sábado, 20 de junho de 2015

A HISTÓRIA DA METADE DA LARANJA...

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A história da metade da laranja…

ENTREGUE-SE AO AMOR

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                        ENTREGUE-SE AO AMOR



O medo de fazer sexo pode esconder um medo maior de se deixar envolver numa relação amorosa, de entregar-se a uma experiência de realização mais profunda, pois isso poderia denotar a perda de "controle", de uma falsa autossuficiência e da perda do "poder de si mesmo" no outro. Nesse caso, é preciso reprogramar a mente para que o medo se dissolva e, assim, a pessoa tenha coragem de arriscar-se a viver além das barreiras, ora ostensivas, ora sutis que surgem em nossa saúde sexual. A coragem, que tem em sua raiz etimológica a palavra cuore (do latim, coração), pressupõe um investimento do coração na ação. Uma escuta atenta do nosso coração pode nos impulsionar a viver mais integralmente a nossa sexualidade, permitindo-nos o exercício pleno da liberdade. Dessa forma conseguiremos aliar às nossas experiências do cotidiano a ação de fazer sexo como uma fonte de prazer e de realização emocional no encontro amoroso e da própria estruturação de nossa identidade.

Fonte:http://coracaoovirtual.spaceblog.com.br/

segunda-feira, 15 de junho de 2015

HOMOSSEXUAIS E A BURRICE

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Homossexuais e a Burrice

Num pequeno espaço de tempo do mesmo mês ocorrem duas grandes paradas em São Paulo. A “Marcha para Jesus” e a “Parada do Orgulho Gay”. Ambos eventos polarizam opiniões e movimentam muita gente pelas ruas, trazendo bônus e ônus.
Ontem teve parada do orgulho gay. Paradas gays são divertidas. Paradas gays movem milhões de reais, lotam hoteis, alimentam e geram empregos. Paradas gays causam uma balbúrdia feladaputa e deixam um monstruoso rastro de sujeira. Paradas gays conclamam héteros, transgêneros, assexuados e toda miríade de subgrupos que possam ser arregimentados sob a sigla LGBT.
Sob músicas como “Its Raining Man” e hits da Gloria Gaynor, como “I will Survive”, a galera se esbalda num carnaval fora de época, meio trio elétrico baiano, com beijaços de todos os tipos, meio blocos cariocas com suas fantasias, mães pela Igualdade (formada por mães orgulhosas de seus filhos gays), muita cerveja, pegação, danças e bagunça. No discurso, a festa importada de São Francisco, justifica-se como uma ocupação do espaço afim de reivindicação de direitos, demonstração de que a “minoria” não é tão nanica assim. Os gays, com o perdão da expressão, querem botar o pau na mesa. Assim o fazem, com a festa, sempre muito colorida e cheia de personagens marcantes, como as drag queens, os barbie fortões, as meninas que se auto-intitulam “do velcro” e etc. E claro, não faltam os estúpidos:

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Como toda arregimentação popular, é óbvio que ali estão os inteligentes, os cultos, os ignorantes, os que só querem aparecer a qualquer custo e os estúpidos. Acho que estamos maduros o suficiente para reconhecermos que sim, a burrice não tem NADA A VER com a condição sexual da pessoa. Existem burros em todos os lugares, (menos em Brasilia, como meu pai costuma dizer, pois lá só tem “espertos”).
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Não poderia ser diferente que entre os gays querendo aparecer estivessem os provocadores. Os gays, principalmente suas representações políticas, tem passado aperto com os conflitos deflagrados pelas bancadas evangélicas e outras bancadas associadas, como a CNBB e outros agrupamentos políticos alinhados ao conservadorismo.
Esse acirramento de posições vem usando as midias sociais como um terreno conflagrado, em que sobram porrada para todos os lados, e basta qualquer um emitir qualquer opinião que seja para acabar acusado de homofóbico, racista, sexista, ou de carola, bicha enrustida ou hipócrita.

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No fundo, é sempre mais do mesmo. As redes sociais criaram clusters de identificação que produzem força. Os movimentos pequenos vão atraindo adeptos e crescendo. O problema é que nunca crescem de um lado só. Se crescem de um lado os simpatizantes das causas das ditas minorias, do outro lado também crescem os incomodados. A discussão filosófica sobre o espaço social, os direitos, o respeito e etc é sempre interessante e é bom que seja fomentado. Mas a merda dá é com aqueles que não satisfeitos com um debate no alto nível, partem para agressões. O foda é quando essa agressão parte de uma meia duzia de cinco e resultam em prejuízo para todo o grupo.
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Os homossexuais deveriam parar um minuto sua espetacular auto-celebração para refletir acerca do que “convém e o que não convém” a eles mesmos.

Recolha sua indignação que vou passar com minha liberdade de expressão

Sempre que surgem certas situações aparecem também aqueles que eclodem à reboque da ideia de “liberdade de expressão”. Isso é inegável. Tanto há liberdade de expressão que ninguém matou essa ativista (que eu saiba). Não questiono aqui o direito a liberdade de expressão. Questiono somente que se use da liberdade de expressão para expressar a própria babaquice. E isso vale tanto para os gays quanto os héteros.
Quando um religioso como o Malafaia ou similares (que estão por aí às baciadas, tentando capitalizar em cima da expansão dos direitos dos gays uma bandeira para chegar ao poder para beber na cornucópia do dinheiro público que nunca seca) surge dizendo que o homossexual é uma aberração, e etc e tal, ele também exerce seu direito à imbecilidade e à liberdade de expressão.
Hoje o que mais tem aí é fiscal do cu alheio e faltam-me adjetivos para qualificar o quão tacanha é toda essa discussão. Gays sempre existiram, querer exigir que eles desapareçam porque a ideia de que eles existam te incomoda, deveria ser resolvida não na igreja, mas num consultório, numa terapia, porque se você pensa assim, você tem problemas, meu chapa.
Penso que a sensatez se tornou item escasso nas prateleiras cerebrais nos últimos anos. O que seu livro sagrado, ídolo, Deus ou seja lá que crendice, fé ou folclore você professe, deveria manter-se restrito a SUA vida. A do outro é do OUTRO, não é a sua. Assim, acho que Moisés perdeu uma ótima oportunidade de meter um décimo primeiro mandamento nas Tábuas la lei:

“11- Metei-vos com a vossa vida”.

Por outro lado, sempre tem aquele que gosta de provocar. Vestir-se de Jesus, Alá ou seja lá quem for para tentar incomodar seus desafetos é não apenas um exemplo de insensatez, como também demonstra uma infantilidade na causa que chega a dar nevoso. Será que o movimento que se organiza para uma festa dessas não consegue autocontrole o suficiente para saber onde está o limite do ridículo? Exigir respeito fazendo isso será o caminho?
Há quem pense que sim. Setores mais inflamados dessa guerra por espaços, (talvez, no fundo, gente sendo manipulada por interesses políticos) querem partir para a porrada. Qual será o próximo capítulo da novela? Gays sendo espancados até a morte, ou igrejas pegando fogo? Ambos talvez.
Só ontem vi o tão polemico comercial do Boticário. Senti uma tristeza profunda com aquela porra de comercial.
Minha tristeza se justifica pelo fato de que “tanto fusuê por esta merdinha?”

Merdinha para fusuê
Merdinha para fusuê
Eu não consigo entender. Serião. Estou na classe A, homem, branco, heterossexual, não trabalho pro governo. Eu sou tudo o que muitas minorias odeiam como obrigação existencial. Eu não vejo ABSOLUTAMENTE MERDA NENHUMA de chocante numa moça dar um perfume para a namorada, e um cara para o namorado dele.
Quando eu ainda não tinha visto o comercial, me impressionei com o tamanho do auê na internet. Aquilo me deixou intrigado. Será que o publicitário foi longe demais? Acionaram até o CONAR… Pensei, “porra devem ter mostrado alguma coisa bem cabulosa, como a centopeia humana” (dica: não procure) na Tv, ou talvez pior, contrataram as meninas do site MFX (absolutamente não procure sob hipótese alguma a menos que você tenha todas as estrelinhas Gump no seu prontuário) para fazer o comercial do Boticário. Se bem que se fosse, o Boticário já estaria fazendo perfume com cheiro de cocô.
Fiquei intrigado com o grau de caretice do Brasil. Nem sempre foi assim. Será que estamos nos talibãnizando?

Se somos excessivamente caretas (Talvez melhor, Hipócritas) de um lado, você chega numa festa de casamento que depois das duas da manhã vai ver meia duzia de tiozão com caipirinha à pampa na cabeça, requebrando até o chão e se bobear, dando beijinho no ombro. Porra, véio! Quando toca gloria Gaynor então, fodeu.

Estamos vivendo uma esquizofrenia muito louca.

Hoje, com esse galinheiro institucionalizado com Jean Willys de um lado e Pastor Marco Feciliano do outro, só tem um lado que ganha: è a imprensa.
A mídia não gosta quando dizemos isso, mas eles são abutres, cara. Eles gostam que dê alguma merda, pois se tudo estiver bom, eles vão colocar o que na capa do jornal para vender? O povo, desde o tempo dos romanos quer ver sangue, porrada, morte! Era isso que enchia o coliseu, e é o que ainda enche as estimativas do Ibope.

Quando uma mocinha tira a roupa e se fantasia de Jesus no maior evento Gay do Brasil, ela não está somente fazendo um ataquezinho chinfrim à fé alheia, ela está dando munição para o conflito. Está jogando aquela garrafinha de álcool marota na fogueira. A imprensa vai lamber os beiços, porque é isso que ela quer, afinal.
Pessoalmente, reservo-me ao direito de ser a favor dos direitos e deveres dos gays, mas principalmente quero poder dizer que um GLS é imbecil quando ele de fato for. E isso é a mais pura imbecilidade. É como pegar e dizer, ah, você me odeia? Então toma isso aqui pra odiar mais. Ainda não entendi a vantagem dessa merda.
Fica claro que o movimento gay é em grande parte caótico e no mínimo desorganizado. Permitir esse tipo de coisa, é erguer o telhado de vidro. Um telhado que a ampla maioria é óbvio que não gostaria de ter.
No vácuo da liberdade de expressão sobra espaço para a burrice. Lembro que a primeira coisa que eu pensei quando os terroristas mentecaptos passaram fogo nos cartunistas do tablóide Charlie Hebdo, é que: “Quem procura acha”, e “passarinho que come pedra tem que saber o cu que tem”. Os cartunistas se revestiram no poder de criticar e esculhambar a fé dos outros e se foderam. Mudou o que para o Islã? Nada, mas certamente, para a família deles mudou muito. Valeu à pena? Quem disser que sim deve ter um certo déficit cognitivo.

De volta aos conflitos dos homossexuais na Tv, vejo com estarrecimento certas coisas. A mais palpável é a reação quase desesperada dos que se sentem agredidos por certas cenas, como a das idosas se beijando na novela. Outra coisa que me causa espanto é ninguém ser contra isso no universo homossexual, (pelo menos não que eu tenha visto) comprando a “linda” cena como uma declaração de apoio da Globo à causa gay.
Não, velho. Não é. Nunca foi.
Isso é o USO da questão Gay como alavanca de audiência, pura e simples. Eles não dão ponto sem nó. Eles sabem que isso gera fusuê, e tal qual o marketeiro lá do comercial também sabia. O gay certamente está sendo usado, mas grande parte faz uma vista grossa, pois sabem que estão sendo usados, mas isso tudo trabalha em prol de uma dessensibilização social que é útil à causa gay. Aí vale.
Talvez seja mesmo. Mas nada me tira da cabeça que é coisa planejada, de caso pensado, para pegar carona no auê dos trouxas na internet. Não me lembro de ter visto na vida nenhuma cena de novela com idosos hétero se beijando – o que acho um erro, pois eles certamente se beijam. Assim, não sou nem nunca fui contra beijo gay em novela, mas sou contra o uso que a TV faz disso. Hoje, ao que parece, toda novela da Globo tem que ter Gay. Será que é cota?
Novamente, não sou ter gay em tudo que é novela, mas acho que serei se isso for cota. Se for, o gay está ali como um objeto e não como um efetivo personagem necessário para a trama. Eu, como autor, imagino que merda deve ser trabalhar num projeto onde alguém te obriga a botar um personagem assim/assado porque agora virou regra da emissora, porque “pega bem”. Deve ser um cu. Talvez resulte em personagens caricatos e rasos.
Até o bichinha da piada do Costinha era melhor interpretado
Até o bichinha da piada do Costinha era melhor interpretado

Gays na novela não me causa NADA. Lhufas, porra nenhuma. Não entendo quem fica puto com isso.
Acho que vão acabar fazendo uma novela com o elenco todo de gays (tenho quase certeza que isso um dia ainda vai acontecer). Só me preocupo com um fator: Ela vai ser boa como foi Roque Santeiro e Pantanal? Se for, está valendo.
Me incomoda muito mais as gritarias, socos, tiros, porradas em novelas cada vez mais cedo. Me incomoda pra caralho é tentar mudar de canal e a cada canal que eu passo tem um pastor diferente pedindo dinheiro, e o R.R. Soares, cunhadão do Edir Macedo,  está onipresente em três canais ao mesmo tempo! Me incomoda ligar o radio e ao vagar pelo dial, constatar que das 12 rádios que até mês passado estavam tocando musica ou passando uma entrevista ou reportagem, agora nove estão gritando aleluia e pedindo dízimo. Eu fico bem mais impressionado com o que rola em Malhação do que com as colegas de trabalho se beijando. Como disse Zé Simão “O famoso beijo das Coregas”.
De volta a parada do orgulho gay, fico pensando sobre essa coisa de querer direitos, de protestos pela opressão e tal. Sou sempre a favor de protestos contra a opressão e principalmente de protestos pelos direitos.
Há quem diga que a Parada gay é só uma desculpa para carnaval fora de época e muita putaria. De fato, acho difícil de negar que rola uma certa lascívia naquele evento. Quem argumenta isso para ser contra esquece ou não sabe como são certos bailes de carnaval por aí. Alguns colocariam o imperador Calígula ruborizado.
A parada do orgulho gay, que eu saiba, nunca foi um evento “familiar”. Ela surgiu no gueto, dos travestis, michês e drag queens que vem sendo oprimidos desde sempre. Há de se reconhecer que a parada surge como um alívio da pressão social, como a válvula de uma panela de pressão – como o carnaval também é em grande parte. A parada gay reveste-se de festa mas é um grito de liberdade sexual e de direitos civis, que tenta romper com um moralismo idealizado que cerceia liberdades em todas as esferas sociais.
Eu realmente não sei se a ampla maioria ali tem clareza da dimensão política do ato em que se encontram. Ao meu ver os homossexuais estão lutando por respeito, respeito este que é garantido constitucionalmente em teoria, mas na prática não é o que acontece.
Não sei se muitos LGBTs ali entendem que existem outras pessoas que também precisam ser respeitadas. Em uma sociedade plural, e até mesmo dentro do próprio micro universo homossexual existe uma enorme pluralidade, como gays religiosos, gays reprimidos, e até mesmo os gays enrustidos – que não raro são vítimas de bulling de outros gays, mas que também deveriam merecer respeito, afinal não conhecemos os motivos deles ainda estarem no armário.
O fato é que embora seja marcada por excessos, a parada gay é um local democrático e político, talvez até anárquico e com grande visibilidade e isso é uma força que opera para o bem e para o mal dos homossexuais. Há muitos gays que acreditam que só vão se impor socialmente metendo o pé na porta e chegando com tudo, com direito até a boquete na avenida.
Este "Bola-gato" na parada gay no Acre gerou polêmica
Este “Bola-gato” na parada gay no Acre gerou polêmica
Os homossexuais sofrem tanta pressão social que nesses eventos rola uma sensação coletiva de vácuo do controle social. Isso é certo? Não, véio, não é. Você pode ser gay, lésbica, transsex, pode trepar com a árvore como o cantor Serguei, mas, meu, ao tirar o teu bilau pra fora no meio do evento para seu amigo mamar, tu está assinando atestado de sem noção.
Infelizmente estamos num país onde andar de biquíni ou sunga na praia é normal, mas calcinha, sutiã ou cueca é atentado ao pudor. Querendo ou não, todos os que lutam pelos direitos sociais dos homossexuais, transgêneros e etc precisam RESPEITAR ESTA CULTURA, o que não significa dizer que terão que concordar com ela, e nem mesmo quer dizer que devam aceitá-la.
Mas por respeito às pessoas que vão à parada gay, e por entender que é um local de política, e de apoio ao ser humano, seria bom que certos indivíduos parassem e pensassem que devem respeitar as diferenças, principalmente as diferenças culturais, e ensinar, não de forma agressiva que alguns valores podem e devem ser melhorados, principalmente na aceitação do diferente.
A parada do orgulho gay, hoje pode estar no mesmo problema de confusão generalizada que assola o país. Se você perguntar os motivos dos participantes estarem lá, muitos, não todos, evidentemente, irão responder que é uma FESTA linda, uma grande rave na rua, que podem encontrar um “boy magia”; porque vai estar cheio; e poucos dirão que foram pra lá pela luta em si. Mas claro, no Brasil, este país festeiro do caralho, poderia ser diferente? Acho que não. O povão, a massa, que é o que realmente enche aquele lugar está lá pela festa.
Assim, fica a questão sobre os símbolos religiosos na parada gay como mecanismos de enfrentamento. É justo pedir respeito mesmo desrespeitando o outro? Quando eu digo que a burrice caminha entre nós, isso se torna palpável quando vejo que muitos perdem o foco que é ganhar a guerra para centrar-se no combate improdutivo que só levará ao ódio. Com o crescimento descontrolado das facções religiosas nesse país, cada vez mais ignorante, ressalvemos, corre-se o risco de vermos conquistas obtidas pelos LGBTs com suor e sangue serem demolidas por atitudes irracionais de uns poucos posers.
E a vida segue seu curso perverso. A Tv quer Ibope, o jornal quer manchete, o político quer voto e poder. Os foliões só querem festejar, os candidatos a subcelebridade querem os holofotes.
Para o gay pobre, sobram tiro, porrada e bomba.

Fonte:http://www.mundogump.com.br/homossexuais-e-a-burrice/

sexta-feira, 12 de junho de 2015

O EFEITO DO AMOR É SIMILAR AO DE DROGAS ? VEJA MITOS E VERDADES

O efeito do amor é similar ao de drogas? Veja mitos e verdades

Noelle Marques
Do UOL, em São Paulo

segunda-feira, 8 de junho de 2015

JOVEM VICIADO EM PORNÔ SOBRE SUA VIDA SEXUAL : 'MULHERES NORMAIS NÃO ME EXCITAVAM'

Daniel Simmons está há um ano e meio sem assistir pornografia
BBC
Daniel Simmons está há um ano e meio 
sem assistir pornografia
Jovem viciado em pornô sobre vida sexual: 'Mulheres normais não me excitavam'

Por BBC


Hábito rapidamente se tornou diário e fez jovem britânico perder o controle de sua vida

Daniel Simmons, de 23 anos, é um viciado em pornografia atualmente em recuperação.
Mas, antes de procurar ajuda profissional para o problema, ele conta que não conseguia se concentrar nas tarefas do dia, não conseguia se relacionar sexualmente com mulheres "de verdade" e, mesmo assim, não conseguia parar.
"Eu tinha 15 anos quando comecei a assistir pornografia, após meus pais me comprarem um laptop. Fiz o que praticamente todo adolescente faz e procurei sites de pornografia", diz Simmons à BBC.
O problema, conta, é que o hábito rapidamente se tornou diário e o fez perder o controle de sua vida.
"Eu assistia pornografia duas horas por dia. Perdi minha capacidade de concentração. Não conseguia focar minha atenção em atividades normais, cotidianas. Não fazia ideia de que na verdade tinha um problema com pornografia. Eu negava o problema, mas fui viciado durante seis anos."
Sua percepção sobre isso começou a mudar quando Simmons descobriu um site para viciados em pornografia e percebeu que "não estava mais sozinho".
Ele compara sua recuperação a parar de usar de drogas.
"Passei cem dias em abstinência de álcool e de masturbação. As primeiras duas semanas foram horríveis, com mudanças repentinas de humor. Foi muito duro. Passei noites sem dormir e às vezes acordava suando frio. Às vezes, sem motivo, eu começava a tremer. Meu corpo inteiro tremia e eu não sabia por quê", recorda.
"Sentia uma ansiedade profunda durante interações sociais e, em outros dias, me sentia no topo do mundo e conseguia fazer qualquer coisa que quisesse."
Em meio a algumas recaídas "não muito ruins", Simmons conta que está conseguindo voltar à rotina, mas só depois de ter sua vida sexual bastante afetada.
Segundo especialista, pornografia se torna um vício quando impede as pessoas de realizar outras atividades sociais
"Quando estou com alguma mulher, sinto que não fico tão excitado", diz.
"Eu não conseguia ter ereções com mulheres de verdade porque eu tinha assistido tanta pornografia. Não era mais excitante estar com uma mulher de verdade. Me sentia mal, não sabia o que havia de errado comigo. Sexualmente, não conseguia sentir nada por ninguém. Não tinha libido, minha libido parecia falsa. Eu tinha libido por pornografia, mas não por seres humanos reais."
Segundo especialista, pornografia se torna um vício quando impede as pessoas de realizar outras atividades sociais
Getty Images
Segundo especialista, pornografia se torna um vício quando impede as pessoas de realizar outras atividades sociais
Recuperação

Simmons diz que não assiste pornografia há um ano e meio, ajudado por sessões diárias de meditação.
"Eu sei que tem um monte de rapazes e garotas por aí que estão sofrendo com esse problema", diz. "Com certeza muitos por aí têm um problema mas estão se escondendo, e falar sobre isso é algo que eu quero fazer porque acho necessário."
Segundo Robert Hudson, terapeuta que trata pessoas viciadas em sexo, "usar pornografia não é o problema".
Hudson diz que há alguns passos para ajudar pessoas que se identificam como viciadas em pornografia."É parecido com beber. A maioria das pessoas consegue tomar um drinque em segurança. (A pornografia) começa a ter consequências sérias quando começa a tomar conta da sua vida", diz o especialista. "Ela se torna um problema quando você começa a cancelar atividades familiares ou encontros com amigos porque você quer ir para casa assistir pornografia."
"A primeira coisa é pedir a elas que parem de se masturbar durante 90 dias. Isso permite que o seu sistema se desacelere e pare de procurar pornografia."
"Você não está curado, mas o que isso faz é ajudá-lo a perceber que não está usando a pornografia porque tem uma ereção ou está excitado - você provavelmente usa pornografia porque está entediado, estressado ou solitário."

Fonte:http://deles.ig.com.br/sexo/2015-06-08/jovem-viciado-em-porno-sobre-vida-sexual-mulheres-normais-nao-me-excitavam.html

quinta-feira, 28 de maio de 2015

MUDANÇAS DO CORPO FEMININO AO LONGO DA HISTÓRIA(DE ACORDO COM ESTE VÍDEO)

Mudanças do corpo feminino ao longo da história (de acordo com este vídeo)

Último vídeo viral sobre o conceito de “beleza real” repassa, com modelos, a evolução dos padrões do Egito até hoje

BuzzFeed, a grande publicação especializada em conteúdo viral, criou o último sucesso na Internet sobre o discutidíssimo conceito da “beleza real”. No dia 26 de janeiro, publicou em sua conta do YouTube um vídeo de pouco mais de três minutos, de produção própria, que pretende mostrar a evolução dos tipos de corpo ideal ao longo da história, desde o ano 1292 A.C., até a atualidade. Conseguiu mais de 10 milhões de reproduções em cinco dias, somados aos outros seis milhões conseguidos no Facebook.
No vídeo, onze modelos, todas elas belíssimas para os cânones atuais, posam ao ritmo de uma canção contagiante, perfeitamente maquiadas e penteadas, vestindo somente um maiô branco que ressalta o propósito do vídeo: ensinar como o peso, largura dos quadris ou tónus muscular sempre foram conceitos variáveis.
As épocas e padrões do vídeo, que são desenvolvidos em um artigo dentro do BuzzFeed, são os seguintes:
Antigo Egito: Magreza, ombros estreitos, cintura alta, rosto simétrico
Grécia Clássica: Corpo cheio, pele clara
Dinastia Han: Cintura estreita, pele clara, olhos grandes, pés pequenos
Renascimento Italiano: Seios fartos, barriga curva, quadris cheios, pele clara
Inglaterra Vitoriana: Corpo cheio, cintura fina
Loucos anos 20: Peito plano, cintura indefinida, corte de cabelo Chanel, figura masculina
Idade de Ouro de Hollywood: Voluptuosa, silhueta de ampulheta, seios grandes, cintura fina
Anos 60: Magra, pernas longas e finas, físico adolescente
Época das supermodelos: Atlética, corpo esbelto mas com curvas, alta, braços torneados
“Heroin chic”: Extremamente magra, pele translúcida, andrógina
Beleza pós-moderna: barriga chapada, pele saudável, seios e nádegas grandes, “thigh gap (espaço que se forma entre as coxas)”
Há vários anos é normal que vídeos, textos ou fotografias que questionam os cânones de beleza atuais fiquem populares na Internet. A criação do BuzzFeed lembra muito o “100 anos de beleza em um minuto”, um vídeo que desde seu lançamento, em novembro, conseguiu mais de 19 milhões de reproduções e que recentemente teve um remake menos bem sucedido dedicado à beleza negra.

Fonte:http://brasil.elpais.com/brasil/2015/01/31/estilo/1422722953_709436.html

O GOSTO PELAS CURVAS FEMININAS ATRAVÉS DE 2500 ANOS DE ARTE

El gusto por las curvas femeninas a través de 2.500 años de arte

‘O Nascimento de Vênus’, de Boticcelli, mostra uma mulher com um índice de cintura-quadris de 0,724, perto do que se considera o ideal universal.


O gosto pelas curvas femininas através de 2.500 anos de arte

Relação entre o perímetro da cintura e o dos quadris variou com o tempo, mostra estudo

Formas se tornaram mais femininas a partir do Renascimento

Por que tantos homens gostam de Beyoncé ou Kim Kardashian? Haverá quem diga que a fascinação pelas curvas é uma questão cultural, exacerbada pelos vídeos musicais de hip hop ou pela pornografia. No entanto, se estudiosos da evolução humana forem consultados, muitos defenderão que existe uma programação no cérebro, construída durante milhões de anos, que nos leva a buscar determinados traços físicos que falam das possibilidades reprodutivas de quem as possui.
Um desses sinais é o índice cintura-quadris (ICQ), a relação que resulta da divisão do perímetro da cintura de uma pessoa pelo de seus quadris. O interesse por essa característica física tem várias explicações. Por um lado, as nádegas e a cintura são aspectos exclusivos do ser humano, inexistentes nos primatas que não andam eretos. Além disso, os hormônios sexuais determinam como e onde se acumula a gordura. Aquela que se acumula nos quadris indica que existem reservas em caso de escassez e que as crias terão alimento durante a gravidez e a lactação. Outra mostra da informação inscrita no ICQ é observada a partir da menopausa, quando as mulheres começam a ter um índice mais parecido com o dos homens. Em geral, essa relação é um sinal para detectar juventude e fertilidade à primeira vista.

Vários estudos calcularam que o ICQ ideal, pelo menos nos países ocidentais, é aquele em que a cintura tem 70% do perímetro dos quadris. Mas essa relação varia dependendo das circunstâncias dos homens consultados. Um índice abaixo de 0,7, mais feminino, costuma despertar interesse maior nos que desfrutam de condições de bem-estar. Entretanto, quando o entorno é mais complicado, um ICQ maior pode ser mais desejável. Alguns artigos científicos mostraram que os homens de baixo nível socioeconômico preferem as mulheres mais pesadas do que os de um nível elevado. A explicação poderia estar nos andrógenos, uma classe de hormônios que inclui a testosterona. Sua presença favorece a acumulação de gordura em torno da cintura, com menos feminilidade, mas aumenta a resistência e a competitividade. Em situações de estresse, essas virtudes podem ser mais interessantes do que a cintura de vespa que os hormônios femininos favorecem.
Para obter mais informação sobre a universalidade do ICQ, os pesquisadores do Instituto de Ciências Evolutivas da Universidade de Montpellier (França) analisaram obras de arte e imagens representando o corpo feminino dos últimos 2.500 anos para verificar qual era seu índice cintura-quadris. Foram tomadas 216 obras de arte – 160 pinturas e 56 esculturas – que representavam mulheres desde o ano 500 a. C. até o presente. Do total, 150 representavam exemplos de beleza, como as deusas Afrodite, ou Vênus, ou a jovem Psiquê, tão bela que apaixonou Eros, o filho de Afrodite. As outras 66 obras escolhidas representavam mulheres às quais não se atribui uma beleza especial, como Eva, a primeira mulher criada por Deus segundo o mito hebreu.
As obras de arte utilizadas se dividem em dois períodos. O primeiro entre 500 a. C. e 400 d. C. e o segundo entre 1400 e 2014. No meio está um período durante o qual, devido à oposição cristã, quase não se encontram corpos nus na arte. Durante o último século, foi analisado o ICQ de modelos da Playboy e de ganhadoras de concursos de beleza.

Os padrões de beleza começaram a mudar no século XV, com uma preferência por curvas mais pronunciada
A análise das obras de arte mostrou que o índice se manteve constante durante o período de 900 anos da Antiguidade, algo por volta de 0,7, e começou a diminuir no período mais recente, entre 1400 y 2014. Assim, a Afrodite de Siracusa de Praxíteles, de 450 a. C., tem um ICQ de 0,753, uma Afrodite anônima de 2.000 anos, 0,793, e uma Vênus anônima do século IV d. C., 0,731. Quando se observam os ICQ a partir de 1400, as frações começam a baixar de 0,7, como na Vênus pintada por Hans Baldung no século XVI, com 0,693, ou na escultura de Psiquê Abandonada que Agustin Pajou criou em 1790, com 0,685.
Entre as playmates e modelos do século XX, observa-se uma curva média que começa ligeiramente acima de 0,7 nos anos 20, caindo durante os anos 60 e 70, e voltando a subir a partir dos anos 80, até superar 0,7 durante a última década. Nos extremos entre as modelos se situaram Mickey Winters, que foi a garota Playboy de setembro de 1962, com um ICQ de 0,529 (cintura de 45,7 cm e quadris de 86,3 cm), e Ashley Hobbs, capa de dezembro de 2010, com um ICQ de 0,844 (68,5 cm de cintura e 81,2 cm de quadris).
Para Jeanne Bovet, pesquisadora da Universidade de Montpellier, esses resultados mostram que “ao contrário do que se costuma afirmar, a preferência por um determinado ICQ mudou ao longo do tempo”. Por outro lado, diante da opinião de que a forma ideal se alterou drasticamente durante o último meio século devido à influência dos meios de comunicação, os resultados de seu estudo sugerem que “os padrões de beleza, pelo menos no que se refere ao ICQ, começaram a mudar no século XV, com uma preferência por curvas mais pronunciadas”.


‘Vênus e o Amor’, de Hans Baldung.
O que Bovet não sabe ao certo são as razões por trás das variações observadas na arte ao longo dos últimos 25 séculos. “Podem dever-se a uma mudança nas condições de vida, que se tornaram mais fáceis, com menos trabalho do que antes”, observa. Contudo, lembra que a maior parte das obras foi realizada por artistas com vida relativamente confortável graças às encomendas dos aristocratas, e com isso suas preferências não tinham por que ser representativas da sociedade de seu tempo. “Talvez se trate de uma mudança cultural e não só adaptativa, ainda que cultura e biologia influam uma à outra”, afirma.
Para separar na medida do possível a parte cultural daquela inscrita nos genes, alguns pesquisadores propuseram experiências originais. Em 2009, uma equipe chefiada por Johan C. Karremans, da Universidade Radboud de Nimegue (Holanda), comparou as preferências de ICQ de homens que enxergam com as de cegos de nascimento. Com esse enfoque pretendiam comprovar até que ponto os meios audiovisuais, e de modo geral a aprendizagem visual, influem na construção do gosto por determinadas formas femininas. Os resultados mostraram que os homens que não viam, assim como os que viam, preferiam os ICQ reduzidos e próximos de 0,7. Entretanto, essa preferência era mais intensa entre os que enxergavam bem, o que sugere que a referência visual desempenha um papel de reforço.

Bovet explica que, para entender melhor seus resultados e interpretar seu significado, os pesquisadores trabalham “com historiadores da arte para obter mais informações sobre a vida dos artistas e como poderiam influir no que pintavam” e agora estudam mais artistas, de procedências diversas. Além disso, eles adicionaram a suas análises outros aspectos físicos que podem estar relacionados com os atrativos femininos, como o índice de massa corporal ou as feições do rosto, “para observar se mantêm o mesmo padrão do ICQ”.

Fonte:http://brasil.elpais.com/brasil/2015/05/25/internacional/1432572979_472340.html

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