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Poliamor, trisal, relação em V e mais: entenda os diferentes tipos de não monogamia
Do poliamor hierárquico à anarquia relacional, entenda as diferentes formas de construir vínculos afetivos e sexuais fora da monogamia tradicional
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, em colaboração para Marie Claire — São Paulo (SP)
11/09/2026 04h30 Atualizado há 4 dias
Poliamor, trisal, relação em V, polifidelidade... Se você é nova no mundo da não monogamia ou é monogâmica e se perde diante de tantas nomenclaturas e dinâmicas de relacionamento, fique tranquila: este guia vai ajudar a entender as principais delas.
Embora tenham características próprias, todas fazem parte de um mesmo grande guarda-chuva, a não monogamia. Sob ele, cabem relações construídas a partir de diferentes acordos, limites e formas de lidar com desejo, sexo, afeto e compromisso. Não existe, portanto, um roteiro único. Cada relação pode estabelecer seus próprios acordos, limites e formas de lidar com desejo, sexo, afeto e compromisso.
Não monogamia ética
Mais do que um tipo específico de relação, a não monogamia ética, do inglês ethical non-monogamy (ENM), reúne relações que fogem da exclusividade da monogamia tradicional e são construídas com o conhecimento e o consentimento de todas as pessoas envolvidas. Neste sentido, transparência e acordos claros são fundamentais. É justamente isso que diferencia a não monogamia ética de uma traição ou infidelidade, que acontece sem o conhecimento ou o consentimento da outra pessoa
Poliamor
No poliamor, uma pessoa pode manter mais de um relacionamento amoroso e/ou sexual ao mesmo tempo, com o conhecimento e o consentimento de todos os envolvidos. Isso não significa que todos precisem se relacionar entre si. Alguém pode, por exemplo, manter vínculos com duas pessoas que não têm nenhum envolvimento uma com a outra. Também não existe um número determinado de parceiros nem uma única maneira de organizar essas relações.
Dentro do poliamor, existem ainda algumas possibilidades:
Poliamor hierárquico: acontece quando os diferentes vínculos ocupam posições distintas dentro da relação. Uma pessoa pode ter um parceiro considerado “primário”, enquanto outros relacionamentos são entendidos como secundários ou terciários. Na prática, essa hierarquia pode influenciar questões como prioridade, moradia, finanças e planos de vida.
Poliamor não hierárquico: nessa proposta, não há uma hierarquia previamente estabelecida entre os relacionamentos. Isso não significa que todos os vínculos sejam iguais ou tenham o mesmo nível de intimidade e compromisso, mas que nenhuma relação recebe automaticamente mais privilégios por ocupar determinada posição.
Relação em V: acontece quando uma pessoa mantém um relacionamento com outras duas, enquanto essas duas pessoas não têm uma relação romântica ou sexual entre si. A pessoa que está no centro do “V” se relaciona com as outras duas. É diferente do trisal em formato triangular, no qual as três pessoas se relacionam umas com as outras.
Trisal (ou relação a três)
O trisal é uma configuração em que três pessoas mantêm uma relação amorosa e/ou sexual. Diferentemente da relação em V, a ideia aqui é que exista um vínculo entre as três pessoas, formando uma espécie de triângulo.
Quando há mais pessoas envolvidas, podem aparecer termos como quadrisal ou outras nomenclaturas usadas para descrever a configuração. Não existe, porém, uma única maneira de organizar essas relações: os vínculos, acordos e graus de envolvimento podem variar de grupo para grupo.
Polifidelidade
A polifidelidade — também chamada de poliexclusividade — é uma estrutura em que três ou mais pessoas mantêm uma relação fechada entre si. Ou seja, os integrantes do grupo podem se relacionar afetiva e sexualmente uns com os outros, mas existe um acordo de exclusividade em relação a pessoas de fora daquela configuração.
É, portanto, uma forma de não monogamia que combina múltiplos vínculos com um acordo de exclusividade dentro do próprio grupo. E esse acordo não precisa ser necessariamente permanente: como em outras formas de não monogamia, os limites podem ser definidos e revistos pelas pessoas envolvidas.
Anarquia relacional
A anarquia relacional propõe questionar algumas das regras que costumam organizar os relacionamentos tradicionais. Em vez de partir da ideia de que uma relação romântica deve necessariamente ter mais importância ou prioridade do que uma amizade, por exemplo, a proposta é que cada vínculo seja construído a partir dos acordos entre as pessoas envolvidas.
Isso significa abrir espaço para diferentes formas de intimidade, afeto, compromisso e sexualidade sem necessariamente colocar cada relação em uma hierarquia pré-definida. A anarquia relacional pode se cruzar com o poliamor, mas não é sinônimo dele: trata-se também de uma forma de pensar e construir os relacionamentos.
Fonte:https://revistamarieclaire.globo.com/sexo/noticia/2026/09/poliamor-trisal-relacao-em-v-e-mais-entenda-os-diferentes-tipos-de-nao-monogamia.ghtml
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