CIRCUNCISÃO - PRÓS E CONTRAS - BENEFÍCIOS SUPERAM OS RISCOS SEGUNDO CIENTISTAS

Fonte: Think Stock

Circuncisão: benefícios superam os riscos, garantem cientistas


Uma revisão de diversos estudos feitos até hoje sobre a circuncisão descobriu que os benefícios do procedimento feito em recém-nascidos supera “e muito” os riscos envolvidos na cirurgia.

Fonte: We Heart It

A pesquisa, publicada pela Mayo Clinic Proceedings, revelou que enquanto o número de homens americanos circuncidados entre 14 e 59 anos cresceu de 79% para 81%, a taxa de bebês operados caiu seis pontos percentuais para 77%. Esta taxa se mantinha inalterada desde os anos 1960.
Os autores concluíram que os benefícios — entre eles, queda nos riscos de infecção urinária, câncer de próstata, doenças sexualmente trasmissíveis e, em mulheres, câncer cervical — superam os riscos de infecção local ou sangramento. Diversos trabalhos anteriores, incluíndo dois experimentos clínicos randômicos, revelaram a ausência de qualquer efeito colateral da circuncisão no desempenho sexual ou prazer.
Apesar da decisão estar tipicamente nas mãos dos pais, ela custa caro — e muita gente importante já percebeu isso. Segundo um artigo publicado pelo The New York Times, as complicações associadas a indivíduos que não foram circuncidados pode sair caro nos próximos 10 anos de nascimentos: 4,4 bilhões de dólares.
A análise de custo-benefício mostrou que os custos diretos com infecções urinárias e doenças sexualmente transmissiveis tornam a “circuncisão masculina, em princípio, equivalente à vacinação em crianças”, afirmou Brian J. Morris, autor do estudo e professor de ciências médicas da Universidade de Sydney. “Assim como há pessoas que se opõe às vacinas, há os que se opõe à circuncisão. No entanto, seus argumentos são opinativos e geralmente não têm base científica, então não devem ser considerados”, conclui o especialista.

Fonte:https://br.mulher.yahoo.com/blogs/sexo-oposto/

Conheça os prós e contras da circuncisão

Quando feita na vida adulta, pode gerar reclamações de disfunção erétil e ejaculação retardada.

A circuncisão ou postectomia é um procedimento cirúrgico que consiste na retirada do prepúcio, prega de pele que recobre o pênis. Trata-se de um procedimento ambulatorial que pode ser realizado apenas com anestesia local ou associado com uma sedação. Através de técnicas diferentes o tecido do prepúcio é removido e é realizada uma sutura circular entre a pele e a mucosa remanescente. Em crianças de baixa idade, os dispositivos plásticos (que dispensam a necessidade de suturas) podem ser utilizados para a diminuição do tempo cirúrgico e maior praticidade do procedimento, porém alguns cirurgiões preferem os resultados estéticos das intervenções clássicas, com a ressecção e sutura. Apesar de ser um procedimento simples, deve ser sempre realizado por um médico habilitado e com experiência na técnica, geralmente cirurgiões com formação em Urologia ou Cirurgia Pediátrica. 
Um procedimento inadequado pode estar associado a resultados estéticos insatisfatórios ou mesmo com complicações mais graves como amputações parciais da glande e lesões na uretra. Pela exposição da glande ao contato com curativos e roupas, alguns pacientes podem sentir uma aumento da sensibilidade local e desconforto no pós-operatório da postectomia, principalmente quando havia no pré-operatório uma ausência completa da sua exposição. Este desconforto tende a melhorar e desaparecer com o passar dos dias e semanas. 
A circuncisão é realizada frequentemente por motivos religiosos, principalmente entre judeus e muçulmanos. As indicações médicas estão em geral associadas à impossibilidade ou dificuldade de exposição da glande (fimose). Em crianças a fimose pode causar dificuldade de micção (jato fino e doloroso), infecções urinárias e infecções locais por fungos. É importante salientar que uma parte substancial de crianças que nascem com fimose, irão apresentar uma resolução espontânea (sem cirurgia) até os 3 a 4 anos de vida. Ainda neste grupo é possível a melhora com a utilização de medicações tópicas que favorecem o descolamento do prepúcio. 

Repercussões sexuais

Apesar de ser um procedimento usualmente realizado na população masculina, existem alguns relatos na literatura médica de insatisfações dos pacientes sobre os resultados da cirurgia do ponto de vista estético e da qualidade da ereção e da ejaculação. Apesar de poucos estudos na literatura apontarem para estes resultados insatisfatórios, é possível observar na prática urológica, pacientes que apresentam queixas de disfunção erétil ou retardo na ejaculação, associados com a cirurgia. Muitas destas queixas podem estar diretamente associadas a condições de origem psicológica e também a um incompleto entendimento do paciente ao procedimento que está sendo realizado e suas expectativas.
Quando a circuncisão é realizada dentro de uma indicação médica precisa, com uma completa discussão com o paciente sobre resultados e possíveis complicações (que são mínimas quando o procedimento é realizado por um profissional experiente) a circuncisão é um excelente procedimento. 
Em adultos a dificuldade de exposição da glande pode estar associada a desconforto durante o ato sexual, inclusive com traumatismo local, bem como infecções fúngicas locais. Muitos homens apresentam uma exposição completa da glande, que pode estar parcialmente ou totalmente recoberta pelo prepúcio, sem qualquer tipo de queixa e neste caso não há indicação de qualquer tipo de procedimento cirúrgico do ponto de vista médico. A postectomia não deve ser realizada com o intuito de diminuir a sensibilidade da glande em pacientes com queixas de ejaculação retrógrada, pois sabemos que esta patologia é mediada ao nível do sistema nervoso central e que procedimentos cirúrgicos locais em geral não terão efeitos. 

Saúde blindada

Alguns estudos demonstraram que a realização da postectomia, em populações de alto risco, pode reduzir o risco de transmissão do vírus HIV, oferecendo uma proteção parcial. Porém é importante salientar que o estudo foi feito em populações africanas de alto risco e de forma alguma pode substituir as formas clássicas de prevenção em nosso meio, como o uso regular de preservativos. A circuncisão também oferece um papel protetor sobre o câncer de pênis, doença prevalente em populações com baixa condição sócio-econômica e com baixos níveis de higiene. A adequada higiene corporal e limpeza peniana com água e sabão também oferecem um papel de proteção para este tipo de câncer, sem a necessidade de realização de cirurgia. 

Escrito por: André Cavalcanti
Urologia

Circuncisão reduz risco de HPV e câncer de colo de útero nas mulheres

A circuncisão também pode diminuir o risco de HIV e de outras doenças sexuais

Um novo estudo, publicado no The Lancet, mostra que a circuncisão pode reduzir risco de câncer de colo de útero em mulheres. A pesquisa envolveu mais de 1.200 casais heterossexuais HIV-negativos, que vivem em Uganda, na África, onde a circuncisão de homens adultos é cada vez mais incentivada como forma de prevenir a propagação do vírus da Aids.

Para realizar os testes, metade dos homens recebeu o procedimento cirúrgico no ato da inscrição e a outra metade teve a circuncisão agendada para após a participação na pesquisa. Dois anos depois, as parceiras dos homens circuncisados estavam 28% menos propensas a serem infectadas com o vírus do papiloma humano (HPV) do que as parceiras dos homens não circuncisados. O motivo da redução dos riscos está vinculado a redução do transporte de HPV pela região peniana. Isso porque, o prepúcio do pênis, que é removido durante a circuncisão, é rico em células que são particularmente mais suscetíveis para o vírus se instalar e sua remoção, portanto, dificultaria a contaminação.

O HPV é uma doença sexualmente transmissível (DST), considerada é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de colo de útero. Em estudos anteriores, os pesquisadores da Universidade Johns Hopkins mostraram que a circuncisão masculina reduz a infecção por HIV, HPV em homens, e herpes genital.  
O prepúcio do pênis, que é removido durante a circuncisão, é rico em células que são particularmente mais suscetíveis para o vírus
Prevenção

O câncer de colo de útero é o único tipo de câncer que tem um começo, meio e fim delimitado. "Ele demora em média de 5 a 10 anos para se desenvolver do primeiro estágio ao mais grave", explica o ginecologista Wagner José. Algumas medidas simples poderiam evitar a doença. São elas:

-Fazer o exame de papanicolau. O exame ainda é o mais eficiente método de detecção da doença. "Apenas 19% das brasileiras fazem o exame e boa parte da população desconhece sua importância", alerta o ginecologista da Unifesp.

De acordo com ele, não é necessário fazer o exame todos os anos, afinal, o tempo de manifestação da doença vai de 5 a 10 anos. "Para quem começou sua vida sexual agora, é recomendado fazer uma vez por ano, mas se você fez o exame por três anos consecutivos e não apresentou alterações, não precisa fazer anualmente. Basta fazê-lo uma vez a cada dois anos", continua.  
Para quem já teve o HPV Não há cura para o HPV. "É o sistema imunológico da mulher que se encarrega de expulsar o vírus", explica Wagner. Por isso Wagner recomenda:

- Tenha boas noites de sono. "O sono fortalece o sistema imunológico e faz com que tenhamos mais força para reagir a "agentes intrusos" como o vírus do HPV", explica o ginecologista.

- Evite o fumo. "O cigarro agrava e muito o problema por enfraquecer o sistema imunológico", diz o ginecologista.

- Dispensar a calcinha de vez em quando: para dormir, por exemplo. "Deixar as partes íntimas arejadas ajuda a evitar a propagação do HPV", explica Wagner.  

Circuncisão pode ter impacto limitado na prevenção da Aids

Estudo diz que circuncisão em homossexuais traz poucas vantagens

A circuncisão em adultos tem sido proposta como uma possível estratégia de prevenção da Aids para homossexuais, mas um novo estudo da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, sugere que a medida teria um pequeno efeito na redução da incidência do HIV. Os resultados foram apresentados essa semana na 18° Conferência Internacional da AIDS, realizada essa semana em Viena, na Áustria.

Estudos anteriores concluíram que, em homens saudáveis, o procedimento reduz de 60% a 50% as chances de eles serem contaminados pelo vírus. Isso porque, o prepúcio do pênis, que é removido durante a circuncisão, é rico em células que são particularmente mais suscetíveis para o vírus se instalar e sua remoção, portanto, dificultaria a contaminação. Tais levantamentos levaram a Organização Mundial de Saúde (OMS) a recomendar a técnica como parte da estratégia de prevenção da Aids.

O estudo foi baseado em exames de 521 homens homossexuais e bissexuais em São Francisco. Os resultados indicaram que 115 homens (21%) eram HIV - positivos e 327 (63%) tinham sido circuncidados. Dos restantes 69 homens (13%), apenas quatro (0,7%) estavam dispostos a fazer a circuncisão se fosse provado seguro e eficaz na prevenção do HIV. Quando as análises foram ampliadas para toda a população homossexual e bissexual de São Francisco, cerca de 65.700 pessoas, os pesquisadores notaram que apenas 500 homens tiveram potenciais benefícios da circuncisão. Assim, observou-se que somente a circuncisão não garante uma medida eficaz na prevenção do HIV.  

Circuncisão de homens com HIV

Uma outra pesquisa realizada em Uganda, na África, aponta que a circuncisão de homens infectados com o vírus HIV, causador da Aids, não reduz o risco de transmissão para as suas parceiras sexuais. Publicado na revista britânica The Lancet, no ano passado, o estudo avaliou mais de 900 homens inicialmente não circuncidados, portadores de HIV, na faixa etária de 15 a 49 anos.

Durante as análises, alguns participantes foram imediatamente circuncidados e outros tiveram o procedimento adiado por dois anos. Mais de 160 parceiras sexuais dos voluntários também foram acompanhadas. A pesquisa concluiu, que após 24 meses, a circuncisão nos homens infectados não evitou a transmissão de HIV e nem de outras doenças sexualmente transmissíveis (DST) para as parceiras.

Entretanto, de acordo com os cientistas, a eficácia da circuncisão masculina na prevenção de HIV em homens não infectados é um fato, e essa menor propensão acabaria beneficiando as suas parceiras sexuais, que ficariam menos expostas ao vírus. Mesmo assim, os pesquisadores alertam que o uso de preservativo é essencial para evitar a transmissão de HIV, apesar da circuncisão.

Circuncisão de homens com HIV não protege mulheres da Aids

Nos homens não infectados, procedimento reduz risco de contaminação em até 60%.


Uma pesquisa realizada em Uganda, na África, aponta que a circuncisão de homens infectados com o vírus HIV, causador da Aids, não reduz o risco de transmissão para as suas parceiras sexuais.

Estudos anteriores concluíram que, em homens saudáveis, o procedimento reduz de 60% a 50% as chances de eles serem contaminados pelo vírus. Isso porque, o prepúcio do pênis, que é removido durante a circuncisão, é rico em células que são particularmente mais suscetíveis para o vírus se instalar e sua remoção, portanto, dificultaria a contaminação. Tais levantamentos levaram a Organização Mundial de Saúde (OMS) a recomendar a técnica como parte da estratégia de prevenção da Aids.

Publicado na revista britânica "The Lancet", o estudo avaliou mais de 900 homens inicialmente não circuncidados, portadores de HIV, na faixa etária de 15 a 49 anos. Durante as análises, alguns participantes foram imediatamente circuncidados e outros tiveram o procedimento adiado por dois anos. Mais de 160 parceiras sexuais dos voluntários também foram acompanhadas. A pesquisa concluiu, que após 24 meses, a circuncisão nos homens infectados não evitou a transmissão de HIV e nem de outras doenças sexualmente transmissíveis (DST) para as parceiras.

Entretanto, de acordo com os cientistas, a eficácia da circuncisão masculina na prevenção de HIV em homens não infectados é um fato, e essa menor propensão acabaria beneficiando as suas parceiras sexuais, que ficariam menos expostas ao vírus. Mesmo assim, os pesquisadores alertam que o uso de preservativo é essencial para evitar a transmissão de HIV, apesar da circuncisão.

Fonte:http://yahoo.minhavida.com.br/temas/


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