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De apps a IA: como a tecnologia está redefinindo as relações afetivas e sexuais
Sexóloga Natali Gutierrez analisa como a tecnologia influencia o desejo e as relações humanas
Por O Globo — Rio de Janeiro
13/05/2025 04h00 Atualizado há 10 meses
Vivemos em uma era de hiperconexão. Redes sociais, inteligência artificial e aplicativos de relacionamento se tornam cada vez mais presentes na rotina e nas relações interpessoais. Em um cenário em que o "match" é instantâneo e os estímulos estão sempre ao alcance, surge uma dúvida central: estamos realmente mais próximos ou mais distantes?
Para a sexóloga e CEO da Dona Coelha, Natali Gutierrez, o avanço tecnológico transformou profundamente a maneira como as pessoas se relacionam, desejam e experienciam o prazer.
"O sexo hoje não depende apenas do contato físico. A tecnologia introduziu novas formas de excitação, flerte e até mesmo intimidade. Contudo, essa abundância de estímulos pode nos afastar da conexão genuína com o outro — e, muitas vezes, de nós mesmos", afirma.
De acordo com Natali, o excesso de comparação nas redes sociais e a velocidade dos aplicativos de relacionamento geram um ciclo de insatisfação constante, afetando diretamente a autoestima e o desejo.
"É uma lógica de consumo que também se reflete nas relações afetivas. Quando tudo está a um clique, o descartável se torna a norma e o aprofundamento emocional passa a ser secundário", explica.
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Além disso, com o crescimento da inteligência artificial, novas experiências estão sendo incorporadas ao universo sexual, de brinquedos conectados a assistentes virtuais de afeto. Para Natali, essas inovações têm o potencial de enriquecer a vida íntima, desde que acompanhadas de autoconhecimento e diálogo.
"A tecnologia não é uma vilã. Ela pode ser uma aliada do prazer, desde que saibamos utilizá-la para intensificar a conexão — e não para substituí-la", destaca.
Como fundadora da Dona Coelha, sextech referência no Brasil, Natali observa uma crescente busca por experiências sensoriais que vão além do digital. "A tendência atual é o prazer com presença: mais toque, mais olho no olho, mais escuta. A tecnologia pode abrir novos caminhos, mas a verdadeira revolução está em resgatar a intimidade com consciência e autenticidade", conclui.
Fonte:https://oglobo.globo.com/ela/noticia/2025/05/13/de-apps-a-ia-como-a-tecnologia-esta-redefinindo-as-relacoes-afetivas-e-sexuais.ghtml
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