sábado, 30 de agosto de 2014

LIBERTAÇÃO SEXUAL : UM CAMINHO SOLITÁRIO E SINUOSO

Foto do ensaio "AFETO" da Além – Coletivo de Arte.


Libertação sexual: um caminho solitário e sinuoso

Texto de Jussara Oliveira.
Fico observando e refletindo sobre posicionamentos que vejo dentro do feminismo sobre a sexualidade. Muito além dos debates mais populares e acalorados — sobre violência sexual ou prostituição — existe todo um tabu sobre a prática da liberdade sexual.
  • Quando um consentimento é consentimento de fato?
  • Quando a conduta sexual de uma pessoa afeta a imagem de um grupo?
  • Quão libertas ou castas podemos ser, afirmando com certeza que não é o patriarcado que está direcionando nossas escolhas?
  • De que forma podemos separar as nossas escolhas das escolhas dos outros?
  • Quanto podemos expor nossa sexualidade sem que isso contribua para a fetichização e objetificação?
  • É possível problematizar algumas práticas sem julgarmos moralmente as pessoas envolvidas?
Existe resposta simples para alguma dessas questões?
Não digo que o assunto não deva ser debatido, pelo contrário. Acho importante discutir, mesmo que não seja para chegar num consenso. A única coisa que sei, com certeza, é que não sou quem vai ser a régua para a vida de ninguém e que não posso falar pelos outros. O caminho para a descoberta da própria sexualidade é um caminho solitário e único, tanto quanto diverso.
Já tive várias oportunidades de conversar e ouvir muito sobre a experiência de outras pessoas neste tema. Toda a insegurança da descoberta, a luta contra traumas e violências, contra tabus, contrapadrões de corpos e beleza, contra moralidade religiosa, a busca das sexualidades diversas, a falta de informação, as experiências fracassadas, as frustrações, a pressão social sobre a virgindade e pureza feminina, o desafio da busca do prazer feminino,  a pressão sobre a virilidade masculina…
Algumas dessas dificuldades são pessoais, outras estão relacionadas a opressões que determinados grupos sofrem. E, uma pessoa só, pode ser sozinha uma interseção de grupos, consequentemente, de opressões. Por isso, as respostas para as perguntas que faço não são fáceis.
Mas sabe, isso definitivamente não quer dizer que o sexo ou a sexualidade. por si só, sejam condenáveis. Muito pelo contrario, no meu modo de ver. Precisamos experimentar aquilo que nos tem sido negado, que é a agência sobre nossos corpos, nosso prazer e as nossas experiências. E, também, ressignificar a experiência do gozo que tem sido restrita a vontade masculina.
Sobre a hipersexualização, que algumas pessoas tanto apontam como sendo um problema, tenho cá minhas dúvidas se podemos interpretar isso como uma grande exposição da sexualidade. Na minha opinião, o que ocorre na verdade é uma hiperobjetificação, porque a sexualidade apresentada e incentivada pela mídia e por diversos espaços é uma sexualidade plástica, falocêntrica e distante da realidade. Existe pouco espaço para discutir a sexualidade de fato. Para experimentarmos nossa sexualidade de forma lúdica e sem grandes julgamentos morais (positivos ou negativos).
Entendo que, neste campo, alguns grupos estão em posições extremamente mais frágeis e sujeitos a violência do que outros. Mas, pessoalmente, não acho que seja por meio da negação da sexualidade que a gente vai se libertar. A condenação e o estigma de algumas práticas, profissões e posicionamentos só afasta as possíveis vítimas de violência — dentro desses contextos — de conseguirem problematizar sua situação e buscar ajuda por causa do temor de julgamentos e falta de apoio. Além de estigmatizar pessoas — que tenham conseguido alguma autonomia em ambientes sexualmente libertos — de forma negativa e generalizante.
Alias, é possível que nada do que, nós (minorias), fizermos seja considerado pela maioria como libertação sexual, porque a opressão, simplesmente, não nos dá essa possibilidade (e não nos dará) de sermos agentes dos nossos corpos. Viver a sexualidade (de qualquer jeito e em qualquer nível) ou não… para muitas pessoas vai ser ser sempre uma transgressão. Porque ousarmos tomar nossas próprias decisões já é uma transgressão.
Creio que, no ativismo, o melhor que podemos fazer é aceitar essa diversidade de pessoas, de histórias, de grupos e darmos todo o suporte para que cada indivíduo busque ao máximo sua autonomia de escolha. Isso pode ser pouco muitas vezes, mas não podemos nos colocar na posição de juízes e/ou juízas da libertação alheia, muito menos devemos assumir a posição de sermos nossos próprios algozes nessa busca tão sinuosa.
Fonte:http://blogueirasfeministas.com/2014/07/libertacao-sexual-um-caminho-solitario-e-sinuoso/

AS MULHERES MAIS SEXY DE TODOS OS TEMPOS TE ENSINAM A SEDUZIR

As mulheres mais sexy de todos os tempos te ensinam a seduzir. Aqui!

Marilyn Monroe, Audrey Hepburn, Elizabeth Taylor e mais sete divas nos deixaram uma herança sem preço: dicas de sedução. Acompanhe o passo a passo.

“Quando sou boa, sou muito boa, mas quando sou má, sou ainda melhor”. A frase é de Mae West, atriz e dançarina do começo do século 20, mas você já deve ter ouvido essa e outras expressões deste tipo por aí sem ter ideia de que saíram dos lábios sensuais de divas - e experts em sedução - como Mae. Assim como ela, outras famosas, através de suas declarações, deram verdadeiras lições de como lidar com o sexo oposto. A aula hollywoodiana começa agora!

Divas_frases_1 (Foto: Getty Images)
Lição 1, Marilyn Monroe: “Os homens acreditam que as mulheres são como livros: se a capa não atrai, não querem ler o que há dentro”
Conclusão: Se sabemos que a beleza está no interior, cuide da sua imagem para que eles possam chegar até lá! Mas não finja ser quem não é. Não existe nada pior para seduzir um homem que enganá-lo. Existem coisas que não conseguimos esconder por muito tempo. 

Divas_frases_2 (Foto: Getty Images)
Lição 2, Audrey Hepburn: “Não tenho sex appeal, eu sei. Creio que não tenho nenhuma das qualidades que se pedem a uma estrela de cinema, mas sei o que tenho de melhor para oferecer”
Conclusão: Aprenda a valorizar o que tem, inclusive as partes de seu corpo que você menos gosta. Ah! E não se importe com os padrões da sociedade, tá? 

Divas_frases_3 (Foto: Getty Images)
Lição 3, Elizabeth Taylor: “Alguns dos homens mais importantes da minha vida foram um cachorro e um cavalo”
Conclusão: Noivos, maridos, amantes... para muitas mulheres o ideal é ter sempre um homem a seu lado, mas se você não tiver um, não faça disso um drama. Pense que o melhor está por vir e não se relacione com um homem que não te trata como você merece. Antes de esperar por ele, siga o conselho de Liz e compre um mascote! 

Divas_frases_4 (Foto: Getty Images)
Lição 4, Rita Hayworth: “O que me surpreende na vida não são os casamentos que fracassam, mas os que duram”
Conclusão: Nada é para sempre. Rita sabia disso por experiência, ela casou cinco vezes! Viva sua história como se fosse um affair para que a paixão da conquista não se perca. 

Divas_frases_5 (Foto: Getty Images)
Lição 5, Mae West: “Poucos homens sabem beijar bem, mas sempre há tempo para ensiná-los”
Conclusão: Todos temos um background de experiências e gostos, mas seu novo parceiro não tem como saber quais são. Dê oportunidade para que ele descubra, com um pouco de ajuda da sua parte, é claro. Substitua a frase “Assim não" por: “Por que também não tenta fazer isso”. Anotou? 

Divas_frases_6 (Foto: Getty Images)
Lição 6, Shirley McLaine: “Dizem que somos um terço monogâmicos puros, um terço monogâmicos em parte e um terço polígamos. Pense duas vezes antes de prometer fidelidade”
Conclusão: Não se comprometa com uma relação se não é fiel. Se você não está disposta a ser monogâmica, não pode pedir para que seu parceiro seja. Antes de assumir o relacionamento, exponha as regras do jogo, oras! 

Divas_frases_7 (Foto: Getty Images)
Lição 7, Katharine Hepburn: “O amor não tem nada a ver com o que espera receber, mas com o que se espera dar, que é tudo”
Conclusão: Ame sem medo. Cada um ama a seu modo e expressa seus sentimentos a seu modo também. Em uma relação, não existe nada pior que sentir-se enganado pelo outro. 

Divas_frases_8 (Foto: Getty Images)
Lição 8, Kim Novak: “Se o que você deseja é ser glamourosa, ou realmente bela, ou realmente sexy, então você não é. Mas pode parecer”
Conclusão: Sinta-se glamourosa, bela e sexy, porque se você não acredita, ninguém vai acreditar. Uma maquiagem e um look adequado fazem milagres, mas manter a atitude sedutora, que sai de dentro, é fundamental. 

Divas_frases_9 (Foto: Getty Images)
Lição 9, Ingrid Bergman: “Não me arrependo das coisas que fiz, só das coisas que não fiz”
Conclusão: Não fique com vontade. Dê o primeiro passo, convide para um jantar romântico, proponha uma surpresa... Só se vive uma vez! 

Divas_frases_10 (Foto: Getty Images)

Lição 10, Greta Garbo: “Não se tem que estar casada para ter um bom amigo como companheiro de vida”
Conclusão: Não há padrões fixos quando falamos de sentimentos. Deixe que a relação flua e encontre o modo em que ambos se sintam bem. Mesmo que isso não seja um casamento com papel passado. 
  
Fonte:http://revistaglamour.globo.com/Amor-Sexo/noticia/2013/02/

sábado, 23 de agosto de 2014

DOS 20 AOS 60 ANOS : AS MULHERES CONTAM COMO É SE APAIXONAR EM DIFERENTES FASES DA VIDA



O sentimento de amor se transforma ao longo da vida
Foto: JJack/Thinkstock/Getty Images


Dos 20 aos 60 anos: mulheres contam como é se apaixonar em diferentes fases da vida


Cinco mulheres demonstram como a descoberta do amor pode assumir diferentes significados conforme a idade, o histórico de realizações e as ambições profissionais.


O título não deixa dúvida a respeito do conteúdo. Lançado pela editora Paralela, selo da Companhia das Letras, O Amor Chegou Tarde em Minha Vida é uma biografia franca de uma das jornalistas mais famosas do país (veja entrevista no final da matéria). Aos 48 anos, Ana Paula Padrão conta, sem pudores, como foi deixar a disputada bancada do Jornal da Globo, em 2005, para dedicar mais tempo ao segundo marido, o economista paulistano Walter Mundell, com quem se casou aos 36.
Uma decisão, segundo ela, possível apenas quando já se atingiu certo grau de maturidade e realização profissional. Ela alega que não queria mais o trabalho no centro de sua vida, justificando a resolução, que causou celeuma na época."O amor fez toda a diferença. Hoje, sou uma pessoa completa."
Suas confissões demonstram como a descoberta do amor pode assumir diferentes significados conforme a idade, o histórico de realizações e as ambições profissionais. Com o tempo, acumulamos vivências, boas e ruins, e ficamos mais racionais. O avanço da idade gera novas expectativas. A atração física, imperiosa no começo da vida afetiva, cede espaço à busca por companheirismo e afinidades na profissão, nas finanças e nos gostos pessoais.
Da mesma forma, a dor do amor desfeito assume diferentes matizes. Enquanto o mundo parece desmoronar na adolescência, com o tempo aprendemos que coração quebrado tem conserto. Nem por isso a emoção de amar diminui com a idade, como comprovam as histórias a seguir.
Aos 20 - "O amor tem mais afinidade com a coragem".
Natasha Siviero
Foto: Everton Nunes
"Hoje, quando alguém me diz que vai se casar aos 21 anos, até acho cedo. Mas comigo não foi - e não me arrependo. O Rafael tinha 24 anos e estávamos na mesma turma na faculdade de comunicação. Ele era charmoso, chamava a atenção com seu olhar oblíquo e pernas longas. Entendi que a atração física era amor quando passei a querer dormir com ele todas as noites. Deixei para trás o meu quarto, a convivência diária com meus pais e irmãos, o forró de domingo... Tive dúvidas, claro, mas não precisei de certezas para decidir pelo casamento.
O amor tem mais afinidade com a coragem. Não sou mais a mesma pessoa, o que é visível no meu blog Samba Pras Moças. Eu, que sempre fiz um dramalhão das pequenas coisas, passei a amar o que é pequeno em sua miudeza. Das dores homéricas, amores e paixões, minhas crônicas ganharam outros temas: vieram parar no carrinho de compras do condomínio e nas tarefas da babá, mas sem abandonar a intensidade de quem é jovem. Não tenho ciúme, sou segura. Quando o Miguel nasceu, há dois anos, nosso amor mudou. Ficou mais livre, cheio de compaixão, de entrega e mansidão, sem urgências."
Natasha Siviero, 26 anos, escritora
Aos 30  - "Eu não sonhava com casamento, mas acabei sendo atropelada pelo amor".
 
Luciana Canuto
Foto: Filipe Redondo
"O Paulo César é ator e eu o conheci no palco, quando participava de uma peça produzida por alguns amigos. Foi amor à primeira vista; não conseguia tirar os olhos dele. Eu estava prestes a completar 33 anos; ele tinha 31. Do espetáculo, fomos para um churrasco e logo ficamos amigos. Começamos a sair pouco depois, mas o primeiro beijo demorou semanas para acontecer. Engatamos um namoro cheio de idas e vindas, pois ele morava em Belo Horizonte e viajava bastante a trabalho.
Eu, em São Paulo, passava por um momento profissional muito bom. Achava que um relacionamento não caberia na minha vida. Era engraçado, minhas amigas da mesma idade estavam todas desesperadas pela pressão do relógio biológico e das famílias. Eu sempre era madrinha dos casamentos, mas não sonhava com aquele tipo de romance para mim - só que acabei sendo atropelada pelo amor. Cerca de dois anos depois, decidimos morar juntos.
Se fôssemos mais jovens, não teríamos tido estrutura para modificar tanto a nossa vida. Ele trocou de cidade e deixou a família para morar comigo. E eu, que sou filha única e sempre fui individualista, aprendi a conviver. Nossa filha, Marina, nasceu em 2008. Ela já tinha completado 3 anos quando casamos de papel passado, e a cerimônia coroou um momento importante da nossa história. Nem por isso digo que vivemos um conto de fadas, pois a rotina no casamento é difícil. Ao olhar para trás, porém, e ver tudo o que passamos juntos, tenho certeza de que valeu muito a pena."
Luciana Canuto, 42 anos, funcionária pública
Aos 40 - "Quando jovem, persisti num amor sem retribuição. Hoje, sei que o amor é recíproco."
 
Francisca Xavier, 60 anos, funcionária pública
Foto: Anna Luiza Fischer
"Conheci um rapaz no primeiro período da faculdade de direito, aos 20 e poucos anos, e me apaixonei. Cinco anos depois, entrei de cabeça e começamos a namorar, mas ele não mantinha o compromisso e descobri várias traições. Só consegui deixá-lo aos 40. Sentia que havia perdido 13 anos da minha vida e não queria ficar só, mas nunca fui de frequentar bares atrás de alguém. Muito menos naquela idade. Procurei anúncios sentimentais no jornal, mas não gostei de ninguém. Resolvi me inscrever em uma agência de matrimônios. Como nunca encontrava a pessoa certa, decidi tocar a vida sozinha. Até que conheci o José na fila do cinema.
Era viúvo e procurava uma companheira que o ajudasse a criar o filho adotivo, então com 5 anos. Marcamos um encontro. Eu tinha sofrido muito e não estava preparada para casar, muito menos para ganhar um filho, mas o amor aconteceu com o tempo. O Zé e o garoto me conquistaram.
Temos muita cumplicidade e carinho um pelo outro. Ele me pressionou e casamos dois anos depois. Foi difícil encontrar alguém nessa fase da vida, porque sempre trabalhei muito, sem horário certo para chegar em casa. Eu, que não tive filhos e podia bater a porta sem dizer para onde ia, me vi administrando uma carreira, um casamento e uma criança. Mas valeu a pena. São 16 anos de uma relação que não me machuca. Quando jovem, persisti num amor sem retribuição. Hoje, sei que o amor é recíproco."
Aos 50 - "O amor na maturidade envolve menos sexo, mas você aproveita mais."
 
Maria Magdalena Frechiani
Foto: Everton Nunes
"Na adolescência, sentia borboletas no estômago se gostava de alguém. Conheci o pai das minhas filhas na faculdade de medicina. Era interessante, culto, inteligente... Engravidei na primeira transa e casei aos 21 anos, logo após sair da cadeia - já estava grávida quando fui presa pela ditadura. O Guilherme tinha 23 anos e passamos por dificuldades financeiras e emocionais que minaram o relacionamento. O casamento acabou quando nossa terceira filha estava com 3 anos.
Depois, não tive relacionamentos sérios. Aos 35, namorei um rapaz sete anos mais jovem, meu aluno na residência médica. Mais tarde, mantive uma relação mais ou menos estável com um médico, mas nossos gênios não batiam. Quando terminou, eu tinha pouco mais de 40 anos e achei que chegava. Passei oito anos sem ninguém, não valia a pena me envolver. Até que, aos 54, conheci o Albert a caminho da praia. Ele é irmão da minha vizinha e havia perdido a mulher tragicamente numa cirurgia. Marcamos um encontro no Réveillon, no sul da Bahia, só que ele não apareceu. Cheguei a desistir, mas em janeiro ele surgiu na minha casa e começamos a namorar.
Meus quatro netos acharam o máximo. Aquele janeiro foi muito intenso, realmente me senti uma adolescente apaixonada e ridícula. Sempre fui muito direta, um pouco dura, mas a paixão é química, sempre dá frio na barriga. Seis meses depois, descobrimos que ele tinha câncer no pulmão. Eu mal conhecia aquele homem, mas, depois de operado, passou um semestre em recuperação na minha casa e hoje está bem. Temos diferenças. Ele é possessivo e ciumento, o que não combina comigo, porque nunca fui submissa. Somos, porém, muito companheiros. O amor na maturidade envolve menos sexo, mas você aproveita mais."
Maria Magdalena Frechiani, 62 anos, oncologista pediátrica
 
O Amor Chegou Tarde em Minha Vida, biografia de Ana Paula Padrão
Foto: Divulgação
O amor é a questão central do livro?
Há dois tipos de amor. O romântico, que gera o casamento, e o amor por você mesma, que a torna capaz de amar outra pessoa. Enquanto você não se ama, não consegue amar o outro. O livro conta como comecei a me amar.
E por que aconteceu tão tarde?
Boa parte de nós, mulheres dos anos 1980, estava tão intensamente ligada ao trabalho que abdicou da vida amorosa. Quebramos esse ritual feminino para copiar os homens e entrar no mercado de trabalho. No meu caso, precisei de um longo processo para aprender a me amar e querer mais do que o trabalho pudesse oferecer.
O amor exige muito?
Lógico! O amor exige cuidado todos os dias. Fazer um gesto em direção à pessoa, entender suas fraquezas e fragilidades é um exercício diário de concessões para harmonizar os opostos.
A vida afetiva da mulher pesa no mercado de trabalho?
Não tanto quanto a maternidade. A vida afetiva não interfere na carreira, contanto que a mulher continue disponível 16 horas por dia.
Qual a grande mudança que o amor provocou na sua vida?
Sou uma pessoa mais completa. E me sinto menos estranha

Fonte:http://mdemulher.abril.com.br/amor-sexo/reportagem/relacionamento/

EU NÃO AMAREI VOCÊ PARA SEMPRE! - CARLOS MION

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Eu não Amarei Você para Sempre
Promessas... Impossíveis e camufladas em juras de amor. Será que você já passou por isso antes? Apaixonar-se por expectativas que não poderão ser sustentadas por muito tempo, e ainda sim esperar que sejam eternas.
Ele prometeu amar você pra sempre, ser fiel, carinhoso romântico...
Que cilada!
Mesmo não tendo capacidade de sentir de fato o que é a eternidade, nós humanos insistimos em deseja-la. Na prática, sabemos que não duramos muito, e esse é um dos grandes motivos para apreciarmos tanto aquilo que nos transcende. Um grande exemplo disso é o amor. Não sabemos de certo qual a sua dimensão, quanto dele se possui. Dizemos apenas que é muito, pouco ou nada. Amor é sentimento, é incontrolável, é imensurável. Se é eterno ou não, ninguém pode afirmar, mas é assim que o queremos, não é verdade? Para sempre.
Insistimos em acreditar que exista alguém que queira nos amar para sempre, ou ao menos, que queira nos amar enquanto tivermos a capacidade de sentir este amor. É isso mesmo, não estou sendo redundante! A questão é que criar expectativas sobre algo impossível e que não se pode prometer (pelo menos não para você acreditar e esperar isso) gera enormes danos emocionais.
Se criou expectativas e foi abandonada em um relacionamento clique aqui
Por que insisto tanto em não acreditar em quem promete sentimentos? Porque o problema maior não está em quem promete. Podemos prometer qualquer coisa. O deslize aqui está em acreditar, mesmo que em nível subconsciente, em tais promessas.
Muitas pessoas infelizmente apaixonam-se por expectativas, promessas, ilusões.
_ Ele parecia ser tão bom, tão sincero, tão fiel.
_ Ele disse que sempre me amaria. Parecia ser uma cara diferente.
_ Ele jurou que que sempre seria a mesma pessoa comigo.
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Por favor, palavras são palavras, ações são ações. Apenas uma pequena parcela das pessoas tem o hábito de fazer das palavras ações. E mesmo assim, no caso dos sentimentos não existe a possibilidade de prometer eternas sensações.
Vou dar um exemplo:
Posso prometer carinho “eterno” a uma mulher que eu estiver me relacionando. Enquanto eu estiver com ela, esse sentimento (o carinho) será percebido através de ações bem conhecidas: toques, delicadeza, cafunés, olhar, cuidado, atenção, etc.. Agora imagine o seguinte: termino esse relacionamento com essa mulher, e de forma pegajosa passo a ir atrás dela diariamente. Insisto em voltar, e para tentar convencê-la disso, tento repetir as ações que eu praticava antes para ela sentir carinho. Cá entre nós, se a mulher não quiser mais nada comigo vai acabar sentindo pena e repugnância com a minha insistência, e todas as minhas ações relacionadas ao carinho serão sentidas por ela como algo enjoativo, grudento e repugnante. Mas minhas ações foram exatamente as mesmas! Sim, foram, mas o que ela sentiu não.
Se eu prometo sentimento eterno a alguém, e esse alguém acredita nisso e começa a criar sinceras expectativas a respeito, passo a ser superior em sentimentos para ela. E isso é um grande gerador de apaixonamento. Consegue perceber? Se você acredita nisso, é porque precisa de sentimentos eternos (na verdade você acha que precisa) e ao mesmo tempo não os possui, então começa a criar fantasias sobre o que a pessoa prometeu.
É por esse motivo que não se deve acreditar em quem promete sentimentos. Já as ações sim. O “sentir” depende de cada pessoa, depende do estado de ânimo e depende das situações comportamentais do momento. Você simplesmente não pode prometer fidelidade. Se fizer isso, fará apenas poeticamente, e quem estiver recebendo essa mensagem NÃO DEVERÁ criar expectativas sobre isso.
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Fuja das pessoas que prometem sentimentos: amor, fidelidade, carinho, etc.. Ninguém tem essa capacidade! Ao não ser que seja expressado poeticamente.
O que se pode prometer na prática são apenas as ações que PODEM levar você a sentir amor, carinho, etc..
Deixo, como conclusão deste artigo, as palavras de um filósofo que estudo há muitos anos: Nietzsche, que em sua obra, “Humano, demasiado humano”, expressa o seguinte:
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"Pode-se prometer ações, mas não sentimentos, pois estes são involuntários. Quem promete a alguém amá-lo sempre, ou odiá-lo sempre, ou ser-lhe sempre fiel, promete algo que não está em seu poder; mas o que pode perfeitamente prometer são aquelas ações que, na verdade, são geralmente as consequências do amor, do ódio, da fidelidade, mas que também podem emanar de outras razões, pois a uma ação conduzem diversos caminhos e motivos. A promessa de amar sempre alguém significa, portanto: enquanto eu te amar, manifestar-te-ei as ações do amor; se eu já não te amar, pois, não obstante, receberás para sempre de mim as mesmas ações, ainda que por outros motivos. De modo que a aparência de que o amor estaria inalterado e continuaria sendo o mesmo permanece na cabeça das outras pessoas. Promete-se, por conseguinte, a persistência da aparência do amor, quando, sem ilusão, se promete a alguém amor perpétuo."
Quer saber se alguém é de fato fiel, carinhoso, sincero? Perceba suas ações. Elas revelam, mesmo que em nível subconsciente, o mais próximo da essência humana.
Carlos Mion

Fonte:
© obvioushttp://lounge.obviousmag.org/feminalis/2014/08/eu-nao-amarei-voce-para-sempre.html#ixzz3BD9sqqcz 
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FELICIDADE CONJUGAL, DE LEV TOLSTÓI: OS CICLOS DA PAIXÃO

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Felicidade Conjugal,de Lev Tolstoi,
os Ciclos da Paixão
Publicada em 1859, Felicidade Conjugal, de Lev Tolstói, descreve com precisão os ciclos da paixão e seu trágico declínio.
Grandes amores quase sempre vêm acompanhados de grandes tragédias. Pelo menos na boa literatura, no bom cinema, no bom folhetim exibido semanalmente na TV.
Geralmente os pombinhos são separados pelo rei, pela irmã malvada, pela classe social, por traições, guerra, morte; pela amante, pela tia chantagista e por aí vai.
A impossibilidade de viver o amor é o que parece torná-lo eterno.
Os amantes sofrem. Alguns enlouquecem. Outros se casam, mas não esquecem jamais “o grande amor”.
Porém há, também, um tipo de tragédia amorosa tão dolorosa quanto a separação involuntária: o fim do amor.
Perceber, admitir, conceber a ideia de que o amor não dói como antes, não rouba o ar, não alegra na presença nem entristece na ausência é tão (se não mais) trágico quanto ser impedido de amar.
Na novela Felicidade Conjugal, de Lev Tolstói (tradução de Boris Schnaiderman, Editora 34), acompanhamos a decadência não de um casal, mas de uma paixão, que surgiu fresca como a relva, cheia de promessas, palpitações e rubores, e termina feito a febre, como diz Stendhal em seu livro Do Amor“O amor é como a febre, nasce e morre sem que a vontade venha a representar o menor papel”.
Diferentemente dos demais livros do autor – que envolvem questões ético-religiosas – em Felicidade Conjugal Tolstói se ocupa em nos apresentar o que poderíamos chamar de “ciclo da paixão”.
Descreve com precisão, através da personagem Mária Aleksândrovna, a deliciosa ilusão da simbiose dos primeiros momentos:
“Eu sabia que ele me amava (...), tinha em alto preço este amor, e, sentindo que ele me considerava como a melhor das moças no mundo, não podia deixar de desejar que esta mentira permanecesse nele. E, involuntariamente, eu o enganava. Mas enganando-o, eu própria me tornava melhor”.
Em outro trecho:
“Mas eu pensava nele agora de modo completamente diverso daquela noite em que soubera pela primeira vez que o amava, eu pensava nele como em mim mesma, ligando-o sem querer a cada pensamento sobre meu futuro (...), tinha a impressão de que, em dois, seríamos tão infinita e tranquilamente felizes”.
O que vem depois? O sentimento de posse e ciúmes que aos poucos começa a roer os ossos. A dúvida sobre a qualidade do afeto do outro. Vontades contrárias. Expectativas não partilhadas.
Quando Mária Aleksândrovna se percebe independente, com vontades próprias e demandas particulares, quando ambos se dão conta de que não são “um”, sentem-se traídos um pelo outro.
O resultado dessa traição tácita é o afastamento e por fim... o fim da paixão.
“Pela primeira vez, lembrei vivamente nossos primeiros tempos na aldeia, os nossos projetos, pela primeira vez surgiu-me na cabeça a pergunta: quais foram, afinal, as alegrias dele no decorrer de todo esse tempo? E me senti culpada perante ele. ‘Mas por que ele não me deteve, por que foi insincero comigo, por que evitou explicações, por que me ofendeu? - perguntei a mim mesma – Por que não utilizou sobre mim o poderio do seu amor? Ou não me amava’?”
Tentando buscar explicações para o fim, o amante Sierguiéi Mikháilitch argumenta:
“Eu lamento, eu choro aquele amor passado, que não existe nem pode existir mais. Quem é culpado disso? Não sei. Sobrou o amor, mas não aquele, sobrou o seu lugar, mas o amor ficou totalmente dolorido, não tem mais força nem suculência, ficaram as recordações e a gratidão, mas”...
Publicada em 1859, inspirada nas relações pessoais de Tolstói com V. V. Arsiênieva – moça com quem viveu uma história de amor antes de seu casamento – e considerada pelo próprio autor como “uma ignomínia vergonhosa”, Felicidade Conjugal nos faz crer em suas 119 páginas que não apenas Romeu e Julieta foram vítimas de uma tragédia amorosa, mas também Mária Aleksândrovna e Sierguiéi Mikháilitch, que viram o amor-paixão nascer e morrer, pois um amor que morre ante nossos olhos é como um natimorto: quase impossível de enterrar.
(imagem: google)


© obvious: http://lounge.obviousmag.org/monica_montone/2014/07/felicida.html#ixzz3BD3gNyZA 
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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

SEXO CASUAL FAZ BEM OU MAL ?

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Sexo casual faz bem ou faz mal? 

Veja opiniões e dê a sua

Ainda existe bastante preconceito em torno do sexo casual, como se a prática não pudesse fazer tão bem quanto uma relação acompanhada de sentimentos. Do ponto de vista científico, há poucos estudos destinados a analisar o impacto desse tipo de comportamento na vida de cada um e os resultados até agora foram bastante diversos.

Motivada por essa lacuna no campo da sexualidade humana contemporânea, a pesquisadora Zhana Vrangalova, psicóloga e atual professora do Departamento de Psicologia da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, resolveu conduzir um estudo para entender como o sexo casual afeta as pessoas.

A pesquisa, realizada com 530 estudantes da universidade Cornell, também em Nova York, revelou que a prática tem impacto positivo na saúde mental quando é feita pelas razões ou motivações certas. Ou seja, quando alguém realmente deseja o sexo casual e busca a relação apenas por diversão ou prazer, por exemplo.

Quando a pessoa procura esse tipo de sexo pelas motivações erradas, como querer agradar alguém ou por vingança, os efeitos são negativos. "Meu estudo mostrou que fazer sexo casual pelas razões erradas leva a um nível maior de ansiedade e depressão, a mais problemas físicos e menor autoestima", disse Zhana Vrangalova, em entrevista.

Aqueles que tiveram a relação sexual esporádica pelas motivações adequadas não apresentaram as condições descritas aumentadas. Segundo a pesquisadora, os dados, coletados em 2010 e publicados este ano, não apontaram diferenças de resultados entre homens e mulheres.

A psicóloga Maria Luiza Araújo, especialista em sexualidade humana e integrante do Ambulatório de Sexualidade do Hospital Moncorvo Filho, da Faculdade de Medicina da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), também acredita que as consequências do sexo casual dependem dos envolvidos e de suas motivações. "Pode ser muito bom para uma pessoa que não quer se ligar afetivamente a ninguém e muito ruim se a pessoa se sentir usada", exemplifica.

Amor e afeto

Para o psicólogo clínico e escritor Frederico Mattos, autor do livro "Como Se Livrar do Ex", da editora Matrix, assim como no sexo com amor, as pessoas são capazes de ter experiências positivas ou negativas no relacionamento casual. Ele destaca que a prática faz mal quando surge de uma atitude autodestrutiva. "É prejudicial quando for uma forma contrariedade pessoal, autopunição ou repúdio a si mesmo, uma maneira de se maltratar", explica.

Para se entregar à prática sem acarretar problemas futuros, o psicólogo afirma que é importante ter clareza do que se quer, sem confundir as expectativas. Quando isso acontece, Mattos diz que esse tipo de sexo pode trazer recompensa emocional. "Afinal, sentir-se desejado sexualmente é gratificante também, independentemente se venha de um relacionamento estável ou casual", reforça.
Maria Luiza ressalta que o sexo casual não funciona para quem precisa de afeto para concretizar uma relação. Ela pontua que essa necessidade é mais frequente nas mulheres. "O sexo casual geralmente tem tesão, mas não tem afeto", fala.

Mulheres x homens

Apesar da pesquisa não indicar distinções nas consequências do sexo casual entre os gêneros, a maneira de lidar com a prática nem sempre é a mesma. Na opinião de Frederico Mattos, para os homens, culturalmente, acaba sendo mais fácil ceder aos desejos sem interferência de barreiras morais. "Além de brigarem com seus demônios pessoais, as mulheres ainda precisam cuidar de uma reputação que potencialmente seria maculada por um comportamento sexual mais livre", analisa.
A psicóloga do Ambulatório de Sexualidade da UFRJ observa que também é mais comum entre as mulheres fazer sexo casual mesmo sem vontade, pela dificuldade em dizer não ou pelo medo de perder o parceiro. "Ela tem receio de o parceiro não a procurar de novo e acaba transando, às vezes, mesmo sem estar excitada", relata Maria Luiza.

Zhana Vrangalova, que também coordena o The Casual Sex Project, site que reúne histórias reais de sexo casual, diz que ainda existe muito preconceito em torno dessa prática sem compromisso. "Porque nós fomos ensinados que isso é ruim. Nós vivemos em uma cultura em que o sexo deve somente acontecer com pessoas que estão em um relacionamento", acredita a pesquisadora.
Para Frederico Mattos, tanto homens quanto mulheres são capazes de experimentar o sexo sem envolvimento. "Podemos desejar estranhos e desenvolver o clímax sexual sem saber de sua intimidade, mas algumas pessoas acham impossível, o que é apenas falta de hábito", diz. 
Quando o sexo casual vale a pena
  • Quando a pessoa quer diversão e prazer
  • Por vontade de explorar e aprender sobre sua sexualidade
  • Se acredita que é uma experiência importante
Quando o sexo casual não vale a pena
  • Se for para sentir-se melhor ou para evitar outros sentimentos desagradáveis
  • Querer agradar alguém (como parceiro ou amigos)
  • Fazer para obter um favor, recompensa material ou vingança
  • Ter esperança que o sexo leve a uma relação duradoura
  • Não querer realmente isso, mas estar de alguma maneira sendo enganado, coagido para o sexo ou muito embriagado para tomar uma decisão responsável
Fonte: Zhana Vangralova – Psychology Today
http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2014/08/15
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NÃO DEIXE QUE TRAUMAS DA RELAÇÃO ANTERIOR INTERFIRAM NA ATUAL

  • Pessoas que carregam mágoas tornam-se tensas, ansiosas e cansativas

  • Pessoas que carregam mágoas tornam-se tensas, ansiosas e cansativas

Não deixe que os traumas da relação anterior interfiram na atual

Se você já sofreu alguma desilusão amorosa, sabe que pode ser difícil se livrar de uma lembrança ruim. Existem pessoas que, após uma decepção, ficam presas a ideias negativas sobre relacionamentos, como "o amor não existe", "todo parceiro será infiel", "ninguém merece minha confiança". Segundo especialistas, porém, esses sentimentos são naturais nessa fase, pois todo rompimento é um luto (e que merece ser vivido).
"Se uma relação é desastrosa, por qualquer que seja o motivo, ficamos mais paranoicos, na defensiva. É uma reação comum do ser humano tentar se proteger de uma próxima decepção", fala Marcelo Quirino, psicólogo pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
Apesar disso, de acordo com a psicóloga e terapeuta de casais Pamela Magalhães, tudo tem limite e é preciso estabelecer um prazo final para esse sofrimento, assim como em qualquer perda.
"É fundamental viver o luto quando um relacionamento termina, para que ele tenha um fim e, então, haja espaço para que um novo possa começar, sem misturar o passado com o presente e o futuro. Esse processo resulta na aceitação do rompimento e na percepção de que a vida tem de seguir em frente", diz.
A grande questão é como lidar com as lembranças, afinal, existem formas de tirar bons frutos de todas as relações. Para não deixar que as coisas ruins interfiram nos relacionamentos que virão, a saída é usar as experiências a seu favor, ou elas se tornarão inimigas que impedem a felicidade amorosa.
"Não há como se relacionar sem ter medo. Portanto, não se trata de desejar uma vida sem riscos, pois isso seria uma ilusão. Trata-se de transformar o que foi desagradável em aprendizado e ferramenta para lidar com situações futuras. Pessoas que carregam mágoas de relacionamentos tornam-se tensas, ansiosas e até cansativas. Sem contar que podem agir contra si mesmas, perdendo a chance de serem felizes", afirma Rosana Braga, psicóloga, consultora de relacionamentos e autora do livro "Faça o Amor Valer a Pena" (Editora Qualitymark).
Apesar da experiência e das lembranças que um relacionamento fatalmente deixam como herança, é preciso saber que cada relação é única. Iniciar um novo romance lembrando o que deu certo ou errado no anterior é um erro, assim como comparar os parceiros.
"Coloque-se no no lugar do outro. Pense se você gostaria de ser comparado com o 'ex' do seu atual ou se seria legal saber que ele olha para você temendo que o erro do passado se repita", explica Rosana.

Para recomeçar

Segundo o psicoterapeuta Leo Fraiman, o tempo não cura tudo e é necessário um esforço para que o cérebro, até então acostumado com aquela pessoa, entenda que a rotina após um rompimento mudará. 
"Afastar-se, mas continuar fiscalizando as redes sociais e querendo saber da vida do 'ex', reforça, para o cérebro, aquela sensação de prazer que o indivíduo sentia quando estava com o então par. É preciso dar chance ao novo: mas não necessariamente a novas pessoas, pois a ânsia de substituir um amor por outro pode acabar gerando comparações", fala.
Porém, não é todo mundo que consegue fazer essa mecânica funcionar. Por isso, existem estratégias para que você possa, aos poucos, fechar um ciclo. E a primeira delas, de acordo com Fraiman, é tentar mudar os pensamentos negativos que insistem em permear nossa cabeça quando passamos por uma decepção.
Ao refletir sobre as ideias ruins em relação ao amor, resultado da decepção, é possível encarar os fatos de maneira mais positiva. Você pode fazer isso sozinho ou desabafando com pessoas queridas. "Aos poucos, o cérebro vai retomando a sensação de que a vida pode ser boa e que as coisas podem acontecer de uma maneira diferente", explica.
Outra alternativa é escrever no papel, em terceira pessoa, a história que te magoou. Isso pode ajudar a diminuir o medo de decepções futuras.
"Quando escrevemos, nos distanciamos dos acontecimentos e conseguimos enxergá-los de outra forma. Passamos a entender que a condição de sofrimento não precisa ser permanente. Assim, podemos dar à história um desfecho que esteja de acordo com o caminho que gostaríamos que tudo tomasse", comenta Fraiman.

Fonte:http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2014/08/22/