OS SINAIS DA TRAIÇÃO

Os sinais da traição

Homens e mulheres agem de maneira diferente quando estão tendo uma relação extraconjugal. Aprenda a reconhecer alguns indícios.


Você conversa com seu parceiro ou parceira e, ao tocar em assuntos como traição, percebe que ele ou ela começa a coçar o rosto. Os olhos piscam mais rápido e a postura se contrai. Gestos pequenos, que muitas vezes passariam despercebidos, podem significar algo muito maior: ele (ou ela) está te traindo.


Mulheres querem realizar fantasias e se sentir desejadas: segundo expert, elas passam a se arrumar mais quando estão traindo

Não são apenas poucos sinais que vão dizer com toda certeza o que se passa na vida de seu parceiro ou parceira. Mas alguns indicativos podem ser levados em consideração. A começar pelo discurso e pelo estilo de vida dele (ou dela). “É perceptível a falta de comprometimento em relação ao matrimônio, à relação estável. Falta disponibilidade e tolerância, que podem ter a traição como consequência”, comenta a advogada especialista em direito da família, Fabiana Garcia.

De acordo com João Oliveira, psicólogo e autor do livro “Saiba Quem Está à Sua Frente” (Wak Editora), é possível perceber pela conversa se alguém está mentindo. Porém, antes de julgar, procure sondar e descobrir por que a verdade não está sendo dita. Pode ser que seu parceiro ou parceira esteja tentando te proteger de uma perda ou estreitar laços afetivos.
A “mentira da traição” está no grupo das mentiras por medo. Quando alguém mente por medo – ou seja, por saber que terá prejuízo caso a verdade venha à tona – a linguagem corporal permanente é a da retração.

Ocultam-se as palmas das mãos, o olhar foge e a expressão no rosto é de apreensão– ou raiva, dependendo da pressão a que o suposto mentiroso está sendo submetido.
As respostas são mais lentas e os pés vão apontar para algum ponto de fuga. Provavelmente, a porta mais próxima do local. “Observando as possíveis situações emocionais podemos perceber como elas implicam nas alterações, às vezes totalmente contrárias, da linguagem corporal e expressões faciais”, comenta João Oliveira.
Outra tendência, nesse tipo de confronto, é a de proteção. Ao colocar os braços na frente do esterno (o osso que fica no peito) ou deslocá-los para a altura da barriga, a pessoa que está sofrendo o interrogatório busca proteger seus pontos sensíveis, técnica inconsciente adotada durante a evolução humana.
A coceira no rosto e as piscadas mais rápidas significam uma enorme quantidade de sangue circulando mais rápido, como o preparo para uma fuga.


Alexandre Carvalho/ Fotoarena
Angela Detetive, 50 anos de experiência: a traição é um sinal de que algo está errado no relacionamento.
 
Homens e mulheres
 
 
Os sinais de traição, normalmente, variam entre homens e mulheres. “Quando a mulher começa a trair e se envolve, ela acaba demonstrando para o marido uma insatisfação que normalmente resulta em divórcio. Não é raro as mulheres pedirem a separação por isso”, diz Fabiana.
Segundo o detetive Mário Yamauchi, da Agência Elite Detetives, a busca por investigação conjugal responde por cerca de 70% dos casos – e com uma margem de 8 flagrantes a cada 10 investigações. “A maioria dos casos extraconjugais acontecem com colegas de trabalho. Os sinais que mais geram desconfiança são o contato telefônico, os horários que mudam de uma hora para outra e a necessidade de ficar até mais tarde”,exemplifica o detetive.
Para ele, os sinais mais claros de que algo está errado em uma relação é a ausência do homem e o temperamento da mulher. “A mulher muda o seu comportamento, ela briga mais para tentar dar um fim na relação”.
O fato de a mulher ser mais afetiva, no entanto, não é uma regra e não a faz menos cuidadosa. Para a espanhola Angela Detetive, que trabalha no ramo há 50 anos, quando a esposa se sente abandonada pelo marido, tem uma tendência em procurar o que falta no seu casamento de maneira muito mais planejada. “As mulheres querem carinho, sexo e também têm fantasias. São mais espertas quando têm um caso e costumam ter álibis concretos e convincentes”, comenta a detetive, que se lançou na profissão depois de flagrar seu próprio marido a traindo.
Para ela, os sinais básicos da traição são diferentes. “O homem fica mais distraído, parece que está constantemente em outro lugar. Já a mulher, quando tem um amante, se sente desejada. Consequentemente, se arruma mais e fica mais bonita”,exemplifica.
Para a advogada Fabiana Garcia, as pessoas passaram a ser menos cuidadosas com as redes sociais, tornando mais difícil esconder os sinais de um caso extraconjugal. A detetive Angela concorda. “As pessoas não sabem disfarçar uma traição online. Quando o cônjuge entra na sala, elas fecham o computador, o que já é um sinal de desconfiança.”
Dos pequenos gestos e expressões faciais até a prova explícita, o fato é que traição significa que o relacionamento está com problemas. É importante conversar com o cônjuge e tentar resolver o que está dando errado. “O casamento é feito pelo casal. Você tem que ter uma cumplicidade, amor e respeito. Quando falta diálogo, falta confiança”, finaliza Angela.
 
 
 
 
Fonte:http://delas.ig.com.br/amoresexo/2013-06-29/os-sinais-da-traicao.html
 

Traição pode salvar um relacionamento?

“Ajudou a salvar meu casamento e a renovar os laços de cumplicidade”, diz mulher que perdoou o marido. Dê sua opinião.

Dor, mágoa, raiva, amargura. Os sentimentos em torno de uma traição são quase sempre negativos. Mas no caso da escritora e terapeuta Anna Sharp, a infidelidade do marido revelou um inesperado desfecho. “Ajudou a salvar meu casamento e a renovar os laços de cumplicidade”, diz ela sobre um passado que prefere não detalhar.
Getty Images
Nem sempre a traição leva ao fim de uma história de amor
Anna, que é autora do livro “Resgate de um Casamento” (Editora Rocco), hoje consegue perceber o lado bom da tempestade que quase afundou seu relacionamento. “Foi um momento fantástico para rever tudo”, explica a escritora, casada há 50 anos. “Em uma relação profunda de muitos anos, é preciso saber atravessar todos os tipos de crises para alcançar o verdadeiro amor, que superficialmente é confundido com paixão, apego, desejo e medo de ficar só”, acredita.
Arquivo pessoal
Ana Sharp, hoje com 71 anos, superou a crise da traição que viveu no passado
Mirian Goldenberg, antropóloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, diz que muitas vezes a fantasia de ter uma relação extraconjugal se torna muito menos interessante na prática. “Aquele que trai percebe o risco de perder a pessoa que ama por uma simples aventura”, diz. Em alguns casos, e não necessariamente na maioria deles, o infiel passa a valorizar ainda mais o seu parceiro.
Apesar do julgamento a respeito de uma traição ser puramente individual, não é difícil diferenciar um deslize casual de um caso arquitetado. Assim, o esforço em extrair algo positivo de uma traição se torna mais complicado quando a relação extraconjugal é recorrente. “Na escapada, vários fatores podem prevalecer: a necessidade de afirmação, a vaidade, o impulso sexual”, pondera Anna. Isso não significa que uma “fugidinha” seja algo louvável, mas para ela, a maior perda se dá nos casos constantes. “A cumplicidade, a amizade e o respeito são rompidos pelo outro”.
A traição machuca o ego e, em momentos de crise, racionalizar é difícil. “Mas quem é traído também precisa refletir e se perguntar: se eu tivesse oportunidade, não faria também?”, questiona Anna. “Além disso, não tem que perdoar nada, mas compreender, se colocar no lugar do outro. Esqueça essa coisa de perdão. Quem perdoa fica numa posição de superioridade e acaba humilhando o outro”, aconselha.


A traição provoca a quebra da confiança e da expectativa de ser único e especial. É muito difícil reconquistar. Mas acontece.
De acordo com Mirian, apesar da maior parte dos casos de infidelidade acabar resultando em separação, uma reconciliação é possível. “A traição provoca a quebra da confiança e da expectativa de ser único e especial. É muito difícil reconquistar. Mas acontece”, revela a antropóloga. “A maior dificuldade é o parceiro traído voltar a confiar naquele que traiu. Se isso não existir, é muito difícil que o casamento sobreviva”.

Um dado que pode ajudar a reestabelecer essa confiança é o fato da traição não significar necessariamente falta de amor do parceiro – se é que isso serve de consolo. O sociólogo americano Eric Anderson causou polêmica nos Estados Unidos e na Inglaterra ao apresentar, no começo deste ano, um estudo que traz uma revelação surpreendente: 78% homens pesquisados que traíram continuaram amando suas mulheres. Ele polemizou ainda mais ao afirmar para o The Huffington Post que a monogamia representa um "cárcere sexual imposto pela sociedade que pode levar a uma vida de raiva e desprezo".

O estudo, que está no livro “The Monogamy Gap: Men, Love, and the Reality of Cheating”, foi criticado por outros especialistas em relacionamentos por causa das características dos indivíduos estudados: 120 universitários ingleses na casa dos 20 anos. Segundo eles, esse tipo de pensamento, que separa sexo e amor, é mais comum entre os jovens.    

Os seis vilões do casamento

Rotina, filhos e até o videogame. Os desafios da vida a dois e como evitar desgastes e distanciamento

 
A vida do casal depois da lua-de-mel não é feita só de romance. A rotina revela vilões que muitas vezes colocam o encanto e o amor em perigo. Os jantares em restaurantes descolados dão lugar ao lanche rápido no balcão da cozinha, e o tempo compartilhado ao final do dia, quem diria, agora é usado para jogar videogame e atualizar o Facebook.

Sim, as mudanças são naturais ao longo do tempo, porém é preciso atentar para os exageros em busca de relações mais harmoniosas e satisfatórias para os dois lados. Feras em terapia de casal e autoras de livros sobre o assunto, Lidia Aratangy e Magdalena Ramos apontam caminhos para lidar com os seis potenciais vilões do casamento e do sexo.

1.Tarefas domésticas

Dividir o mesmo teto significa dividir também a pilha de louça para lavar. E as brigas envolvendo trabalhos domésticos são comuns. Se a trabalhosa compra do mês e os copos fora do lugar andam disparando discussões, "então está na hora de distribuir as tarefas de maneira justa", avalia a mediadora de conflitos Magdalena Ramos. A recomendação é que cada um escolha as responsabilidades de acordo com suas habilidades e preferências, mesmo que tenham feito tudo diferente por vários anos. “As mulheres tendem a pegar mais coisas para fazer, porém com o tempo começam a se ressentir e reclamar”, alerta. Segundo a terapeuta Lidia Aratangy, não deve existir o conceito de “ajudar em casa”, já que a responsabilidade é igual para os dois. A hora da faxina – ou mesmo a orientação de uma faxineira – deve servir como um exercício de companheirismo, e não virar um cabo de guerra.
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É preciso companheirismo na hora da faxina e organização


2. As crianças

É consenso entre os especialistas que os filhos reduzem o tempo a sós do casal e a rotina sexual – reduzem, não eliminam. Os primeiros anos são os mais difíceis. “É uma temporada sem ‘eu e você’. Paciência, isso volta“, diz Magdalena. Separar um momento diário para conversar e brincar com as crianças é uma tentativa para que elas interrompam menos os pais durante outras atividades. “Quando eles sabem que terão um espaço para serem ouvidos, não ficam insistindo e atrapalhando”, diz Aratangy. De acordo com Magdalena, é normal que os pais discordem com o estilo do outro de educar. O caminho para evitar conflitos é realmente conversar e tentar um equilíbrio construtivo.
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Amantes ou pais? Depois dos filhos é normal essa divisão ficar complicada


3. Televisão, computador e videogame

Como é bom chegar em casa e simplesmente relaxar. Televisão, jogos eletrônicos e novelas não são inimigos do casamento, desde que não isolem um dos pares. “Muita gente mora sob o mesmo teto, mas não compartilha nada. Em função disso, não constroem uma relação”, aponta Magdalena. Com o tempo, a distância entre os dois cresce e o tédio aumenta. Contudo, abrir totalmente mão de fazer o que gosta também não é o caminho. “É uma equação complicada conciliar o território das coisas partilhadas com os interesses individuais, que precisam ser mantidos”, avalia Lidia. “Um bom antídoto é perguntar como foi o dia do outro, escutar, esse já é um grande passo”, diz. Outra boa ideia é incluir o(a) parceiro(a) no programa – que tal jogar em equipe?
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É um desafio conciliar o tempo livre entre a convivência e a diversão individual

4. Descuido como corpo

Compartilhar um pote de sorvete durante o filme, preparar aquela receita calórica ou bebericar todos os dias num happy hour caseiro; quem não gosta? Pesquisas revelam que o casamento faz bem para a saúde, mas engorda. Além disso, a natural sensação de segurança pode gerar certo relaxamento, que até pode ser bom, desde que não vire desleixo. “Não precisa estar de salto alto, mas também não precisa estar com a camiseta furada”, diz Aratangy. O descuido, ela conta, demonstra falta de interesse: homens e mulheres deixam de se cuidar porque acham que não são mais notados ou avaliados da mesma maneira pelo(a) parceiro(a). Assim, elogios podem estimular a autoestima e o desejo de caprichar mais no visual. O primeiro passo, no entanto, é cuidar da própria imagem.
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Casamento não é desculpa para descuidar da balança ou da depilação
 
 
5. Intimidade demais
Atenção para não confundir intimidade com falta de boas maneiras. Como os dois passam muito tempo juntos, é natural que não tenham vergonha um do outro. Isso é bom, mas com limites. “Fechar a porta para fazer xixi é sinal de respeito e dignidade, e isso tem que ser mantido”, exemplifica Lidia. Ela diz que a acomodação leva os casais a compartilharem demais: acham que se conhecem tanto que não há mais surpresas. A partir daí não demora muito para alguém espremer uma espinha ou até soltar gases na frente do outro. E assim aquele mistério, que tempera a relação, fica ameaçado.
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Banheiro de porta fechada "é sinal de respeito e dignidade"

6. Rotina e cansaço

É natural que o cansaço do dia a dia desestimule a interação entre os pares. Porém, desfrutar dos momentos juntos é fundamental para manter a saúde da união. Jantar separados ou na frente da televisão desperdiça um horário de troca precioso. Claro, a vida não é uma festa, todo mundo pode ter um dia ruim no trabalho ou estresse no trânsito. Assim, saber como administrar isso e, principalmente, não descontar o nervosismo no outro, é prática dos casais felizes. As brigas não devem se tornar constantes e permanentes, esperando que o dia a dia fique mais fácil ou com menos cobranças. “O casal maduro tem uma lógica equilibrada e adequada. Às vezes precisamos dispensar algumas discussões e viver mais a relação”, avalia Lidia.
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Para ter uma relação saudável é preciso deixar alguns problemas e discussões de lado

         

Nove dicas para superar uma traição e salvar o relacionamento

Especialistas sugerem formas de lidar com a infidelidade e dão conselhos sobre como reduzir os riscos de sequelas na relação.

Superar uma traição não é fácil. Além das dificuldades emocionais do casal na hora de lidar com o fato, a infidelidade tem um lado social, que mobiliza amigos e familiares, atiça preconceitos e, muitas vezes, acaba até impossibilitando a reconciliação.

AgNews
Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank no dia de seu casamento, em março de 2010

Isso vale para qualquer um de nós e vale para as celebridades, sempre com as vidas tão expostas à opinião dos outros. O ator Bruno Gagliasso e a atriz Giovanna Ewbank casaram-se em março de 2010. Recentemente ele teria confessado a ela uma traição com a modelo Carol Francischini, pior, a modelo estaria grávida do ator. Nada foi confirmado. O casal se separou, mas depois de dois meses resolveram dar uma nova chance para o relacionamento.              
“Cada um sabe o quanto aguenta uma traição. Tem desde aqueles que não se importam tanto assim, até quem ache intolerável”, afirma Gisela Castanho, professora da Sociedade de Psicodrama de São Paulo e da Pós-Graduação em Psicodrama na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Além do fator individual, faz diferença o grau de envolvimento afetivo. É mais fácil para ambos os parceiros lidarem com uma 'escapada' sem maiores comprometimentos do que com um 'caso de paixão'. O impacto da traição será diferente em cada caso, tanto em termos de intensidade quanto em matéria de significado.
A traição não precisa representar o final da relação, se o casal tiver maturidade para lidar com a crise inicial que ela provoca. “Dá para superar e crescer se o amor permanece. Do lado de quem é traído, ajuda muito tentar responder a perguntas como, o que é mais importante: ter razão ou ser feliz? Proteger seu ego ou apostar na sua felicidade? Se você tem a compreensão do que aconteceu por dentro do outro, por que vai jogar tudo fora?”, acredita Anna Sharp, terapeuta e autora de “Resgate de um Casamento” (Editora Rocco).
Para uma traição não destruir sua relação, siga os conselhos dos especialistas:
 
1 – Enfrente o desafio de reparar o dano que levou à traição o quanto antes               

Numa relação boa e saudável é menos provável que a traição aconteça. Ela defende que nessa hora, o casal avalie onde cada um tem falhado e deixado de ser parceiro do outro. “Para mim, traição é quando existe uma quebra na cumplicidade, na lealdade. É muito mais do que uma simples ‘pulada de cerca’”, diz Anna Sharp.

 
Não apenas quem traiu precisa rever suas atitudes. Se você foi traído pode ter descuidado da relação também. “Às vezes você põe toda culpa no traidor e não percebe que pode ter interferido na decisão de trair. Ambos têm que ter responsabilidade sobre o relacionamento e entender como foram construindo os problemas”, diz Gisela Castanho. “O importante é que fique claro que havia uma insatisfação e que o problema na relação precisa ser sanado.”
 
2 – Respeite e libere a raiva               

Descobrir que o parceiro traiu você dói. “Num primeiro momento tem que aguentar a hora do barraco, tem que botar a raiva para fora, precisa chorar muito. Não tem jeito”, diz Anna Sharp. “Não se pode ignorar a dor da traição. Todos os sentimentos têm que ser vistos, revistos e vistos de novo, por mais doloroso que o processo seja: encarar a ameaça ao relacionamento e o que isso significa para você, o sofrimento de perder a pessoa amada, a culpa e o medo de ter ‘provocado’ direta ou indiretamente a traição, o cansaço de ter que construir tudo de novo, muitas vezes do zero”, diz Anna. Então, nada de represar esses sentimentos: é preciso sentir e viver essa dor para ela ir embora e ceder lugar a um novo acordo entre vocês.
 
3 – Não tenha medo de discutir e conversar               

Não adianta jogar a traição para debaixo do tapete e fingir que nada aconteceu. O casal – e principalmente quem foi traído - precisa entender o que houve. “Criar um vínculo com outra pessoa numa relação que supõe a fidelidade é uma quebra de confiança que rompe o trato original do casal. Mesmo que esse vínculo seja apenas uma relação casual, nascida de uma oportunidade ou de uma química do momento, nem por isso os sentimentos de quem foi traído devem ser considerados menos importantes”, acredita Anna Sharp. “A relação até pode voltar a ser como era, mas apenas se houver espaço e disposição de ambos os parceiros para muita conversa e entendimento do porquê aconteceu a traição”, avalia Gisela.
4 – Será que seu ego ferido aguenta?
Se a traição é reconhecida pelo casal como um erro, mas ainda assim existe a vontade de ficar junto, é preciso lidar com sentimentos de ego ferido, humilhação e culpa, principalmente se os fatos vieram a público. “Se a traição provocou um abalo essencial na autoestima, é difícil perdoar porque, nesse caso, ser traído significa ter vergonha de ser quem você é”, diz a psicanalista Anna Veronica Mautner. É quase impossível, mas idealmente, uma traição só deveria vir a público quando as primeiras nuvens de tempestade já tivessem passado, para evitar que o julgamento dos outros interferisse na decisão do casal.
 
5 – Reconheça a armadilha da paranoia e evite cair nela
               
Voltar a confiar de novo é fundamental. “Entender a traição não é uma permissão para que aconteça outra vez; é a compreensão de que o freio falhou”, diz Anna Sharp. Em contrapartida, o traidor precisa provar que está comprometido e empenhado em não repetir o erro. “Quem traiu precisa ser transparente. Quem foi traído precisa de muita garantia de amor para voltar a se sentir bem de novo e, mesmo assim, pode ficar uma pulga atrás da orelha”, explica Gisela.

 
A tentação de monitorar cada passo do outro é grande, mas essa atitude é uma armadilha. “Se você usa o controle para sufocar o outro é difícil levar o relacionamento adiante. Até porque ninguém controla nada: quem quer trair, acha suas maneiras”, afirma Gisela
 
6 – Aproveite a crise para reconstruir a paixão               

Crises, por incrível que pareça são bons momentos para resgatar os pontos fortes da relação. O que vocês sempre quiseram fazer juntos e sempre adiaram? Quais programas da época de namoro deixaram saudade? “É bom experimentar situações fora da rotina para ver se a paixão renasce, viajar mais juntos, ter mais momentos a dois. Esse é um bom tempo para cuidar-se como casal”, diz Gisela.
7
- Procure blindar sua relação dos comentários dos críticos e fofoqueiros               

A interferência de terceiros na relação pode pesar muito para alguns casais, sobretudo em grupos onde a traição tem um estigma negativo muito forte. “Se você mora no Nordeste, num lugar em que a ‘honra’ é mais importante que qualquer outra coisa, o que mexer com ela é vital na sua autoestima”, exemplifica Anna Verônica Mautner. “Onde houver menos pressão social, a autoestima vai ser menos abalada, a ameaça de ruptura é menor e, portanto, o casal tem mais chances de conversar e resolver as coisas.”             
Podem chover palpites, mas cabe só ao casal tomar decisões sobre o que fazer. “Vocês dois é que sabem da vida de vocês como casal. Ninguém mais tem nada a ver com isso. Temos que tomar cuidado para não dar palpite na vida alheia e isso vale tanto para o casamento das celebridades quanto para o da vizinha”, reforça Gisela.
 
8 - Manter a discrição é chave para poder reatar um dia
               
Na hora da raiva, a vontade é soltar cobras e lagartos. Assim como, depois da reconciliação, a gente quer espalhar para os quatro ventos como deu a volta por cima. Nenhuma das duas atitudes é uma boa escolha. “De um modo geral, as pessoas não gostam de saber que você é feliz, porque elas mesmas não são tão felizes assim. Quando passei por isso, grandes amigas minhas disseram que eu tinha mesmo que me separar, partir para outra. Graças a Deus, tive maturidade suficiente para fazer a escolha que mais combinava comigo e vencer o orgulho ferido!”, adverte Anna Sharp.
9 – Não se envergonhe das crises
“Quer coisa mais feia e sem-graça que um objeto totalmente novo, sem história? Quanto mais quebrado e consertado, mais o casal tem que valorizar. Superar as crises é um mérito”, diz Anna Sharp.

Livro lista as regras para uma traição ser bem-sucedida

Obra da socióloga inglesa Catherine Hakim diz que infidelidade à moda francesa pode fazer bem aos casamentos.

 
A socióloga e pesquisadora inglesa Catherine Hakim está provocando polêmica na Europa com o seu novo livro “The New Rules: Internet Dating, Playfairs and Erotic Power”(As Novas Regras: Encontros Pela Internet, Casos Rápidos e Poder Erótico), ainda não lançado no Brasil. Na obra, ela defende que a infidelidade faz bem aos casamentos e pode até salvá-los. Catherine ainda elenca as regras para uma traição bem sucedida e nomeia os franceses como os melhores “traidores” do mundo, citando-os como um exemplo a ser seguido por outros casais.

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Para Catherine Hakim, a infidelidade pode revigorar e até salvar um casamento

Para escrever o livro, Catherine entrevistou usuários de sites de encontros para pessoas casadas interessadas em ter casos extraconjugais.
“Um casamento celibatário ou sem sexo suficiente é o principal motivo para eles recorrerem a esse tipo de serviço”, conta a socióloga, explicando que esse esfriamento do desejo é comum nas relações que duram muitos anos. "Esses indivíduos estão cientes que o problema precisa ser resolvido de alguma forma”, completa.
Na entrevista a seguir, Catherine lista as regras francesas para uma traição bem-sucedida e ainda explica porque os casos são um artigo de luxo, mais comuns para pessoas com uma situação financeira confortável.
 
iG: conceito de infidelidade precisa ser revisto? Devemos ser mais tolerantes quando o parceiro ou a parceira nos trai?
 
Catherine Hakim: As palavras ‘traição’ e ‘infidelidade’ estão ficando cada vez mais obsoletas nos dias atuais, sobretudo se considerarmos o aumento da expectativa de vida da população, que abriu a possibilidade dos casamentos durarem de 50 até 70 anos. A questão é que o interesse sexual e o desejo entre as pessoas casadas raramente dura tanto tempo, principalmente se elas têm filhos. Então você tem duas opções: ou faz como os americanos, que se casam e se separam várias vezes, ou segue o exemplo dos franceses, que têm um único casamento longo enquanto mantém casos discretos.
 
iG: Como os casais lidam com essa falta de sexo na relação?
 
Catherine Hakim: Se uma relação conjugal torna-se quase completamente assexuada, então há geralmente um cônjuge infeliz, que normalmente é o marido. É mais fácil para as mulheres pôr de lado este problema como algo sem importância, mas muitas não pensam assim. A maioria dos homens considera o casamento como a promessa de sexo ilimitado com alguém que você realmente gosta. Aliás, esta é a essência da monogamia moderna. E quando a esposa rejeita a intimidade sexual, os maridos veem isso como uma grande traição da parte delas.

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Catherine Hakim: "Infidelidade custa dinheiro, tempo e esforço. Caso é um artigo de luxo"

iG: Homens e mulheres estão traindo mais hoje do que no passado?
Catherine Hakim: No passado, um homem casado seduzia uma jovem mulher solteira, muitas vezes pobre, que sempre tinha a esperança de se casar com ele, mas acabava desiludida e amargurada. Era a exploração de meninas solteiras seduzidas por homens casados. Eu chamo isso de caso injusto.
Hoje, temos uma situação mais equilibrada de mulheres casadas, bem como homens, que se inscrevem em sites de namoro esperando encontrar um amante. Mas mantendo paralelamente a sua vida familiar, tentando evitar qualquer perturbação para a vida de seus filhos. Todas as pessoas no meu estudo tinham fortes valores familiares.

Casos devem ser conduzidos com estilo e elegância. Tem que ser um luxo agradável para ambas as partes - incluindo presentes, viagens e outras diversões
iG: Por que você elege os franceses como um modelo em termos de infidelidade? Quais as regras deles para que a traição não perturbe o casamento?
Catherine Hakim: Os franceses vêm tendo casos durante séculos. Eles dominam a arte de fazer isso como ninguém. Meu livro mostra como as regras deles para relações extraconjugais, entre todas, são as que funcionam melhor. A primeira regra é que os casos devem ser feitos de maneira discreta, assim ninguém fica sabendo. Preferencialmente, os amantes não devem estar nosso círculo social, porque isso aumenta as chances de descoberta. Casos também devem ser conduzidos com grande estilo e elegância. Tem que ser um luxo agradável para ambas as partes - incluindo presentes, viagens e outras diversões.
iG: Você diz que ter um caso é como ir a um restaurante chique. A pessoa precisa ter dinheiro para trair?
Catherine Hakim: Claro! Infidelidade custa dinheiro, tempo e esforço. Ter um caso é um artigo de luxo. É por isso que eles são mais comuns entre homens e mulheres altamente educados, com status profissional e rendimentos elevados. Pessoas pobres devem oferecer outras coisas no lugar do dinheiro, como a beleza, a juventude, muito tempo livre, elegância, boas maneiras e estilo. O exemplo de caso clássico é composto por um homem (ou mulher) mais velho e bem-sucedido e uma moça (ou rapaz) mais jovem e atraente, mas pobre.
iG: É uma boa ideia de dizer ao seu parceiro que você o traiu? Ou é melhor manter a boca fechada?
Catherine Hakim: A regra máxima é manter o caso completamente escondido e nunca constranger ou perturbar o marido ou a esposa. Isto significa que as traições devem ser sempre negadas, sempre. É totalmente não civilizado para uma mulher, de repente, confessar um caso, mesmo que ele já tenha acabado. Esse tipo de confissão sempre resulta em grandes problemas para o casamento.
 

Detetives se especializam em descobrir traições virtuais

Perfis falsos nas redes sociais e programas espiões são usados para confirmar a infidelidade conjugal na internet.

Longe dos olhos dos parceiros, muitos homens e mulheres comprometidos têm aproveitado a privacidade oferecida pela internet para conhecer intimamente outras pessoas. Assim, a web é usada para conversas picantes com desconhecidos em diversas bases. Mas a "pulada de cerca" online já não é tão secreta quanto antes. Para atender à demanda crescente dos desconfiados, profissionais especializados em descobrir traições agora também atuam online.
Com 50 anos de trabalho no mercado de investigação particular brasileiro, a espanhola Angela Detetive tem tanta experiência na área que até adotou o nome da sua profissão como sobrenome. Ela conta que nos últimos cinco anos tem aumentado muito o número de esposas e maridos que a procuram para vasculhar o comportamento de seus parceiros no mundo virtual. “Eles chegam reclamando, por exemplo, que o cônjuge costuma sair da cama no meio da madrugada, na ponta dos pés, para usar escondido o computador”, descreve a expert, revelando a conduta que mais intriga seus clientes.

Alexandre Carvalho/ Fotoarena
Com 50 anos de experiência, a detetive Angela se especializou em investigação na internet
De acordo com Angela, os sites de encontros, as redes sociais e as salas de bate papo são os serviços mais usados por quem quer se relacionar com outras pessoas fora do casamento na web. “O cara tem medo ser descoberto se paquerar no trabalho ou na academia. Então, parte para internet”, explica a profissional. Mas para o azar de quem trai, os investigadores conseguem, na maioria das vezes, flagrar as traições virtuais.

O também detetive Alex Beker revela uma estratégia de investigação na internet. “A gente cria perfis falsos em redes sociais como Facebook e Orkut. Em seguida, fazemos amizade com o marido ou a esposa, dependendo do caso, e começamos a interagir”, conta o profissional. A intenção dessa interação é ganhar a confiança do investigado. Com o passar do tempo, é proposto a ele um encontro pessoal ou sexo virtual. Neste último caso, a situação é registrada em fotos ou em vídeo para comprovar a traição.

Para que o perfil falso não gere desconfiança, Alex faz amizade numa rede social primeiro com os amigos do possível traidor. “Ele vê que vários conhecidos dele são amigos dessa pessoa no Facebook e não fica com o pé atrás”, esclarece o detetive. Em serviços de mensagens instantâneas que possibilitam o uso de câmeras, como MSN e Google Talk, imagens de homens ou mulheres sedutores atraem os investigados – são usadas fotos de modelos e “atores” ou “atrizes” para os vídeos.

“Tem cara que já vai tirando a roupa logo na primeira conversa. Já alguns levam mais de um mês para se sentirem à vontade”, diz Angela. Livres das roupas, claro, eles iniciam a masturbação. No caso das mulheres, elas raramente são pegas em tais situações constrangedoras. Preferem se envolver de forma mais romântica, fazendo confissões da intimidade.
 
Alguns recursos tecnológicos também ajudam nesses flagrantes. “Programas espiões registram tudo que a pessoa faz no computador. Autorizados pelo cliente, nós também instalamos câmeras escondidas nos ambientes da casa. Se ele (ou ela) fizer sexo virtual, vai ficar registrado”, esclarece o investigador Marco Aurélio, que prefere não revelar seu sobrenome por conta do trabalho sigiloso.

Mas o que acontece quando alguém tem provas de que realmente está sendo traído? “Tem gente que chora e se revolta. Dizem que vão se separar imediatamente. Você tem que atuar um pouco como psicóloga nessas horas”, avalia Angela. Já outras pessoas têm reações menos obvias. “Algumas mulheres ficam satisfeitas, afinal o marido está traindo 'só' na internet, e não fora dela. Ficam aliviadas e até dão risada da situação”, conta Alex. “Em alguns casos, o traído virtualmente nem conta para cônjuge que sabe da situação”, completa o detetive.

Tudo fica pior nas ocasiões em que o traidor aceita marcar um encontro pessoal depois do relacionamento virtual. “Ele chega ao lugar e acaba dando de cara com a esposa ou o marido. Esses momentos são sempre constrangedores porque não há muito o que dizer. É preciso ficar atento para que as coisas não descambem para agressão física”, alerta Marco Aurélio.              
 
 
Lista de sinais que indicam que o (a) parceira (a) pode estar traindo virtualmente:

- Ele (a) nem chegava perto do computador, agora não sai da frente da máquina nem pra comer.

- Muda de atitude ou demonstra animação antes e depois de usar o computador.

- Quando alguém chega perto do computador, ele (a) muda imediatamente de tela e finge estar jogando paciência ou coisas do tipo.

- Antes dividia o computador com todos da casa, agora comprou um notebook protegido por senha para ninguém usar.

- Ele (a) limpa o histórico de navegação sempre que desconecta o computador.
 

Flagras nas redes sociais têm papel cada vez maior em divórcios

Descuidos viram provas e segundo advogados americanos, já correspondem a cerca de 20% das provas de adultério.

 
Thinkstock/Getty Images
 
Descuidos viram provas e segundo advogados americanos, já correspondem a cerca de 20% das provas de adultério
A proliferação de câmeras digitais e smartphones e a popularização das redes sociais fazem com que os cônjuges infiéis tenham mais dificuldade em escapar incólumes, tendo um papel cada vez maior nas separações de casais, segundo advogados especializados em divórcios.

Embora não se consiga medir com exatidão a relação entre essas ferramentas e o fim das relações, a Associação de Advogados Matrimoniais dos EUA estima que as publicações no Facebook já correspondam a 20% das provas apresentadas por cônjuges do país na hora da separação.
Fundado em 2004, o Facebook conta hoje com mais de 1 bilhão de usuários - muitos deles mantendo olhares suspeitos sobre as atividades de seus parceiros, ou com olhos atravessados para "amigos" que podem virar "amantes".             
O site Facebookcheating.com reúne dezenas de histórias contadas por internautas sobre traições realizadas por meio da rede social.
Um dos usuários, identificado como ZDBZ, conta que encontrou a mulher adormecida em frente ao computador. "Ia desligar o laptop quando vi várias janelas minimizadas. Abri e estava lá. Ela havia feito sexo online com um ex-namorado", diz o marido, cujo casamento já tinha 19 anos.

 
O diretor do site, Craig Gross, disse à BBC Mundo que a maioria dos e-mails que o site recebe relatam casos em que internautas põem em risco seus relacionamentos ao reencontrar ex-namorados ou paqueras da adolescência.

Ele diz acreditar que a rede não é a causadora direta da onda de divórcios, apenas facilitando a infidelidade de casais que já apresentavam problemas.
 
Rastreamento

A advogada especialista em divórcios Yulisa Rodriguez, que trabalha em Miami, diz que normalmente os "infiéis" são descobertos por mudanças no comportamento.
"Eles começam a passar mais horas diante do computador ou escondem seus celulares. O cônjuge começa a suspeitar e, um belo dia, o infiel acaba deixando a tela aberta e é pego", afirma.
Outros adultérios vêm à tona com mensagens de texto que deveriam ir para os amantes e acabam sendo enviadas, por engano, aos parceiros oficiais.
Mas há quem busque outras formas de surpreender aqueles que buscam aventuras, virtuais ou não, fora dos casamentos.

Embora seja ilegal rastrear computadores alheios nos Estados Unidos, há programas disponíveis na internet, como o Nannyware, voltado para a vigilância de menores, que podem muito bem servir aos interesses dos desconfiados.
A advogada diz que as autoridades policiais costumam desconfiar desse tipo de atividade. No entanto, também existem meios lícitos para descobrir traições.
Rodriguez diz conhecer quem tenha criado uma conta falsa no Facebook com o único propósito de simular uma relação virtual, a fim de descobrir se seus cônjuges são suscetíveis ao apelo da infidelidade.
 
Olhos por toda a parte

Não é apenas o uso das redes sociais por parte dos infiéis que pode trazer casos de traição à tona. A tecnologia também potencializa a fofoca e o risco de ser descoberto por meio de câmeras fotográficas alheias, segundo o advogado Antonio Pagan, especialista em divórcios em Miami.
"Conheço o caso de um cliente que foi descoberto porque uma amiga de sua namorada o flagrou no cinema com outra garota, tirando uma foto com o smartphone", afirma.
Outros são denunciados pelos populares aplicativos que mostram onde e com quem estão os internautas, como o Foursquare.
Embora amantes tendam a evitar tal tecnologia, a história pode ser revelada pela falta de cuidado (ou não) de algum amigo que, uma vez estando com eles, resolva marcá-los em alguma postagem.
Em um mundo marcado cada vez mais pela falta de privacidade, a tendência é que cada vez mais relações cheguem ao fim motivadas por traições, descuidos ou fofocas virtuais.
"É só o começo", diz o diretor do Facebookcheating.com. Gross, que tem 36 anos e é casado há 13, dá sua receita para evitar problemas conjugais na rede. "Minha esposa e eu sabemos a senha do Facebook um do outro", afirma.
 
Fonte:http://delas.ig.com.br/amoresexo/2013-06-29/os-sinais-da-traicao.html

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