BEIJAR PODE SER MAIS INTENSO QUE SEXO? A CIÊNCIA DIZ QUE SIM (E A GENTE EXPLICA O PORQUÊ) - O QUE ACONTECE QUIMICAMENTE NO SEU CORPO DURANTE UM BEIJO: EXPLOSÃO DE TESÃO
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Beijar pode ser mais intenso que sexo? A ciência diz que sim (e a gente explica o porquê)
Com descargas de dopamina comparáveis a esportes radicais e uma troca de saliva que aumenta o apetite sexual, o beijo é o verdadeiro termômetro do prazer. Neste Dia do Beijo, mapeamos 10 fatos surpreendentes
Por
redação Marie Claire
— São Paulo (SP)
13/04/2026 14h09 Atualizado agora
Existe um motivo pelo qual um beijo pode ser marcante por tanto tempo. Seus lábios ativam áreas do cérebro muito mais amplas do que os seus genitais. Mais do que um simples contato, o beijo é uma triagem biológica implacável, capaz de viciar ou de colocar um fim imediato em qualquer date. Marie Claire reuniu 10 fatos sobre o beijo, com base na ciência, para entender o segredo da química explosiva que todo mundo carrega na ponta da língua.
10 fatos para entender porque o beijo é tão (ou mais) poderoso que o sexo
Quando você beija, a atividade cerebral fica mais intensa
Um simples toque de lábios pode ser mais poderoso do que parece. Isso porque o contato dos lábios ativa uma área do cérebro desproporcionalmente maior do que a estimulada no sexo — o que ajuda a explicar por que o beijo ocupa um lugar tão central no desejo. Segundo a cientista e jornalista Sheril Kirshenbaum, autora de The Science of Kissing: What Our Lips Are Telling Us (A ciência do beijo: O que nossos lábios estão nos dizendo, em tradução livre), isso acontece porque uma grande parte do cérebro é dedicada a processar as sensações vindas dos lábios, uma sensibilidade que tem raízes profundas na nossa evolução.
Por falar nisso, há registros literários de beijos há 3.500 anos, nos textos védicos da Índia, mas o comportamento provavelmente é ainda mais antigo. Possivelmente, está ligado a práticas como a pré-mastigação de alimentos para bebês. Kirshenbaum diz que esse histórico ajuda a entender por que beijar libera hormônios associados ao prazer e ao vínculo, como a ocitocina, nos condicionando desde cedo a associar o contato labial a conforto, conexão e prazer.
O beijo é muito mais íntimo do que o sexo
Diferentes pesquisas sugerem que para um beijo ser bom e ter conexão é de um nível difícil de alcançar. O sexo, por outro lado, pode ser vivido de forma mais impessoal em alguns contextos, e o beijo costuma funcionar como um termômetro emocional do vínculo. Os indícios são que os homens são mais seletivos com quem beijam do que com quem transam, o que é visto como um reforço do peso simbólico e de afeto — mas também pode ser explicado pela forma como são criados: para enxergar os corpos de mulheres como sempre disponíveis.
Não à toa, especialistas apontam que, para mulheres, a diminuição dos beijos em um relacionamento pode ser mais preocupante do que a queda na frequência sexual porque simboliza um distanciamento emocional. Já para homens, ele tende a ocupar um papel mais secundário em relação ao impulso sexual. O psicólogo evolucionista Gordon Gallup Jr. apontou em um estudo que os homens abririam mão do beijo no sexo facilmente.
Num beijo, vocês trocam informações pela saliva
Homens tendem a preferir beijos de boca aberta — e há quem sugira que isso não é por acaso. A troca de saliva poderia envolver pequenas doses de testosterona, o que, ao longo do tempo, ajudaria a aumentar o desejo sexual da parceira. Ainda que o beijo seja prazeroso para ambos, ele costuma carregar significados diferentes: mulheres tendem a enxergá-lo como uma ferramenta para avaliar compatibilidade e o estado da relação, enquanto homens frequentemente o usam como um meio para um fim mais imediato (se é que você entende). Como explica Sheril Kirshenbaum, para eles o beijo pode estar diretamente ligado ao sexo, enquanto, do ponto de vista evolutivo e cultural, as mulheres são mais sensíveis aos sinais sutis que ajudam a medir conexão e afinidade.
Um bom beijo tem presença, não necessariamente técnica
O que define um “bom beijo” tem muito mais a ver com o que acontece na mente. Um estudo deste ano publicado pela Abertay University aponta que fantasias, estados emocionais e o imaginário interno desempenham um papel central na forma como avaliamos o beijo. O foco da ciência desloca o foco da ciência do contato físico para os processos mentais que moldam o desejo. Os resultados mostram que pessoas que fantasiam mais sobre intimidade tendem a valorizar mais a excitação durante o beijo, interpretando-o como um envolvimento emocional e psicológico mais intenso.
Beijar na boca pode ser tão intenso quanto pular de bungee jumping
Além dos lábios, o pescoço é um dos lugares favoritos para receber beijos devido à sua enorme quantidade de terminações nervosas, especialmente na nuca. Os lábios, por sua vez, são tão sensíveis que o beijo dispara uma reação química similar à de esportes radicais ou uso de entorpecentes. Mas as investigações de Sheril Kirshenbaum indicam que o beijo desperta respostas não são só emocionais, mas químicas. Para se ter noção, a cientista indica que a combinação de hormônios e neurotransmissores, a aceleração do coração e a respiração mais profunda em um beijo podem chegar a efeitos similares ao que se consegue com drogas, ao malhar ou pular de bungee jumping (sério!).
Beijar tem uma função de “triagem biológica”
Mais do que um gesto romântico, o beijo funciona como uma espécie de triagem biológica, um primeiro filtro que pode definir o rumo de uma relação. Pesquisas indicam que ele ativa múltiplos sentidos ao mesmo tempo, o que ajuda a explicar por que tantas pessoas se lembram do primeiro beijo com mais nitidez do que da primeira transa. Como observa Sheril Kirshenbaum, o beijo age como um teste de pH natural, ajudando a decidir se vale a pena investir em alguém. Não por acaso, o levantamento da University Albany mostrou que 59% dos homens e 66% das mulheres já terminaram um date por causa de um primeiro beijo ruim. Isso é visto como um indicativo de que, mesmo inconscientemente, usamos esse momento para avaliar se a química e a potência sexual de vocês dá match.
O batom vermelho pode aumentar sua taxa de beijos
Uma pesquisa feita em 2017 com 3 mil pessoas solteiras nos Estados Unidos mostrou que, para as mulheres, a escolha do batom faz diferença. Elas indicaram que o batom vermelho é avaliado como o mais atraente porque faz com que elas se sintam mais sedutoras e confiantes. Consequentemente, a percepção delas é de que beijam mais quando estão com a cor na boca. Há razões evolutivas para isso, como indícios de que lábios com cor e cheios, sem exageros, sinalizam fertilidade e níveis altos de estrogênio — um dos hormônios sexuais importantes para quem tem útero. Socialmente, o batom vermelho também é associado à liberdade e determinação, o que também pode ajudar as beijoqueiras.
No começo de um namoro, o beijo pode viciar
Kirshenbaum diz que a dopamina liberada num beijo apaixonado libera pode levar a sensações de euforia e, no começo de um relacionamento, pode ser viciante de verdade. Quando as bocas se encaixam, o cérebro é recompensado com o hormônio do bem-estar e do relaxamento. É um dos motivos pelos quais casais não se desgrudam depois de oficializar o namoro: é como se a química do corpo ficasse temporariamente “obcecada” pelo beijo da parceria. “A dopamina é mais abundante no estágio inicial e declina conforme a parceria deixa de ser ‘novidade’”, diz ela. Por isso mesmo, há hipóteses de que o beijo bom pode ser um dos motivos que levam pessoas a traírem — para manter os fogos de artifício estourando.
Seu nariz define se um beijo vai ser bom ou não
Você não usa só a boca para beijar. O olfato, por exemplo, desempenha um papel silencioso e decisivo porque capta imediatamente sinais de higiene e sinais sutis ligados à compatibilidade genética e imunológica do parceiro, funcionando como uma espécie de radar inconsciente. Sheril Kirshenbaum explica que o cheiro ajuda a indicar se aquela conexão tem potencial de ir para frente.
A iluminação muda a química do beijo
Não basta colar uma boca na outra e rodar: para ser gostoso, o contexto também importa. Pesquisas indicam que a maioria dos solteiros prefere cenários que já carregam uma carga simbólica de romance e sensualidade, como o pôr do sol ou um passeio sob a luz do luar. Um levantamento de 2017 feito por um app de relacionamentos mostrou que 48% de pessoas solteiras acham que o pôr do sol é o momento ideal para ser beijado, e 46% escolheram uma caminhada à noite sob a luz do luar. Romântico? Pois é, isso reforça como o ambiente pode intensificar a experiência emocional do beijo.
Fonte:https://revistamarieclaire.globo.com/sexo/noticia/2026/04/dia-do-beijo-ciencia-fatos-curiosidades.ghtml
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Explosão de tesão: o que acontece quimicamente no seu corpo durante um beijo?
Neste Dia do Beijo, explicamos com base na ciência por que beijar é tão bom (e por que seu corpo gosta tanto)
Por Camila Cetrone, redação Marie Claire — São Paulo (SP)
13/04/2024 00h00 Atualizado há um ano
Nos idos dos anos 2000 e 2010, o cantor Luan Santana e milhares de filósofos de internet “revelavam” com certo brilho nos outros – e uma frequência meio vergonha alheia – que “um beijo fala mais que mil palavras”. Temos que dar o braço a torcer: é verdade. Beijar – seja na boca, no corpo, na mão ou na testa – não só é um mecanismo social importante como pode transmitir afeto, tesão, amor, cumplicidade, admiração e tantos outros sentimentos. Não a toa, há um dia inteiramente dedicado a ele Dia 13 de Abril.
Pensando friamente, o beijo na boca, apaixonado e cheio de tesão, com saliva para cá e línguas que rodam o céu da boca inteirinho, pode ser um pouco… estranho. Por que desbravar a boca de outra pessoa nos traz tanto prazer? E mais, por que vivemos ansiando para sentir esse frenesi todo de novo e de novo?
As explicações são inúmeras, e levam em conta extensos contextos sociais, territoriais, históricos e até políticos, a depender do campo da sua explicação. Por aqui, vamos nos ater ao que a ciência já descobriu sobre os efeitos que um beijão pode oferecer ao corpo.
O que acontece quimicamente no corpo ao dar um beijo?
Quando o encontro de bocas acontece, o corpo ativa seu sistema de recompensa ligada ao prazer e libera uma explosão de ocitocina. Chamado de hormônio do amor, esse é o neurotransmissor que aflora sentimentos de afeto e apego pela pessoa que estiver beijando.
Agora, sabe aquela sensação de que sua perna está bamba e o estômago cheio de borboletas? Tudo isso é uma “culpa” gostosa que vem da liberação de dopamina, o hormônio da felicidade, do bem-estar e da satisfação.
Os níveis mais altos de dopamina também podem levar a um certo estado de euforia e de descolamento da realidade (aquela tontura boa, sabe?), que é quando você fica de sorrisinho bobo depois de um beijo caprichado naquela pessoa que você deu match.
Por fim, esse mix de tesão é coroado pela serotonina, outro hormônio ligado ao bem-estar. Tudo isso auxilia na redução do cortisol, o hormônio do estresse. Ou seja: só esse combo tem tudo para te deixar nas nuvens por um bom tempo.
E tenha certeza: não adianta escapar se o beijo tiver sido gostoso. O que faz você querer beijar mais e mais é seu próprio corpo, que acaba se viciando nesse boom hormonal dos sonhos e ansiando por mais.
Dentro de relacionamentos, essa explosão é muito mais comum na fase da paixão. Ou seja, naquele comecinho de relacionamento em que tudo é novidade, ou mesmo se for uma relação mais casual, por exemplo. Mas se estiver em um relacionamento e mantiver o hábito de beijar, essas ondas de prazer continuam sendo efetivas – e podem até afetar a longevidade do relacionamento.
Um estudo feito pelo Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de Oxford, em 2013, revelou que casais longevos que se beijam com frequência reportaram sentir mais satisfação dentro do relacionamento.
E o papel do beijo no sexo?
Se beijar pode ser uma das fontes de vitalidade de um relacionamento, para o sexo, nem se fala. Tem quem acredite que o sexo começa com o beijo – o que não está de todo errado.
Uma pesquisa feita nos Estados Unidos em 2007 aponta que, para as mulheres, há menos chances de querer ir para a cama com alguém se não houver um beijo antes. E beijar bem (ou melhor, um beijo dado com vontade) pode ser determinante para elas quererem transar.
É que entrelaçar as línguas antes e durante o sexo leva a excitação ainda mais para as alturas e traz o casal mais para perto, gerando mais intimidade. No pós, também é uma delícia para prolongar a sensação de bem-estar e ainda gerar um momento de relaxamento.
O segredo não está tanto na movimentação das bocas em si, mas na troca de salivas. Não, não estamos dizendo para você babar propositalmente na boca de alguém (e por favor, não faça isso!). O beijo de língua ou de boca aberta são mais efetivos para aumentar a libido porque quanto mais produção de saliva houver, com mais tesão você vai se sentir. Essa troca toda deixa o corpo mais excitado.
Para arrematar essa bomba perfeita, os lábios e a língua, juntos, tem mais de 1 milhão de terminações nervosas. Por esse motivo, a boca é considerada a zona erógena mais exposta de todo corpo – o que também explica por quê ficamos num mood tão safadinho ao encostar e esfregar uma na outra.
Fonte:https://revistamarieclaire.globo.com/sexo/noticia/2024/04/como-corpo-reage-ao-beijo-quimicamente.ghtml
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