quarta-feira, 29 de outubro de 2014

SETE MANEIRAS DE SER BOM NO SEXO

Fonte: Think Stock

Sete maneiras de ser bom no sexo


Ao contrário da crença popular, você não precisa conhecer 52 posições sexuais diferentes ou ter um background em pornô para ser bom de cama. Em vez disso, o sexo gostoso se resume em coisas mais sutis (e realistas) que você provavelmente já possui. Mas se esse realmente não for o seu caso, então se ligue nas dicas do autor do livro: “She Comes First” e terapeuta em sexo, Ian Kerner.

1) Não julgue

Segundo o terapeuta, ouvir as fantasias do seu parceiro sem julgá-lo é estar aberto (a) a desejos e prazeres sexuais diferentes — uma característica fundamental num parceiro. Por isso, deixe de lado seus julgamentos e ouça de verdade os desejos da sua pretendente.


Fonte: Think Stock

2) Pense (bastante) em sexo

E não somente enquanto você estiver ocupada (o) ou quando vê aquele cara super sexy na sua academia. “O sexo tem um forte componente mental”, diz o especialista. Então, preste atenção quando você tiver um pensamento sexual ou se sentir excitada (o) durante o dia, e não descarte isso. “Permita-se ficar excitada e observe o quanto você é sensual”, recomenda Ian.

3) Seja capaz de colocar as necessidades de uma pessoa acima das suas


Praticar a compaixão em todas as áreas de sua vida é o engate, mas praticá-la no quarto pode torná-lo um parceiro sexual ainda melhor. Claro que você não vai colocar a outra pessoa sempre em primeiro lugar e se esquecer de si mesmo, mas pode ser muito mais quente se concentrar em agradar a sua parceira de vez em quando — apenas para satisfazê-la. Não se trata de ser altruísta o tempo todo, mas sim de tratar a sua pretendente como você gostaria de ser tratado. Pode ter certeza que seus atos generosos não irão passar despercebidos.



Fonte: Think Stock

4) Goste de se masturbar

Uma pessoa que está em sintonia com seu próprio corpo e ciente do que a faz se sentir bem sem dúvidas será uma amante melhor e aproveitará mais o sexo. Algumas mulheres se esquecem como a masturbação pode ser prazerosa e divertida — principalmente quando estão num relacionamento — e embora alguns achem que se masturbar te tornará menos interessado em sexo, o que acontece é justamente o oposto, informa o terapeuta em sexo.


5) Não seja do tipo autoconsciente


Pense no melhor sexo que você já fez — as chances são de que seu parceiro tenha se comportado de forma apaixonada e entusiasmada. Ele provavelmente não estava preocupado com o seu próprio corpo, em manter as luzes apagadas, ou reclamando sobre sua barriga. A confiança é a coisa mais sexy que você pode ter.

                                        Fonte: Think Stock

6) Saiba a hora de extravasar na cama

Conseguir se soltar, deixar fluir, e agir sem censura é um grande atributo num parceiro. Ser menos inibido é sempre sexy. Um estudo conduzido pela terapeuta em sexo e relacionamento, Pepper Schwartz, revelou que os homens gostariam que sua amante fizesse mais barulho durante o sexo.

“Nem sempre os homens têm certeza do que as mulheres querem e se estão curtindo se elas não dão nenhuma direção. Eles querem usar os sons como direção”, comenta a especialista. Para isso vale desde gemidos e sussurros a palavras como: “mais forte”, “mais devagar”, “aqui”, entre outros.


7) Seja espontâneo

Ao perguntar a diversos homens qual a coisa mais quente que uma mulher já fez durante o sexo, a Women’s Health descobriu que tomar as rédeas e fazer algo surpreendente ou espontâneo é considerado hiper sensual para o sexo masculino. Desde a acordá-los com sexo oral ou esperá-los na cama com lingerie, essas são coisas pequenas que já causam um enorme impacto.


Fonte:https://br.mulher.yahoo.com/blogs/sexo-oposto/sete-maneiras-de-ser-bom-no-sexo-030050657.html?page=all

QUAIS CASAIS MAIS CHEGAM AO ORGASMO ?

alex-piper

Quais casais mais chegam ao orgasmo?


Não são os casais heterossexuais. Nem os bissexuais. Nem os homens gays. São elas, as lésbicas.
Pesquisadores de universidades americanas entrevistaram quase 3 mil pessoas solteiras (1350 mulheres e 1500 homens) para saber com que frequência chegavam ao orgasmo durante o sexo com um parceiro conhecido. Todos contaram também qual era a orientação sexual.
Como era previsto, os homens chegam ao orgasmo mais vezes que as mulheres: em média, chegam lá em 85% das vezes, já elas alcançam o prazer máximo em 63% das experiências sexuais. Entre os homens, a orientação sexual não mudava muito a frequência dos orgasmos. Mas o resultado variava entre as mulheres lésbicas e heterossexuais: 75% versus 61,6%, respectivamente.
“Uma possível explicação é que as mulheres lésbicas estão mais confortáveis e familiarizadas com o corpo feminino e, por conta disso, geralmente são mais habilidosas em induzir o orgasmo nas parceiras femininas”, diz a pesquisa.
Ou seja, leitor, nunca é tarde para escutar os conselhos de uma amiga lésbica.

Crédito da foto: divulgação

Fonte:http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/

alex-piper

sábado, 18 de outubro de 2014

SAIR DO ARMÁRIO É PRECISO ? - QUEM ROTULA NOSSA SEXUALIDADE

hrc_s_time_to_thrive_conference_day_1_2144115801.jpg

Sair do armário ainda é preciso?

Um ex-chefe foi o responsável por me ensinar a lidar com as diversidades, sexuais inclusive, que costumam gerar polêmica. Ele dizia: Desmistifique

Na último dia 14 de fevereiro, a atriz Ellen Page, indicada ao Oscar por Juno, participou de uma conferência da Human Rights Campaing Foundation, uma associação em defesa da causa LGBT nos EUA. Durante uma fala emocionada de pouco mais de oito minutos, Ellen discursou sobre os duros padrões a que os jovens são submetidos e sobre as dores e a coragem necessária para fugir desses padrões. Aproveitou para informar a todos que estava lá porque é gay, momento em que foi aplaudida por longos trinta e cinco segundos.
Mais cedo, um amigo me mandou uma mensagem entusiasmada perguntando se eu havia visto o vídeo. Respondi que sim, embora sem o mesmo entusiasmo. Não há como negar que atitudes como a de Ellen sejam admiradas, e, talvez, até necessárias, num mundo onde milhares de homens e mulheres sofrem diversos tipos de abuso apenas por conta de suas condições e\ou preferências sexuais. Onde jovens apanham nas ruas, são ridicularizados nas escolas, suicidam-se. Onde travestis e trânsgeneros, quando não são mortos com requintes de crueldade, mal podem encontrar um emprego decente que lhes permita outra vida que não uma existência marginal. E onde, claro, a mídia recomenda que essas pessoas evitem frequentar lugares abertos, a fim de que não sofram homofobia.
Portanto, é realmente compreensível que Ellen sinta que tenha uma responsabilidade social com a declaração, afinal, ela é uma pessoa pública, jovens se inspiram nela e esperam atitudes das quais possam se orgulhar. É uma ação política, pessoal, comercial até, talvez, embora creia que não.
Particularmente, sempre tive problemas com a expressão "assumir ser gay". "Sair do armário" me soa ainda pior. Pessoas heterossexuais vivem nesse armário, então? São expressões carregadas de rancor e de um peso que não condizem com a natureza diversa da sexualidade humana. Comentava com um amigo outro dia: rótulos como hétero e homossexualidade não existiam na antiguidade. É coisa da era moderna, historicamente falando. E mais servem para segregar do que para compreender. Estudiosos da sexualidade sabem o quão ultrapassado se tornou esse tipo de interesse e propõem o exercício de uma sexualidade sem rótulos.
Discurso de Ellen Page na Human Rights Campaing Foundation
A verdade é que um ex-chefe foi o responsável por me ensinar a lidar com as diversidades, sexuais inclusive, que costumam gerar polêmica. Ele dizia, com humor bastante peculiar: Desmistifique. Tire a importância. A partir de então, essa palavra se tornou mágica para mim. Desmistifique é o que eu penso quando vejo comoção por conta da exibição de um beijo gay em horário nobre na TV brasileira. Desmistifique, é o que eu digo ao meu amigo diante da sua excitação por Ellen Page ser feliz em dormir com mulheres.
Enquanto ouço muitos dizerem que gostariam de ver mais pessoas agindo como Ellen, eu digo que realmente gostaria que isso não fosse mais necessário. Exatamente da mesma forma que não é necessário um comunicado oficial de heterossexualidade; da mesma forma que ninguém pressiona um heterossexual nesse sentido. À parte a onda de horror e desrespeito generalizada, não há diferenças significativas em ter sexo e compartilhar a vida com alguém do mesmo sexo.
maxresdefault.jpg
Talvez alguns não saibam, mas a também atriz Jodie Foster, duas vezes ganhadora do Oscar, foi muitas vezes criticada por não "revelar-se" gay. Jodie teve uma relação com uma mulher por cerca de 20 anos, tiveram dois filhos juntas, e, ainda assim, revistas e militância queriam que ela "saísse do armário" e fizesse um favor à causa. Então, em 2013, quando foi homenageada pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood, que entrega anualmente os prêmios Globo de Ouro, Jodie fez um discurso claro em que assumiu com todas as letras que era... solteira.
"Sei que muitos esperavam que eu saísse do armário aqui hoje, mas eu fiz isso anos atrás, quando uma garota frágil escolhia se abrir com amigos confiáveis, e com a família, e depois, gradualmente, orgulhosamente, com todo mundo que ela realmente conheceu. Mas agora fui informada que aparentemente se espera que toda celebridade dê detalhes de sua vida privada em entrevistas coletivas", resumiu.
Depois do discurso houve quem chamasse Foster de covarde por não ser explícita e usar as palavras gay, lésbica ou homossexual. Quem ignorasse sua declaração de amor à ex-esposa, aos filhos e aos "mesmos rostos de sempre, anônimos" que estavam ao seu lado dia após dia, seu agradecimento e a manifestação de amor profundo pela mãe. Ingredientes que, tão ou mais que o exercício de sua sexualidade, a fazem ser Jodie Foster. Foram minoria, ainda bem. Ainda bem que a sociedade não transformou esse preconceito às avessas em regra. Não é uma ditadura, embora, às vezes, possa parecer que seja.
Não à toa, Jodie falou de privacidade. Talvez esse tenha sido o principal tema de seu discurso, até. Absolutamente compreensível para uma pessoa que vive há 47 anos diante das câmeras e tenha sido exposta a todo tipo de especulação. Mas absolutamente compreensível para qualquer pessoa que não queira fazer de um aspecto particular de sua vida uma bandeira em favor de qualquer coisa - o que não nos tira o dever de lutar por igualdade e respeito, acima de tudo. Nem sempre se trata de mentir por omissão.
Dito isto, depois de todos os boatos e comentários maldosos, pessoas me inquirindo e esperando por uma declaração, aproveito para dizer, honestamente e orgulhosamente, a quem interessar possa, que eu sou... negro.

Por Felipe Lima

Fonte:
© obvious:http://lounge.obviousmag.org/les_feuilles/2014/02/sair-do-armario-ainda-e-preciso.html#ixzz3GWszpPAL 
Follow us: obviousmagazine on Facebook


Quem rotula nossa sexualidade?


E se formos muito mais que gays ou héteros? E se houver uma galáxia de identidades sexuais, que devem ser definidas, antes de tudo, por cada um@?

Por Marília Moschovich

Na sexta-feira a atriz Ellen Page se assumiu lésbica em um discurso público pela primeira vez. Entre tantas coisas lindas que disse, refletiu sobre a dificuldade em “sair do armário” (leia o discurso completo aqui). Quando compartilhei a informação com outras pessoas, muita gente disse coisas do tipo “eu já sabia”. Assim como muita gente usa frequentemente o termo “gaydar” (querendo dizer que haveria uma espécie de radar gay, que permite algumas pessoas identificarem mais facilmente quem é gay ou não). Esses comentários não vieram de pessoas homofóbicas, conservadoras, ausentes da discussão sobre os direitos e a condição LGBT num mundo heteronormativo. Pelo contrário, vieram de muit@s companheir@s de luta. Por isso decidi usar minha coluna de hoje como um apelo e lhes dizer: parem. Apenas parem.
Enquanto mulher bissexual, esse tipo de classificação me parece extremamente arbitrária. Por vários motivos, mas principalmente porque se baseia nos mesmos estereótipos que autorizam violência simbólica e física contra a população LGBT, e porque é autoritário ao querer definir para um indivíduo algo que só pode ser definido por ele ou ela mesm@: sua identidade sexual.
Ao dizer que há um “gaydar” ou “eu já sabia”, as pessoas o fazem com base em estereótipos sobre essas diferentes categorias de pessoas. Esses estereótipos em geral estão ligados à expressão de gênero – pessoas “mais femininas”, “mais masculinas” ou com “um certo jeito” que não se sabe bem explicar. A questão é que a expressão de gênero contém matizes extremamente variadas de masculinidade e feminilidade combinadas, o que já mina esse tipo de classificação externa desde o começo. Além disso, a expressão de gênero não é associada necessariamente com certo conjunto de práticas sexuais. Nenhum homem precisa ter uma expressão de gênero espartana para ser heterossexual, por exemplo.

Essa associação automática que fazemos entre um certo tipo de expressão de gênero e certo conjunto de práticas sexuais faz parte do que a filósofa Judith Butler chamou de “matriz heterossexual”. Essa “matriz” seria a associação compulsória exigida em nossa sociedade entre o tipo de corpo que se tem (corpos “masculinos” e “femininos”), uma determinada identidade de gênero (ser “homem” ou “mulher) e a heterossexualidade como norma. Nesse modelo hegemônico de pensamento, o ser humano “normal” seria um homem que tem um corpo masculino (sobretudo um pênis, mas há outros marcadores como pelos, músculos, formato do corpo, cabelo e outros signos culturais do corpo) e transa com mulheres, ou uma mulher que tem um corpo feminino (vagina, seios, curvas, pouco pelo, cabelos longos, etc) e transa com homens. Qualquer pessoa que foge à essa regra é considerada anormal, estranha, doente, menos humana.
Quando falamos em “gaydar” ou dizemos “eu já sabia” quando alguém “sai do armário”, estamos reforçando esse modelo que é simbolicamente violento. É essa violência simbólica, porém, que autoriza na prática os episódios que nos tornam um dos países que mais matam sua população LGBT no mundo. Classificar as práticas sexuais alheias é sempre uma violência, já que para isso partimos de estereótipos que sustentam esse modelo opressor que podemos chamar de “matriz heterossexual”. Reforçamos a associação entre feminilidade ou masculinidade e certas práticas sexuais – o que, convenhamos, não faz o menor sentido.

Dentro dessa perspectiva, só há uma maneira não-violenta de tratar a sexualidade alheia: deixar que o outro se defina. Além da questão simbólica de que estou falando, entra aí uma outra questão, muito mais concreta e de ordem prática: você nunca vai saber sobre as práticas e desejos do outro tanto quanto ele. Se você vir duas mulheres se beijando na rua, você assume que elas sejam lésbicas? Mas não poderiam ser bissexuais? Pansexuais? Ou mesmo heterossexuais que uma vez na vida estão experimentando beijar alguém do mesmo gênero?
Ser lésbica, gay, bissexual, pansexual e toda e qualquer outra forma de identidade sexual é como ser negro, branco, mulher, homem: uma classificação individual ligada à identidade. Ninguém jamais poderá dizer ao outro como se identificar sem que isso seja absurdamente autoritário e violento. Negar ao outro sua identidade sexual é cometer uma violência sexista.
Por fim, creio que vale o bom e velho argumento: será que isso é mesmo da sua conta? Você precisa ter uma opinião sobre a identidade sexual do outro sem que o outro se coloque essa identidade? Precisa parar pra pensar nisso, ficar supondo ou tentar adivinhar? Para quê?
A cada vez quem um/a companheiro/a de militância fala em “gaydar” ou “eu já sabia”, me sinto agredida. E se fosse eu? Quem é você pra me dizer o que eu sou ou deixo de ser, achando que sabe mais do que eu mesma?
Apenas parem.

Fonte:http://outraspalavras.net/posts/quem-rotula-nossa-sexualidade/

hrc_s_time_to_thrive_conference_day_1_2144115801.jpg

POR QUE NÃO FAZ SENTIDO TER ORGULHO DE SER HETERO ?

orgulho hetero.jpg 

Por que não faz sentido ter orgulho de ser hetero ?


Em meio a tantos movimentos pró-minorias, faz sentido grupos dominantes que já têm tudo a seu favor insistirem em querer lutar por algo que já possuem?

Com todas as reivindicações pedindo defesa dos direitos humanos que vêm acontecendo, em que grupos oprimidos se engajam numa luta por igualdade, e que tentam alcançá-la principalmente mostrando tal característica que a sociedade tenta reprimir – como identidade sexual e cor – com orgulho, deu-se origem a movimentos contrários como "Orgulho de ser hetero" e "Orgulho de ser branco".
Mas ora, por que alguém cuja identidade sexual já é predominante na sociedade precisaria ter orgulho disso? Ou por que alguém que possui a pele branca precisaria reafirmar seus direitos se vivemos num mundo em que os brancos constituem a maior porcentagem entre os mais ricos, não sofrem discriminação racial, têm mais oportunidades de boa educação – e, logo, de emprego –, correm menos risco de vida* e são maioria na mídia – que os mostra como o padrão de beleza ideal – enquanto os negros constituem a maior parte dos que vivem com até R$ 70,00 por mês? Não teriam os homens, cissexuais, brancos, cristãos e heterossexuais tudo a seu favor?
A ideia que movimentos como "Orgulho de ser hetero" e "Orgulho de ser branco" passam faz parecer que os heterossexuais ou os brancos estariam correndo perigo se os LGBTTTs (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) ou negros fossem tratados com igualdade, e que precisam lutar pela sua supremacia para não serem ameaçados ou extintos. É como se uma lei contra a homofobia (que ainda não foi aprovada) ou a lei contra o racismo (que faz parte de nossa Constituição desde 1988, mas que não é colocada em prática ou levada a sério tanto quanto deveria) oferecessem algum "privilégio", e não uma promoção de igualdade. Afinal, racismo e homofobia existem sim, e, diante de tantos discursos preconceituosos e crimes de ódio praticados diariamente, não há argumentos que comprovem o contrário. Logo, leis como essas só os protegem de preconceitos e discriminações que pessoas brancas não sofrem por sua cor ou heterossexuais não sofrem por sua identidade sexual.
Laerte-sobre-gays.jpg
Em 2011, ainda assim, o vereador Carlos Apolinário, do DEM (partido que se nasceu a partir da ARENA, que representava os militares no período da Ditadura), propôs um projeto de lei que daria origem ao Dia do Orgulho Hetero, que, supostamente, ofereceria aos heterossexuais os mesmos direitos dos homossexuais, uma vez que estes possuem o Dia do Orgulho Gay e organizam suas passeatas anualmente em várias cidades do mundo inteiro.
No entanto, além deste dia possuir uma carga histórica – uma vez que, no dia 28 de junho de 1969, aconteceu a Revolta de Stonewall, após o bar Stonewall sofrer mais uma de suas inúmeras batidas policiais sem justificativa (a não ser pelo fato de ser um bar gay), seus frequentadores se rebelaram pela primeira vez –, o orgulho vem em contraposição à palavra vergonha, tão atribuída àqueles que sentem amor e atração sexual por pessoas do mesmo sexo, assim como também foi bastante usada para designar os negros, ditos "descendentes de Caim", escravizados por tantos anos, marginalizados depois de libertos e obrigados a viver sob segregação em vários países até o século XX. E o Dia do Orgulho Hetero? Seria uma resposta à suposta "ditadura gay"? ("ditadura" esta em que, diga-se de passagem, um homossexual é assassinado a cada dois dias por nenhum outro motivo a não ser pela sua identidade sexual) Seria também o orgulho branco uma forma de exprimir um orgulho de descender de colonizadores e uma forma de insistir em se diferenciar daqueles que foram tachados de "inferiores" por tanto tempo?
Sendo assim, o orgulho heterossexual, assim como o orgulho branco, não faz sentido. Além de pessoas heterossexuais e brancas não serem oprimidas e, logo, não precisarem fazer reivindicações por isso, movimentos como esses ainda contribuem para o preconceito e a discriminação através da ideia de superioridade, uma vez que a única "opressão" que tais pessoas heterossexuais e brancas dizem sofrer pode ser resumida apenas ao fato de precisarem – nem que seja por lei – respeitar a diversidade sexual e racial. Afinal, o direito pelos quais estas pessoas clamam usando seus discursos ideológicos e falaciosos é para poderem exercer seu racismo, homofobia e demais preconceitos em paz. "Liberdade de expressão", segundo eles. Ou seria liberdade de opressão?
*De acordo com pesquisa recente do IPEA, jovens negros morrem mais por violência do que jovens brancos. Saiba mais: http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/05/jovens-negros-morrem-mais-por-violencia-do-que-brancos-diz-ipea.html

Por Christiany Yamada

Fonte:
© obvious:http://lounge.obviousmag.org/fear_and_loathing_on_obvious/2014/02/por-que-nao-faz-sentido-ter-orgulho-de-ser-hetero.html#ixzz3GWqIlNZX 
Follow us: obviousmagazine on Facebook

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

O PONTO G MASCULINO : FIO TERRA OU MASSAGEM NA PRÓSTATA

Exame retal sendo realizado, com a polpa digital do examinador 
em contato com a projeção da próstata na parede do reto.

Fio terra ou massagem da próstata é o nome dado a uma prática sexual que consiste na introdução de um ou mais dedos, ou algum outro estimulador, no orifício anal durante o ato sexual.
Esta prática geralmente é tida como um tabu para os indivíduos do sexo masculino. No entanto, pode ser bastante prazerosa, devido à proximidade da próstata e às inúmeras terminações nervosas. A próstata é considerada por muitos como o correspondente do ponto G masculino.
A estimulação prostática pode provocar um orgasmo sem ter relação com a estimulação do pênis.


Eis um assunto sobre o qual a esmagadora maioria dos homens evita tagarelar – mesmo aqueles mais ousados, que não evitam qualquer assunto de natureza sexual, seja na mesa do bar ou na sala do escritório. Só o nome popular dessa prática, porém, já é suficiente para deixar sem reação muitos deles. Vamos falar de “fio terra”?
Pouquíssimos são os heterossexuais que praticam essa modalidade sexual e falam sobre ela abertamente. Menor ainda é o grupo que confessa realmente gostar dela. O principal motivo, claro, é ser tachado de homossexual por apreciar a estimulação do ânus.
Mas, de acordo com especialistas, a região anal, quando tocada, traz grande carga de prazer para muitas pessoas, sejam mulheres ou homens. A parte externa do ânus humano concentra várias terminações nervosas e, por isso, as carícias feitas ali podem provocar muitas sensações. A parte interna do ânus também produz essas sensações, principalmente porque, nos homens, ali é possível estimular a base interna do pênis, o duto ejaculatório e a próstata.

O caso é que essas regiões do corpo masculino podem, na verdade, dar tanto uma sensação de bem-estar quanto de mal-estar, dependendo em primeiro lugar não do aspecto físico, mas da carga emocional da pessoa. “A penetração pode ser muito dolorosa ou impraticável, se não houver relaxamento e lubrificação adequada da região, pois os estímulos dolorosos acabam se sobrepondo aos de prazer”, gostar do tal “fio terra” também não tem nada a ver com ser gay. Eles definem que a homossexualidade é ligada à direção do desejo: se a pessoa sente atração por alguém do mesmo sexo, é homossexual; aqueles que sentem desejo por ambos os sexos, seriam bissexuais; mas se um homem fica excitado apenas com mulheres, ele é heterossexual, independente da satisfação que sinta na região do ânus.
“A vergonha ainda parece ser a principal questão na estimulação anal com os homens”. Apesar de muitos deles gostarem de fazê-lo com suas namoradas e esposas – e até reclamar quando elas dizem não gostar disso – os homens encaram mesmo como tabu. A tendência, porém, é isso se diluir na evolução da sociedade”. E daí eles apenas avaliarão se gostam ou não, e não se ‘é certo ou não’ gostar dessa prática.

Masculidade por um Fio Terra

Porta dos fundos masculina – um dos tabus mais “doloridos” que a humanidade ainda não teve coragem de enfrentar. Um assunto que só aparece no bate papo descontraído do churrasquinho pós-futebol se for pra vir em forma de piadinhas cansadas. E fica aí a pergunta – por que uma parte do corpo como qualquer outra pode ser responsável por carregar tantos estereótipos?

CUlturalmente marcado

São milhares de anos de história em que os homens são ensinados a serem verdadeiros machos, guerreiros, fortes – o que implica também no conceito de que, na parte traseira masculina, só tem espaço pra sair, e não para entrar.
Curioso é que, pensando em àreas traseiras, práticas como sexo anal ou o simples dedidinho no lado B feminino, são mais do que normais. Ainda tem homem que enche a boca pra dizer: “Amor, por que tanta frescura? Libera o fundinho pra mim” – mas, quem tem motivos para sentir prazer no fundo são os homens, que possuem a injustiçada próstata, que muitas vezes é impedida de ser tocada até para fazer um exame médico. Ou seja, melhor morrer de câncer do que ter algo entrando no me cu.
De quem é a CUlpa?
Sempre achei que o tabu relacionado à porta dos fundos masculina era exclusivamente do homem, mas pesquisando sobre o assunto e perguntanto para as pessoas, descobri que o buraco é mais embaixo: os homens se importam muito com a opinião feminina (já defendi aqui a teoria de que a vida dos homens se baseia em conquistar coisas para impressionar as mulheres, mas esse é assunto pra outro texto) e, muito me espantou descobrir que as mulheres têm ainda mais preconceito com relação à porta dos fundos masculina do que os próprios representantes do gênero.
Para não ser injusta com as mulheres e afirmar algo que constatei baseado em apenas alguns depoimentos, resolvi fazer uma enquete no twitter perguntando se elas achariam estranho se seu homem pedisse que ela desse uma explorada no seu lado B e, o resultado não surpreendeu – uma média de 85% das mulheres disseram que SIM, achariam estranho e ficariam com uma impressão errada do cara.
Isso complica muito as coisas, porque uma mulher que julga o homem por sua preferência por certos carinhos em lugares não muito explorados no universo dos “machos”, pode ficar achando que o cara virou gay e ainda sair falando pras amigas que o cara gostava de um dedinho na porta dos fundos, caso o relacionamento acabe.
Analisando por aí, dá pra entender porque o assunto é tão dolorido. Os homens tem preconceitos. As mulheres tem mais preconceito ainda. Os homens morrem de medo do que as mulheres vão pensar. O tabu ganhou o jogo mais uma vez.

Desmistificando o Fiofó

Seja você preconceituoso ou não, existe dois fatos inegáveis – 1) todo homen nasce com próstata 2) ser homosexual significa sentir tesão/atração por uma pessoa do mesmo sexo. Isso nada tem a ver com qualquer parte do corpo. Sendo assim, qual o medo? Medo de se olhar no espelho e dizer: “eu fiz”? Medo do seu homem repentinamente mudar de orientação sexual só por ter se permitido explorar o seu corpo pra sentir prazer?
Não consigo encontrar argumentos convincentes para tamanho tabu envolvendo uma coisa tão simples. E acho que toda vontade deve ser respeitada. Respeito quem experimentou e não curte. Acho duvidoso os que se consideram machões mas tem medo dos efeitos que um simples dedo no cu podem causar na sua vida.

O tal mito do fio terra
O tal Mito do Fio Terra

Com o passar do tempo em uma relação é comum que o casal desenvolva certas intimidades na cama. Porém, o que fazer quando tanta abertura acaba gerando desconforto em um dos parceiros? Um dos principais causadores dessas situações, na hora do sexo, é o temido e subjugado "fio terra".
A maioria dos rapazes não suporta pensar na possibilidade.
Segundo Marina Vasconcellos, psicóloga pela PUC-SP, terapeuta familiar e de casal (UNIFESP), especialista em Psicodrama Terapêutico pelo Instituto Sedes Sapientiae e psicodramatista didata pela Federação Brasileira de Psicodrama (FEBRAP), isso acontece porque muitos homens acham que se sentirem prazer na região do ânus será uma ameaça à sua heterossexualidade, ou seja, têm medo de gostar e não poder admitir, pois pra eles "isso é coisa de gay".
Porém, há aqueles que gostam. Muitas mulheres não sabem como reagir quando o rapaz demonstra interesse e até pede que ela "invada" um lugarzinho tão protegido. Outras, assim como alguns heterossexuais, acreditam que se o companheiro sentir prazer nessa região significa que ele não é tão "macho" como ela pensava.
Para as pessoas que pensam dessa forma a psicóloga diz: "Que não há qualquer relação entre sentir prazer anal e ser homossexual, uma coisa não implica na outra, é apenas uma questão física".
Anatomicamente, o ânus masculino e feminino é idêntico. Ou seja, se há mulheres que sentem prazer nessa região, homens também podem sentir. Esta região proporciona prazer por ser um local com grande quantidade de terminações nervosas e muita irrigação sanguínea, assim como a glande do pênis e a vagina.

Fonte:http://vilamulher.com.br/amor-e-sexo/sexo/o-tal-mito-do-fio-terra-3-1-31-631.html

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

"POLIAMOR',DOCUMENTÁRIO POLÊMICO EM VÍDEO, SOBRE RELAÇÕES MONOGÂMICAS CONSENSUAIS DE DIFERENTES CONFIGURAÇÕES

 

O documentário "Poliamor" mostra como é a rotina de pessoas que resolveram adotar relações não monogâmicas consensuais. No filme de 15 minutos, homens e mulheres contam como é o cotidiano e quais são as vantagens desse tipo de relação, na opinião deles.
O curta-metragem de 2010 tem direção de José Agripino e foi produzido a partir de relatos de homens e mulheres, de variadas idades, cujos relacionamentos apresentam diferentes configurações.





Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/sexo/documentario-mostra-como-o-cotidiano-de-adeptos-do-poliamor-13865309#ixzz3CkXUmLuu





sábado, 6 de setembro de 2014

SEXTING ENTRE ADOLESCENTES,UMA COMPETIÇÃO SEXUAL PERIGOSA,VIRA MODA

Quase 70% das garotas ouvidas no levantamento foram convidadas a praticar sexting

Quase 70% das garotas ouvidas no levantamento 
foram convidadas a praticar sexting 
(Getty Images/VEJA)

Sexting adolescente, um convite para o sexo

Pesquisa revela que compartilhar fotos íntimas via celular e praticar sexo são atividades afins para os jovens. Eles, contudo, subestimam riscos envolvidos

Uma pesquisa publicada nos Estados Unidos nesta semana revelou que quase 30% dos adolescentes americanos já praticaram alguma vez o sexting – ou seja, usaram seus smartphones para disparar mensagens contendo fotos em que aparecem nus, acompanhadas ou não de texto. O número, é claro, assusta. E os estudiosos da Universidade do Texas responsáveis pela pesquisa descobriram ainda outras pistas que ajudam a entender melhor esse fenômeno. A principal delas é que o sexting tem um vínculo com a prática "real" do sexo. De acordo com o levantamento, entre as adeptas do compartilhamento de fotos íntimas, cerca de 80% já praticaram sexo; o número de sexualmente ativas cai pela metade entre aquelas que também não se envolvem com sexting. Entre os garotos, o comportamento é semelhante. "Ainda não sabemos se é o sexting que leva ao sexo ou vice-versa, mas a prática de compartilhar essas imagens íntimas parece ser um bom indício de comportamento sexual", afirma o psicólogo Jeff Temple, principal autor do estudo, em entrevista a VEJA.com. "Se um adolescente está enviando SMS com fotos ousadas, provavelmente já está fazendo sexo." Ou está a caminho de perder a virgindade.
O levantamento da Universidade do Texas também descobriu que as fotos não são enviadas indistintamente. Normalmente, o sexting é direcionado a uma pessoa específica, com quem o adolescente já namora – ou gostaria de namorar. Outra revelação importante traça uma distinção clara entre homens e mulheres. Quase 70% das garotas ouvidas na pesquisa afirmaram que já receberam a solicitação que pode dar início ao sexting, algo no estilo: "Me envie uma foto íntima sua." Entre os rapazes, o índice é bem menor: 42% deles já foram convidados à prática.
O estudo americano considerou apenas imagens de nudez enviadas pelo celular, descartando casos em que jovens usam o computador ou outro meio digital para mandar autorretratos picantes. É o que a própria expressão "sexting" sugere. A palavra, que já entrou para o dicionário Oxford da língua inglesa, é a junção de outras duas: "sex", sexo, e "texting", que designa a troca de mensagens de texto via celular. Pesquisas que levam em conta também o computador costumam encontrar taxas de adesão menores à prática – daí o susto com os 30% revelados pelo novo estudo. Isso serve de alerta aos brasileiros. A pesquisa que se tornou referência sobre o assunto no país, feita em 2009 pela SaferNet, associação que zela pelos direitos humanos na internet, apontou que 12,1% das 2.525 crianças e adolescentes ouvidos já haviam praticado o sexting usando algum dispositivo eletrônico. É possível, portanto, que a participação seja maior, se forem considerados os celulares exclusivamente.
A lógica e os especialistas têm argumentos razoáveis para explicar por que os telefones móveis concentram – e estimulam – o sexting. Em primeiro lugar, porque o celular é um dispositivo para uso e porte pessoal por excelência, o que garante privacidade a seu proprietário. No caso do computador, dá-se o inverso, e não raro a máquina é compartilhada por várias pessoas da família. Temple acrescenta ainda outra razão: "No celular, é muito fácil tirar uma fotografia e mandá-la em seguida para um amigo ou pretendente. Já no computador, é preciso salvar a foto e anexá-la a um e-mail, por exemplo. Esse percurso maior faz com que o adolescente tenha mais oportunidade de refletir sobre o que está fazendo."
Refletir sobre o sexting é uma etapa oportuna – obrigatória, na verdade –, diante dos riscos a que estão sujeitos seus praticantes. Uma das mais frequentes ameaças é o vazamento indiscriminado das fotos, originalmente enviadas para destinatários (e com propósitos) bem definidos. Seja nos Estados Unidos ou no Brasil, as ocorrências mais alarmantes parecem seguir um roteiro: a garota manda suas fotos para o namorado, que, após o término do relacionamento, as repassa a amigos e inimigos, preferencialmente os colegas de escola. A protagonista da trama, é claro, é esmagada pelo constrangimento. Em 2008, a história teve desfecho trágico: a americana Jessica Logan se enforcou aos 18 anos após sua foto, feita na intimidade, passar pelos olhos de todos.
No Brasil, o caso mais recente acabou em prisão. Aluna do primeiro ano do ensino médio do Colégio Maxi de Cuiabá – primeiro colocada no ranking do Enem entre as escolas do Mato Grosso –, uma garota de 14 anos fotografou-se nua. As imagens circularam entre os colegas até que, há três semanas, um jovem de 18 anos foi preso em flagrante, acusado de armazenar as tais fotos em seu celular. É crime produzir, divulgar, compartilhar ou até mesmo possuir pornografia infantil. Imagens de outras estudantes também circularam, mas não continham nudez, apenas insinuações sensuais.
"Nós denunciamos o caso à Polícia, embora as fotos tenham sido feitas fora dos domínios da escola", diz o pedagogo Virgílio Tomasetti Júnior, diretor geral dos Colégios Maxi de Londrina e de Cuiabá. "Recomendamos aos pais de todas as envolvidas que as estudantes fossem transferidas para outra escola, evitando constrangimentos, mas eles optaram por mantê-las aqui. Agora, nosso desafio é protegê-las de um eventual bullying." O pedagogo tem uma opinião bem definida sobre a prática do sexting: "Deve que ser coibido: não leva a nada e não ajuda em nada esses jovens. Erram os pais que permitem que isso aconteça."
De acordo com a delegada que cuida do caso, Alexandra Fachone, da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), o jovem que acabou preso era um "paquera" da vítima. Após pagar pouco mais de 3.000 reais de fiança, foi colocado em liberdade. Além da posse das imagens, ele também pode ser responsabilizado pela transmissão das fotos, caso fique comprovado, através da perícia, que ele as divulgou. "Qualquer pessoa, maior de idade ou até mesmo adolescente, que recebe imagens pornográficas de crianças e adolescentes comete um crime ao armazená-las ou divulgá-las."


O castigo é certo, previsto em lei. Mas seu potencial pedagógico é colocado em xeque pela SaferNet, entidade que continua a se dedicar à questão. "Penalizar ações individuais nesse caso é como enxugar gelo. Seria mais produtivo nos antecipar ao problema, tentando ensinar os adolescentes a fazer boas escolhas na internet", diz o psicólogo Rodrigo Nejm, diretor de prevenção da SaferNet e estudioso do assunto. "A sexualidade da criança e do adolescente ainda é um tabu para muitos pais e educadores. É preciso conversar com eles e ensiná-los a usar a tecnologia com consciência."
Por Paula Reverbel
Fonte:http://veja.abril.com.br/noticia/vida-digital/sexting-adolescente-um-convite-para-o-sexo

“Sexting”, uma perigosa moda adolescente
Poucos são os adultos que sabem do que se trata este fenômeno e o quanto está crescendo entre as novas gerações

Até alguns anos atrás, as cartas de amor eram os meios utilizados pelos jovens namorados para demonstrar o seu afeto. Com a evolução da tecnologia, as cartas foram substituídas pelo “sexting”, que hoje se converteu na nova forma dos jovens casais demonstrarem o seu “carinho”, sem levar em conta as consequências que isso pode ocasionar-lhes. Além disso, há uma outra parte da juventude que usa o sexting para se divertir ou também para criar popularidade e alcançar aceitação entre os grupos.

O que é o sexting?

O termo
 sexting nasceu da junção das palavras “sex” (sexo) e “texting” (envio de textos) para se referir ao envio de imagens deles mesmos ou de amigos com pouca roupa ou em posições eróticas através de celulares, computadores ou outros dispositivos eletrônicos.

Tudo surge quando os adolescentes decidem tirar fotos ou vídeos com as características descritas acima e as enviam inocentemente a um(a) jovem que querem conquistar, pois confiam que essa pessoa manterá em sigilo as imagens. No entanto, na maioria das vezes, as imagens são transmitidas de pessoa a pessoa até que se proliferam pela internet rapidamente, revelando ao mundo a intimidade de quem aparece na foto.

Segundo especialistas, as causas deste fenômeno vão desde a desatenção familiar até o maior acesso às tecnologias sem o controle ou a orientação dos
 pais, situação que coloca em risco a reputação dos jovens, que muitas vezes não possuem critério ou discernimento suficiente para perceber as consequências de se enviar imagens ou vídeos de sua intimidade.


O que fazer como pais?

Seguem algumas
 recomendações para orientar os filhos perante este modismo:

1) Formar a
 consciência deles sobre a importância de seu corpo e de sua integridade em geral. Mostrar-lhes as consequências desse tipo de prática.

2) Estimular a
 autoestima dos filhos, pois um(a) jovem com boa autoestima não permitirá que isso ocorra com ele(a).

3) Ensinar aos filhos a importância de
 não compartilhar ou reenviar esse tipo de mensagem, caso a recebam.

4) Criar um vínculo de
 confiança com os filhos, de forma que eles possam se comunicar abertamente com os pais, de modo que os pais sejam as primeiras pessoas contactadas no caso nos jovens precisarem de ajuda.

5) Orientar os filhos sobre o uso
 responsável da tecnologia e sobre os riscos associados a ela. Se for dar um celular a um menor de idade, deve ser explicado a ele a finalidade do uso, o que pode fazer e o que não pode.

6) Não simplesmente proibir o uso da tecnologia. A
 curiosidade, acompanhada pela restrição dos pais, leva a que os filhos busquem a informação que querem através de amigos e outras pessoas, isso de forma irresponsável.

7) Posicionar o
 computador em lugares visíveis dentro da casa, como na sala, em um ambiente onde os jovens possam ser supervisionados por adultos e não lhes seja permitido ter um local de intimidade perante o computador.

A melhor maneira de cuidar da integridade de nossos
 filhos é falar com eles sobre as consequências do uso inadequado da sexualidade, tanto a curto como médio prazo e do desvirtuamento do verdadeiro sentido do amor.

A sexualidade baseada no amor e no respeito deve fazer parte da tarefa educativa da adolescência, etapa da vida onde a afetividade precisa de boa orientação. A tarefa dos pais é promover uma sexualidade baseada na
 dignidade da pessoa, que não é nada mais do que o respeito do próprio corpo e do corpo do outro. Asexualidade vivida a partir da perspectiva da dignidade da pessoa é uma doação de intimidades que parte de uma entrega total como é o verdadeiro amor.
sources: LAFAMILIA.INFO

FONTE:HTTP://WWW.ALETEIA.ORG/PT/EDUCACAO/ARTIGO/SEXTING-UMA-PERIGOSA-MODA-ADOLESCENTE-5230195669729280


Competição sexual perigosa é moda entre adolescentes

Uma brincadeira perigosa tem virado mania entre adolescentes: o sexting. Esse é um fenômeno recente no qual adolescentes e jovens usam seus celulares, câmeras fotográficas, contas de e-mail, salas de bate-papo, comunicadores instantâneos e sites de relacionamento para produzir e enviar fotos sensuais de seu corpo. Envolve também mensagens de texto eróticas - no celular ou pela internet - com convites e insinuações sexuais para namorado ou amigos.
A definação é da Cartilha SaferDic@s lançada recentemente pela organização não governamental SaferNet Brasil. Em algumas escolas de Belém (PA), jovens decidiram fazer filmes de conteúdo social e disponibilizar na internet. A pratica do sexting virou competição entre as escolas para saber qual era o conteúdo mais acessado.
A professora Rosana Leris, de uma escola pública da capital paraense, afirma que o exibicionismo provocou a competição. “Os alunos mostravam sempre um filme de escola diferente e diziam que iriam fazer um melhor. Quando perguntei qual o interesse disso eles responderam que era para se exibir, aparecer.”
O exibicionismo na internet é perigoso e pode até mesmo virar crime, segundo o psicólogo da SaferNet, Rodrigo Nejim. “Ao pé da letra, o sexting poderia ser considerado como aquela imagem de pornografia. É um desafio para as autoridades porque, ao se tratar de uma imagem produzida pelo próprio adolescente, ele se torna ao mesmo tempo vítima e agressor. Quem é o culpado se o próprio adolescente é também a vítima?”, questiona.
Nejim chama a atenção para o fato de que o adolescente não sabe que sua imagem pode ser utilizada como material por redes criminosas de pornografia infantil, o que pode expor os jovens a situações constrangedoras e perigosas, como a exploração sexual.
A diretora de uma escola em Belém, que não quis ter o nome publicado, disse que com a exibição de um vídeo na internet, em uma competição de sexting, enfrentou problemas com a rejeição de alunos que usavam o uniforme da escola. “Os alunos da escola, quando estavam no trajeto para casa, eram alvo de brincadeiras e provocações, às vezes no próprio ônibus.”
A diretora afirma que até dezembro do ano passado os estudantes foram liberados do uso de uniforme para evitar esse tipo de constrangimento. Segundo ela, foi preciso realizar um trabalho sério com pais, alunos e professores para reverter a situação.
Para Nejin, da SaferNet, a escola está no caminho certo, uma vez que informação e conscientização são armas importantes para evitar não só o arrependimento, mas também que as fotos e vídeos caiam em mãos erradas.

Fonte: Agência Brasil, Paula de Castro, Edição: Andréa Quintiere - 22/08/2010

SEXTING (SEXUALIDADE NA INTERNET)

O QUE É?

Sexting é uma forma de expressar a sexualidade, na qual adolescentes e jovens usam a Internet e seus aparelhos celulares para produzir e publicar fotos sensuais de seus corpos (nus ou quase nus). Envolve também a troca de mensagens de texto eróticas, com convites e brincadeiras sexuais entre namorados(as), pretendentes e/ou amigos(as). Sexualidade e sexo não são a mesma coisa! Sexo é uma das expressões da sexualidade já amadurecida, que envolve a escolha de um(a) parceiro(a) e que pode acontecer a partir do desenvolvimento para um corpo adulto, quando já conquistada certa segurança emocional.
Já a sexualidade está presente em todos os momentos do nosso desenvolvimento, mas com características diferentes em cada etapa da vida. A sexualidade na criança, por exemplo, é muito diferente da sexualidade no adulto. É interessante conversar com uma pessoa adulta em quem você confia e se sinta bem para tirar dúvidas sobre sua sexualidade. Talvez alguns adultos não se sintam à vontade em falar sobre esse assunto, mas é necessário mostrar a eles o quanto essa ajuda pode ser importante para que você se sinta mais seguro(a), confiante e possa se desenvolver com responsabilidade.

NO AMBIENTE VIRTUAL...

Em muitos casos, a descoberta da sexualidade na adolescência conta com a ajuda de amigos nas redes sociais (como por exemplo Orkut, Facebook e Twitter), de respostas obtidas nos buscadores (como o Google por exemplo) e de conversas íntimas feitas com conhecidos virtuais. Isso pode ser interessante, desde que haja sempre orientação e diálogo com pais, professores e/ou adultos de confiança, pois isso permite uma descoberta responsável e segura. As informações que buscamos na Internet não substituem os conhecimentos positivos que um diálogo com um adulto pode trazer. E lembre-se: nem todos são amigos na rede!
A sensação de estar anônimo através da tecnologia (Internet, celular, etc) pode fazer com que as pessoas tenham menos vergonha em falar algumas coisas ou em se mostrar um pouco mais. Mas nem sempre quem está do outro lado da tela é quem pensamos ser... Por isso, é importante ter muito cuidado ao postar algo na rede. Você colocaria fotos íntimas no mural da escola ou sairia distribuindo essas fotos por um shopping center? E por que então fazer isso na Internet, espaço que também é público? O que publicamos na Internet pode circular muito além do que imaginamos num piscar de olhos!
Ainda que fotos, vídeos e textos mais íntimos sejam enviados apenas para pessoas próximas, você deve pensar direito antes de mostrar a alguém coisas que você não gostaria que todos pudessem ver. Alguém pode guardar isso e usar para te prejudicar. Pense bem antes de gravar! Pense bem antes de publicar!
Você convidaria um estranho para entrar em sua casa? E por que então usar a webcam com pessoas que você não conhece? Mesmo com pessoas conhecidas, é interessante ter cuidado com o que vai mostrar, pois as imagens podem ser gravadas e usadas de forma mal intencionada, hoje, amanhã e daqui há muitos anos também.

O QUE FAZER EM SITUAÇÕES DE RISCO?

Se você ou algum conhecido publicou alguma foto íntima e se arrependeu, busque ajuda de um adulto de confiança o quanto antes para poder se proteger. Se alguém publicou fotos suas sem sua autorização ou se você foi forçado(a) a fazer algo que não queria, mais importante ainda buscar ajuda.
TTodos podem cometer erros, mas não podemos deixar um erro se repetir ou se tornar um problema ainda maior ignorando ou não pedindo ajuda. Você tem o direito de manter sua imagem e interromper maus usos que fizerem dela.  NoHelpline BR você pode conversar sobre isso com uma equipe de Psicólog@s. Fique tranquilo(a) que a conversa é sempre mantida em segredo para sua proteção.
Saiba que é crime produzir, guardar, vender ou publicar fotografias com cenas de sexo ou do corpo sem roupa com intenções sexuais envolvendo crianças e adolescentes, seja qual for o meio de comunicação, inclusive a Internet. Por isso, se você vir alguma imagem ou vídeo deste tipo na rede, conte a seus pais ou responsáveis por você, para que eles denunciem!
Se as fotos ou vídeos estiverem em sites ou perfis abertos, denuncie através do endereço http://www.safernet.org.br/site/denunciar.
Se não for algo que pode ser acessado por qualquer pessoa (como por exemplo, e-mail, P2P, páginas privadas ou bloqueadas), chame um adulto de confiança, preservem todas as provas e peça para que ele procure a Delegacia de Polícia Civil mais próxima de onde você mora. Se houver alguma Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos em sua cidade, é interessante registrar a ocorrência lá.
Confira neste link se em sua cidade existe alguma:http://www.safernet.org.br/site/prevencao/orientacao/delegacias.
Caso queira ter mais orientações, entre em nosso canal de atendimento e converse conosco!
Se alguém está te forçando a fazer ou enviar imagens sem roupa ou em cenas de sexo, não tenha medo de dizer "não" para esta pessoa e de contar a seus pais ou a algum adulto de confiança, para que eles possam te proteger e denunciar este crime!
Lembre-se de que é muito importante ter cuidado com os encontros marcados com pessoas que você conhece apenas virtualmente. Nem sempre as pessoas são quem pensamos ser... Por isso, caso queira realmente conhecer um(a) amigo(a), peça para que um adulto de confiança vá com você, marque em um lugar público e avise a seus pais ou responsáveis aonde e com quem você está indo. Infelizmente existe gente mal intencionada, que se faz passar por quem não é para fazer mal e machucar crianças e adolescentes. Ficando atento(a) a essas dicas, você evita vacilos e pode aproveitar as coisas incríveis e divertidas que a Internet pode oferecer. Aproveite!


Fonte:http://new.netica.org.br/adolescentes/orientacoes