segunda-feira, 21 de julho de 2014

TRATAMENTO DAS DISFUNÇÕES SEXUAIS MASCULINAS - VISÃO GERAL


Tratamento das Disfunções
Sexuais Masculinas

Conforme mencionamos na introdução deste site, embora milhões de pessoas sofram com os problemas causados pelas disfunções sexuais, poucas são aquelas que procuram o tratamento adequado.
    Nos dias atuais, em decorrência da evolução contínua dos medicamentos, do aprimoramento das técnicas cirúrgicas e dos excelentes resultados obtidos pelas técnicas de psicoterapia, as disfunções sexuais são passíveis de altos percentuais de resolução.
    A dificuldade para iniciar o tratamento, seja por falta de oportunidade, vergonha ou medo de enfrentar os resultados é o grande obstáculo a ser vencido.
    A seguir abordaremos as principais formas de tratamento das disfunções sexuais masculinas mais freqüentes. Por fugir aos objetivos deste site, não mencionaremos nomes ou doses de produtos, lembrando mais uma vez que a auto medicação é perigosa e deve sempre ser evitada.

Formas de Tratamento da Disfunção Erétil

    Diante das novas descobertas terapêuticas e aos avanços tecnológicos da atualidade, pode-se afirmar, sem sombra de dúvidas, que a quase totalidade dos pacientes irá encontrar a cura de seu problema em uma das diversas formas de tratamento da disfunção erétil .
    O paciente e sua parceira devem discutir, livremente, com seu médico todas as opções de tratamento disponíveis para o seu caso, de forma a possibilitar a escolha mais adequada.
    Dentre as formas de tratamento encontram-se:
   Eliminação dos fatores de riscos
   
Como por exemplo: evitar o uso do fumo, álcool e drogas; tratar a hipertensão arterial, o diabetes e as taxas elevadas de colesterol ; substituir medicamentos que prejudiquem a ereção por outros sem tais efeitos colaterais; promover o controle do peso e a prática de exercícios físicos em pacientes obesos e sedentários ; evitar condições de stress , etc.
    
   Aconselhamento e ou psicoterapia

   
Os resultados positivos da psicoterapia quanto a melhora da ereção, nos casos de disfunção erétil de origem psicogênica, somam 75 % dos casos em seis meses e ao longo de três anos chega-se a soma   de 96%.
    A média é de 16 sessões na maioria dos casos.
    Os pacientes tratados em casais evoluem mais rapidamente.


  
  Medicamentos de uso oral
    
O tratamento da disfunção erétil com uma droga por via oral que seja eficaz e sem efeitos colaterais seria o ideal tanto para os médicos quanto para os pacientes.
    Ao longo do tempo, diversos medicamentos foram utilizados, todavia sem apresentar eficiência comprovada.
    Recentemente, com o lançamento das novas medicações orais, tais como:  Sildenafila (Viagra), Tadalafila (Cialis), Vardenafila (Levitra), Iodelafila (Helleva), etc,  estudos clínicos, tem apresentado excelentes resultados, dando um novo alento ao tratamento da Disfunção Erétil. Todavia, como todo medicamento, necessita uma avaliação criteriosa do paciente pelo médico de forma a estabelecer uma indicação precisa de seu uso.
    Em nenhuma hipótese o homem deve tentar "experimentar" qualquer medicação sem orientação médica. A automedicação é sempre perigosa e deve ser evitada.

  Dispositivos de constrição à vácuo

    
O estado de ereção é obtido através de uma pequena câmara de vácuo, onde é introduzido o pênis A sucção provocada pelo vácuo vai provocar o intumescimento dos tecidos do pênis.
    A ereção artificialmente provocada é mantida  através de um anel de borracha colocado na base do pênis que impede o retorno do sangue através das veias superficiais do mesmo. É um método de difícil emprego por pacientes que não possuam muita destreza manual
   Administração de medicamentos através da uretra

    
A medicação específica é introduzida na uretra, através de um aplicador próprio que acompanha o medicamento.
Estatisticamente, os resultados obtidos são inferiores aos observados com a injeção  intra-cavernosa.

   Aplicação de medicamentos no interior do corpo cavernoso
   

Há alguns anos atrás, a injeção intra-cavernosa de determinadas drogas era a forma mais comum de tratamento da disfunção erétil. Atualmente, ainda é bastante utilizada com excelentes resultados.
A injeção é aplicada pelo próprio paciente que deve ser bem orientado e treinado pelo médico, até o perfeito domínio do método. O sucesso do tratamento varia de 65 a 85% .

      

    É um procedimento cirúrgico, onde são colocadas estruturas cilíndricas de silicone, no interior dos corpos cavernosos, de modo a promover a manutenção artificial de um estado de rigidez peniana. 
    A indicação básica da utilização das próteses penianas são as disfunções eréteis de origem orgânica em pacientes que não se adaptem ou não apresentem resultados satisfatórios com outros métodos, menos invasivos de tratamento.

Atualmente as próteses mais utilizadas são de dois tipos:
Semi-rígidas - constituídas por dois cilindros com camadas de silicone que envolvem filamentos de prata ou aço inoxidável, permitindo uma rigidez e maleabilidade satisfatória do pênis. Promovem uma rigidez permanente ao pênis
Infláveis - constituídas por dois cilindros infláveis conectados a um reservatório de líquido e a uma bomba. As próteses infláveis podem ser de 2 volumes, quando os reservatórios ficam na base dos  próprios cilindros.

Os cilindros são introduzidos nos corpos cavernosos e a pequena bomba colocada sob a pele da bolsa escrotal.
O manuseio da bomba promove a insuflação do líquido nos cilindros provocando a rigidez do pênis.

 



Na prótese inflável  de três volumes  o líquido fica em um reservatório independente que é colocado no abdome.
 
As próteses infláveis, quando não acionadas,  permitem que o pênis assuma um aspecto mais natural de flacidez.
 
  Cirurgias venosas e arteriais.
    
Têm por objetivo restabelecer a perfeita circulação do sangue no pênis nos casos em que a mesma está comprometida levando a disfunção erétil.
    Diversas técnicas cirúrgicas foram propostas ao longo dos anos.
    Atualmente têm um papel limitado no tratamento da disfunção erétil.
 
O Tratamento Psicoterápico
    
Diversos estudos mostram que as formas clássicas de psicoterapia não apresentam bons resultados no tratamento da disfunção erétil psicogênica. Tais resultados, talvez sejam devidos ao fato de que, geralmente, essas técnicas demandam um tempo relativamente longo para produzir seus efeitos. Os pacientes que sofrem com a disfunção erétil, apesar de, em muitos casos, apresentarem o problema de longa data, ao recorrerem ao profissional, desejam um alívio rápido para o seu problema. Freqüentemente, quando não o conseguem, abandonam o tratamento.
    Técnicas mais rápidas de tratamento, chamadas, genericamente, de psicoterapia breve têm apresentado melhores resultados.  
    Os diversos métodos de tratamento não serão abordados aqui, em virtude dos objetivos práticos deste livro.
    A associação de psicoterapia e o uso de medicação que ajude a promover a ereção têm demonstrado ser benéfica aos resultados. Tal procedimento tem apresentado índices menores de abandono do tratamento do que a psicoterapia isolada. À medida que o paciente sinta-se mais seguro e comece a perceber os benefícios da terapia, a medicação poderá ser retirada sem maiores problemas.
    Conforme já mencionamos, diversas vezes, a disfunção erétil deve ser considerada como um problema do casal. O tratamento conjunto dos parceiros oferece um resultado mais rápido, melhor e mais duradouro. Afinal, o objetivo da terapia não é tão somente resolver o problema da ereção. Também é pretendida, uma melhora geral no relacionamento afetivo do casal, muitas vezes comprometido pelos transtornos causados pela disfunção erétil. O aumento da comunicação entre os parceiros, promovido pela terapia, tem efeitos extremamente benéficos sobre a relação.
    O tratamento psicoterápico permitirá ao homem reduzir sua ansiedade com relação à performance sexual, promoverá o aumento de sua confiança e auto-estima. As sessões psicoterápicas acabam cumprindo, também, um segundo papel. Durante a terapia, o paciente pode externar suas dúvidas, preconceitos e tabus em relação à atividade sexual. Estas questões deverão ser serão corrigidas através de uma ação educativa. Neste aspecto, cabe ressaltar que apesar de todos os avanços conseguidos pela nossa sociedade, na esfera da sexualidade, é impressionante a quantidade de dúvidas ainda existentes. Conceitos distorcidos podem ser encontrados em todos os segmentos socioeconômicos e culturais. 
    O tratamento psicoterápico dura em média de quatro a seis meses, com a periodicidade de uma sessão semanal. 
    Os resultados positivos, tomando por base a melhora da ereção são observados em 75 % dos pacientes, considerando um período de seis meses.
    O percentual de insucesso é devido ao abandono do tratamento ou àqueles casos que apresentam um comprometimento mais profundo em relação ao seu desenvolvimento emocional. Tais casos, em razão de sua complexidade, demandam um tratamento bem mais demorado.
    A psicoterapia de grupo está sendo utilizada no Hospital da Lagoa –RJ, para o tratamento da DE psicogênica. Este tipo de abordagem  revelou-se bastante eficaz. Ao interagir com outros indivíduos, com o mesmo tipo de dificuldade, o homem constata, na prática, que não está tão só e desamparado  frente ao seu problema. O vínculo estabelecido com o grupo fortalece o desejo de cura e diminui os índices de abandono da terapia.
 
Tratamento da Ejaculação Precoce

    O tratamento da ejaculação precoce é baseado, fundamentalmente, nos seguintes pontos:
  • Mudança da atitude do paciente frente à atividade sexual.  
            
  • Resolução da angustia e conflitos vividos pelo paciente.
     
  • Treinamento de técnicas que possibilitem identificar e adiar o momento da ejaculação.
     
  • Oferecer ao paciente e todas as informações e esclarecimentos necessários   para eliminar conceitos errados e tabus com relação à atividade sexual.
    Desnecessário dizer que, também no caso da ejaculação precoce, quando possível, a participação conjunta do casal é fundamental para o bom resultado do tratamento. Todavia, este procedimento somente será válido se contar com uma predisposição voluntária e sincera por parte da mulher. Uma participação imposta à parceira, além de ineficaz, pode desestimular o paciente.
    Tratamento Medicamentoso
    Nos dias atuais, parece consenso entre os médicos que o uso de determinados medicamentos devem ser usados, como coadjuvantes, no tratamento da ejaculação precoce. Mais uma vez, o leitor deve nos perdoar pela incessante repetição de que o uso de medicação é prerrogativa do médico. A automedicação é sempre perigosa e deve ser evitada.
    Substâncias empregadas para reduzir a ansiedade e certos antidepressivos estão entre os medicamentos mais utilizados.
    O uso de pomadas e cremes anestésicos, com o objetivo de diminuir a sensibilidade local, têm sido propostos por alguns autores que descrevem bons resultados com o seu uso. Importante mencionar que, nesses casos, o homem deve usas “camisinha” ou retirar a medicação antes do coito. Esses cuidados são para evitar que a mucosa vaginal seja anestesiada pelo medicamento, reduzindo a sensibilidade da parceira.

Tratamento da Falta de Desejo Sexual

    Os casos de origem orgânica serão tratados de acordo com a doença básica, compreendendo:
  • Reposição hormonal, quando necessário.
  • Substituição dos medicamentos que inibem a libido por outros que não apresentem tal efeito colateral.
  • Cirurgia, nos casos de tumores que comprometam as glândulas tireóide ou hipófise.
  • Uso de antidepressivos, nos casos em que o sintoma é devido a depressão.
  • Cuidados gerais de melhoria do estado físico do paciente, em doenças espoliativa.
    Os casos de origem psicogênica (emocional), na dependência do tempo de existência do sintoma e de sua intensidade, certamente se beneficiarão de uma das seguintes formas de Terapia:
  • Aconselhamento.
     
  • Terapia Sexual.
     
  •  Psicoterapia Breve.
     
  • Psicoterapia Clássica.

Fonte:http://www.saudesexual.med.br/trat_disf_masc.htm

SETE TRATAMENTOS PARA DISFUNÇÃO ERÉTIL QUE MELHORAM SUA VIDA SEXUAL


Sete tratamentos para disfunção erétil que melhoram sua vida sexual


Problema atinge quase metade da população masculina com idades entre 40 e 80 anos

Pouco se fala sobre a disfunção erétil, mas, recentemente, o assunto ganhou destaque graças à divulgação de um procedimento cirúrgico peniano pouco conhecido ao qual o jornalista esportivo Jorge Kajuru se submeteu. Nos mais jovens, a principal causa da impotência costuma ser a ansiedade, enquanto doenças crônicas como diabetes, colesterol descontrolado, hipertensão, obesidade, sedentarismo e tabagismo estão relacionados a episódios de impotência nos homens com mais idade. "A disfunção erétil atinge quase 50% dos brasileiros com idades entre 40 e 80 anos", afirma o urologista Geraldo de Faria, diretor do Departamento de Sexualidade Humana da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

Diante da alta incidência do problema, entretanto, a busca por ajuda médica ainda é bastante tímida. Constrangidos com a situação, homens esperam de três a cinco anos para agendar uma consulta com um especialista, de acordo com o urologista. Segundo ele, esperar é perder tempo. "A medicina avançou muito nesta área, sendo possível afirmar que, hoje em dia, só tem disfunção erétil quem quer", afirma. A seguir, listamos sete tratamentos para a impotência.

Medicamentos orais

Medicamentos orais são sempre a primeira opção de tratamento da disfunção erétil, desde que o paciente não apresente lesões nas artérias do pênis ou alguma contraindicação quanto às substâncias presentes nas fórmulas. "Eles melhoram o fluxo sanguíneo para o pênis, o que favorece a ereção", afirma o urologista Conrado Alvarenga, do Grupo de Disfunção Sexual do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Eles devem ser ingeridos com estômago não muito cheio, por volta de uma a duas horas antes da relação sexual e variam quanto ao tempo de ação e potência máxima.

Medicamentos de ação prolongada, por exemplo, podem agir por até 36 horas. Isso não significa que o homem terá uma ereção de 36 horas, mas que durante esse período ele conseguirá ter ereções se for estimulado sexualmente. A obrigação de tomar o remédio antes de ter a relação, entretanto, incomoda alguns homens por atrapalhar a espontaneidade do momento. Nestes casos, o profissional pode receitar uma dosagem diária do medicamento, como se fosse um tratamento contínuo. Os principais efeitos colaterais são dor de cabeça, rubor, sensação de nariz entupido e taquicardia. Ao sinal desses ou de quaisquer outros sintomas, o médico deverá ser informado.

Injeção intra-cavernosa

Seringa - Foto Getty Images
Se os medicamentos via oral não surtirem efeito ou forem contraindicados, o especialista partirá para a segunda opção de tratamento: injeção intra-cavernosa. A vantagem do método é o fato de o medicamento agir cerca de quinze minutos depois da aplicação. Além disso, neste caso não é necessário qualquer estímulo para que o homem tenha a ereção. "A substância injetada estimula a circulação e promove a dilatação das artérias no local, o que aumenta o fluxo sanguíneo no pênis levando à ereção", afirma o urologista Geraldo. O tempo de duração da ereção varia de acordo com a dose injetada, o que é estabelecido na consulta com o médico.

Embora eficaz, o tratamento nem sempre é bem aceito pelos pacientes. "Algumas pessoas têm pavor de agulha", afirma o urologista Geraldo. "Imagine, então, se ela precisar ser introduzida no pênis". O especialista ressalta ainda que indivíduos com dificuldade de visualizar o pênis ou doenças que gerem tremores nas mãos devem solicitar auxílio do parceiro para a aplicação. Os efeitos colaterais da injeção intra-cavernosa se restringem a alergias a alguma das substâncias presentes no medicamento.
Médicos fazendo cirurgia - Foto Getty Images

Prótese peniana maleável

Próteses penianas são intervenções cirúrgicas e, portanto, tratamentos mais complexos do que a ingestão de medicamentos ou injeções. Assim, eles ocupam o terceiro lugar na escala de opções para o paciente com disfunção erétil. O tipo maleável é o mais simples e mais em conta (cerca de três mil reais). "O médico introduz uma haste metálica envolvida em silicone no pênis do paciente, o que faz com que ele fique rijo o suficiente para a penetração 100% do tempo", explica o urologista Geraldo. Na hora da relação, basta elevar o pênis.

A cirurgia de prótese peniana maleável dura cerca de uma hora e ele já pode sair do hospital 24 horas após a intervenção com um curativo compressor para evitar hematomas e para manter o pênis para baixo, facilitando a ida ao banheiro, por exemplo. Nos dias que se seguem, há um incômodo natural da cirurgia, mas nenhuma dor aguda.

A vida sexual, por sua vez, pode ser retomada 30 dias depois da alta. Vale reforçar que esta é uma ereção completamente artificial. Mas, segundo o urologista, costuma proporcionar maior satisfação ao paciente do que os medicamentos ou a injeção. O único cuidado do homem é na hora de "acomodar" o pênis. Já que ele está ereto o tempo inteiro, ele pode precisar de cuecas especiais para disfarçar o volume.
Homem no consultório médico - Foto Getty Images

Prótese peniana inflável

Diferente da prótese peniana maleável, a prótese inflável permite que o pênis volte ao estado de flacidez após o ato sexual. O método inclui a introdução de cilindros infláveis no pênis conectados a uma bombinha com líquido, que simularia o sangue, implantada na região escrotal, como se fosse um terceiro testículo. Para promover a ereção, basta acionar a bombinha que drenará esse líquido para o cilindro. Após a relação, o pênis deve ser levemente pressionado para baixo para que o líquido volte para a bombinha e ele fique novamente flácido.

A cirurgia dura cerca de duas horas e o paciente precisa ficar hospitalizado durante um dia, aproximadamente. Assim como na prótese maleável, atividade sexual pode ser retomada cerca de 30 dias depois do procedimento e nenhuma atividade do dia a dia é prejudicada. Dos dois tipos, este é o que consegue deixar o pênis mais ereto. As vantagens, entretanto, têm seu custo. Segundo o urologista Conrado, a prótese custa em torno de 40 mil reais.
Homem fazendo terapia - Foto Getty Images

Terapia

"Em muitos casos, a disfunção erétil têm como origem fatores psicológicos", afirma o urologista Conrado. Para esses pacientes, nenhum dos tratamentos anteriores é indicado. O melhor é consultar um terapeuta com formação em sexologia que poderá ajudar a acabar com esse bloqueio. O problema pode começar num dia qualquer em que, por causa da ansiedade, o homem não conseguiu ter a ereção. Se não controlar o medo de sofrer impotência nas próximas oportunidades, a cobrança se torna cada vez maior, o que atrapalha ainda mais seu desempenho.

Segundo o urologista Geraldo, é comum que homens com disfunção erétil peçam indicação de um medicamento para um colega em vez de consultar um especialista. Isso pode não só mascarar o problema, como ainda trazer sérios problemas de saúde, caso ele não tenha o perfil adequado para aquele medicamento.
Médicos fazendo cirurgia - Foto Getty Images

Revascularização

A revascularização é um procedimento indicado para um público com disfunção erétil bastante restrito. "Ela é feita quando o paciente tem problemas nas artérias que irrigam o pênis", explica o urologista Geraldo. O caso, entretanto, deve ser muito bem avaliado. Fazer uma ponte de safena no coração, por exemplo, é fundamental já que o órgão funciona 24 horas por dia. O pênis, por sua vez, passa a maior parte do tempo inativo. Melhorar sua vascularização, portanto, pode levar à obstrução de veias, já que o fluxo sanguíneo diminui muito quando ele está flácido.
Homem olhando dentro da calça - Foto Getty Images

Bomba de vácuo

De acordo com o urologista Conrado, as bombas de vácuo ficaram esquecidas como parte do arsenal de tratamentos da disfunção erétil, mas vem novamente ganhando força entre pacientes operados por câncer de próstata, funcionando como auxiliares na reabilitação peniana. Hoje, elas são vendidas apenas em sex shops, já que aumentam o volume do pênis. Ele consiste em um cilindro dentro do qual o pênis é introduzido. "Por meio de um sistema de sucção, então, o ar é retirado do cilindro, diminuindo a pressão interna", afirma. Essa pressão negativa favorece o fluxo de sangue para dentro do pênis, o que favorece a ereção.

A bomba de vácuo é usada no meio médico apenas em pacientes que precisaram remover a prótese peniana por infecções ou rejeição. Durante o período que eles precisarão esperar para fazer outra intervenção, a bomba pode ser útil impedindo que as cicatrizes deformem o órgão.

Fonte:http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/15623-sete-tratamentos-para-disfuncao-eretil-que-melhoram-sua-vida-sexual

HOMENS RECORREM A CIRURGIAS,MAS TAMANHO DO PÊNIS NÃO É PREPONDERANTE NO PRAZER DA MULHER

Homens recorrem a cirurgias, mas tamanho de pênis não é preponderante no prazer da mulher

Técnicas informais de aumento do pênis oferecem riscos à saúde, mas medicina tem opções seguras para casos de real necessidade.

Mais relacionado à autoestima do homem que ao prazer da mulher, o tamanho do pênis permanece em destaque no debate sobre sexualidade. O fato é que apenas 2% dos homens têm o pênis pequeno: menos de 10 cm de comprimento quando ereto. Mesmo assim, o número de pacientes que procuram médicos para abordar o problema é significativo. “Quando falamos em tamanho de pênis, para muitos parece um assunto fútil e supérfluo. Isso se deve ao fato de que, estatisticamente, a grande maioria dos homens tem um membro de tamanho normal e, para estes, tamanho não é problema. Entretanto, para aquele que tem um falo de pequenas dimensões, seguramente não existirá problema maior”. A afirmação é do médico-urologista, membro da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e Sociedade Americana de Urologia (SAL), Marcelo Salim.

A exceção vai de um extremo a outro: um a cada 500 homens tem o órgão sexual superior a 23 cm de comprimento quando ereto. Apesar de os números usados por pesquisadores, especialistas e profissionais apontarem para uma regra que comprova a predominância da “normalidade”, o mito do pênis grande é um assunto que acompanha o universo masculino. “Sabe-se que a maior parte dos homens tem o pênis de tamanho normal e que alguma referência ou comparação na infância trouxeram-lhe a uma visão equivocada que dificilmente será apagada”, explica Salim.

Para quem realmente precisa lidar com dimensões consideradas inadequadas para um bom intercurso sexual, a cirurgia para aumentar o tamanho do pênis pode ser uma opção, mas é recomendada para menos de 1% dos pacientes. “Não existe cirurgia consagrada. A maioria das técnicas utilizadas não tem bons resultados e não são recomendadas pela SBU e SAL”, observa o especialista que há 25 anos trabalha com a saúde do homem. No entanto, segundo ele, em casos específicos podem apresentar resultados eficientes.

Para o diâmetro

Marcelo Salim explica que em 1990 surgiram alternativas inspiradas nas técnicas de cirurgias plásticas como, por exemplo, o enxerto de lábios. “O silicone líquido era injetado no pênis e o resultado foi catastrófico. O produto migra e forma nódulos ao longo do pênis que fica com um aspecto visual feio e irregular”. O urologista conta que outras técnicas com outras substâncias também foram testadas até se chegar à gordura do organismo do próprio indivíduo. “Os resultados foram melhores, mas, com o tempo, a gordura era absorvida, o pênis voltava ao diâmetro original e ainda aconteciam retrações nos pontos de injeção da gordura”.

Para o comprimento

Mais comuns nos Estados Unidos e Europa, as técnicas que hoje são bem aceitas pela comunidade médica não vão aumentar o tamanho do pênis em si, mas vão liberá-lo de dentro do corpo cavernoso, ou seja, da porção que fica dentro da pelve. “No corpo cavernoso tem um ligamento - que faz a comunicação do pênis com o púbis - que pode ser liberado sem prejudicar a ereção”, detalha Salim. Ele explica que o homem ganha um desenvolvimento maior na ereção, em torno de 2 a 3 cm, e, em repouso, o ganho é em torno de 1 cm. “A queixa nos consultórios é sempre de comprimento, nunca de diâmetro”, diz.

Outra prática bem aceita é a aspiração da gordura pubiana. “O homem acumula gordura no sub-púbis. Visualmente, esse acúmulo diminui o tamanho do pênis, flácido ou ereto”, afirma. Marcelo Salim explica que a associação das duas técnicas proporciona resultados visuais muito bons.

Recomendações

"Quando falamos em tamanho de pênis, para muitos parece um assunto fútil e supérfluo. Isso se deve ao fato de que, estatisticamente, a grande maioria dos homens tem um membro de tamanho normal" - Marcelo Salim, médico-urologista
No Brasil, esse tipo de cirurgia é pouco comum porque a SBU não aceita bem essas técnicas. “Elas são um meio para se ganhar muito dinheiro. A autoestima está intimamente ligada à satisfação e as pessoas gastam muitas vezes o que não têm”, alerta Salim.

Em situações excepcionais, no entanto, as técnicas são recomendadas. “Casos de pênis embutido ou bolsa escrotal mal implantada podem sofrer cirurgias corretivas que vão aumentar o tamanho”, pondera o médico.

Nessas situações, o paciente fica 45 dias de abstinência sexual e pode sentir dor em caso de ereção durante esse período. “Não é forte. É importante lembrar que o pênis e a vagina têm pouca sensibilidade dolorosa e muita sensibilidade tátil”, salienta. A cicatriz é pouco visível porque fica localizada na base do pênis, uma região com pêlo.

A prostatectomia radical ou retirada total da próstata pode levar à retração do pênis. “O cirurgião deve estar atento para evitar complicação no pós-operatório para que o homem possa retomar a atividade sexual precocemente”, observa Salim. Ele diz que o uso da bomba de vácuo também pode evitar essa retração.

Atenção

Produtos criados para provocar a expansão do tecido foram desenvolvidos em observação a técnicas de algumas tribos que expandem os lábios e as orelhas, como os Botocudos, e na expansão do pescoço das mulheres-girafas que vivem ao Norte da Tailândia e pertencem ao subgrupo Padaung da tribo Karen.

Baseado nessas observações, de acordo com Salim, foram desenvolvidos produtos e aparelhos para provocar essa expansão, mas além de os resultados não terem convencido a classe médica a lançar mão dessas técnicas, não são aconselhados e podem trazer riscos.

Sexo

O tamanho do pênis não muda o prazer do homem, nem o da mulher. Salim observa que a relevância da dimensão está mais relacionada a autoestima do homem, de ele se enxergar viril e com a capacidade de levar a parceira ao orgasmo. “A vagina tem de 12 a 16 cm de profundidade, mas comporta um pênis maior por causa da característica da elasticidade”, observa.

Ponto de vista feminino

Membro do comitê de sexologia da Sociedade Mineira Ginecologia e Obstetrícia, Stany Rodrigues Campos de Paula explica que a ejaculação precoce influencia mais o orgasmo feminino do que a disfunção erétil ou o pênis pequeno
O pênis pequeno, por si só, não vai interferir no prazer da mulher na relação sexual. A sexóloga e membro do comitê de sexologia da Sociedade Mineira Ginecologia e Obstetrícia (SOGIMIG), Stany Rodrigues Campos de Paula explica que a concentração de fibras nervosas que levam à sensação de prazer está localizada no intróito vaginal, ou seja, no primeiro 1/3 da vagina e contempla também a região do clitóris. “O orgasmo não se dá simplesmente pela penetração, mas também pela fricção do clitóris. Nesse sentindo, o diâmetro do pênis influencia mais que o comprimento”, afirma.

Nos 2/3 posteriores a sensação tátil praticamente não existe e, apesar de a vagina ser muito elástica e acomodar pênis maiores que 20 cm, o movimento de fricção vai estimular as fibras dolorosas. “O pênis grande mais incomoda do que leva ao prazer. O pequeno carrega um estigma de menos sex appeal, menos poder. Só que isso está muito mais relacionado com o cultural do que com o biológico. Pensar que os homens com pênis grande têm maior poder na relação sexual é muito mais animal do que relacional”, pontua.

A especialista explica que a ejaculação precoce influencia mais o orgasmo feminino do que a disfunção erétil ou o pênis pequeno porque diminui o tempo da relação sexual. “A queixa da mulher está mais relacionada a isso do que à penetração ou o tamanho do pênis”, diz.

A excitação é o grande facilitador do orgasmo feminino e isso é propiciada pelas preliminares, lubrificação e outros estímulos. “O clitóris é o principal responsável pela excitação da mulher e não a penetração vaginal. Tocá-lo provoca alto índice de excitação e orgasmo”.

Stany ressalta que prazer e orgasmo são coisas diferentes. “Orgasmo é uma sensação elétrica produzida por espamo muscular, que tem uma duração de poucos segundos e provoca uma onda de bem-estar. O prazer está mais ligado à relação sexual em si, ao contato com o corpo do outro”, salienta.

Para ela, é importante desmitificar o poder do tamanho do pênis, já que a média do brasileiro é entre 12 e 14 cm. “Tamanho e potência são coisas bem diferentes”, finaliza.

Fonte:http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2013/05/24/noticia_saudeplena,143477/

DISFUNÇÃO ERÉTIL : TRATAMENTOS VARIADOS,EFICAZES E ACESSÍVEIS DIMINUEM FANTASMA DA DISFUNÇÃO ERÉTIL

Tratamentos variados, eficazes e acessíveis diminuem fantasma da disfunção erétil

Metade dos homens na faixa etária entre 40 e 70 anos sofre de algum grau do problema


O tema é tabu e constrange homens Brasil afora. A disfunção erétil é um estigma, principalmente, por que o preconceito e o silêncio são alimentados diariamente justamente por quem é o alvo do problema: o homem. Cada piadinha de mesa de bar, risadinha de corredor e tentativa de vender uma imagem superpoderosa significam atraso na resolução de um mal que afeta milhões de homens e que tem, não apenas solução, mas opções variadas de tratamento. O primeiro passo para superar esse paradigma é tratar com naturalidade uma questão de saúde a que todos estão sujeitos, façam pose de machão ou não.

Números utilizados pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) como referência da incidência da doença mostram que metade dos homens na faixa etária entre 40 e 70 anos sofre de algum grau de disfunção erétil - leve, moderada ou severa. Segundo o chefe do departamento de Andrologia da SBU, Dr. Geraldo Eduardo Faria, um estudo da Massachusetts Male Aging Study (MMAS), realizado nos Estados Unidos, mostrou uma incidência de 52% e os estudos brasileiros encontram valores semelhantes.

Faria diz que as causas psicológicas são mais frequentes nos indivíduos jovens e correspondem a cerca de 80% dos casos. “No entanto, mesmo nos casos de disfunção erétil de causa orgânica, via de regra encontramos a associação de um componente emocional em razão do trauma psicológico desencadeado pela doença”, diz.

História de sucesso

“Foi através de uma pessoa que divulgou a experiência na internet que tive coragem de fazer a cirurgia peniana. Do mesmo jeito que fui beneficiado, quero ajudar outras pessoas também”. O depoimento é de Adelmo*, 54 anos, casado e duas filhas. Em 2010, ele fez a retirada total da próstata e desenvolveu a disfunção erétil. “Tentei tratamento via oral, mas o resultado foi insatisfatório”. Ele detalha e diz que a qualidade da ereção alcançada era pouca e exemplifica: “se num organismo normal a ereção é 100%, eu conseguia 40%. Além disso, a duração não ultrapassava 15 minutos e vinha a frustração. Eu começava a penetração e o pênis murchava”, explica.

Dois mil e doze entrou e Adelmo decidiu virar a página. “Sou muito novo, preciso de uma reposta”, pensou. Em conversa com a companheira veio o apoio que faltava e ele procurou a ajuda de um especialista. Há 40 dias realizou o procedimento cirúrgico. “São 24 horas de internação. A recuperação é um pouco dolorida no início, quando os pontos estão mais ativos, mas imagino que isso deve variar de acordo com o organismo”, diz. Ele recomenda que o paciente escolha um profissional competente porque a cirurgia é delicada. São 10 dias de repouso e, no início, o órgão sexual tem que ficar totalmente ereto, segundo ele.

Adelmo optou pela prótese maleável, que pode ser dobrada e tem uma facilidade de ocultação maior. “É tranquilo, visualmente não agride ou constrange ninguém, mas a visão que se tem é de um homem com pênis grande”. Ele diz que ainda não usou calção de banho. “Vou escolher um mais folgado e não poderei usar sunga”, diz. Outro ponto que faz questão de compartilhar é sobre o tamanho do pênis. “O tamanho é 90% do que era antes”.

Mesmo sem ter tido a primeira relação sexual pós-cirurgia - Adelmo estará liberado daqui a 10 dias – ele já sente os benefícios. “A satisfação psicológica é interessantíssima. A gente volta a ser adolescente de novo”, afirma. Sobre a expectativa para a “primeira noite”, brinca: “não vejo a hora, já tá no ponto de bala”.

O plano de saúde só pagou a internação de Adelmo. Isso por que ele quis escolher a prótese de maior qualidade disponível no mercado. “Eles vão me reembolsar o valor do preço mínimo de uma prótese”, explica.

Minas Gerais é referência no tratamento

Marcelo Salim é médico-urologista há 25 anos. Ele faz parte da Sociedade Brasileira de Urologia e Sociedade Americana de Urologia e é referência no Brasil em cirurgia peniana. “Esse mês, operei homens de Recife, Brasília e Manaus”, conta. O especialista explica que, apesar de o trabalho da medicina mineira não estampar manchetes em revistas, é divulgado pelo próprio paciente. “Tratar em Minas significa sucesso com um custo mais barato”, afirma.

Se não é seu paciente mais famoso, tem grandes chances de ser o mais polêmico. No ano passado, o jornalista esportivo Jorge Kajuru declarou em entrevista a uma revista de circulação nacional que se submeteu ao procedimento na capital mineira e está “vinte e quatro horas à disposição”. Salim explica que é uma opção dele já que a prótese é dobrável e fácil de ser ocultada. A coincidência aqui é que foi o depoimento de Kajuru o empurrão que Adelmo procurava.

A cirurgia peniana é o último recurso para tratar a disfunção erétil e o especialista afirma, por exemplo, que mais de 50% das queixas têm boas respostas ao uso de medicação. Ele explica ainda que o termo impotência sexual não é adequado. Para o indivíduo ser considerado impotente, precisaria manifestar disfunção erétil permanente.

E se existe uma “receita” para se prevenir o distúrbio, ela é simples: “manter uma boa saúde sexual significa manter vida saudável”, declara Salim. O médico ressalta ainda que para se evitar a disfunção erétil de causa psicológica é necessário que homem tenha uma boa iniciação sexual, “que estabeleça sua primeira relação quando estiver realmente preparado para isso e não encaminhado “à força” para satisfazer aos colegas”, salienta.
"Manter uma boa saúde sexual significa manter vida saudável", afirma o médico-urologista Marcelo Salim
A seguir, leia a entrevista completa com o especialista Marcelo Salim:

Saúde Plena: O termo impotência sexual é adequado para tratar das dificuldades de ereção?


Marcelo Salim: O termo não é adequado, o mais adequado é disfunção erétil. A disfunção erétil é a dificuldade em obter ou manter um endurecimento do pênis suficiente para penetração na relação. É importante a citação de ‘manter’ porque alguns homens acreditam que obtendo a ereção, mas não tendo a capacidade de mantê-la, tem outro problema, o que na verdade também é disfunção erétil.

SP: Quais os tipos de disfunção erétil mais comuns?

MS: A disfunção erétil pode ter causa psicogênica ou orgânica. Os pacientes mais novos geralmente têm causas psicogênicas, ou seja, de fundo emocional. Já nos pacientes acima de 40 anos as causas tendem a ser de fundo orgânico. Algumas doenças estão relacionadas ao aparecimento da disfunção erétil, como diabetes, doenças pulmonares, tratamento da hipertensão arterial, radioterapia pélvica, alterações hormonais e cirurgia radical da próstata.

SP: Quais são os comportamentos preventivos para uma boa saúde sexual?

MS: Para que o homem não tenha um desenvolver sexual com comprometimento psicogênico é preciso que ele seja orientado na adolescência e que estabeleça sua primeira relação quando estiver realmente preparado para isso e não encaminhado “à força” para satisfazer aos colegas. Esse tipo de iniciação pode trazer sérios problemas futuros.

Manter uma boa saúde sexual significa manter vida saudável. A medicina hoje sabe claramente que a disfunção erétil não é, na maioria das vezes, uma doença ligada diretamente ao pênis. Assim, vida saudável, controle da pressão arterial, da alimentação e do peso, evitar cigarro, abuso de bebidas alcoólicas, manter um sono regular trazem boa saúde e em conseqüência boa atividade sexual.

SP: Os medicamentos para impotência resolveram quantos por cento dos problemas de ereção?
MS: Com o aparecimento dos medicamentos específicos para o tratamento de ereção houve uma revolução na resposta do tratamento. Mais de 50% das queixas têm boas respostas ao uso dessa medicação.

SP: O quanto ainda é tabu a busca por tratamento de impotência sexual? Tem melhorado a forma como os homens e as mulheres lidam com a questão?

MS: Disfunção erétil ainda é um tabu, muitos homens ainda ficam envergonhados ao tratarem desse assunto e muitas vezes, na consulta, tratam de outros temas, e nós, médicos temos que - nas entrelinhas - detectar a verdadeira motivação da consulta. Interessante é dizer que quando se esclarece o problema e encontra a solução a felicidade fica estampada e a inibição desaparece.

SP: Como a companheira ou companheiro – no caso de casais homossexuais - pode ajudar?

MS:
É importante que o parceiro(a) seja paciente, não traga inibição, seja participativo e dê estímulo.

SP: Atualmente, quais as opções de formas de tratamento da disfunção erétil?

MS: A disfunção erétil tem o tratamento de acordo com a sua causa, mas de uma maneira esquemática podemos dizer que o tratamento passa pelas seguintes fases: verificação do estado emocional psicológico, ajustes hormonais, tratamento com drogas orais específicas para ereção, drogas injetáveis e implante de prótese peniana.

A cirurgia para disfunção erétil é a ultima opção terapêutica e consiste no implante de prótese dentro das suas variedades de modelos.

SP: Qual a eficácia do procedimento cirúrgico? Por quantos anos ele é eficaz?

MS: A cirurgia para o implante de prótese peniana tem duração média de 1h30min, é um procedimento eficaz com resolução da disfunção erétil em 100% e em definitivo. Em raríssimos casos, faz-se a troca da prótese.

SP: Quando a cirurgia é contra-indicada?

MS: A contra-indicação é a mesma para todos os outros tipos de cirurgia, por exemplo, um fator que impeça uma anestesia.

SP: Mas e nos casos de pacientes com câncer de próstata?

MS: A retirada da próstata não implica em disfunção erétil. Hoje em dia, em torno de 20% dos pacientes submetidos a prostatectomia radical – ou retirada total da próstata - podem desenvolver o problema. A incidência já foi bem maior. O importante é ressaltar que os pacientes se recuperam naturalmente e espontaneamente. Eu não recomendo o procedimento cirúrgico antes de um ano pós-cirurgia do câncer porque, muitas vezes, essa alteração do nervo melhora com o tempo. E lembrando que há outras alternativas terapêuticas antes de se decidir pela prótese peniana.

SP: Os planos de saúde cobrem a cirurgia? Qual o preço?

MS: Muitas vezes o procedimento é coberto pelos planos de saúde. A prótese de implante peniana está enquadrada na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), que também cobre a cirurgia, mas os hospitais não têm a prótese disponível.

SP: O jornalista Jorge Kajuru em entrevista a uma revista de circulação nacional contou que fez a cirurgia em Belo Horizonte com o Senhor e afirma que o pênis dele fica ereto 24 horas por dia. Isso é uma opção do paciente?

MS: Sim, é uma opção de modelo de prótese peniana. Vale citar que essas próteses podem também permanecer em outras posições.

SP: Quais os tipos de prótese?

MS: Existem dois tipos de prótese, mas de inúmeras qualidades. Existe uma que é maleável (ou semirrígida). Ela é dobrável. É nesse item que entra a diferenciação de uma prótese de melhor ou pior qualidade.

A prótese semirrígida pode deixar o pênis em posição erétil o tempo todo, se for a opção do homem, mas ela se dobra como se fosse um dedo. Existe um modelo, com anéis ao longo da prótese, que dá uma ocultação perfeita e fica imperceptível. Quanto pior a qualidade, mais difícil é a ocultação.

Outro tipo é a inflável, uma bolsinha que fica dentro da bolsa escrotal. Uma válvula comanda a prótese. Quando o homem for ter uma relação sexual ele aperta essa válvula. Ao final, é só apertar de novo que o pênis volta a ficar amolecido.

SP: Qual o preço da cirurgia peniana?

MS: Varia muito. Com a prótese mais simples, o procedimento fica em R$ 6 mil. A cirurgia com a mais sofisticada fica em R$ 80 mil.

Fonte:
http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2013/04/18/noticia_saudeplena,142986/

USADA CORRETAMENTE,REPOSIÇÃO DE TESTOSTERONA TRATA DISFUNÇÃO ERÉTIL E FALTA DE LIBIDO

Usada corretamente, reposição de testosterona trata disfunção erétil e falta de libido

Terapia para resolver os problemas depende de acompanhamento médico. A infertilidade é uma das consequências de falhas no tratamento.

A reposição de testosterona é a solução para muitos problemas, desde que feita corretamente. Homens que buscam o medicamento nesse sentido sem orientação médica — para melhorar a libido ou aumentar a massa muscular, por exemplo — ou mesmo aqueles diagnosticados com baixa produção do hormônio que seguem o tratamento sem os devidos cuidados estão sujeitos a sofrer graves consequências. O excesso do hormônio no corpo pode interferir na fertilidade masculina, às vezes de maneira irreversível.

A queda da produção de testosterona faz parte do processo de envelhecimento. É normal que o nível caia anualmente 1% a partir dos 40 anos. “O homem nos procura reclamando de falta de libido e da dificuldade de ereção, mas, se a redução estiver dentro do previsto, não adianta receitar hormônio porque não haverá melhora”, destaca o diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem) e professor de Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Alexandre Hohl. Diabetes, pressão alta e obesidade podem influenciar o apetite sexual, assim como problemas de relacionamento.

Para indicar a reposição de testosterona, deve-se chegar ao diagnóstico de hipogonadismo (baixa produção do hormônio), considerando o resultado de exames laboratoriais e as queixas do paciente. Há relatos mais raros de homens que, além da queda da libido e da disfunção erétil, sofrem com desânimo, cansaço excessivo, piora do sono, perda de massa muscular e de pelos corpóreos, problemas de memória, alteração de humor, fragilidade óssea e depósito de gordura no abdômen. “Em pacientes com mais de 40 anos, temos que excluir problemas de próstata antes de começar a reposição hormonal porque o tratamento acelera a evolução de doenças malignas ou benignas”, alerta Hohl.

Os homens saudáveis, principalmente os que ainda planejam ter filhos, devem evitar a ingestão indevida de testosterona. “Quando você ingere o hormônio sem necessidade, bloqueia a hipófise, glândula essencial para a produção de espermatozoides. Nos casos em que se usa por muito tempo, a infertilidade pode não ser reversível”, alerta o diretor da Sbem. Hohl adianta, inclusive, que o hormônio vem sendo estudado como anticoncepcional masculino.

O especialista em reprodução humana assistida Paulo Gallo, diretor do Centro de Fertilidade da Rede D’Or Vida, conta que são comuns os casos de pacientes que chegam ao consultório com a produção de espermatozoides zerada devido ao uso inadequado da reposição de testosterona. A infertilidade é constatada por meio do espermograma, exame que avalia número, mobilidade e morfologia das células reprodutoras masculinas. “O comprometimento (da reposição de testosterona) pode ser tão intenso a ponto de chegar à azoospermia, ausência total de espermatozoides”, alerta. Só neste ano, Gallo atendeu dois pacientes que tentavam ser pais e se descobriram totalmente estéreis por esse motivo.

Obrigatória

Geralmente, a infertilidade é revertida com a suspensão do medicamento, mas não imediatamente. “Demora de seis meses a um ano para obter uma resposta, pois cada ciclo de espermatogênese (produção de espermatozoide) dura aproximadamente três meses”, explica Reginaldo Martello, chefe do Departamento de Reprodução Humana da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e andrologista do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Nos casos em que a baixa produção de células reprodutoras masculinas persiste, Martello sugere técnicas de reprodução assistida como inseminação artificial e fertilização in vitro.

Há casos, porém, em que a suspensão do medicamento não pode ser obedecida, como em jovens que precisam ser tratados com medicamentos à base de testosterona pelo fato dos testículos ou da hipófise não trabalharem adequadamente. Pessoas com a síndrome de Klinefelter normalmente são estéreis porque não produzem espermatozoides. Chefe do Departamento de Reprodução Humana da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e andrologista do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Reginaldo Martello acrescenta dois exemplos: “O vírus da caxumba pode atacar os testículos de maneira agressiva, levando a um hipogonadismo grave. Pacientes que perderam os testículos também precisam fazer a reposição hormonal, na maioria das vezes, pelo resto da vida.”

Martello informa que, quando o homem está com a intenção de ter filhos, a alternativa é indicar tratamentos que não interfiram na produção de espermatozoides. Utiliza-se, por exemplo, uma substância administrada em comprimido ou uma injeção que estimula a hipófise e os testículos a produzirem simultaneamente espermatozoide e testosterona. “É o mesmo medicamento indutor da ovulação na mulher. Ele estimula de maneira indireta o aumento da testoterona endógena sem prejudicar a produção de espermatozoides, mas nem sempre é eficaz”, esclarece o médico da SBU.

Em três formatos

Existem no Brasil três tipos de tratamento. O mais antigo são as injeções aplicadas mensalmente, que repõem a testosterona, mas não de maneira fisiológica. Isso porque o hormônio aumenta muito rapidamente, acima do normal, e também abaixa em pouco tempo, levando desconforto ao paciente. Apesar de ser mais cara, a aplicação trimestral resolve o problema do efeito “enche e esvazia”, pois as taxas do hormônio se mantêm estáveis por três meses. Mais recentemente, chegou ao país um gel que deve ser aplicado todos os dias nas axilas. É considerado o método mais próximo do processo natural.

Múltiplas funções

- A testosterona é um hormônio sexual masculino produzido em grande quantidade no homem e em pequena quantidade na mulher
- Dentro da barriga da mãe, enquanto o bebê se forma, o hormônio garante a diferenciação do sexo, estimulando a formação do aparelho reprodutor masculino
- Glândula do tamanho de uma ervilha que fica na base do cérebro, a hipófise produz hormônios que estimulam os testículos a começar a produzir testosterona e espermatozoides
- Na adolescência, a testosterona é responsável pelo crescimento do pênis, ganho de pelo no corpo e aumento da massa muscular
- O hormônio também está relacionado ao desejo sexual masculino e tem papel fundamental na manutenção da ereção do homem
- Com o passar dos anos, a produção de testosterona diminui. O quadro é chamado de declínio androgênico do envelhecimento masculino.

Estudo mostra que terapia com testosterona é perigosa para alguns homens

Mesmo levando em conta outros fatores de risco, o tratamento com testosterona foi relacionado a um risco maior de eventos cardiovasculares e de morte.

Os homens com mais de 60 anos tratados com testosterona para compensar alguma insuficiência deste hormônio e seus efeitos fisiológicos adversos correm um risco maior de morrer, sofrer ataque cardíaco e acidente vascular cerebral (AVC), alerta um estudo publicado nesta terça-feira nos Estados Unidos.

Cientistas acompanharam 8.709 homens com deficiência de testosterona, 1.223 dos quais haviam sido tratados para aumentar as taxas deste hormônio.

Depois de três anos, 19,9% dos integrantes do grupo que não ingeriu suplemento de testosterona (com 64 anos, em média) sofreram AVC, fatal ou não, contra 25,7% nos pacientes tratados com este hormônio (com média de 61 anos).

Esta diferença de 5,8 pontos percentuais corresponde a um aumento de 29% do risco, afirmaram os autores do estudo, entre eles Rebecca Vigen, da Universidade do Texas em Dallas (sul).

A pesquisa é publicada na edição desta quarta-feira no Journal of the American Medical Association (JAMA).

Mesmo levando em conta outros fatores de risco, o tratamento com testosterona foi relacionado a um risco maior de eventos cardiovasculares e de morte, afirmaram os pesquisadores.

"Estes resultados aumentam a preocupação sobre a segurança do tratamento com testosterona", sobretudo entre os homens com mais idade, escreveram os autores do estudo.

Segundo eles, o número de receitas para tratamentos com testosterona quintuplicou entre 2000 e 2011 nos Estados Unidos para 5,3 milhões de receitas, o que representa um mercado de US$ 1,6 milhão.

Esta terapia é recomendada para as pessoas com nível insuficiente de testosterona. Além da melhora da função sexual e a densidade óssea, este hormônio aumenta a massa e a força muscular.

"Não sabemos por enquanto se este risco maior diz respeito apenas a homens tratados com testosterona para suprir uma deficiência ou aos jovens, que fazem uso para aumentar sua força física, já que não tem sido feitos estudos de segurança de longo prazo sobre este tratamento", disse Anne Cappola, da Universidade da Pensilvânia, em um editorial também publicado em JAMA.

A cientista destacou que "os homens do estudo que tomaram testosterona eram mais saudáveis que os de do outro grupo, mas no entanto sofreram eventos cardiovasculares mais graves e mortais".

Segundo ela, um teste clínico que será feito com 800 homens com mais de 65 anos com deficiência de testosterona, entre os quais a metade tomará este hormônio e a outra metade, um placebo durante um ano, poderá fornecer informação valiosa sobre o risco deste tratamento.

Na espera destes resultados, "os médicos e os pacientes devem ter cuidado", recomendou Cappola.

"Barriga de chope" pode ser baixa de testosterona

Estudo alemão aponta que reposição hormonal em homens reduz peso naqueles com circunferência abdominal maior que 94cm. Tratamento, no entanto, ainda é considerado polêmico entre especialistas.

Amsterdã – Não são apenas as mulheres que sofrem com a oscilação de hormônios. Os homens também. E a velha e saliente “barriguinha de chope” deles pode ser um sinal de baixa taxa de testosterona e um gatilho em potencial para doenças do coração, como o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC). Como é um dos principais sintomas da baixa taxa de hormônio masculino, a barriguinha, que nem sempre é causada pela ingestão de bebida alcoólica, foi reduzida com reposição hormonal, diminuindo os riscos de doenças do coração. Esse é o resultado de um estudo alemão, prestes a ser publicado no jornal científico Mundial Urology. Polêmico, o tema foi apresentado no início do mês no congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, em Amsterdã.
Estudo alemão aponta que reposição hormonal em homens reduz peso naqueles com circunferência abdominal maior que 94cm. Tratamento, no entanto, ainda é considerado polêmico entre especialistas
Com autorização dos pesquisadores, o endocrinologista alemão Farid Saad foi quem apresentou o estudo durante o congresso. De acordo com ele, a pesquisa é inédita no mundo e procurou relacionar o baixo nível de testosterona com as doenças cardiovasculares. Para isso, 40 homens, entre 59 e 70 anos, que apresentavam baixo nível de testosterona foram acompanhados durante cinco anos. Eles se submeteram a um tratamento de reposição hormonal. “A medicação usada tinha como objetivo estabilizar a testosterona, aumentando a massa magra do indivíduo e diminuindo a gordura”, comentou o endocrinologista, que é diretor médico global de saúde masculina do laboratório Bayer. Ele explicou que quem tem a “barriguinha de chope”, são homens com uma circunferência abdominal maior que 94 centímetros.

“A barriga é um dos sintomas da baixa taxa de testosterona, somado ainda a fatores como a diminuição do interesse sexual, problemas de ereção, baixa vitalidade e depressão”, afirmou Farid, explicando ainda que, para os problemas cardiovasculares, os principais fatores de riscos são a obesidade, hipertensão, resistência à insulina e triglicérides alto. “Homens com baixa testosterona apresentam pelo menos três desses fatores”, diz.

O baixo nível do hormônio aparece em qualquer idade, mas, segundo Farid, é mais comum acima dos 45 anos. “Vimos que durante os cinco anos de tratamento com reposição hormonal injetável, que fica no organismo durante três meses, eles conseguiram perder mais de 15 quilos, ou seja, reduziram a circunferência abdominal, conseguindo diminuir o risco de doenças cardiovasculares de forma indireta”, comenta.

O médico diz ainda que, para perder a barriguinha, as atividades físicas muitas vezes não são motivantes o suficiente. “A pessoa tende a perder a motivação muito rápido e recuperar toda a gordura localizada em pouco tempo.”

EXPERIÊNCIA COM SUÍNOS 

O coordenador de Relações Institucionais da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas, Márcio Jansen de Oliveira Figueiredo, lembra que uma pesquisa espanhola, apresentada em Brasília no ano passado e ainda em andamento, apontou que porcos que receberam duas latas de cerveja por dia não eram mais pesados dos que não tomavam bebida alcoólica. “Por isso, quando falamos em barriguinha de chope nem sempre ela está associada à ingestão de álcool. O aumento da cintura, claro, faz crescer o risco das doenças cardiovasculares.” Figueiredo reconhece que emagrecer é sempre muito difícil, e pela reposição hormonal, talvez seja mais fácil, porém ele adverte: “É preciso mais estudos para se tirar conclusões.”

Na opinião do cardiologista Marcus Vinícius Bolívar Malachias, professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, trata-se de uma questão polêmica. “A reposição hormonal nada mais é do que os famosos anabolizantes que são capazes de queimar a gordura e aumentar a massa corporal”, afirma, acrescentando que eles se proliferaram de forma negativa na sociedade. “Com o uso da testosterona realmente perde-se gordura, mas a longo prazo pode não ser benéfico. Pode haver aumento das chances de esse homem desenvolver doenças do fígado e câncer de próstata, o que gera uma grande discussão no meio médico.”

TESTOSTERONA

Todos os homens produzem testosterona, que é o hormônio sexual masculino mais importante. Ele atua em várias áreas do organismo, sendo responsável pela manutenção de músculos, ossos, gorduras, espermatogênese, e de comportamentos como libido, agressividade e emoções. Aproximadamente 20% dos homens com mais de 50 anos têm nível baixo desse hormônio. A testosterona é produzida quase toda nos testículos numa quantidade de 5mg a 7mg por dia.
É sintetizada a partir do colesterol e secretada pelos testículos em resposta ao hormônio luteinizante (LH), que é liberado pela adeno-hipófise com o hormônio folículo-estimulante (FSH) e a prolactina. Considera-se normal quando o nível de testosterona dosado no sangue fica entre 300mg/dl e 1050mg/dl. Os níveis estão sempre variando dependendo da hora do dia
ou da noite. Por isso, uma dosagem baixa deve ser confirmada por novo exame feito em outro
momento do dia.

CAUSAS

A deficiência de testosterona pode ser devido a problemas dos testículos, como diminuição da circulação arterial ou por alterações do mecanismo de controle hormonal do organismo. As manifestações mais comuns são diminuição da massa muscular, aumento da gordura abdominal, diminuição da densidade óssea (osteoporose), diminuição do interesse por sexo, piora da qualidade e da frequência das ereções, diminuição da força física, mudança do perfil lipídico no sangue, queda na sensação de bem-estar, cansaço, fraqueza, desinteresse intelectual, depressão, insônia e mau humor.

Tipos de tratamento

O tratamento deve reproduzir as oscilações normais da testosterona e dos seus metabólitos. A reposição hormonal só é indicada quando as queixas clínicas forem compatíveis com o exame físico e os achados laboratoriais. Nem todos os homens se enquadram nessas condições. É necessário que as dosagens hormonais comprovem o quadro clínico do paciente.

Fonte: Sociedade Brasileira de Urologia 
http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2013/09/24/

domingo, 20 de julho de 2014

QUAIS AS SUAS CHANCES DE ENCONTRAR UM AMOR ?


Encontrar Um Amor Quais as Suas Chances ?

O que tem em comum físicos, a busca por vida alienígena, e a busca pelo seu par romântico ideal? Uma maneira de deduzir se encontraremos um dos dois (alienígenas ou amor).
Praticamente todas as culturas enfatizam a busca romântica por alguém especial. Com 7 bilhões de pessoas por aí, por que parece tão difícil encontrar o sr. ou a srta. “certa para você”?

Esta pergunta remete a Enrico Fermi que, considerando as centenas de bilhões de estrelas e os 13 bilhões de anos do universo, fez a pergunta que os românticos solitários também se fazem: “onde está todo mundo?”.



Entra Frank Drake, que transformou a pergunta em uma equação – a famosa Equação de Drake, que sugere a quantidade possível de civilizações alienígenas tecnológicas na galáxias.
A equação é:
N*.fp.np.fl.fi.fc.fL
Onde
  • N* é número de estrelas na galáxia, por baixo cerca de 100 bilhões,
  • fp a fração de estrelas que tem planetas, 100% segundo a Nasa,
  • np os planetas podem suportar a vida, 4%,
  • fl os que desenvolveram vida, 13%, (para os números seguintes vamos pegar os palpites de Carl Sagan)
  • fi, 10% deles desenvolveram vida inteligente,
  • fc, 10% destes desenvolveram tecnologia, e
  • fL, 1% desenvolveram tecnologia nuclear e ainda não se autodestruíram.
O resultado é que provavelmente temos cerca de 52.000 civilizações alienígenas por aí. É um chute, mas é um chute científico. E é um número para não deixar a gente se sentir sozinho (ainda que estejamos sendo otimistas).
Mas será que podemos usar a Equação de Drake para encontrar algum ser aqui na Terra? Que tal usar esta equação para descobrir quantas “pessoas especiais” estão por aí, que atendem nossos critérios?
Vamos a um exemplo prático: estamos procurando o Sr. Especial para Ann, uma moça de Nova Iorque (EUA), que tem 25 anos. A Equação de Drake, versão especial para Ann, se torna
N.fg.fs.fe.fy.fl.fa.fa2.fi
Onde
  • N é a população alvo, os 8.244.910 habitantes de Nova Iorque,
  • fg, 50%, a fração masculina da população,
  • fs, 44% deles são solteiros, Ann ainda não está pensando em destruir casamentos,
  • fe são os 37% que podem ser encontrados (vão a bares, usam serviços de encontro na internet, etc),
  • fy são os 24,7% que estão na idade alvo de Ann, ou seja, não novos demais e nem muito mais velhos que ela,
  • fl são os 96% que falam inglês, já que Ann não quer aprender uma língua nova,
  • fa são os que ela acha atraente, um número subjetivo, geralmente em torno de 13%,
  • fa2 são os que acham Ann atraente, mesmo número, 13%, e finalmente,
  • fi, os que tem alguma chance de também amar a ciência, os 32,4% que tem um diploma universitário.
Colocando estes números na calculadora, chegamos a 871 pessoas “especiais” em Nova Iorque, que estão disponíveis para um relacionamento com Ann, a acham atraente, ela os acha atraente também, e pode topar com eles nos bailes e bares da vida.
Mas também existe, para cada mulher, o chamado “Fator X”. O sujeito é divertido? Gosta de tal lugar que eu gosto? Prefere Guerra nas Estrelas ou Jornada nas Estrelas? Tem uma ex-maluca?
Quanto mais aumentamos as exigências sobre o Sr. Perfeito, menos candidatos temos. Para quem tem a mente aberta, há bastante esperança tanto para encontrar vida inteligente alienígena, quanto um marido/mulher.
Como dizia Carl Sagan, “para criaturas minúsculas como nós, a vastidão só pode ser suportada pelo amor”. Quantos estão aí fora que você poderia amar?

Fonte:http://hypescience.com/encontrar-amor-quais-sao-suas-chances-cientificamente-falando/