertem com ele. Dá acesso ao sexo que talvez não tenham condições de ter de outra forma e pode ajudar a se conectar melhor com quem se deseja na vida real.
- Você diria que o pornô, no geral, é produzido para satisfazer as fantasias sexuais masculinas? Muitas mulheres não ficam excitadas com o que assistem – tanto é que diretoras como Erika Lust estão ficando famosas por fazer filmes para elas…
CHAUNTELLE – É difícil dizer que com algum grau de precisão para quem o pornô é feito. Existe uma variedade enorme de gêneros – e mesmo diferenças dentro de cada um. Nem todos os filmes BDSM são iguais etc. E existe uma variedade enorme de gostos e preferências sexuais. Algumas mulheres realmente curtem assistir produções hardcore, alguns homens curtem as narrativas românticas e artísticas de diretoras como Erika Lust. Infelizmente, nossa falta de familiaridade com toda a amplitude de conteúdo pornô contribuem para o “entendimento” popular sobre o que é pornografia e para quem ela é feita. Além disso, o alto grau de vergonha e estigmatização sexual continua a existir em nossa sociedade, um fenômeno que encoraja as pessoas a, por exemplo, assistir filmes piratas em sites como RedTube e similares. Esses endereços virtuais trazem apenas uma parte do que a pornografia é.
- Quantos filmes pornôs você assistiu para a sua pesquisa? Alguma coisa te choca ou faz com que você se sinta desconfortável?
CHAUNTELLE – Não consigo estimar essa quantidade. Ao longo de dez anos, assisti filmes, cenas, conteúdo na internet e ao vivo. Diria que “bem mais do que a média geral das pessoas”. Profissionalmente falando, não há muita coisa que ainda me surpreenda. Alguns tipos de pornô não funcionam pra mim, mas é só uma questão de gosto pessoal mesmo – não que haja algo de errado com eles.
- Você gosta de assistir pornô? Quero dizer, não como uma socióloga que estudo o assunto.
CHAUNTELLE – Gosto mais de alguns conteúdos/diretores do que outros. Mas, depois de tantos anos de estudo e conhecendo tantas pessoas envolvidas nesta indústria, o que eu vejo é menos para estimulação sexual e mais para o trabalho. Posso avaliar e criticar os filmes, mas o receio/desejo diminui à medida que você estuda e sabe o que acontece por detrás das cenas.
*Nathalia Ziemkiewicz, autora desta coluna, é jornalista pós-graduada em educação sexual e idealizadora do blog Pimentaria.

Fonte:https://br.vidaestilo.yahoo.com/post/13909156
0455/a-sociedade-é-contraditória-consome-e-rejeita-o

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

ALIMENTOS RICOS EM ANTOCIANINA REDUZEM RISCO DE DISFUNÇÃO ERÉTIL EM TODAS AS IDADES

 

Alimentos ricos em antocianina reduzem risco de disfunção erétil em todas as idades

Quando associado a exercícios físicos moderados, mirtilo, cereja, amora, rabanete e groselha trazem benefícios ainda maiores
Na edição deste mês da revista médica American Journal of Clinical Nutrition, pesquisadores da Universidade de East Anglia (Reino Unido) e da Universidade de Harvard (Estados Unidos) relataram que alimentos ricos em antocianina, como mirtilo, cereja, amora, rabanete e groselha, reduzem o risco de disfunção erétil em todas as idades, mas, particularmente, em homens com menos de 70 anos. Segundo os pesquisadores, quando associado a exercícios físicos moderados — o equivalente a cinco horas de caminhada por semana —, o benefício é ainda maior.

“A ingestão de alimentos ricos em flavonoides, especialmente na antocianina, tem uma relação positiva com a redução de diversas condições, como diabetes e doenças cardiovasculares. Mas, pela primeira vez, constatamos que também há uma importante associação entre o consumo dessas substâncias e o risco menor de disfunção erétil, um problema que afeta até 50% dos homens de meia-idade”, observa Eric Rimm, professor da Faculdade de Saúde Pública de Harvard e coautor do estudo. De acordo com ele, a disfunção erétil é um indicativo precoce de comprometimento da função vascular. “Mais do que um incômodo, essa condição é uma oportunidade crítica que temos para intervir e prevenir doença cardiovascular, ataque cardíaco e óbitos relacionados”, diz.

No estudo conduzido por Rimm, em parceria com a universidade britânica, os pesquisadores avaliaram registros médicos de estilo de vida de mais de 50 mil homens de meia-idade, participantes de um grande levantamento epidemiológico americano. Essas pessoas tiveram seus dados anotados desde 1986. A cada quatro anos, eram registradas as informações dietéticas e nutricionais. Entre as perguntas, os entrevistadores questionavam se os participantes conseguiam ter e manter ereções. Os pesquisadores também se concentraram em fatores como peso corporal, atividade física, consumo de cafeína e tabagismo.

Mais de um terço dos participantes disseram, ao longo do período de acompanhamento, que começaram a sofrer de disfunção erétil. Aqueles que consumiam uma dieta rica dos flavonoides antocianina, flavona e flavanona apresentaram menor propensão a sofrer dessa condição. “É importante que também sejam feitos exercícios físicos. Sozinhos, os alimentos como o mirtilo reduziram em 14% os riscos de disfunção erétil; mas, associado aos exercícios físicos, o benefício foi maior: redução de 21%”, afirma Rimm. 

14%
Redução das chances de surgimento de disfunção erétil em consumidores regulares de mirtilo e outros alimentos ricos em antocianina. Se a dieta for atrelada à pratica de exercícios físicos, o valor sobe para 21%, segundo estudo das universidades de East Anglia e de Harvard

Fonte:http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2016/01/25/noticia_saudeplena,155984/alimentos-ricos-em-antocianina-reduzem-risco-de-disfuncao-eretil-em-to.shtml



sábado, 30 de janeiro de 2016

O PODER DO FEMININO

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O Poder do Feminino

A negligência do aspecto interior tem levado, particularmente as mulheres, a certa falsificação de seus valores existenciais. Hoje em dia, o sucesso ou o fracasso da vida de uma mulher não é mais julgado como antigamente pelo critério exclusivo do casamento. À sua adaptação à vida agora, pode ser feita de diversas maneiras, cada uma das quais, oferecendo alguma oportunidade para resolver problemas, sejam de trabalho, de relações sociais ou necessidades emocionais.
O maior problema, observado em nossos dias é que no mundo ocidental se dá ênfase especial à valores externos e isso tem a justa medida à natureza do homem e não da mulher. O espírito feminino é mais subjetivo, mais relacionado com sentimentos do que com leis ou princípios externos, o que acaba regando conflitos. E a resultante destes conflitos é usualmente mais devastadora para as mulheres do que para os homens.
O despertar das deusas interiores, se faz importante, particularmente para as mulheres, mas não esqueçam os homens que este caráter feminino também lhes é peculiar(anima). A maior razão da seriedade deste tema, refere-se ao recente desenvolvimento do lado masculino da mulher (animus), que tem sido uma característica marcante nestes últimos anos. Este desenvolvimento masculino, está associado às exigências do mundo dos negócios e é até considerado pré-requisito para se ganhar a vida neste mercado tão competitivo. Mas esta mudança, de caráter benéfico na vida profissional das mulheres têm causado alterações profundas na sua relação consigo mesma e com os outros. Este conflito interno estabelecido entre a necessidade de expressa-se através do trabalho como o homem faz e a necessidade interior de viver de acordo com a sua natureza feminina, entraram em “xeque-mate”.
Se as mulheres (homens também) pretendem ter contato com seu lado feminino perdido, precisa escolher um caminho que as fará despertar estas deusas adormecidas. Estes mitos e rituais de religiões antigas representam a projeção ingênua de realidades psicológicas. Não são deturpadas pela racionalização, porque em assuntos ligados ao reino do espírito, os povos primitivos e da antiguidade não pensavam, eles somente percebiam, sentiam e intuíam, como de fato ainda fazemos hoje. Conseqüentemente, estes produtos do inconsciente contêm um material psicológico dos mais puros e que pode ser reunido como formas de conhecimento acerca da realidade subjacente à vida do grupo, tornando-se assim, acessíveis a nós. Pois saibam todos, que quer queiram o não, nós somos geneticamente iguaiszinhos aos nossos antepassados.
Jung já no demonstrou que deuses e rituais representavam a fantasia do grupo e que esse material é interpretado psicologicamente por um método similar ao empregado no estudo dos produtos inconscientes de homens e mulheres a nível individual. E o que se constata, através da história é que mitos e rituais é que mitos e rituais se equivalem até em detalhes em culturas de povos bastante separados, nos levando a concluir, que temas psicológicos gerais são verdadeiros para humanidade como um todo. E, de fato, hoje em dia os sonhos e fantasias das pessoas mostram um caráter generalizado similar, lembrando mitos antigos e primitivos Essa semelhança entre o sonho e algum mito antigo pode ocorrer em casos onde não há nenhum conhecimento da existência de tal mito, de maneira que o sonho não pode ser explicado como “empréstimo”. É, com certeza, uma criação espontânea do inconsciente, proveniente da carga hereditária contida naquela célula que é geneticamente igual à daquele nosso antigo ancestral, que nem sequer temos conhecimento de sua existência. Deu para entender? Pois é, mais uma vez, a pedra que os construtores humanos tentam continuamente rejeitar, está se tornando a pedra angular. Tirem suas próprias conclusões, pois eu já tenho a minha opinião formada, graças as minhas DEUSAS!

Por: Rosane Volpatto

Fonte: https://omundodegaya.wordpress.com/misttico/

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

DISFUNÇÃO ERÉTIL É REVERSÍVEL EM QUASE TODOS OS CASOS

Disfunção erétil é reversível em quase todos os casos

Para tirar dúvidas sobre este problema, a Sociedade Brasileira de Urologia criou um site onde os homens podem fazer testes e se informarem melhor

Apesar de ser ainda considerado um assunto tabu, a disfunção erétil, mais conhecida como impotência sexual, pode estar relacionada a outras doenças, como diabetes, doenças cardiovasculares e alterações hormonais. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), 50% dos homens com mais de 40 anos, em algum grau, sofrem deste problema.

Aproveitando a campanha Novembro Azul, que acentua a importância dos cuidados com a saúde masculina, a SBU ressalta que praticamente todos os casos de impotência são reversíveis, mas é preciso buscar ajuda. “A maior parte dos casos em sua totalidade, tem um tratamento. Existem várias linhas de procedimentos e o paciente consegue melhorar a qualidade da ereção”, explicou André Cavalcanti, presidente da seccional da SBU no Rio de Janeiro.

Para Cavalcanti, geralmente a disfunção erétil em jovens costuma ter fundo psicológico, e pode ser tratada com terapia. Mas quando o problema é fisiológico, existem outras alternativas.

Segundo a SBU, um dos mais conhecidos são os medicamentos orais, normalmente recomendados para a fase inicial de tratamento. As quatro substâncias autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária atuam na melhoria do fluxo de sangue para o pênis e apresentam taxas de sucesso (ereções suficientes para penetração) que variam de 56% a 84%. Apesar disso, não funcionem para até 30% dos homens.

Nesta fase inicial, ainda há a alternativa de aplicar supositórios diretamente no canal da uretra. A medicação é absorvida e promove a ereção em 20 minutos. Menos invasivos que as injeções penianas, os supositórios oferecem resposta satisfatória de 30% a 40%.

Como segunda linha de tratamento, caso os anteriores não sejam indicados ou não funcionem, existem os medicamentos injetáveis. O próprio paciente aplica a injeção no pênis para estimular a ereção. Para os pacientes sem sucesso com as terapias clínicas e para quem tem disfunção erétil irreversível, a cirurgia de implante de prótese peniana pode ser a saída. O grau de satisfação chega a 97% e vem sendo cada vez mais utilizada no mundo.

Na avaliação de Cavalcanti, aos poucos a sociedade está se abrindo para este assunto. Para tirar dúvidas sobre este problema, a SBU criou um site onde os homens podem fazer testes e se informarem melhor.

Tratamentos variados, eficazes e acessíveis diminuem fantasma da disfunção erétil

Metade dos homens na faixa etária entre 40 e 70 anos sofre de algum grau do problema

O tema é tabu e constrange homens Brasil afora. A disfunção erétil é um estigma, principalmente, por que o preconceito e o silêncio são alimentados diariamente justamente por quem é o alvo do problema: o homem. Cada piadinha de mesa de bar, risadinha de corredor e tentativa de vender uma imagem superpoderosa significam atraso na resolução de um mal que afeta milhões de homens e que tem, não apenas solução, mas opções variadas de tratamento. O primeiro passo para superar esse paradigma é tratar com naturalidade uma questão de saúde a que todos estão sujeitos, façam pose de machão ou não.

Números utilizados pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) como referência da incidência da doença mostram que metade dos homens na faixa etária entre 40 e 70 anos sofre de algum grau de disfunção erétil - leve, moderada ou severa. Segundo o chefe do departamento de Andrologia da SBU, Dr. Geraldo Eduardo Faria, um estudo da Massachusetts Male Aging Study (MMAS), realizado nos Estados Unidos, mostrou uma incidência de 52% e os estudos brasileiros encontram valores semelhantes.

Faria diz que as causas psicológicas são mais frequentes nos indivíduos jovens e correspondem a cerca de 80% dos casos. “No entanto, mesmo nos casos de disfunção erétil de causa orgânica, via de regra encontramos a associação de um componente emocional em razão do trauma psicológico desencadeado pela doença”, diz.

História de sucesso
“Foi através de uma pessoa que divulgou a experiência na internet que tive coragem de fazer a cirurgia peniana. Do mesmo jeito que fui beneficiado, quero ajudar outras pessoas também”. O depoimento é de Adelmo*, 54 anos, casado e duas filhas. Em 2010, ele fez a retirada total da próstata e desenvolveu a disfunção erétil. “Tentei tratamento via oral, mas o resultado foi insatisfatório”. Ele detalha e diz que a qualidade da ereção alcançada era pouca e exemplifica: “se num organismo normal a ereção é 100%, eu conseguia 40%. Além disso, a duração não ultrapassava 15 minutos e vinha a frustração. Eu começava a penetração e o pênis murchava”, explica.

Dois mil e doze entrou e Adelmo decidiu virar a página. “Sou muito novo, preciso de uma reposta”, pensou. Em conversa com a companheira veio o apoio que faltava e ele procurou a ajuda de um especialista. Há 40 dias realizou o procedimento cirúrgico. “São 24 horas de internação. A recuperação é um pouco dolorida no início, quando os pontos estão mais ativos, mas imagino que isso deve variar de acordo com o organismo”, diz. Ele recomenda que o paciente escolha um profissional competente porque a cirurgia é delicada. São 10 dias de repouso e, no início, o órgão sexual tem que ficar totalmente ereto, segundo ele.

Adelmo optou pela prótese maleável, que pode ser dobrada e tem uma facilidade de ocultação maior. “É tranquilo, visualmente não agride ou constrange ninguém, mas a visão que se tem é de um homem com pênis grande”. Ele diz que ainda não usou calção de banho. “Vou escolher um mais folgado e não poderei usar sunga”, diz. Outro ponto que faz questão de compartilhar é sobre o tamanho do pênis. “O tamanho é 90% do que era antes”.

Mesmo sem ter tido a primeira relação sexual pós-cirurgia - Adelmo estará liberado daqui a 10 dias – ele já sente os benefícios. “A satisfação psicológica é interessantíssima. A gente volta a ser adolescente de novo”, afirma. Sobre a expectativa para a “primeira noite”, brinca: “não vejo a hora, já tá no ponto de bala”.

O plano de saúde só pagou a internação de Adelmo. Isso por que ele quis escolher a prótese de maior qualidade disponível no mercado. “Eles vão me reembolsar o valor do preço mínimo de uma prótese”, explica.

Minas Gerais é referência no tratamento
Marcelo Salim é médico-urologista há 25 anos. Ele faz parte da Sociedade Brasileira de Urologia e Sociedade Americana de Urologia e é referência no Brasil em cirurgia peniana. “Esse mês, operei homens de Recife, Brasília e Manaus”, conta. O especialista explica que, apesar de o trabalho da medicina mineira não estampar manchetes em revistas, é divulgado pelo próprio paciente. “Tratar em Minas significa sucesso com um custo mais barato”, afirma.

Se não é seu paciente mais famoso, tem grandes chances de ser o mais polêmico. No ano passado, o jornalista esportivo Jorge Kajuru declarou em entrevista a uma revista de circulação nacional que se submeteu ao procedimento na capital mineira e está “vinte e quatro horas à disposição”. Salim explica que é uma opção dele já que a prótese é dobrável e fácil de ser ocultada. A coincidência aqui é que foi o depoimento de Kajuru o empurrão que Adelmo procurava.

A cirurgia peniana é o último recurso para tratar a disfunção erétil e o especialista afirma, por exemplo, que mais de 50% das queixas têm boas respostas ao uso de medicação. Ele explica ainda que o termo impotência sexual não é adequado. Para o indivíduo ser considerado impotente, precisaria manifestar disfunção erétil permanente.

E se existe uma “receita” para se prevenir o distúrbio, ela é simples: “manter uma boa saúde sexual significa manter vida saudável”, declara Salim. O médico ressalta ainda que para se evitar a disfunção erétil de causa psicológica é necessário que homem tenha uma boa iniciação sexual, “que estabeleça sua primeira relação quando estiver realmente preparado para isso e não encaminhado “à força” para satisfazer aos colegas”, salienta.

A seguir, leia a entrevista completa com o especialista Marcelo Salim:

Saúde Plena: O termo impotência sexual é adequado para tratar das dificuldades de ereção?

Marcelo Salim: O termo não é adequado, o mais adequado é disfunção erétil. A disfunção erétil é a dificuldade em obter ou manter um endurecimento do pênis suficiente para penetração na relação. É importante a citação de ‘manter’ porque alguns homens acreditam que obtendo a ereção, mas não tendo a capacidade de mantê-la, tem outro problema, o que na verdade também é disfunção erétil.

SP: Quais os tipos de disfunção erétil mais comuns?

MS: A disfunção erétil pode ter causa psicogênica ou orgânica. Os pacientes mais novos geralmente têm causas psicogênicas, ou seja, de fundo emocional. Já nos pacientes acima de 40 anos as causas tendem a ser de fundo orgânico. Algumas doenças estão relacionadas ao aparecimento da disfunção erétil, como diabetes, doenças pulmonares, tratamento da hipertensão arterial, radioterapia pélvica, alterações hormonais e cirurgia radical da próstata.

SP: Quais são os comportamentos preventivos para uma boa saúde sexual?

MS: Para que o homem não tenha um desenvolver sexual com comprometimento psicogênico é preciso que ele seja orientado na adolescência e que estabeleça sua primeira relação quando estiver realmente preparado para isso e não encaminhado “à força” para satisfazer aos colegas. Esse tipo de iniciação pode trazer sérios problemas futuros.

Manter uma boa saúde sexual significa manter vida saudável. A medicina hoje sabe claramente que a disfunção erétil não é, na maioria das vezes, uma doença ligada diretamente ao pênis. Assim, vida saudável, controle da pressão arterial, da alimentação e do peso, evitar cigarro, abuso de bebidas alcoólicas, manter um sono regular trazem boa saúde e em conseqüência boa atividade sexual.

SP: Os medicamentos para impotência resolveram quantos por cento dos problemas de ereção?

MS: Com o aparecimento dos medicamentos específicos para o tratamento de ereção houve uma revolução na resposta do tratamento. Mais de 50% das queixas têm boas respostas ao uso dessa medicação.

SP: O quanto ainda é tabu a busca por tratamento de impotência sexual? Tem melhorado a forma como os homens e as mulheres lidam com a questão?

MS: Disfunção erétil ainda é um tabu, muitos homens ainda ficam envergonhados ao tratarem desse assunto e muitas vezes, na consulta, tratam de outros temas, e nós, médicos temos que - nas entrelinhas - detectar a verdadeira motivação da consulta. Interessante é dizer que quando se esclarece o problema e encontra a solução a felicidade fica estampada e a inibição desaparece.

SP: Como a companheira ou companheiro – no caso de casais homossexuais - pode ajudar?

MS: É importante que o parceiro(a) seja paciente, não traga inibição, seja participativo e dê estímulo.

SP: Atualmente, quais as opções de formas de tratamento da disfunção erétil?

MS: A disfunção erétil tem o tratamento de acordo com a sua causa, mas de uma maneira esquemática podemos dizer que o tratamento passa pelas seguintes fases: verificação do estado emocional psicológico, ajustes hormonais, tratamento com drogas orais específicas para ereção, drogas injetáveis e implante de prótese peniana.

A cirurgia para disfunção erétil é a ultima opção terapêutica e consiste no implante de prótese dentro das suas variedades de modelos.

SP: Qual a eficácia do procedimento cirúrgico? Por quantos anos ele é eficaz?

MS: A cirurgia para o implante de prótese peniana tem duração média de 1h30min, é um procedimento eficaz com resolução da disfunção erétil em 100% e em definitivo. Em raríssimos casos, faz-se a troca da prótese.

SP: Quando a cirurgia é contra-indicada?

MS: A contra-indicação é a mesma para todos os outros tipos de cirurgia, por exemplo, um fator que impeça uma anestesia.

SP: Mas e nos casos de pacientes com câncer de próstata?

MS: A retirada da próstata não implica em disfunção erétil. Hoje em dia, em torno de 20% dos pacientes submetidos a prostatectomia radical – ou retirada total da próstata - podem desenvolver o problema. A incidência já foi bem maior. O importante é ressaltar que os pacientes se recuperam naturalmente e espontaneamente. Eu não recomendo o procedimento cirúrgico antes de um ano pós-cirurgia do câncer porque, muitas vezes, essa alteração do nervo melhora com o tempo. E lembrando que há outras alternativas terapêuticas antes de se decidir pela prótese peniana.

SP: Os planos de saúde cobrem a cirurgia? Qual o preço?

MS: Muitas vezes o procedimento é coberto pelos planos de saúde. A prótese de implante peniana está enquadrada na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), que também cobre a cirurgia, mas os hospitais não têm a prótese disponível.

SP: O jornalista Jorge Kajuru em entrevista a uma revista de circulação nacional contou que fez a cirurgia em Belo Horizonte com o Senhor e afirma que o pênis dele fica ereto 24 horas por dia. Isso é uma opção do paciente?

MS: Sim, é uma opção de modelo de prótese peniana. Vale citar que essas próteses podem também permanecer em outras posições.

SP: Quais os tipos de prótese?

MS: Existem dois tipos de prótese, mas de inúmeras qualidades. Existe uma que é maleável (ou semirrígida). Ela é dobrável. É nesse item que entra a diferenciação de uma prótese de melhor ou pior qualidade.

A prótese semirrígida pode deixar o pênis em posição erétil o tempo todo, se for a opção do homem, mas ela se dobra como se fosse um dedo. Existe um modelo, com anéis ao longo da prótese, que dá uma ocultação perfeita e fica imperceptível. Quanto pior a qualidade, mais difícil é a ocultação.

Outro tipo é a inflável, uma bolsinha que fica dentro da bolsa escrotal. Uma válvula comanda a prótese. Quando o homem for ter uma relação sexual ele aperta essa válvula. Ao final, é só apertar de novo que o pênis volta a ficar amolecido.

SP: Qual o preço da cirurgia peniana?

MS: Varia muito. Com a prótese mais simples, o procedimento fica em R$ 6 mil. A cirurgia com a mais sofisticada fica em R$ 80 mil.

*Se você ainda tem dúvidas sobre a cirurgia peniana, mande um e-mail para saudeplenauai@gmail.com que o Adelmo se dispôs a ajudar.

Usada corretamente, reposição de testosterona trata disfunção erétil e falta de libido

Terapia para resolver os problemas depende de acompanhamento médico. A infertilidade é uma das consequências de falhas no tratamento

 A reposição de testosterona é a solução para muitos problemas, desde que feita corretamente. Homens que buscam o medicamento nesse sentido sem orientação médica — para melhorar a libido ou aumentar a massa muscular, por exemplo — ou mesmo aqueles diagnosticados com baixa produção do hormônio que seguem o tratamento sem os devidos cuidados estão sujeitos a sofrer graves consequências. O excesso do hormônio no corpo pode interferir na fertilidade masculina, às vezes de maneira irreversível.

A queda da produção de testosterona faz parte do processo de envelhecimento. É normal que o nível caia anualmente 1% a partir dos 40 anos. “O homem nos procura reclamando de falta de libido e da dificuldade de ereção, mas, se a redução estiver dentro do previsto, não adianta receitar hormônio porque não haverá melhora”, destaca o diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem) e professor de Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Alexandre Hohl. Diabetes, pressão alta e obesidade podem influenciar o apetite sexual, assim como problemas de relacionamento.

Para indicar a reposição de testosterona, deve-se chegar ao diagnóstico de hipogonadismo (baixa produção do hormônio), considerando o resultado de exames laboratoriais e as queixas do paciente. Há relatos mais raros de homens que, além da queda da libido e da disfunção erétil, sofrem com desânimo, cansaço excessivo, piora do sono, perda de massa muscular e de pelos corpóreos, problemas de memória, alteração de humor, fragilidade óssea e depósito de gordura no abdômen. “Em pacientes com mais de 40 anos, temos que excluir problemas de próstata antes de começar a reposição hormonal porque o tratamento acelera a evolução de doenças malignas ou benignas”, alerta Hohl.

Os homens saudáveis, principalmente os que ainda planejam ter filhos, devem evitar a ingestão indevida de testosterona. “Quando você ingere o hormônio sem necessidade, bloqueia a hipófise, glândula essencial para a produção de espermatozoides. Nos casos em que se usa por muito tempo, a infertilidade pode não ser reversível”, alerta o diretor da Sbem. Hohl adianta, inclusive, que o hormônio vem sendo estudado como anticoncepcional masculino.

O especialista em reprodução humana assistida Paulo Gallo, diretor do Centro de Fertilidade da Rede D’Or Vida, conta que são comuns os casos de pacientes que chegam ao consultório com a produção de espermatozoides zerada devido ao uso inadequado da reposição de testosterona. A infertilidade é constatada por meio do espermograma, exame que avalia número, mobilidade e morfologia das células reprodutoras masculinas. “O comprometimento (da reposição de testosterona) pode ser tão intenso a ponto de chegar à azoospermia, ausência total de espermatozoides”, alerta. Só neste ano, Gallo atendeu dois pacientes que tentavam ser pais e se descobriram totalmente estéreis por esse motivo.

Obrigatória
Geralmente, a infertilidade é revertida com a suspensão do medicamento, mas não imediatamente. “Demora de seis meses a um ano para obter uma resposta, pois cada ciclo de espermatogênese (produção de espermatozoide) dura aproximadamente três meses”, explica Reginaldo Martello, chefe do Departamento de Reprodução Humana da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e andrologista do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Nos casos em que a baixa produção de células reprodutoras masculinas persiste, Martello sugere técnicas de reprodução assistida como inseminação artificial e fertilização in vitro.

Há casos, porém, em que a suspensão do medicamento não pode ser obedecida, como em jovens que precisam ser tratados com medicamentos à base de testosterona pelo fato dos testículos ou da hipófise não trabalharem adequadamente. Pessoas com a síndrome de Klinefelter normalmente são estéreis porque não produzem espermatozoides. Chefe do Departamento de Reprodução Humana da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e andrologista do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Reginaldo Martello acrescenta dois exemplos: “O vírus da caxumba pode atacar os testículos de maneira agressiva, levando a um hipogonadismo grave. Pacientes que perderam os testículos também precisam fazer a reposição hormonal, na maioria das vezes, pelo resto da vida.”

Martello informa que, quando o homem está com a intenção de ter filhos, a alternativa é indicar tratamentos que não interfiram na produção de espermatozoides. Utiliza-se, por exemplo, uma substância administrada em comprimido ou uma injeção que estimula a hipófise e os testículos a produzirem simultaneamente espermatozoide e testosterona. “É o mesmo medicamento indutor da ovulação na mulher. Ele estimula de maneira indireta o aumento da testoterona endógena sem prejudicar a produção de espermatozoides, mas nem sempre é eficaz”, esclarece o médico da SBU.

Em três formatos
Existem no Brasil três tipos de tratamento. O mais antigo são as injeções aplicadas mensalmente, que repõem a testosterona, mas não de maneira fisiológica. Isso porque o hormônio aumenta muito rapidamente, acima do normal, e também abaixa em pouco tempo, levando desconforto ao paciente. Apesar de ser mais cara, a aplicação trimestral resolve o problema do efeito “enche e esvazia”, pois as taxas do hormônio se mantêm estáveis por três meses. Mais recentemente, chegou ao país um gel que deve ser aplicado todos os dias nas axilas. É considerado o método mais próximo do processo natural.

Múltiplas funções
- A testosterona é um hormônio sexual masculino produzido em grande quantidade no homem e em pequena quantidade na mulher
- Dentro da barriga da mãe, enquanto o bebê se forma, o hormônio garante a diferenciação do sexo, estimulando a formação do aparelho reprodutor masculino
- Glândula do tamanho de uma ervilha que fica na base do cérebro, a hipófise produz hormônios que estimulam os testículos a começar a produzir testosterona e espermatozoides
- Na adolescência, a testosterona é responsável pelo crescimento do pênis, ganho de pelo no corpo e aumento da massa muscular
- O hormônio também está relacionado ao desejo sexual masculino e tem papel fundamental na manutenção da ereção do homem
- Com o passar dos anos, a produção de testosterona diminui. O quadro é chamado de declínio androgênico do envelhecimento masculino

Entre o mal-estar e a paternidade
“Sempre fui muito ativo e disposto, mas, de repente, comecei a sentir um desânimo, um sono mais acentuado, indisposição e falta de apetite sexual. Percebi que havia alguma coisa errada e resolvi ir ao médico fazer uma bateria de exames. Todos os índices se apresentaram normais, com exceção da testosterona, que estava baixa. A urologista, então, me receitou o medicamento injetável trimestral. No dia seguinte à aplicação, li uma notícia engraçada no jornal e involuntariamente me peguei gargalhando. O meu humor, que sempre foi bom, voltou instantaneamente, como num passe de mágica. Todos aqueles sintomas anteriores desapareceram e o principal para mim, o desejo sexual voltou ao normal. Mas descobri que não continha espermatozoides no meu espermograma, ou seja, estava totalmente estéril. Interrompi o ciclo do medicamento e, depois de três meses, refiz o exame e estava tudo normalizado. O quadro havia sido totalmente revertido. Nesse momento, eu e minha mulher estamos em tratamento voltado para gravidez, por isso, não posso mais fazer uso do medicamento. Confesso que sinto falta. Não sinto mais os sintomas tão acentuados, mas me sentia melhor com o uso. Quando terminarmos o tratamento da gravidez, se o médico autorizar, gostaria de continuar com o ciclo trimestral.”
Alberto*, 48 anos
*Nome fictício a pedido do entrevistado 

Falta de atividade física pode causar disfunção erétil

Uma pesquisa divulgada pelo Centro de Referência da Saúde do Homem, da Secretaria da Saúde de São Paulo, relaciona a disfunção erétil com o sedentarismo. Segundo o estudo, a falta de exercício acumula gordura no corpo que pode comprometer a circulação do pênis, provocando a dificuldade de ereção.

De acordo com a pesquisa, a pessoa que não se exercita apresenta problemas como colesterol alto, diabetes e hipertensão. Esse quadro deixa os vasos rígidos, contribuindo para o entupimento das artérias, que irrigam o pênis e o mantém ereto.

Aquela famosa barriguinha provocada pela falta de exercício também contribui para a doença, pois a gordura acumulada nessa região influencia de forma negativa a produção de testosterona, o hormônio que estimula o apetite sexual.


Disfunção erétil pode ser sintoma precoce de doença coronariana, entenda

Médicos defendem que um problema de ereção deve ser encarado da mesma forma que o sobrepeso e o tabagismo, por exemplo, para avaliar o risco de problemas no coração e na circulação. A disfunção de hoje pode significar um infarte daqui a cinco anos

No Brasil, cerca de 48% dos homens após os 40 anos apresentarão alguma queixa relativa à disfunção erétil, temporária ou regularmente. Além de ter a consciência de que é muito comum, quem sofre com o problema deve considerá-lo como uma questão global de saúde. Segundo o médico Daniel Alcantara, especialista do Núcleo de Urologia do Hospital Samaritano, de São Paulo, uma queixa relativa à ereção pode ser um marcador precoce de risco de doença coronariana no futuro. "A disfunção de hoje poderá ser o infarto do miocárdio daqui a quatro ou cinco anos", destaca.

O urologista explica que as artérias do pênis têm cerca de um milímetro. Já as coronarianas têm, em média, 4 milímetros. Assim, se a causa do problema sexual – seja ele leve, moderado ou acentuado, quando a pessoa deixa de ter relações durante longos períodos - for uma obstrução circulatória, é preciso uma avaliação criteriosa. O fator que impede o fluxo de sangue para o pênis, dificultando a ereção, pode afetar também o coração, principalmente entre os pacientes que já apresentam outras variáveis de risco, como o sobrepeso, a hereditariedade, a hipertensão, o tabagismo, o sedentarismo, o colesterol e a glicemia em níveis indesejáveis. 

Os elementos que aumentam a propensão ao infarte e à disfunção erétil (DE) são muito semelhantes. “Por isso, uma obstrução arterial em um vaso sanguíneo de calibre menor, como no pênis, deve ser avaliado como indicador global de saúde”, reforça Alcântara. Para o urologista, é um marcador que não pode ser ignorado mesmo entre os homens que não fazem questão de tratar a DE; ou não colocam a relação sexual com outra pessoa como prioridade. “Alguns pacientes chegam ao meu consultório dizendo que não fazem questão de resgatar a ereção – seja por uma questão de interesse próprio ou da parceira; ou qualquer outra razão íntima. Respeitamos isso, mas a função erétil, ainda que não seja considerada como indicador de qualidade de vida por todos, deve ser vista, sim, como sinal de organismo saudável”, garante.

Dentro dessa lógica, o sistema nervoso também dá sinais de que algo não vai bem. “Se há algum estímulo sexual, seja um toque ou um filme, por exemplo, a excitação vai até o córtex cerebral e de lá seguem uma série de reações – taquicardia, pelo arrepiados. os músculos das artérias relaxam para permitir o fluxo aumentado de sangue... Se há alguma deficiência nesse mecanismo - no caso de diabetes, há maior propensão a neuropatias, só para citar uma possibilidade - o primeiro alerta pode vir da disfunção erétil”, explica Alcântara. 

Da mesma maneira, as queixas podem ser sinais precoces do risco de aneurisma. “Esses danos neurológicos podem também facilitar a ocorrência de um acidente vascular cerebral (AVC) obstrutivo das carótidas, que são as artérias responsáveis por levar sangue oxigenado ao cérebro”, acrescenta o especialista.

A disfunção erétil deve ser vista, segundo o médico, como doença relacionada ao estilo de vida. “Uma boa saúde sexual nada tem de secundária ou de 'mera recreação'. Ela está diretamente ligada a uma boa saúde global e deve receber investimentos para ser tratada de forma mais ampla também no Sistema Único de Saúde (SUS)”, pondera Daniel Alcantara.

Preconceito e tratamento
Com exceção dos casos em que o paciente passa por uma cirurgia radical de próstata ou de intestino, por exemplo, ou ainda um trauma de bacia, geralmente os casos de disfunção erétil relacionam-se a insatisfações psicológicas e condições específicas em nervos e artérias. Pode haver também a influência de efeitos colaterais dos tratamentos para doenças como a depressão e hipertensão, entre outras. “Sempre digo que a relação, do ponto de vista do homem, é um barco a vela – o pênis é um barco, alimentado por sangue e nervos; a vela é a cabeça, que pode ser afetada pelo stress, pelo trânsito, pelas dúvidas, por problemas na relação conjugal. E o vento é justamente a parceria com a outra pessoa na cama”, compara o urologista.

De acordo com o médico, apesar de multicausal, a disfunção erétil sempre está vinculada ao desequilíbrio entre a contração e o relaxamento da musculatura lisa dos corpos cavernosos. Os motivos que levam a esse desequilíbrio podem ser orgânicos, de origem psicológica e também mista (orgânico + psicogênico). O diagnóstico é feito pela história clínica, exame físico, exames de laboratório e teste de ereção. "O tratamento tem que ser individualizado e cada caso deve ser avaliado em detalhe. Mas a primeira linha de terapia utiliza medicamentos orais. A segunda é a autoinjeção intracavernosa e/ou bomba de vácuo. E a terceira linha é o implante de prótese peniana. Em todos esses casos, recomenda-se o acompanhamento psicoterápico”, resume. Na maioria das ocorrências, a primeira linha é suficiente. 

Com a evolução dos medicamentos orais, foi possível também estabelecer um tratamento com dose diária, em horários preestabelecidos. “Assim, retiramos a pressão do 'tomei o remédio agora, então tem que funcionar' ou 'tomei o remédio, então sou obrigado a ter relação'. Conseguimos diminuir o estigma em torno do fármaco. O controle é feito de forma mais tranquila”, acrescenta o urologista. A medicação para disfunção erétil de uso contínuo foi lançada em 2010, com o objetivo de que a dose diária trouxesse mais espontaneidade nas relações sexuais, sem prejuízo no resultado final. "Mas muitas pessoas continuam com a imagem da época em que as 'pílulas azuis' foram lançadas, o que gera receio e insegurança", salienta Alcantara.

O urologista lembra que o mais importante para encontrar a solução é, primeiramente, a quebra do preconceito entre os pacientes – cerca de 40% das consultas são marcadas por mulheres. De acordo com o especialista, eles não tomam a iniciativa. E, quando os homens marcam a visita ao médico, geralmente é por indicação de um amigo próximo que teve um problema grave. O motivador é o medo. “Apesar de tantas mudanças na sociedade, muitos homens mantêm aquela imagem de que devem ser infalíveis. Se ele estiver doente, vai deixar de ser o macho alfa, vai demonstrar fragilidade”, avalia Daniel Alcântara.

O médico lembra ainda que raciocínio semelhante se aplica a elas, no que diz respeito à relação entre saúde global e sexual. Em estudos recentes, a queda do desejo e a baixa lubrificação foram associadas a um risco maior de doenças coronarianas também nas mulheres. “As disfunções sexuais são sinais importantes, que devem ser avaliados como indicadores da saúde física e mental plena", reforça Alcantara.

 A ideia de que a saúde sexual está ligada à saúde do coração pode estar provocando um efeito indesejável em pacientes que já tem alguma doença diagnosticada. Uma pesquisa divulgada em junho apontou que cerca de um milhão de cidadãos britânicos havia desistido do sexo, pelo medo de que a atividade pudesse ser gatilho para o ataque cardíaco. A pesquisa ouviu 1.500 pessoas com fatores de risco ou doenças coronarianas.

Um terço dos entrevistados disse que havia diminuído a frequências das relações. Um quinto afirmou ter abandonado completamente. Além disso, uma em cada sete pessoas afirmaram que o desejo havia diminuído, devido ao impacto emocional do diagnóstico.

Cerca de 30% das pessoas entrevistadas não haviam, no entanto, discutido o problema com o médico. “Fica claro que os pacientes precisam de mais apoio e informações. A disfunção erétil, por exemplo, pode e deve ser tratada em pacientes cardíacos. O sexo é uma parte importante da vida e não está recebendo a atenção devida nos consultórios. As pessoas precisam se sentir confortáveis e confiantes para levantar essas questões, e não simplesmente desistir”, ponderou, em comunicado, a Fundação Britânica do Coração (BHF), organizadora do levantamento.


Remédio para calvície provoca disfunção erétil - verdade ou mito?

Conversamos com o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (Regional Minas Gerais) para esclarecer algumas dúvidas sobre o tratamento da calvície masculina. Se isso te incomoda, deixe de lado a vergonha de perguntar e não caia em conversa fiada.

Sim, está na bula. Entre os efeitos colaterais de um dos medicamentos mais utilizados para prevenir a calvície, cujo princípio ativo é a finasterida, consta a possibilidade de diminuição da libido e a disfunção erétil. Bastou isso para a criação de uma série de exageros, mitos e piadinhas em relação ao tratamento do problema, desinformando e inibindo os homens que não se sentem confortáveis com a perda de cabelo. “O efeito colateral, além de muito raro, é temporário e reversível. A reação indesejada deixa de se manifestar assim que o uso do medicamento é interrompido”, esclarece Geraldo Magela Magalhães, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Minas Gerais.

Magalhães ressalta ainda que não existe apenas uma opção para prevenir e tratar a calvície masculina. A forma mais comum – a alopecia androgenética masculina – tem origem no histórico familiar, como o próprio nome indica. Mas ela não é a única forma, a exemplo das alopecias de origem autoimune. “Todo homem que observe um início de queda de cabelo deve consultar um dermatologista para confirmar a causa e decidir qual é o melhor tratamento. Apenas a partir da avaliação médica e do exame específico é possível definir o tipo e o grau (extensão) de calvície e indicar o medicamento, seja de uso tópico ou oral”, frisa o especialista.

A partir dessa avaliação, é possível utilizar substâncias com efeito semelhante ao da finasterida, mas de uso tópico. O dermatologista explica que, além dos medicamentos mais conhecidos, dos grupos da finasterida (uso oral) e do minoxidil, existe o grupo do alfaestradiol, também de uso tópico, ou seja, aplicação no couro cabeludo. “Independentemente do método escolhido, é importante lembrar que todo tratamento para calvície genética masculina deverá ser feito por tempo indeterminado – ou seja, para o resto da vida, com avaliações periódicas e acompanhamento”, salienta Magalhães.

Em outras palavras, não existe a cura da alopecia androgenética. Para minimizar ou interromper a excessiva perda dos fios, o paciente deverá continuar sendo medicado por toda a vida.

Outros mitos
Outro exagero que circula entre as rodinhas de amigos é: se eu parar de tomar o remédio, todo o cabelo que não havia caído durante o tratamento vai cair de uma vez. “O cabelo seguirá o ritmo normal da queda , que aconteceria caso a pessoa não estivesse se tratando. Não será algo repentino ou mais rápido do que o normal”, explica Magalhães.


Tratamento deve ser indicado pelo médico, após exame clínico e de imagem; e não pelo amigo
Em pessoas geneticamente predispostas, a ingestão excessiva de vitaminas ou ainda o uso de anabolizantes também podem causar a queda de cabelo. Apesar de existir essa possibilidade, para ter certeza é preciso fazer o diagnóstico clínico e estabelecer a relação causal exata. A análise abrange a consulta dermatológica e um exame de imagem, geralmente realizado no próprio consultório, chamado tricoscopia, realizado com um fotovideodermatoscópio. Apesar do nome, o exame é rápido, indolor e não invasivo. Basicamente, a lente do aparelho amplia o couro cabeludo, permitindo avaliar o folículo piloso e outros sinais que indiquem o tipo e grau da calvície.

Uma outra dúvida comum é sobre a idade certa para procurar o médico e o tratamento, se for o caso. “Não existe uma idade definida e é possível tratar em qualquer idade. Há pessoas que já enfrentam os sinais da calvície aos 18 anos e outras que só vão notar alguma perda depois dos 35. Mas é claro que, se o paciente chegar à consulta com uma extensão grande de calvície, os resultados serão menos expressivos. Quanto mais cedo, melhor”, define o médico.

Geraldo Magalhães esclarece ainda uma outra confusão frequente. “O tratamento não vai fazer nascer cabelo. Vai prevenir a queda e retardar o processo. Não é a idade que define o sucesso do tratamento, e sim o grau de evolução da alopecia”, resume o dermatologista.

E aquela história de que é a família da mãe que define se o rapaz vai ficar careca ou não? “Os aspectos genéticos da queda de cabelo masculina ainda não foram totalmente esclarecidos. Ela é multifatorial e relacionada a vários genes, ou seja, não há um padrão uniforme. Pode vir do pai ou da mãe”, completa o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia/Regional MG. Alguns acreditam que é dos carecas que eles/elas gostam mais, mas, aos olhos da saúde e da medicina, continua valendo mesmo uma outra velha máxima: cada caso é um caso.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que metade da população masculina do planeta terá algum grau de calvície até os 50 anos. A culpa é o dihidrotestosterona (DHT), hormônio derivado da testosterona, maior responsável pela queda do cabelo. As mulheres também a produzem, mas em quantidade muito menor. A estatística indica que o problema afeta apenas 5% delas.

A alopecia androgenética, chamada popularmente de calvície hereditária, é caracterizada por um afinamento dos fios, na maioria das vezes de forma lenta e progressiva. Não custa lembrar que calvície e queda de cabelo são coisas diferentes. A queda de cabelo pode ser causada (e revertida) pro problemas relacionados ao stress, ao fumo, ao uso de tintura e à alimentação, sem fundo genético.

Fonte:http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/

ALIMENTOS RICOS EM ANTOCIANINA REDUZEM RISCO DE DISFUNÇÃO ERÉTIL EM TODAS AS IDADES

Alimentos ricos em flavonoides, especialmente na antocianina, têm uma relação positiva com a redução de diversas condições, como diabetes e doenças cardiovasculares

Alimentos ricos em antocianina reduzem risco de disfunção erétil em todas as idades

Quando associado a exercícios físicos moderados, mirtilo, cereja, amora, rabanete e groselha trazem benefícios ainda maiores 

Na edição deste mês da revista médica American Journal of Clinical Nutrition, pesquisadores da Universidade de East Anglia (Reino Unido) e da Universidade de Harvard (Estados Unidos) relataram que alimentos ricos em antocianina, como mirtilo, cereja, amora, rabanete e groselha, reduzem o risco de disfunção erétil em todas as idades, mas, particularmente, em homens com menos de 70 anos. Segundo os pesquisadores, quando associado a exercícios físicos moderados — o equivalente a cinco horas de caminhada por semana —, o benefício é ainda maior.

“A ingestão de alimentos ricos em flavonoides, especialmente na antocianina, tem uma relação positiva com a redução de diversas condições, como diabetes e doenças cardiovasculares. Mas, pela primeira vez, constatamos que também há uma importante associação entre o consumo dessas substâncias e o risco menor de disfunção erétil, um problema que afeta até 50% dos homens de meia-idade”, observa Eric Rimm, professor da Faculdade de Saúde Pública de Harvard e coautor do estudo. De acordo com ele, a disfunção erétil é um indicativo precoce de comprometimento da função vascular. “Mais do que um incômodo, essa condição é uma oportunidade crítica que temos para intervir e prevenir doença cardiovascular, ataque cardíaco e óbitos relacionados”, diz.

No estudo conduzido por Rimm, em parceria com a universidade britânica, os pesquisadores avaliaram registros médicos de estilo de vida de mais de 50 mil homens de meia-idade, participantes de um grande levantamento epidemiológico americano. Essas pessoas tiveram seus dados anotados desde 1986. A cada quatro anos, eram registradas as informações dietéticas e nutricionais. Entre as perguntas, os entrevistadores questionavam se os participantes conseguiam ter e manter ereções. Os pesquisadores também se concentraram em fatores como peso corporal, atividade física, consumo de cafeína e tabagismo.

Mais de um terço dos participantes disseram, ao longo do período de acompanhamento, que começaram a sofrer de disfunção erétil. Aqueles que consumiam uma dieta rica dos flavonoides antocianina, flavona e flavanona apresentaram menor propensão a sofrer dessa condição. “É importante que também sejam feitos exercícios físicos. Sozinhos, os alimentos como o mirtilo reduziram em 14% os riscos de disfunção erétil; mas, associado aos exercícios físicos, o benefício foi maior: redução de 21%”, afirma Rimm.

14%
Redução das chances de surgimento de disfunção erétil em consumidores regulares de mirtilo e outros alimentos ricos em antocianina. Se a dieta for atrelada à pratica de exercícios físicos, o valor sobe para 21%, segundo estudo das universidades de East Anglia e de Harvard

Fonte:http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2016/01/25/noticia_saudeplena,155984/alimentos-ricos-em-antocianina-reduzem-risco-de-disfuncao-eretil-em-to.shtml?ref=yfp

domingo, 24 de janeiro de 2016

USE O SEU PODER DA MENTE PARA ATRAIR UM AMOR DE VERDADE

USE O SEU PODER DA MENTE PARA ATRAIR UM AMOR DE VERDADE:

Amor, Lei da AtraçãoRelacionamentosPerfeito

No meu trabalho de orientação pessoal e espiritual coaching, recebo muitas mulheres com as mesmas queixas: “Estou sozinha a tempos”, “não encontro ninguém sério para namorar”, “só atraio homens que não prestam”, “ninguém quer nada sério” e “sempre sou enganada em um namoro”.
Realmente assuntos do coração são muito chatos quando nada dá certo. Ainda mais quando você está sozinha ou não consegue encontrar um parceiro a fim de ter uma relação estável e com futuro em comum, tipo, casar ou morar juntos.
E quando é uma moça que vai chegando perto da casa dos 30 anos, ou que passou, parece que estar sozinha, ou sem um “namorido”, é um verdadeiro desastre ou uma marca negativa.
Nesta fase as moças, ou melhor, as mulheres maduras começam a se cobrar por não estar com alguém e se sentem fracassadas. Procuram sem sucesso explicações e teorias da solteirice, e culpam-se por estar sozinhas, acreditam que é a solidão é o seu Karma  e que morrerão sozinhas.

“A nossa mente conspira a nosso favor, se acreditarmos”
Para piorar o quadro de desespero amoroso, tem aquela tia ou amiga que só abre a boca para afundar ainda mais a autoestima frágil das moças, com perguntas de por que está sozinha, quando vai casar e receita simpatias de Santo Antonio para ter mais sorte no amor. E ainda são falsas, pois pelas costas rotula a mulher com adjetivos negativos: Solteirona, encalhada, não tem sorte no amor… e por aí vai. Que energia negativa é está!
Junte tudo isto na cabeça de uma mulher e veja o caos que estará formado. Aí, no desespero, a moça acha uma solução infalível, vai começar a atirar para todos os lados para arrumar um bofe qualquer. O padrão mental dela está desabando.
O padrão de qualidade e exigência do futuro “namorido” vai lá para baixo. Ela vai aceitar qualquer um que possa, teoricamente, fazê-la feliz no amor. Só que terá mais dor de cabeça. Neste padrão de desespero ela vai apenas atrairá encrenca, homens que mentem e até cafajestes. Com certeza vai se enganar com a falsa felicidade e será engana pelo parceiro que não presta.
Quando uma cliente de Coaching Holístico chega a este ponto de loucura e desespero para ter um amor, eu explico que está na hora de parar tudo e respeitar-se. Respeitar-se como pessoa, ser inteligente, ser emocional e uma mulher que quer amar e ser amada de verdade. Ela só será feliz no amor quando tirar na cabeça estes medos de ficar sozinha e começar a acreditar que merece de verdade um belo amor.
Ela terá que começar a pensar e a acreditar que merece um RSS, ou seja, uma “Relação Séria e Sadia”. Uma relação amorosa legal e positiva. Tem que mudar sua vibração amorosa já. Não é fácil. Mas, é possível.

A nossa mente conspira a nosso favor, se acreditarmos. Para ajudar no processo de mudança, segue abaixo afirmações positivas para atrair um amor de verdade:

Afirmações positivas para atrair AMOR e ROMANCE – Louise Hay

De vez em quando, pergunto àqueles que amo: “Como posso amar você ainda mais?”.
Escolho olhar o mundo e os outros com olhos de amor. Amo o que vejo.

O amor acontece! Eu me liberto da necessidade desesperada de encontrar um amor e me abro para que ele me encontre no momento certo. O amor está em cada esquina e a alegria está presente em todo o meu mundo.
Vim ao mundo para aprender a me amar mais e para compartilhar esse amor com os que me cercam.
Meu companheiro é o amor da minha vida. Nós nos adoramos.
A vida é muito simples. Recebo de volta aquilo que dou. Hoje eu escolho dar amor.
Eu me alegro com o amor que encontro todos os dias.
Sinto-me bem ao me olhar no espelho, dizendo: “Amo você, amo de verdade”. Mereço amor, romance, alegria e tudo de bom que a vida tem a me oferecer, agora.
O amor é poderoso – o seu e o meu. O amor traz paz à Terra. O amor é a melhor coisa que existe!
Estou rodeado de amor. Está tudo bem em minha vida.
Atraio amor e romance para a minha vida e os recebo agora.
Meu coração está aberto. Falo usando palavras amorosas.
Tenho um parceiro maravilhoso e ambos estamos felizes e em paz.
Bem no centro do meu ser há uma infinita fonte de amor.
Tenho um relacionamento alegre e profundo com uma pessoa que me ama de verdade.
Meu coração está cheio de amor e sei que o amor abre todas as portas.
Sou uma pessoa bonita e todos me amam. O amor me acolhe aonde quer que eu vá.
Estou em segurança em todos os meus relacionamentos; dou e recebo muito amor.
Só atraio relacionamentos saudáveis. Sempre me tratam bem.
Agradeço por todo o amor que há em minha vida. Eu encontro amor em toda parte.
Relacionamentos sólidos e amorosos iluminam minha vida.
Tenho um parceiro maravilhoso e ambos estamos felizes e em paz.

Por Vera Caballero – Via: Horóscopo Virtual

Fonte:http://thesecret.tv.br/2015/03/use-o-seu-poder-da-mente-para-atrair-um-amor-de-verdade/