O OPOSTO DO AMOR NÃO É INDIFERENÇA





O senso comum, fonte caudalosa de estultices, fala de ódio como se isto fosse o contrário de amor. Quem vai além do que está na boca do vulgo pode concluir que, na verdade, o contrário de amor é indiferença, já que amor é sentir muito e indiferença é sentir nada. Pela primeira vez, ponho-me ao lado do vulgo na controvérsia; mas venho brandindo algo que este desconhece: a reflexão.
Ódio é, de fato, precisamente o contrário de amor, porque o que melhor se opõe a querer alguém muito bem é querer alguém muito mal. Trata-se de sentimentos. Como a indiferença é a ausência de sentimentos por alguém, não pode ser comparada com tipos de algo que ela não é, com tipos de sentimento. Somente se podem comparar elementos de um mesmo conjunto. Dizer que o contrário de amor é indiferença equivale a dizer que o oposto de um elemento de um conjunto é a ausência do conjunto. A cor que melhor se opõe à cor preta é a cor branca, e não o incolor, isto é, a ausência de cores. Na verdade, ser indiferente é o contrário de sentir algo; e ser incolor é o contrário de ser colorido. Assim, o contrário de amor é mesmo ódio, e o senso comum se respalda para este caso.

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